Foco do Dia

Caso Kalupeteka: Comandante da Polícia na Caála terá morrido por fogo amigo

Lisboa – As autoridades angolanas ainda não reagiram as informações contidas num relatório dando conta que o comandante municipal da Caála, superintendente-chefe, Evaristo Katumbela Ukomo terá falecido após ter sido atingido por uma bala perdida de um colega da Polícia de Intervenção Rápida (PIR) e não conforme a versão apresentada publicamente por dois altos funcionários do Ministério do Interior. Os dois conhecidos responsáveis são citados como estando em problemas por terem enganado o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, sobre o sucedido, em torno da Igreja Katupeleka.

Fonte: Club-k.net

Pai do malogrado perdeu a vida quando  soube da verdade 

De acordo com o relatório, a morte de Evaristo Ukomo aconteceu quando uma brigada motorizada das FAA, - em reforço a um contigente da PIR - avançou para o Leste e sudoeste, do santuário da Igreja Kalupeteka, perseguindo os fugitivos que carregavam mortos e feridos (mulheres e crianças).

 

No dia seguinte, verificou-se que os responsáveis da polícia ao local tinha sido mortos a catanadas mas o comandante da PN, Evaristo Katumbela Ukomo tinha sido atingido por uma bala perdida provavelmente disparada pelos seus colegas da Policia de Intervenção Rápida (PIR) que lhe atravessou o olho furando a nuca.

 

A conclusão com que se baseia o relatório é sustentada pelo facto de os crentes encontrados vivos não tinham armas de fogo em nenhum momento mas sim catanas, machados e picaretas.

 

A versão inicialmente avançada por dois altos responsáveis do Ministério do Interior   insinuando que os crentes tinham armas de fogo ou arsenal de guerra, foi destinada a culpa-los pela morte do comandante da policia nacional e evitar com que a família do mesmo ficasse a saber que o malogrado foi mortalmente atingido por balas dos seus colegas.

 

Logo após ter conhecimento que Evaristo Katumbela Ukomo perdeu a vida, o seu pai, não resistiu o embate acabando também por falecer na cidade do Huambo.

Retaliação 

No momento em que foram reconhecer os corpos dos colegas, um outro oficial da PIR identificado por “Chefe Pinto”, terá se sentido revoltado tendo retaliado alguns crentes feridos pela mesma moeda.

 

O “Chefe Pinto” segundo o relatório encontrou um grupo de jovens com pertas partidas, outros feridos que não conseguiam andar. Ao ve-los, terá usado as seguinte expressão “como mataram os nossos chefes com catanas é com catanas que vamos vos matar também”. Ao começou a lhes cortejar até que os jovens fieis perderam a vida.

 

Ao lado de uma moradia de José Kalupeteko, que era a casa mais sumptuosa, havia um posto medico da Igreja. Os operacionais da Policia encontraram no seu interior outros feridos vivos e escondidos que foram massacrados ai mesmo.

Tribunal de Contas investiga denuncias de corrupção no Jornal de Angola

Washington - Prevista para uma duração mínima de uma semana, a última deslocação do presidente do Conselho de Administração das Edições Novembro ao exterior do país resumiu-se a dois dias.

 

Fonte: Club-k.net

Sob a batuta de Artur Queiroz, o Jornal de Angola tornou-se no mais ácido inimigo da democracia

Há pouco mais de uma semana, António José Ribeiro (AJR) iniciou uma digressão pela Europa que o levaria nomeadamente à Alemanha, onde tentaria, mais uma vez, encontrar solução para a rotativa das Edições Novembro.

 

José Ribeiro interrompeu bruscamente o “passeio” europeu quando foi informado que técnicos do Tribunal de Contas estariam a caminho das Edições Novembro para apurarem denúncias sobre possíveis irregularidades envolvendo a compra da rotativa das Edições Novembro e sobre o contrato de trabalho que vincula o português Artur Queiroz àquela empresa.

 

No caso da rotativa, avolumam-se as suspeitas de que as Edições Novembro podem ter, voluntariamente, comprado gato por lebre.

 

O presidente do Conselho de Administração das Edições Novembro comprou como nova – e por isso o país dispendeu largos milhões de dólares - um equipamento que, afinal, não passará de ferro velho. Desde que foi inaugurada, com a pompa e a circunstância que envolvem todas as cerimónias a que o Presidente da República dá a cara, a rotativa sempre funcionou aos soluços. Diversos técnicos alemães, ligados à empresa que vendeu o equipamento, já estiveram em Luanda, mas nenhum deles foi capaz de encontrar uma solução duradoura.

