Opinião

Pan-africanismo e Violência na África do Sul - Osvaldo Buela

Paris - O projeto pan-africano é excelente. Mas essa história do Pan-americanismo como é louvável, começa a adormecer muitos africanos. Um pouco como a "democracia", "direitos humanos" e outras bobagens do gênero.

Fonte: Club-k.net

O que é que devemos falar aos nossos ditos irmãos Sul-Africanos que se aproveitam de atacar violentemente os estrangeiros negros vivendo em seu país?E esta não é a primeira vez. Todos os males são atribuídos a estrangeiros, o desemprego delinquência e AIDS
.
Os dois diplomatas amigos africanos que perguntei sobre essa questão me deram a entender com suas respostas que não devemos realmente confiar no " país do arco-íris" apontado por alguns pan-africanistas que não entendem nada muito sobre as maiores questões geopolíticas que o continente Africano é sujeito e vítima. Todos os dias nos falam de Unidade Africano, mas como lá chegar com isso? Eu, pessoalmente não acredito mais num pan-africanismo sem cabeça; Sou a favor de um "pan-africanismo de coração"

Países africanos são devastados com a cumplicidade de outros países africanos.Africanos matam gratuitamente outros africanos , é claro que não devemos nos-contentar so com a retórica do pan-africanismo, mas agir diplomaticamente de tal forma que, os países africanos que valorizam a unidade do continente e dos seus povos devem se unir, excluindo todos aqueles que trabalham para fins dos interesses diferentes do continente.

Contudo nada me surpreende sobre a África do Sul. Um de seus "heróis" Nelson Mandela desempenhou um grande papel na desestabilização do ex- Zaire ,(RDC) ao lado do eixo anglo-americano.Aquele que o sucedeu, Thabo Mbeki, desempenhou o mesmo papel,e Jacob Zuma também, não só desempenhou o mesmo papel, mas aprovou a resolução ocidental que levou ao bombardeamento intensivo da Líbia pela NATO.

O povo Sul-Africano não é o principal culpado dessa violência, acredito firmemente que a Lei de Imigração ( Immigration Act) defendida pelo governo daquele país , liderados pelas mesmas pessoas que vários países africanos apoiaram na sua luta contra o poder racista Branco, é inspirado pelas leis do Apartheid

Não vejo por que, e como vamos construir e fortalecer esta unidade africano com Estados satélites do império Euro-atlântico...

A Coexistência pacífica entre nós, ainda tem um caminho a percorrer,especialmente para o nosso país que emerge de um longo período de guerra de independência e da guerra civil,o modelo ocidental de democracia e direitos humanos pode facilmente tornar-se numa faca com duas lâminas...Mas também não se pode sacrificar essas duas bases fundamentais para uma boa governação, a Democracia e os direitos humanos...

Osvaldo Franque Buela

Caso Kalupeteko: Comandante da polícia do Huambo mentiu com leviandade – Miguel Filho

Luanda - Sobre Kalupeteca, depois de ouvir o segundo homem entrevistado foragido, concluí o seguinte: a Polícia foi manipulada, induzida pelo ciúme do protagonismo de um dissidente da igreja Adventista do sétimo dia.

Fonte: Facebook

Não havia no local armas com os fiéis suficientes para uma "guerrinha" de 3 horas. A polícia usar balas de borracha que nunca as usou na cidade. Aceitar-se que morreram 13 pessoas e não se informar se foram mulheres ou crianças, nem serem apresentadas para um funeral condigno, como o fizeram com os polícias mortos sugere a sonegação de muita informação que em nada ajuda a despolitizar as assanhadices do Kalupeteka. O Comandante Provincial da polícia do Huambo mentiu com leviandade.

Tenha o Dito Cujo filiação partidária, nenhum partido que se preze, ousa racionalmente orientar o analfabetismo ou a venda de propriedades.

Os partidos, para demonstrar maturidade deveriam propor um pacto de Estado para desencorajar outros "falsos profetas" e não usar o episódio como arma de arremesso. Os partidos devem preocupar-se, agora, pelas famílias que se desagregaram, tanto pela lavagem cerebral de Kalupeteca como pelas mortes feitas pela polícia, que em minha opinião, se terão retirado alguns zeros nas cifras apresentadas, onde provavelmente estejam crianças que ficaram órfãs. Angola sendo um país de direito deve inquirir as circunstâncias em que morreram as pessoas e responsabilizarem os culpados porque é papel da Polícia proteger a vida humana e estar preparada para evitar mortes e não 'jogarem' o que se vê no vídeo: "quem mata mais".

Cunene: Irregularidades nas FAA - João Paulo Sapatinho

Cunene – O Comandante da Unidade de Prisão Preventiva do Cunene, convence o Chefe da Direção dos Serviços Penitenciarias do EMG-FAA, para expulsar o IIº Comandante desta unidade e alguns oficiais que o mesmo acusa de serem denunciadores de várias irregularidades que o mesmo tem cometido ( crimes como: Abuso no Exercício de cargo, desvios de Bens Militar e não Militar), etc. Os militares visados, estão sem norte nem sul e encurralados.

Já informaram a situação humilhante e até mesmo inédito nas FAA, em muitos órgãos de direito mas pela morosidade acham não haver solução.