 

Observadores avisados, dentro e fora das Edições Novembro, têm reiteradamente sugerido que as vindas e idas de técnicos alemães não resolverão o problema da rotativa.

 

Angola pagou aproximadamente 20 milhões de dólares para uma rotativa que, em estado virgem, custaria pouco mais de 12 milhões. No estado em que se encontrava quando as Edições Novembro o compraram, o ferro velho estava avaliado em alguns trocados.

 

Nas últimas semanas, a impressão do Jornal de Angola e dos demais títulos das Edições Novembro tem sido assegurada pela Dammer, uma impressora ligada ao grupo Média Nova.

 

Quando foi à Alemanha comprar a rotativa, Ribeiro tinha por companhia o seu inseparável Artur Queiróz.

 

Mas não é apenas o complicado imbróglio da rotativa que tem precipitado o surgimento de fios de cabelo branco no couro cabeludo de António José Ribeiro. O contrato de trabalho que vincula o português Artur Queiroz às Edições Novembro é outra fonte de dores de cabeça.

 

Por imposição de AJR, as Edições Novembro ofereceram ao luso cidadão um contrato de trabalho que faz dele, salvaguardadas pequenas distâncias, o melhor remunerado expatriado em Angola.

 

Nos termos do contrato, Artur Queiróz ou Álvaro Domingos, o que vem a dar no mesmo, embolsa mensalmente qualquer coisa como 11 mil dólares livres de impostos para dar formação a jornalistas das Edições Novembro. Estranhamente, porém, a cada formação que dá Álvaro Domingos recebe um bónus de 4.000 dólares, eles também livres de impostos. A lista de mordomias que as Edições Novembro concedem a Artur Queiroz, a quem José Ribeiro definiu como o “melhor repórter do mundo”, inclui, ainda, duas passagens aéreas anuais para e de Lisboa, onde tem a família, e ainda o acesso directo à tesouraria da empresa para pedir empréstimos, que nunca são reembolsados, em valores que quiser.

 

Artur Álvaro Domingos Queiróz chegou às Edições Novembro com a capa de formador. Mas rapidamente subverteu esse estatuto e transformou-se no principal decisor editorial das Edições Novembro. Nenhum título das Edições Novembro ousa publicar matéria jornalística que não tenha o aval do luso.

 

Artur Queiroz transformou o principal título da empresa, o Jornal de Angola, na principal tribuna de combate e achincalhamento dos partidos e líderes da oposição. Pessoas como Isaías Samakuva ou Abel Chivukukuvu, cujos partidos têm existência legal, são retratados nas páginas do Jornal de Angola e sempre pelo mesmo punho como se de confessos delinquentes internacionais se tratassem.

 

Já cidadãos sobre os quais pesam suspeitos de haverem cometido crimes de pedofilia ou de tráfico internacional de mulheres para fins de prostituição são tratados, nas páginas do Jornal de Angola, com a consideração só devida a pessoas honradas.

 

No entanto, dirigentes partidários, que têm respaldo popular para o exercício da oposição, são tratados como criminosos irrecuperáveis.

 

Sob a batuta de Artur Queiroz, o Jornal de Angola tornou-se no mais ácido inimigo da democracia.

 

Os especialistas do Tribunal de Contas que estão a caminho das Edições Novembro terão, certamente, oportunidade de verificar como e de onde saem os fundos que financiam a cruzada de Artur Queiroz contra a oposição angolana e seus legítimos representantes.

 

Servidor queimou?

Quando já era tomada como iminente a chegada de técnicos do Tribunal de Contas, começou a circular nas Edições Novembro informação segundo o qual fogo de origem desconhecida destruiu o servidor da internet que serve a empresa.

Nesse servidor estaria guardada toda a correspondência das Edições Novembro com o mundo exterior.

 

Nas próprias Edições Novembro suspeita-se que a destruição do servidor pode não ter sido acidental.

 

Mão humana pode ter conduzido o fogo para destruir correspondência eventualmente comprometedora. Pode não interessar a alguns círculos que a papelada que envolveu a compra da rotativa chegue a outras mãos.

Vazamento de segredos de Estado ditam queda de assessor português

Washington – Artur Orlando Teixeira Queiroz , o assessor português e responsável pela linha editorial de calunia e difamação do Jornal de Angola, foi recentemente proibido de publicar  os seus textos nas páginas do único diário estatal angolano até que se aguardem  por novas  “orientações superiores” .