Neste momento, estão nas suas casas mais de 5, 3, e 2 meses aguardando pelo pronunciamento de Sua Excelência Digníssimo Procurador Adjunto da Republica e Procurador Geral das FAA, da informação que lhe foi dirigido, datada aos 11 de Março do corrente ano, com conhecimento de Sua Excelência Senhor Comandante da RM-Sul.

Mas pelo tempo e o silencio receiam da mesma informação não ter chegado ao destino, e não encontram outro caminho para que este problema seja resolvido.

O Senhor Tenente-Coronel, tem o apoio soberba do Chefe da Direção o Senhor Tenente - General Job Sunguete Inácio. Que na ocasião da sua visita, reforçou essa idéia de expulsar os militares que não forem da conveniência do senhor comandante da unidade, quando visitou esta Instituição, no primeiro trimestre do ano em curso ( 2015). E DISSE TER ORIENTADO A muito tempo para choutar os militares que estão atrapalhar o seu trabalho nesta unidade.

Estranhamente depois dessa visita, foi-lhes entregue guias coletivas de devolução de (4) quatro a (3) três elementos a cada, com as direções diferente, Lubango e Luanda.

Segundo os visados, lhes foi dito pelo senhor Tenente Coronel que, vocês foram expulsos nesta unidade pelo Chefe da Direção por que sois colaboradores do Órgão de Contra Inteligência Militar do Cunene, por não entender de que razão, sempre estar informado (este órgão), de tudo quanto se passa nesta instituição de: desvios de meios de logística (alimentação), cobrança de dinheiro aos reclusos (presos) a troca de Extra penal e espancamento dos mesmos e militares?. Caros senhores, a contra inteligência militar, segundo os visados dizem , ter como missão de trabalhar por bem do Estado e não de interesse pessoal. E também quem deve expulsar ou demitir a qual quer membro das FAA, é o tribunal militar, diz o art. 7 do nº 2 e as alíneas a) e b) da lei 4/94 de 28 de Janeiro.

Não se entende por que razão, os chefes agem a Margem da lei e ninguém de direito se opõe? Nessas condições da expulsão, tem um numero de mais de 12 militares dos quais: (2) dois Majores, (3) três Capitais, (2) dois Tenente, (1) Sub-tenente e os demais, são Sargentos. Entre os oficiais Superiores: o IIº Comandante e o Chefe do Pessoal e Quadros.

Este tipo de atitude do senhor Tenente-Coronel, os militares em causa, entendem o mesmo estar agir de mal Fé, por causa do processo crime de desvios de bens não militar (alimentação) em curso no Tribunal Militar do Cunene, que foram prendidos em 2014 dia 22 de Outubro pelas 18:00, mais de 4 Toneladas de meios diversos.
O mesmo tenente-coronel tem cometido erros já mais visto nas forças armadas.
- quando um militar sai da unidade e fica o tempo não permitido na lei dos crimes militar 04/94 de 28 de janeiro, o que refer o art-31 do nº 1 e a alinea b) da mesma lei, na optica do senhor comandante tem preço, e sem comunicar os orgãos de tutela. Independente do tempo que o militar fizer, o preço mínimo é de 40.000,00 em diante.

Nesta pratica tem o exemplo de um Tenente que responde pelo nome de Ndala, que ficou no Cuando Cubango mais de 1,2 meses isto em 2013/2014 depois de lhe ter dado uma dispensa de 15 dias por lhe ter falecido a sua mãe e por esta ausência, custou-lhe em valores monetário mais de 2.000.000,00 de kwazans que se encontrava na sua conta cativa.

No seio de muitos especialistas das penitenciarias militar, dizem mesmo que Sua Excelência Chefe da Direção, foi infeliz por ter apostado neste senhor Antonio Mbuita Manuel, que nunca foi militar e tão pouco comandante. De facto, ele é bem conhecido em Benguela e a sua Historio, para entrar na tropa pagou e de imediato lhe foi graduado ao grau militar de Major e colocado como Chefe Logístico do Presídio Benguela e tempo depois foi transferido para o presídio militar Moxico na mesma função onde veio desta vez para o Cunene nas funções de Comandante da UPP, será que em pouco tempo já se ganha maturidade para chefiar uma unidade? Até muitos dizem que a falta de experiência militar leva-o a cometer erros sucessivos.

Se ele de facto é militar, para dizer qual foi a sua unidade antes do Presídio Benguela e academia onde cursou? E até por que este mesmo senhor Tony, fez parte de um grupo que tinha intenção de criar uma unidade fantasma presidencial de Benguela em 2010/2011, crime este que lhe levou a prisão de (7) sete meses.

Por outro, há necessidade para se criar comissão de constatação para se saber qual é o ambiente que se vive nas unidades penitenciarias militar em todo pais com destaque: Cunene, Bié e Cuando Cubango. Até pensa-se mesmo que em vez de ser unidades militar, são fazendas privadas.
A PERGUNTA É: qual é o crime dos visados para serem expulsos da unidade e destituição dos seus cargos?