Fonte: Club-k.net

Artur Queiroz exige indeminização

A referida decisão partiu do gabinete de Aldemiro Vaz da Conceição junto a Presidência da República de Angola. A mesma medida terá sido impulsionada, por causa do vazamento de Segredos de Estado que aquele jornalista português   vazou num texto de difamação contra o “Semanário Angolense”, onde teria tratado por “bandidos” os donos da Media Nova, que é a empresa de comunicação social privada ligada aos generais do circulo presidencial do regime.

 

No seu texto de opinião, Artur Queiroz escreveu a seguinte frase: “É isso que estou agora a fazer mas antes dizer ao senhor brigadeiro Lungo o seguinte: Com tropas destas que só sabem atacar e fogem ao primeiro confronto, não ganha a guerra nem sequer a batalha naval, em papel quadriculado. O jornalismo é uma actividade seria e tem uma marca distintiva: o rigor.”

 

Com esta passagem Queiroz acabaria por expor,  o até então desconhecido “brigadeiro Lungo” e a sua missão especial no regime angolano.

 

Quem é o “brigadeiro Lungo” ?

 

“Lungo” é o nome de guerra do Tenente-General João António Santana, que exerce o cargo de Director-Adjunto do gabinete de Acção Psicológica e Informação da Casa Militar do Presidente da República. É o adjunto de Aldemiro Vaz da Conceição.

 

O general “Lungo”, é a figura que esteve discretamente envolvida a alguns anos atrás na compra de semanários privados angolanos em Luanda. Através da relevação feita por Artur Queiroz ficou-se a saber que é ele quem controla os jornais privados em Angola, um dado que era até então mantido em segredo.

 

O texto de Queiroz nunca chegou a ir ao ar, porque tão logo as autoridades foram alertadas da exposição que estava a ser feita orientaram a sua retirada das páginas do Jornal de Angola.

Queiroz impedido de escrever 

Artur Queiroz, que regressou no final de semana antepassado a Luanda vindo de Lisboa foi surpreendido com a “orientação superior” de que já não podia mais assinar textos no Jornal de Angola. Deixaram-lhe apenas publicar um artigo, no dia 21 de Maio, sobre um ataque a Malongo, na década de oitenta, intitulado “O fracasso da “Argon” no Complexo de Malongo”. Porém, no dia seguinte voltou ao tema escrevendo a segunda parte do texto mas desta vez, foi impedido. O artigo saiu mas assinado como se fosse de  José Ribeiro e  com o titulo “O regime de apartheid pôs em risco os interesses dos EUA em Angola

 Queiroz e Ribeiro em desentendimentos

Por outro lado, o DG do Jornal de Angola, José Ribeiro, que está a dar sinal de que quer travar o arrombo aos cofres da empresa em beneficio do seu assessor  português, ordenou ao administrador financeiro, Eduardo Mivo, para desta vez, não pagar mais nenhuma factura relativa as despesas contraídas por Queiroz durante as férias em Portugal .

 

Porem, ao notar que estava a ser colocado numa situação de restrição, o assessor Português remeteu ao seu chefe uma carta a pedir indeminização por, alegadamente, não haver mais condições para continuar a trabalhar no Jornal de Angola, cujo contrato milionário termina em Dezembro de 2017.

 

Queiroz pediu a rescisão do contrato com efeitos a 30 de Abril e exigiu pagamento único de todos os salários até 2017  e  de todos os subsídios, numa única tranche.

 

José Ribeiro, por sua vez, considerou o acto como uma “traição”, uma vez que haviam estabelecido um pacto de trabalharem juntos até 2017. Reiterou-lhe a recusa de pagamentos solicitados e neste dia ambos, foram arrastados para um ambiente áspero que resultou em ofensas graves por parte de Queiroz.

 

De acordo com consultas, o assessor português arrisca-se a não ser indeminizado  tendo em conta que o seu contrato de trabalho é nulo por não obedecer a critérios como consultas ao MAPESS, e por também ter estado a trabalhar ilegalmente com um visto de turismo.

Estudo norte americano revela que Angola não reúne requisitos para se tornar potência em África

Cidade do Cabo - A República de Angola estará longe de se tornar numa futura potência em África, pelo menos até o ano de 2040.  Esta é a conclusão de um estudo cientifico desenvolvido pela Universidade norte-americana de Denver, apresentado no passado dia 27 de Maio, na cidade do cabo, pelo Instituto de Estudos e Segurança da África do Sul.