João Paulo Sapatinho.
Cunene, aos 30 de Abril de 2015

Al-Shabab: A liçāo para África! - Isomar Pedro Gomes

Luanda - “Devemos fazer da fortaleza do inimigo sua fraqueza…”- General Giap

Fonte: Club-k.net

AL-JAZEERA TV 13.Abril.2015

Uma descomunal tristeza me invadiu esta manhã, ao ouvir na emissão matutina da Al-Jazeera TV, a decisão do governo Queniano em desmantelar o campo de refugiados denominado de DADAAB, o governo ja notificou a representação local da ONU (embora Genebra, afirmar ainda não ter sido oficialmente notificado) e deu três meses de prazo para relocar o campo para outro local, como se de meros objectos se tratasse (alguns afirmam para outro pais vizinho, outros mencionam para outro local dentro das fronteiras do Quénia, mas, centenas de Kms mais distante da fronteira somali). A tradução típica do termo; “Fuga para a frente!”

DADAAB

O maior campo de refugiados do mundo, dista a cerca de 100kms da fronteira somali. Foi estabelecido em 1991, desde então tem recebido grandes vagas de refugiados desesperados, que fogem das atrocidades do impiedoso binómio guerra-fome, derivado da falta de autoridade governativa do território Somali.

Dadaab, alberga neste momento cerca de 500 mil almas. Como evacuar tamanha quantidade de pessoas em apenas três meses? O Governo do Quénia afirmou; se a ONU não o fizer, dentro do prazo referido, o governo o fará, utilizando os seus meios. Podemos visualizar o indescritível sofrimento humano que tal irracional decisão, trará as pessoas fundamentalmente as crianças (20% dos habitantes) e os da terceira idade…

O governo Queniano (aparentemente em forma de retaliação ao ataque a Garissa) afirma, que tem informações de que o campo alberga centenas de militantes/simpatizantes da causa Al-shabab, e algumas acções terroristas atribuída a este grupo, têm Dadaab como base.

XENOFÓBIA

O governo Queniano, lançou o mote, dentro de pouco tempo, vamos certamente ouvir de invasões ao campo e ondas de assassinato, perseguição aos Somalis a boa maneira africana, quer seja em Dadaab ou em outro local, “pretos a lincharem com refinada destreza demoníaca, outros pretos” assim como; vez, por outra, acontece na Africa do Sul.
O Africano ė mestre na arte de “botar as culpas” em outrem. Na Africa do Sul (exemplo), assumem os nativos de que os estrangeiros - e quando assim se referem, apontam exclusivamente, para os pretos expatriados - são os culpados da falta de emprego na RSA. No Quénia, pelos vistos o governo tomou a infeliz iniciativa de atirar a culpa da sua grassa incompetência, em promover segurança nacional, aos infelizes refugiados somalis.

SEGURANÇA DO ESTADO

O caso do Al-shabab, Boko Haram etc., ė da responsabilidade das agências de inteligência nacional, por outras palavras; Segurança do Estado.

Quando o Governo Queniano decidiu juntar esforços a comunidade internacional, sob a égide da ONU (UNISOM), para a pacificação da Somália, Al-Shabab jurou publicamente, retaliar, fazer chegar a guerra para o interior do Quénia… Que medidas, as agências de inteligência Queniana, tomaram?...

Em 2011 (se não me engano), Al-Shabab protagonizou uma notável proeza, atacou o “westgate mall” no centro de Nairobi, um centro comercial luxuoso, assassinando 67 pessoas… Após o sinistro, que medidas, as agências de inteligência/segurança do estado, tomaram?!...

Na pascoa passada, a universidade Garissa, foi atacado (por quatro indivíduos), assassinando 148 pessoas por não professarem o islamismo, ou não possuírem conhecimentos “vitais” do islão.

Garissa, dista a poucos quilómetros da fronteira somali, diz-se, de “boca cheia” que as forças de segurança quenianas, foram previamente alertadas da eventualidade de tal ataque…

Apos o ataque, as forças de segurança ‘levaram’ cerca de SETE HORAS a chegarem no local… Uma das vitimas sobrevivente, foi ‘alcançado’ – por mero acaso - escondida num móvel no interior da universidade 48 HORAS DEPOIS!!!... Evidenciando uma total falta de competência e profissionalismo das forças de segurança em “passar a pente fino” o local de sinistro, evidenciando por outro lado, que os atacantes se quisessem poderiam ter-se escapulido do local do crime, ou melhor quem garante que, alguém não o tenha feito? Quem garante que foram somente QUATRO atacantes?!... Infelizmente os que poderiam atestar tal garantia morreram, os sobreviventes, naturalmente não vão expor-se a uma acção de retaliação do grupo terrorista, já que estes provaram ser mais “competentes/eficientes” que as forças do Bem (?!).

Por outro lado, se Garissa dista a poucos quilómetros da fronteira, o massacre evidencia, que a fronteira estava completamente desguarnecida… A Licão do “Westgate Shopping center” caiu em saco roto…

Ora se as agências de inteligência do Quénia sabem que Dadaab alberga também militantes do Al-shabab (absolutamente lógico, Al-shabab seria “burro” se não “aproveitasse” tal facto), o campo deveria ser imediata/consequentemente “polvilhado” de espiões do governo Queniano, aliás todas as aldeias/localidades de Nairobi a fronteira Somali, receberiam o mesmo “tratamento” inclusive no outro lado da fronteira. A segurança do estado, Queniano poderia “aproveitar” dadaab para “penetrar” Al-Shabab, no território Somali, a tal ponto que este não faria nenhuma movimentação não tomaria nenhuma decisão, sem que o governo Queniano soubesse…

Foi assim que a Segurança Cubana de Fidel, retirou o tapete da intenção da CIA estabelecer guerrilha anti Fidel e fazer descarrilar o governo comunista, Os serviços de Inteligência e Contra-Inteligencia Cubano (num show de eficiente coordenação e sentido de oportunidade), fê-lo com tal competência, que penetrou também o centro da decisão da intervenção em Cuba; a CIA, o departamento américa-latina, estava substancialmente penetrada por espiões de Fidel.

O Governo Queniano, decidiu “partir” para o boçalismo, desmembrar o campo de refugiados (mais uma inevitável vitória de Al-Shabab), e decidir construir um MURO (700Kms) ao longo da fronteira Somali.
Quénia vai imitar os soviéticos e o muro de Berlim, não retirou nenhuma Licão deste tristėrrimo “episódio”…

O Governo Queniano, deveria demitir a chefia do topo, de todo o contingente de segurança, promover o profissionalismo e destacar acções pertinentes para prevenir a repetição de Garissa.

A decisão de bombardear (via aérea) algumas localidades suspeitas no interior da Somália, não “resolve a questão”, estamos a ver o exemplo do ISIL e recentemente dos Houthis (Iémen), a solução esta, em decapitar, esmagar a cabeça da Cobra/Cascavel e tal só ė possível, com o exercício de um gigantesco, paciente e profissional trabalho de inteligência.

Porem ė por demais sabido, que um dos atacantes de Garissa, ė filho de um notável membro do governo Queniano, o mesmo (o terrorista) era funcionário de um banco comercial em Nairobi, então porque lançar as culpas para os “pobres-coitados” refugiados já a braços com indizível sofrimento?

AFRICA Vs SEGURANÇA DO ESTADO

O despotismo africano ė por demais crónico, corrosivo e completamente desfavorável aos adjudicados a tais governos.

As agências de segurança africana, raramente são PATRIOTAS, profissionais e raramente têm a segurança do estado como principal ALVO. Normalmente na chefia das referidas agências, são indicados os amigalhaços/compadres/parentes dos chefes de estado/governo, em completo detrimento aos interesses nacionais. E estes são implacável e imediatamente substituídos quando o partido no poder perde as eleições, lançados impiedosamente no desemprego, por isso estes, quando no activo são/estão mais propensos a ‘parirem’ complexas intrigas, luta pelo poder, o bem-estar individual, refinando e disseminando/encabeçando impudicamente a BAJULAÇĀO canina e irracional.


Mais; tais agências, recebem orientação exclusiva de procederem unicamente a protecção dos “cabeças” do partido-estado/governo… aliás, os membros das referidas agências, são na sua maioria membros do partido dirigente (partidarizam excessivamente as mesmas) e orientados a “trabalharem” 98% contra os partidos da oposição, desperdiçando avultados meios humanos, técnicos e financeiros em tamanha vulgaridade, em detrimento gritante (criminoso) da segurança nacional, violando impia e pifiamente os princípios da democracia e da consolidação da formação da Nação…

Em Africa, regra geral a Segurança (serviços de Segurança) ė segurança do partido, raramente do Estado, para beneficio das populações.

Só assim se compreende o que se passa no Quénia e o que se esta a passar na Nigéria do “Boko Haram” estes passeiam pelo Pais à-vontade, perante a incapacidade dos governantes… será por isso que os nigerianos, votaram a favor de um General para presidir o Estado? Um homem que num passado recente, já ocupou a referida pasta através de um golpe de estado, durante o qual dirigiu o Pais com pulso de ferro?...

Será que, não vai cair no vício já neste mencionado? A ver vamos!

Al-jazeera, a semana passada entrevistou um ex-soldado nigeriano, que afirmou perentoriamente, que, a maior parte do efectivo do exército nigeriano, têm relutância em combater os terroristas do Boko Haram, afirmam que, não se sentem impelidos a sacrificar as suas vidas, sob o pretexto de que, os que estão na posição ou postos governamentais, deliciam-se na corrupção (não ‘passam’ a correcta mensagem-exemplo de patriotismo). Quarteis com deficiente infraestrutura, soldados mal equipados, alimentação deficiente e salário baixo. O jovem ex-soldado acima, mencionou que a sua unidade, ficou certa vez, uma semana imobilizada, porque os meios-rolantes, não tinham combustível (imagine no País, maior produtor do Petróleo do continente), provavelmente os comandantes desviam o combustível para o mercado negro. Porem o caricato ė, notar que os terroristas movimentam os seus veículos à-vontade.

Eis outro obstáculo; CORRUPÇĀO, corrói e degenera a capacidade combativa dos efectivos militares minimizando/minando por completo o sentido patriótico e o auto-sacrificio.

GENERAL GIAP

Um dos meus favoritos estrategas de guerrilha, Giap foi o comandante das forças Vietnamitas que derrotou o poderoso exército norte-americano, com todo o seu espantoso poderio bélico… o General, instruiu com muito engenho e argucia os seus efectivos, como praticar, a frase mencionada no genesis desta, com que resultado? - “A fortaleza norte-americana enfraqueceu-os (norte-americanos) ”…

Quénia (as agências de inteligência), deveriam fazer de ADAAB o ponto de fraqueza da Al-Shabab e implodir definitivamente a organização terrorista, para o benéfico da Somália, Quénia e de toda a região...Porque tem capacidade humana, técnica e financeira, para faze-lo… Porem, pateticamente os governantes Quenianos, imploram ajuda as agências de inteligência do ocidente, para que o seu próprio efectivo tenham ‘tempo’ para a missão boçal de espionar os opositores políticos, manterem a população docilmente favoráveis as diatribes do partido dirigente.