Fonte: Club-k.net

Angola não faz parte do grupo das cinco potências de África

O estudo intitulado “poder e influencia em África” apresenta como países que reúnem os requisitos científicos para se tornarem futuras potencias de África, apenas cinco dentre os quais, a África do Sul, Nigéria , Argélia, Egipto e Etiópia.

 

A República de Angola não faz parte deste grupo dos cinco, por apresentar défices em indicadores humanos, desenvolvimento sustentável, Estado de direito e democrático, saúde, acesso a justiça e segurança interna tal como a sua posição no “Mo Ibrahim index” de desenvolvimento.

 

O estudo analisa a questão do poder entre as cincos potencias tradicionais no continente Africano na qual espera-se poderem influenciar o futuro do continente dado a sua preponderância demográfica, econômica, militar, mas também por causa dos seus papeis históricos como potencias regionais, nas suas respectivas regiões onde se situam.

 

Conjuntamente, estes países possuem 40% do total da população Africana, 60 % da economia do continente e 58% da sua despesa militar. O estudo acredita que estas particularidades irão se manter até 2040. Outros países como Angola e Marrocos, também espera-se um crescimento a nível de poder econômico e militar. Entretanto, estes dois países enfrentam consideráveis desafios de governança e desenvolvimento e desenvolvem uma politica externa na qual não possuem as devidas capacidades para implementa-las. Neste caso, não podem ser considerados lideres regionais. No caso do Marrocos, este, desde de 1984, não é membro da Organização da Unidade Africana (O.U.A)/União Africana (UA).

 

A segunda parte do projecto intitulado “África no Mundo” analisa a questão das potencias Africanas e a questão do poder no contexto global. Na perspectiva global, a previsão do estudo indica que África irá se manter onde se encontra neste preciso momento, isto no ano de 2040: nas margens das potencias internacionais, muito embora o seu acelerado crescimento econômico e continuadas transformações no continente durante este período.

 

Na Terceira parte do estudo, para medir as reais capacidades “The Big Five’s” ou “ Os Grandes Cinco”, os estudo explora como estes países estão a lidar com questões de governança, incluindo a segurança domestica, capacidade governamental e inclusão. Nesta parte, contextualiza-se a analise do poder;  enfatiza-se as principais transições e os seus desafios que terão um impacto importante na trajetória das dinâmicas de poder entre “ Os Grandes Cincos”.

 

A quarta parte do estudo explora as capacidades dos “ Os Grandes Cincos” e , usa as medidas históricas de poder relativo , o índice Hillebrand-Herman-Moyer, de forma a prognosticar o futuro do poder destas potencias até ao ano 2040. Entre vários aspectos, o índice estuda indicadores como tecnologia, demografia, desenvolvimentos internos, economia e poderio militar.

 

A quinta parte da pesquisa analisa a projeção do poder em África. Neste contexto, o estudo analisa o que estas potencias estão a fazer no continente Africano e como estas dinâmicas poderão se desenvolver ao longo dos anos. O estudo conclui que a África do Sul e a Etiópia são os países com melhores projeções a nível do continente Africano, sobretudo em termos de contribuições em missões de paz e pacificação do continente e prestigio diplomático. Argélia e a Nigéria, por outro lado, desenvolvem estratégias incoerentes, muitas das vezes com pouca ou nenhuma capacidade de implementação das suas ambições regionais, uma politica externa abertamente super- ambiciosa, enquanto o egipto possui um projeção internacional maior que aquilo que o seu real poder sugere. A sua politica externa e estratégia em África é menos ambiciosa do que aquilo que o seu real poder sugere.

*Com a colaboração de Aristides Cabeche

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A posição da África do Sul na política internacional

Regime alega que jovens detidos iriam receber USD 100 milhões para derrubar JES

Lisboa - De forma a convencer os seus quadros internos, o regime angolano tem promovido a versão segundo as quais o grupo de jovens activistas acusados de planearem um “golpe de Estado” contra o Presidente José Eduardo dos Santos estavam a ser manipulados por embaixadas estrangeiras, em Luanda, e que iriam beneficiar de um financiamento de 100 milhões de dólares de forças do ocidente.

 Fonte: Club-k.net

Alegam que foram informados por um agente infiltrado

O regime tem transmitido ainda que estes dados foram obtidos por um agente identificado por “Dongala” que se encontrava infiltrado no seio dos jovens e que teria supostamente ouvido e gravado  tais intenções dos detidos no passado dia 16 de Junho.

 

No áudio gravado pelo suposto agente “Dongala” e que as autoridades apresentaram como prova do suposto plano de derrube a  JES, ouve-se também declarações do professor Universitario Domingos da Cruz defendendo que as ditaduras deveriam ser derrubadas mas que não podiam ser por via de golpes de Estado.

 

No dia 25 do corrente, o PGR, general João Maria de Sousa, foi ao parlamento apresentar a  gravação do agente "Dongala" aos deputados na qual apresentou  como evidencia de que os jovens estariam a preparar uma insurreição popular e rebelião contra o Presidente José Eduardo dos Santos.

Autoridades desistem de plano de colocar armas em casa dos jovens

 

No seguimento do anuncio da detenção dos jovens, o regime tencionava no momento das buscas e apreensões colocar três armas de fogos, em casa daqueles, para implica-los e  apresentar como prova de que queriam eliminar o Presidente José Eduardo dos Santos. O plano foi posto de lado, movidos por receios de que a população ou comunidade internacional colocasse duvidas na consistência desta  versão.

 

Plano B, em substituição da versão de posse de armas de fogo

 

Para dar consistência a tese do “Golpe de Estado”, as autoridades decidiram apresentar um jovem da força aérea Osvaldo Caholo, realçando as suas origens militares. Osvaldo Caholo não faz parte do grupo de manifestantes e nunca foi visto a participar na palestra sobre derrubes de ditaduras e luta pacifica pela Democracia.

 

De acordo com informações devidamente apuradas, Osvaldo Caholo cruzou certa vez com o jovem Nito Alves, num acto em Cacuaco que visou homenagear uma cidadã, Ermelinda Freitas, pelos seus feitos em prol daquele município.   Aproveitando-se deste dado,  o aparelho de segurança   decidiu prende-lo em separado  para insinuar que havia um militar entre os jovens mentores da  ocorrência do suposto “golpe de Estado” contra JES.

 

Caholo foi preso na manha do dia 24, quando eram, 7h20m. Os agentes da polícia bateram a porta de sua casa, simulando ser um vizinho que precisava de ajuda. Quando o mesmo saiu, vários agentes da DNIC prenderam-no, algemaram-no e levaram-no. Cerca de 40 minutos depois regressaram a casa onde se encontrava sua esposa e seu filho recém nascido e efectuaram uma revista levando livros, 2 computadores portáteis da família e 3 telefones, sendo dois da respectiva esposa.

 

PGR inicia interrogatórios

 

Os restantes jovens detidos começaram a ser ouvidos no dia 23, por sete procuradores, numa sessão que se estendeu até meia noite. Entretanto, a grande maioria das perguntas foram no sentido de conhecer quais são as intenções politicas dos visados, que ideias têm para o país após o derrube do presidente e que conexões têm com pessoas e entidades, já que foram presos na casa do Professor Alberto Neto que liderou o PDA – Partido da oposição. Os procuradores encaminharam com urgência o resultado dos seus inquéritos ao Procurador Geral da República.

 

Porque levantamento do tema de golpe de Estado ?

 

De acordo com versões de “insiders”, a detenção dos jovens activistas foi calculada para abafar o caso “Kalupeteka”. Há informações dando conta da existência  de  um grupo de lobbie estrangeiro  que estaria a fazer pressão as Nações Unidas no sentido de encaminhar o assunto para um Tribunal Internacional onde o Presidente José Eduardo dos Santos, seria politicamente responsabilizado pelas execuções ocorridas nas montanhas de Monte Sumé, uma vez que ele é o comandante-em-chefe das FAA, e as tropas, em Angola,  não podem efectuar realizações militares sem a sua previa autorização.  

 

Está a ser apresentado como evidencia do massacre em Monte Sumi, imagens captadas por via satélites que terão sido fornecidas por serviços secretos estrangeiros. Nas referidas imagens alega-se que através de novas tecnologias foram identificadas lugares entulhados com ossadas de seres humanos, que poderão pertencer a centenas de crentes da Igreja Luz do Mundo que se encontram desaparecidos desde Abril passado, data que ocorreram as execuções contra os religiosos.    

 

O levantamento do tema  do “Golpe de Estado”, segundo explicações, foi calculado a provocar dois efeitos. O primeiro seria de desviar as atenções sobre o caso “Kalupeteka” e do empréstimo da China que estava a gerar forte contestação popular contra o regime. O segundo objectivo serveria para causar sentimento de solidariedade  ao Presidente JES que perante a versão do suposto “Golpe de Estado”, seria visto como vitima de perseguição do ocidente e de embaixadas estrangeiras em Luanda.