CONCLUSÁO

“Devemos fazer da nossa fraqueza nossa FORTALEZA”. – Concluiu o General Giap

A pergunta de um milhão de USD: África tem inteligência para praticar o acima mencionado?

Um à Deus, Cdte Gato! - Nkhany Zadhel

Luanda - "O funeral do Sub-Comissário Gato é uma descriminação no seio dos efectivos da PN ou uma exclusão social na senda Política do executivo angolano?"

Fonte: Club-k.net

Para quem ainda não se apercebeu, hoje foi a enterrar no Cemitério do Benfica, mais um dos filhos de angola, dos milhares que já se foram e que tanto deram do seu melhor no intuito de ver uma angola brilhante ondem os seus filhos poderiam desfrutar em plena liberdade os ganhos resultantes do sangue derramado em prol da sua libertação, trata-se do Cdte Gato.

Quem foi o Cdte Gato?

André Kiala, Kyadozo (para os + queridos), o Cdte Gato (na arena militar),
Sub-Comissário, 2º Cdte da Brigada de Cavalaria e Cinotécnia da PIR e 2º Cdte Provincial da Policia nacional do Moxico.

Filho de Kiala António e de Kanangui Nzumba, Fotográfo de profissão, nasceu à 10 de Setembro de 1965 na localidade do Alto-zaza, município do Kimbele, província do Uíge. Fez os seus estudos primários na RDC e em Angola nos municípios do Negage e Sanza-Pombo respectivamente, tendo alcançado em 2013 o grau de Doutor em Ciências juridicas na Universidade de Delta na República de Cuba.

André Kiala, foi a enterrar hoje, sàbado 02.05.2015, por vola das 11h00 no Cemitério do Benfica, vulgo Chinguary, terá falecido na última quarta-feira 29.04.2015 na Clínica Multiperfil vitíma de prolongada doença, isto é, depois de ter passado em tratamento médico nas Republicas de Africa do sul, Brasil e Cuba em busca de melhorias.

Ingressou nas ex-FAPLA em 1983, tendo passado para Segurança de estado e mais tarde para o Ministério do Interior. Em vida e no quadro da PN (entenda-se Policia Nacional), exerceu os seguintes cargos:

Delegado do Minint no Uíge (Representante do), Cdte do Destacamento dos Objectivos específicos no Uíge, Comissário Político do GOD/Luanda e Instrutor partidário do DOC/PN

Em 92, exerceu os cargos de hefe da 1ª Companhia da Policia de Chock, integrou o 1º contigente de Instrutores na Espanha aquando o 1º curso de Policia de emergência naquele Reino, tendo ja regressado no país, exerceu o cargo de Chefe das operações do 1º Batalhão que no cumprimento da sua missão, assegurou a cobertura das primeiras eleições em 1992, foi igualmente Cdte Provincial em exercicio e 2º Cdte provincial da PIR na Huíla, exerceu os cargos de Cdte da PIR em Benguela, fez parte do grupo de Guarda Republicana em Portugal e do Grupo de oficiais da PN formados em Israel.

Exerceu ainda os cargos de 2º Cdte Operativo da PIR e mais tarde 2º Cdte Nacional da PIR em 1999. Neste mesmo ano foi graduado a Superintendente e promovido para 1º Superintendente. Finalmente em 2004 foi graduado a Subcomissário tendo ascendido o grau de Comissário na ocasião da sua morte. Até a data da sua morte, exerceu os cargos de 2º Cdte da Brigada de Cavalaria e Cinotecnia da PIR e 2º Cdte Provincial do Moxico.

Acompanharam as exéquias fúnebres, a família, colegas e amigos, efectivos da PN e PIR, distintos membros do Conselho Consultivo da PN, entre eles o Cdte Geral da PN, Comissário Geral Ambrósio de Lemos.

Esta, é apenas parte do seu perfil, demais qualidades e cargos por ele exercidos na Defesa e integridade da Pátria são lidos no extrato biográfico do Gabinete da Educação Moral e Civica do Comando Geral da PN.

O absurdo inacreditável, é que na Imprensa Nacional (Rádio TV e JA) não se fala da morte deste filho de Angola de modos que muitos dos seus entequeridos, colegas e amigos não perceberam do seu desaparecimento físico. Como será possivel a Imprensa angolana não fazer menção do passamento físico de um patriota e bravo combatente com tamanha perfil como este e que tanto contribuiu para o país?
Fica aqui a pergunta: a morte do Comissário Gato é uma descriminação no seio dos efectivos da PN ou uma exclusão social na senda Política do executivo angolano?

A história será implacável para os criminosos – Justino Pinto de Andrade

Luanda - 1. Mesmo com algum eventual desacerto no número de mortos apresentado em Conferência de Imprensa, pelo líder da bancada parlamentar da UNITA, Raúl Danda, sem sombra de dúvidas que a cruel repressão de que foram objecto os seguidores da seita religiosa “A Luz do Mundo”, de José Julino Kalupeteca, configura algo muito próximo do massacre. Quanto mais não fosse, só por tal facto, ela ficará registado para a história como um dos dramas humanos mais horríveis ocorridos no Planalto Central angolano, concretamente na província do Huambo.