SINSE nega ter ficado com USD 5 milhões para operação contra líder da UNITA

Lisboa – As recentes revelações públicas segundo as quais o Serviço de Inteligência e Segurança de Estado (SINSE) de Angola estaria adoptar praticas semelhantes a extinta KGB da Rússia, onde os seus  responsáveis “inventavam” operações contra opositores a fim de verem liberados fundos que depois davam destino incerto, provocou mal estar precipitando reações de esclarecimentos.

 Fonte: Club-k.net

“Fomos nos  que desmantelamos e travamos  a  farsa”

Num esclarecimento posto a circular em círculos restrito do regime, quadros do SINSE negam terem sido eles que se apoderaram dos 5 milhões de dólares que o Presidente da República, José Eduardo dos Santos liberou após lhe ter chegado a “falsa” informação de que o líder da UNITA, Isaías Samakuva estaria a preparar-se para regressar as matas com o objectivo  de   derrubar o governo.

 

A operação nunca foi levada a cabo por se ter descoberto  que se tratou de um falso alarme, de “serviços” da dependência do   Serviço de Inteligencia Militar (SIM). Porém, o Presidente da República havia liberado as verbas que até aos dias de hoje desconhece-se com quem ficou.

 

“Foi com bastante surpresa que o Club-K surpreendeu com uma noticia sobre a alegada farsa que o SINSE tentou induzir o Presidente da República para sob uma eventual fuga do Líder da UNITA para surrupiar dinheiro milhões dos cofres do Estado. A "História" até tem alguma nesga de veracidade, entretanto, tem como origem a mesma fonte que marchou com toda a força contra a anterior direcção do SINSE, que tentou e continua a respeitar todos os princípios que orientam a actuação de agentes do Serviço de Informação e Inteligência do Estado, mas vê se os mesmos autores das “ordens superiores” (General Peres Filó?) que “saíram” impunes do Processo de homicídio de Isaías Cassule e Alvés Kamulingue, vem agora difundir uma informação falsa para continuar a sacrificar inocentes e gente coerente e responsável com o bem comum e vangloriando cínicos, cobardes e bajuladores. Por isso, em nome dos camaradas sacrificados e que não se podem defender, urgiu fazermos este PONTO DE SITUAÇÃO”, le-se na nota de esclarecimento.

 

Segundo esclarecem “Em Setembro de 2013, veiculou-se a informação de uma suposta planificação do Presidente da UNITA, Isaías Samakuva para reiniciar a guerrilha que partiria do Cazenga (e não do Cacuaco como se diz na noticia) e certos “serviços” ligados ao Serviço de Inteligência Militar (SIM) e ao Governo Provincial de Luanda (GPL) fizeram chegar na mesa do camarada Presidente da República, e daí terem retirado milhões das mãos do Presidente para supostamente abortarem a operação”.

 

“Foi o SINSE Luanda que informou ao Director Geral a data dos factos e por via deste o suposto “êxodo” de Samakuva foi desmentido e com isso permitiu que se desmantelasse a tentativa de forçarem o Presidente da República a decretar o Estado de Sitio que o aparato militar e de milícias estava a ser preparado no único interesse "desses autores".”, le-se na nota de esclarecimento.

 

Ainda conforme indica  o esclarecimento da mesma fonte “Foi o SINSE que desmantelou e travou essa farsa e por isso, talvez agora, começa-se a perceber a perseguição de que o Dr Sebastião Martins foi alvo  até a sua exoneração e por tabela o ex-Delegado do SINSE, Vieira Lopes.”

 

“Os autores dessa farsa sabem-no bem, que até jogaram na antecipação aproveitando-se da debandada em que o SINSE ficou votado após a saída do Director Martins, entretanto, se estes actores escolherem este palco para lavar a roupa suja. Que assim seja e que toque o apito inicial, então ao longo desta semana outras farsas virão à tona e que os angolanos conheçam a verdade que anda oculta e quem é quem nesse país”, fim de citação.

 

Nota de redação: Diante do exposto, sugere-se a PGR do general João Maria de Sousa a investigar com quem ficou os 5 milhões de dólares dos cofres de Estado, da mesma maneira que descobriu que 15 jovens iriam fazer um inédito “Golpe de Estado” contra o regime com computadores e livros.

Angola: Executivo obriga ONGs a fornecer dados pessoais dos seus membros

Lisboa – Estão a ser dadas como certas, as informações avançadas,  pelo “Makaangola”,em Abril passado,  denunciando que o executivo angolano  estaria através do decreto presidencial de 23 de Março, a deter uma série de mecanismos que tornam praticamente impossível o trabalho independente e imparcial, das ONG, enquanto representantes da sociedade civil, em Angola.

Fonte: Club-k.net

Regime  quer a  lista num prazo de 10 dias 

No passado dia 7 de Julho, executivo, sob liderança do Presidente José Eduardo dos Santos fez sair um circular obrigando todas as Organizações Não Governamentais (ONG) a submeter  uma lista com os dados pessoais (nome, morada, e etc) dos seus membros/trabalhadores tanto nacionais como estrangeiros, num prazo de 10 dias.

 

De acordo com o mesmo circular que o Club-K, teve acesso, os dados pessoais dos membros  das ONGs devem ser entregues junto da Direção Geral do Instituto de Promoção e Coordenação de Ajuda as comunidades (IPROCAC), órgão afecto ao Ministério da Assistência e Reinserção Social. O PROCAC tem como diretora geral, Maria Assis Africano de Carvalho, a assinante do circular.

 

Este órgão governamental, determinou ainda que doravante as ONG deverão fornecer os dados pessoais dos seus membros/funcionários trimestralmente ou sempre que ocorrer alteração no numero de trabalhadores.

 

OMUNGA lamenta regulamento contra ONG

 

No passado dia 22 de Maio, a OMUNGA reagiu dizendo que “Foi com enorme preocupação que tomamos conhecimento da aprovação pela presidência da República de Angola do novo regulamento das organizações não governamentais (ONG).”

 

Segundo a OMUNGA “Este regulamento representa um verdadeiro controlo das actividades das ONG por parte da presidência da República como da possibilidade de se poder a qualquer momento encerrar as mesmas”

 

Porque que o executivo necessita dos  dados pessoais dos membros da ONG?

 

De acordo com precedentes do método de trabalho das autoridades, os dados pessoais dos trabalhadores das ONGs, são geralmente partilhados com os órgão do aparelho de segurança facilitando assim a identificação dos mesmos para eventuais casos judiciais ou investigação criminal. Desta forma, se órgãos de segurança desejarem criar uma emboscada ou simulação de assalto, a um opositor ou critico ao Presidente José Eduardo dos Santos, os mesmos terão o seu trabalho facilitado, uma vez que já dispõem das moradas dos elementos alvos.

 


PERSEGUIÇÃO E AMEAÇA DOS DEFENSORES DE DIREITOS HUMANOS

 

Em finais de 2014, durante o julgamento do caso Kamulingue, o antigo delegado do Serviço de Inteligência e Segurança de Estado (SINSE) de Luanda, António Gamboa Vieira Lopes revelou  em tribunal como a sua organização emboscou em Outubro de 2013, o activista e coordenador da SOS Habitat, Rafael Morais, como forma de sabotar uma marcha que visava celebrar o dia Internacional da Habitação.

 

Gamboa Vieira Lopes, citou o caso da emboscada contra Rafael Morais para ilustrar ao juiz que o papel do SINSE não é assassinar mas sim assessorar, os órgãos de Estado, com informações privilegiadas em casos de realização de manifestações ou marchas incómodas ao poder político de José Eduardo dos Santos.

 

O antigo responsável da “secreta” em Luanda contou que ao tomarem conhecimento das pretensões da SOS Habitat, em 2013, a sua organização realizou um plano de emboscar o líder da ONG promotora da marcha, numa operação que contou com os préstimos da Polícia Nacional. 

 OUTROS ACTOS DE ENBOSCADAS CONTRA MEMBROS DE ONG

Em Maio passado a OMUNGA fez uma exposição de outros casos emboscadas que vários autores da sociedade civil foram alvos. Para esta ONG, os Defensores de Direitos Humanos em Angola "estão sujeitos a perseguição judicial e administrativa, actos de intimidação, ameaças e outro tipo de restrições à sua liberdade de associação e expressão".[2]

 

1 - A 18 de Fevereiro de 2015 a residência do coordenador da OMUNGA foi assaltada por dois indivíduos usando a farda do exército nacional e usando uma pistola e uma metralhadora AKM. Os mesmos agrediram o segurança e levaram da residência uma máquina fotográfica e um telefone que se encontravam em cima da mesa de trabalho. A residência fica localizada junto aos escritórios da OMUNGA no B.º da Luz, Rua da Bolama, casa n.º 2, Lobito.[3]

 

Foi apresentada a queixa junto da Investigação Criminal do Lobito. Por outro lado foi apresentada a preocupação junto do representante do Comandante Municipal de que o referido assalto fosse encomendado pela forma como o mesmo ocorreu, para que fossem tomadas as devidas medidas de protecção à referida residência. Infelizmente não são visíveis quaisquer medidas de protecção nem existe ainda um resultado concreto do processo de investigação.