Fonte: Club-k.net

  1. Matar indiscriminadamente civis desarmados, de modo algum é um acto militar heroico, muito menos poderá ser motivo de orgulho ou de honra para unidades policiais, cuja missão é a salvaguarda da ordem pública, prevenindo o crime ou desarticulando grupos criminosos.
  2. A repulsa causada pela morte de polícias, num confronto atribuído aos seguidores da seita, também não justifica a forma desproporcionada como se retaliou a seita, matando gente civil, a maioria dos quais terão cometido apenas o “crime” de seguirem um “profeta” que os atraiu com base em matéria de fé.
  3. É exigível às autoridades firmeza nos seus actos mas, igualmente, o máximo de ponderação e de sentido de responsabilidade, já porque tivemos na nossa história recente situações de grande descontrolo que levaram ao cometimento de verdadeiros massacres.
  4. Recordo, por exemplo, os acontecimentos que sucederam ao “27 de Maio de 1977”, que terão vitimado um número indiscriminado de angolanos, na sua maioria inocentes, assim como a traumática “Sexta-Feira Sangrenta” com contornos étnicos perfeitamente identificados.
  5. Se é verdade que o massacre que se seguiu ao “27 de Maio de 1977” entra na “contabilidade” do mandato de Agostinho Neto, a “Sexta-Feira Sangrenta” e o agora conhecido como “O Massacre da Seita Kalupeteca” vão entrar no “Livro de Contas” da governação de José Eduardo dos Santos.
  6. Hoje ainda se esgrimem argumentos e contra-argumentos sobre quem foram os responsáveis morais e materiais envolvidos na mortandade que se seguiu ao “27 de Maio de 1977”. Ao falecido Presidente Agostinho Neto, em especial, é atribuída a responsabilidade política por tudo quanto aconteceu. Sobretudo, pelo modo como ele reagiu – muito a frio – ao tomar conhecimento da morte de cerca de meia dúzia de responsáveis políticos a si fielmente vinculados. Terá mesmo pronunciado a seguinte frase: “Não haverá perdão. E não perderemos tempo com julgamentos…”.
  7. Com tal pronunciamento, Agostinho Neto terá soltado as “feras” escondidas no fígado de muitos dos que o seguiam, que se sentiram legitimados para atropelar todas as regras prudenciais aconselháveis em momentos de grande tensão.
  8. Caso, eventualmente, não fosse sua intenção desencadear um morticínio de grandes proporções, a Agostinho Neto competia fazer todo o esforço possível para esmagar dentro de si a dor que legitimamente podia estar a sentir pela perda dos seus correligionários. Só Agostinho Neto tinha poder capaz de travar a sanha assassina que se revelava nos matadores de serviço. Em nome da defesa da “revolução”, os matadores de serviço foram descarregando o seu ódio sobre os seus antigos companheiros, de repente, tornados inimigos… E isto durou muitos meses.
  9. De dentro da cadeia onde me achava preso há já mais de um ano, fui vendo ou tomando conhecimento, com enorme amargura, do que se passava… O número dos mortos aumentava em exponencial.
  10. Quem sobreviveu a essa hecatombe, lembrar-se-á, pela certa, da famosa “Noite de 23 de Março de 1978”, com carros (algumas ambulâncias) a recolherem presos que seriam levados para a morte. Percorreram a Cadeia de São Paulo e a Casa da Reclusão, num lúgubre “arrastão”… Misturaram presos de delito comum e de pequenos delitos, com simples suspeitos, massacrados juntamente com acusados de envolvimento no “27 de Maio”.
  11. E a famosa “Noite das Facas Longas” também ficará para sempre gravada na memória…
  12. Muitos dos responsáveis políticos desses tristes acontecimentos já morreram, outros estão agora envelhecidos ou mesmo incapacitados. Mas os que sobrevivem dormirão, seguramente, mergulhados nos seus fantasmas… Sei que alguns se tornaram, inclusive, crentes religiosos, como forma de aspirarem a um perdão no Céu pelos crimes cometidos na terra…
  13. O agora conhecido como o “Massacre dos seguidores de Kalupeteca” tem que ser devidamente esclarecido, assim como o modo como morreram os polícias da Caála, sob pena de, mais uma vez, a culpa morrer solteira…
  14. A directiva de José Eduardo dos Santos de ser urgente “desmantelar a seita”, pode ter sido interpretada como uma ordem indirecta para se matar indiscriminadamente, por apenas se ser fiel da seita de Kalupeteca, tal como sucedeu com o “27 de Maio de 1977”.
  15. Para dissipar dúvidas, José Eduardo dos Santos deveria assumir ele próprio a responsabilidade de exigir um inquérito exaustivo e rigoroso, integrando, inclusive, individualidades idóneas, nacionais e internacionais. Assim se apuraria mais facilmente a verdade e se puniriam os culpados, com base na Lei. Caso não o faça, José Eduardo dos Santos sujeita-se a carregar sozinho sobre os ombros a responsabilidade política pelo massacre dos fiéis seguidores do “profeta” Kalupeteca. Tal com a figura de Agostinho Neto ficou manchada com os crimes que se seguiram ao “27 de Maio de 1977”.
  16. Faço questão de recordar que a memória histórica não é fácil de apagar e que há crimes hediondos que não prescrevem. Basta lembrarmo-nos que, ainda há poucos dias, se sentou no tribunal, na Alemanha, Oskar Groening, conhecido como o “contabilista” do Campo de Extermínio de Auschwitz, onde pereceram cerca de 300 mil pessoas às mãos dos SS nazis.
  17. Oskar Groening está agora com 93 anos de idade e está perfeitamente lúcido. Mesmo que não tenha sido acusado por ninguém por envolvimento directo nas mortes dos prisioneiros, todavia, admitiu publicamente a sua quota de responsabilidade, relatando ao pormenor o seu papel e, com isso, ajudando a desmentir aqueles que continuam a negar a existência do Holocausto.
  18. Repito: os crimes hediondos não prescrevem!