 

Ao mesmo tempo, tomou-se conhecimento de fonte não formal, da possibilidade do coordenador da OMUNGA ter escapado de uma cilada na mesma altura que aconteceu o referido assalto à sua residência. Por este motivo, o Coordenador da OMUNGA manteve encontros em separado com o Comandante Provincial da Polícia de Benguela e ao Governador Provincial de Benguela para expor a situação e solicitar as devidas medidas de protecção. Ambos garantiram tomar as devidas medidas. Tentou-se também manter encontro com o Director Provincial dos Serviços de Informação e de Segurança do Estado de Benguela mas sem êxito já que o mesmo não estava disponível.

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PR travou “Kopelipa” na compra de porta - aviões

Lisboa - O Presidente José Eduardo dos Santos é identificado em meios militares do regime como a entidade que há dois anos, “travou”, diretamente uma proposta do general Manuel Heldér Vieira Dias Júnior “Kopelipa”, destinada a assinar um contrato de aquisição do histórico porta-aviões espanhol “Príncipe das Astúrias”, por 30 milhões de dólares.

Fonte: Club-k.net

Reparação custaria 400 milhões de dólares

O “Príncipe das Astúrias”, já retirado da frota da Marinha Espanhola, faz parte de um catálogo de navios de guerra abatidos ao activo (os surplus), para os quais o Ministério da Defesa, constituído em depositário dos mesmos, cuida de encontrar compradores.

 

De acordo com registros, tratou-se de um negócio que agiram como lobistas um empresário espanhol, de nome Hermosilla, e que contou com os “bons ofícios políticos” de José Bono, ex-ministro da Defesa e antigo presidente das cortes espanholas. Da parte angolana, fez as “pontes” o embaixador em Espanha, Victor Lima que por vez, contactou  o general “Kopelipa” que  efectuou duas viagens a Espanha para se reunir com as autoridades espanholas.

 

Na segunda deslocação   aquele país europeu, o general “Kopelipa”, viajou com uma delegação militar constituída pelo CEMGFAA, general Geraldo Nunda e o então chefe de Estado Maior da Marinha de Guerra (EMMG), Almirante Augusto da Silva Cunha “Gugu” realizando uma reunião com os interlocutores espanhóis que teve lugar na embaixada angolana em Madrid.

 

Regressados a Luanda, o general “Kopelipa”, que se aplicou na concretização da ideia da compra do navio, submeteu as vantagens da proposta ao Presidente José Eduardo dos Santos para avaliação e decisão final.

 

Segundo apurações, antes de tomar qualquer decisão, o Presidente JES, deu a volta ao general  e solicitou a Marinha de Guerra Angolana (MGA), um outro parecer sobre o  porta – aviões. No relatório produzido por técnicos da MGA, estes deram um parecer negativo argumentando que se estava diante  de um material obsoleto (sucata) e que cujas munições, já não se produziam, no mercado internacional.

 

O relatório dos técnicos militares angolanos sustentou ainda que se tratava de um “mau negocio” uma vez que a sua reparação iria custar aos cofres de Estado angolano cerca de 400 milhões de dólares, que seria 11 vezes mais que o preço que o porta-avião estava a ser comprado, a 30 milhões de dólares.

 

Ao tudo, a assinatura do contrato iria custar cerca de 2 bilhões de dólares, com a inclusão da aquisição de navios patrulhas L-27 Izarro, P-26 Chilreu, F-32 Diana, e de desembarque de carro de combate L-42 Pizarro

 

O Presidente JES foi também alertado que Angola não dispunha de aviões para aterragem naquele porta- avião espanhol. Na sequencia do parecer que lhe foi dado, o Chefe de Estado angolano mandou parar o negócio.

 

“Kopelipa” retalia Almirante “Gugu” ?

 

Em meios com apurado conhecimento do assunto, suspeitam que a não recondução do Chefe de Estado da Marinha, Almirante Augusto da Silva Cunha “Gugu” e a sua subsequente substituição pelo seu adjunto seja reflexo de uma retaliação  de altas patentes da Casa Militar da PR, por ele ter apresentado, ao Presidente  um relatório com parecer  “desfavorável” para a compra do porta-aviões espanhol “Príncipe das Astúrias”.

“Gugu” é citado na linguagem terra-a-terra, em Luanda,   como tendo “estragado” um negócio bilionário que estava a ser liderado pelo general “Kopelipa”.

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