 

 

JES é o Factor de Instabilidade Nacional e uma Ameaça a Segurança Social dos Angolanos - Agostinho Kamuango

Luanda - Treze anos de paz o balaço que se pode fazer é negativo. É negativo porque os outros países quando alcançaram a paz deram prosperidade aos seus povos; Aqui em Angola paz significou apenas o fim do conflito armado entre duas forças beligerantes, pelo menos é o que nos demonstra este Regime que governa. Porque de resto nada mudou, aliás tendemos para pior.

Fonte: Club-k.net

A miséria, a insegurança etc. Fazem parte do dia‐a‐ dia dos cidadãos autóctones. José Eduardo dos Santos, para se manter no poder, implantou um clima de terror em todo o território Nacional, subverte as regras democráticas, atropela gravemente a Constituição da Republica de Angola, ordena massacres de cidadãos indefesos, um exemplo vivo, é o autêntico genocídio que se passou no monte Sumi na província do Huambo. E ainda vem dizer que está preocupado com acções que põem em causa a paz e a e a segurança Nacional. Que Absurdo; é o próprio presidente que leva a cabo acções que põem em causa a paz e a estabilidade. A Lei do registo eleitoral Oficioso autentica violação a Constituição e a Lei, o desvio de fundos públicos com sucessivos escândalos Bancários, a problemática da intolerância Política, o não pagamento das pensões de reforma aos Antigos combatentes e ex‐militares, aqueles que tudo sacrificaram para termos o país que temos hoje; a subida vertiginosa dos preços dos derivados do petróleo num momento de contenção por parte das famílias face a desgraça causada pela má gestão de fundos públicos que deveriam a esta altura fazer cobertura devida, a despesa pública, a insensatez, na resolução dos problemas do país, e muito mais, demonstram claramente que José Eduardo dos Santos já não tem idoneidade moral para continuar a frente dos destinos do povo Angolano, a sua remoção do Poder, vai permitir a resolução de muitos problemas que os Angolanos enfrentam.

O que se passou no Huambo é imperdoável na história da humanidade, não se justifica tamanha barbárie, a que foi praticada contra cidadãos Indefesos da Seita a Luz do Mundo de Kalupeteca independentemente da sua envolvente, numa altura em que o Mundo confiou a este país a responsabilidade de paz e segurança na região, devido a sua categoria de membro não permanente da ONU. Face a todas estas atrocidades, só nos resta uma coisa, porque também já chegamos no limite: cultivar na sociedade Angolana em particular na Juventude, o espírito patriótico e revolucionário para definirmos o rumo certo de que este país deve tomar. Foi assim para conquistar a independência de Angola, foi assim para implantar o regime democrático que hoje inspira cuidados, será assim para trazer no país uma verdadeira paz.

Dizia o Dr. Savimbi ” o Lugar de escravo não se busca. Está a disposição de qualquer Homem fraco. O Lugar cimeiro de dignidade conquista‐se através de muito sacrifício”.

O EMPLA e José Eduardo dos Santos estão a nos matar aos poucos, por isso a Juventude precisa estar firme e preparada para responder no momento oportuno, o

chamamento do apito de liberdade. Custe o que custar, leve o tempo que levar, enquanto o MPLA for MPLA e José Eduardo dos Santos for o mesmo esta trombeta terá mesmo que tocar, quando assim for, todos nós teremos de escolher entre morrer aos poucos e morrer lutando, para abrir o caminho de prosperidade das gerações vindouras. Não existe Estado sem povo. Este conceito que querem implementar de um estado com território e soberania apenas não vai funcionar.

“O futuro de Angola, entretanto, não está enterrado no nosso subsolo. Tão pouco se encontra na terra produtiva. Também não está nas nossas belezas naturais. O verdadeiro futuro de Angola encontra‐se ancorado dentro de cada um de nós. Na nossa disposição de unir forças para fazer o país avançar para um novo patamar de desenvolvimento e democracia. Dr. Isaías Samakuva.

Agostinho Kamuango

Um subsídio ao repto de normalizar a ética na mídia - Siona Casimiro

Luanda - O Director do Jornal de Angola, meu José Ribeiro, fulminou há dias: «Exijo dos reguladores, auto-reguladores e poderes públicos que acabem com a legitimação da ilegalidade e a impunidade de quem faz da intriga, da mentira, da calúnia e da injúria um modo de vida». A passagem é de um artigo de indignação contra a postura editorial do portal Club-K ANGOLA, que havia denunciado um alegado contrato de assessoria, escandaloso. Club-K voltou à carga e a réplica pareceu-me serena, pelo que a bola, no assunto do contrato, merece não menos suave elucidação séria e credível.

Fonte: SJA

Faço minha a Declaração do Conselho de Ética e Deontologia do Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA), à qual presido aliás. Presido até ao fim concreto do mandato expirado e repudio todo truque de prolongamento, de triste imagem da mãe-África. Vou mais longe, desbordando a polémica sobre o assessor, longe da perseguição ao Ribeiro, nem ao confrade Artur Queirós ou protecção “sans frontiéres” ao Club-K. Dimensiono o debate à abrangência das taras repudiadas (legitimação da ilegalidade e modo de vida feito de intriga, mentira calúnia, injúria…).

E parto da própria auto-regulação por excelência, a qual sofre de pólio, numa alegoria correspondente à idade da instituição no país. Isto é, as agremiações dos jornalistas, avultando o nosso afeiçoado Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA).

A presente expressão óbvia da pólio no SJA chama-se a caducidade do mandato dos seus actuais corpos sociais. Felizmente, a vacina saiu depressa do laboratório e a aplicação arrancou, com o lançamento de uma cotização especial. Advoguei esta cotização numa assembleia, exortando a um surto de dignidade colectiva contra as “dívidas da vergonha”. Na asserção, englobei: a renda da sede; os salários do efectivo administrativo; a assinatura ao servidor do nosso website; demais gastos operacionais cujo avolumar gangrena o SJA. O eco foi imediato na tertúlia, ocorrida no dia 2/4/2015, no CEFOJOR. Os participantes comprometeram-se, ainda, em espalhar a brasa nos respectivos órgãos. E veremos a colheita, no balanço esperado da nossa Secretária-geral, mulher no leme do barco com louvável dedicação e espírito de sacrifício. Para já, obrigado a todos os participantes na reunião de CEFOJOR, em especial, veteranos da pujança de Avelino Miguel, Regisil e mais jovens como Luísa Rangel (RNA), António Clara (ex-LAC e agora no CEFOJOR), o meu chara da Ecclesia, etc. Peço indulgência àqueles de que não me recordei a identidade e que representaram a malta da TPA, JA, ANGOP e Despertar. Maior gratidão, terei em relação a todos quantos concretizarem a acalentada cotização ou doação filantrópica a este genuíno segmento da Sociedade Civil. A cotização está fixada a 2 mil e 5 mil Kz, consoante o tecto salarial debaixo ou acima de 100 mil Kz, ao passo que o gesto de mecenato pode ir além.

Saliento, na esteira, que a auto-regulação difere qualitativamente do corporativismo fascista ou totalitário. A auto-regulação integra a democracia, traduzindo a confiança de uma Nação na cidadania e maturidade até de descriminalizar os delitos de imprensa! A nossa coitadinha realidade está longe disto. Pois, caracterizada pelo nítido preconceito criminalístico sobre a liberdade de imprensa e seus oficiantes, presente mesmo na legislação (caducada, graças a Deus, mas sem certeza da sucedânea vir imaculada).

Abrangendo o conjunto das taras repudiadas por Ribeiro e não só, pergunto: porquê a anormalidade e a ilegalidade tendem a virar normalidade? Se a pena do DG do JA levanta agora, incidentalmente, a deformação, na sociedade, vozes circunspectas têm vindo a alertar há mais tempo.

E exemplifico com o seguinte recado ao Executivo:

«Que ajude na democratização dos órgãos de comunicação social públicos a fim de que estejam continuamente ao serviço da nação, defendendo o pluralismo político, a paz, a reconciliação e a unidade nacional».

Curiosos, legitimamente, querem saber:

Fonte e data?

A observação da CEAST que constatou a repetida vitória eleitoral do MPLA em 2012.

Portanto, um observatório inconfundível com eventual delírio opositor ou anarquista.

Não será que a equação do voto citado encalha no Club-K e seu sucesso? Ou que a florescência dos contra-valores se alteia no tal digital?

Não acredito. Antes, sim, na hibernação geral das principais ferramentas de suporte legal do quadro mediático.

Há que erradicar, portanto, a poliomielite, sensível até na regulação (domínio em que o CNCS é a instância vocacionada) e nos poderes públicos.

Que fazer? (perguntaria o velho Ilyitch que influenciou muito um longo período do nosso percurso histórico)

Inclino para que indaguemos a resposta na realização dos Estados-gerais da informação jornalística.

Por mais uma diversão situacionista?

Não, mas pela consciência da complexidade e melindre do repto na nossa República, no limiar de 40 anos de vida, cheia de múltiplas provações.

Estou a favor de uma reedição, em certa medida, do Seminário efectuado em 1979. Claro, com a adequação hodierna, na era do digital e dos debates debaixo do imbondeiro cibernético.

O pelouro (o MCS) assumiria a iniciativa da sua convocação e presidência, na bitola da “estabilidade partilhada”, parafraseando o escritor João Melo e político da maioria. Ou, “inclusiva”, epíteto em voga nos opositores.

Deste funji de Domingo (da ementa do malogrado Teta Landu e do nosso enérgico Ismael Mateus), Angola sairá a ganhar. E o nosso jornalismo, com “pravdas” e a variedade de respostas de um espaço irreversivelmente plural, também!

Luanda, 28/4/2015

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