Opinião

Um breve olhar à “chorosa” mãe África - António Perisófico

Luanda - O continente africano tem, infelizmente, séculos de histórias tristes e amarguradas para contar. Desde o tempo dos descobrimentos e respectiva escravatura dos nativos africanos, à forma como eram tratados já depois da abolição da escravatura, por parte dos países colonizadores até aos dias de hoje, a África tem um sem fim de problemas associados à exploração de todo um povo para o benefício de uns quantos. Falar de África, hoje, é falar de tudo, por exemplo dos inúmeros recursos humanos, hídricos, florestais, agrícolas, mineiros, atravessando o “doce” petróleo, enfim…Todavia, não nos podemos esquecer que esses recursos, infelizmente, não têm sido apreciados por todos os africanos, apenas para aqueles que têm a sorte de governar, distribuindo, também, para as suas respectivas famílias, por causa do vírus mais contagioso de ÁFRICA, a corrupção que transformou-se num problema de saúde pública a nível do famoso continente berço.

Fonte: Club-k.net

 A realidade do antanho, comparando com a actual, não é muito diferente e quando pensamos em corrupção e ditadores, vemos logo uma mão cheia de chefes de estados africanos. A pobreza e a miséria são os “pratos preferidos do dia”, num continente com riquezas incalculáveis. Como consequência, a desgraça e o sofrimento tomam conta de todos, e principalmente das crianças, que ou morrem todos os dias ou correm atrás de uma migalha de pão para saciar um pouco a fome. No olhar as marcas de sofrimento, não têm mais o prazer de correr atrás de uma bola, pois a fome crónica as impede, e o prato de comida que não têm as alicia. São os ditadores inumanos aliados à maldita corrupção que impedem o desenvolvimento do continente berço do sofrimento.

 

Mãe ÁFRICA, porquê que fazes chorar os teus filhos? Até quando tereis um sorriso bailando no rosto? Que pecado impenitente carregas? O que fizeste para mereceres os dirigentes fúnebres que recebeste? Oh África, responda!  

 

Num continente onde os chefes de estados preferem comprar armas a comprar pão, num continente onde a corrupção é o primeiro artigo das Leis Magnas, num continente onde quem pensa em mudança é mandado para cadeia, num continente onde quem pensa politica é “chicoteado” e até morto, num continente onde os presidentes odeiam largar o poder, num continente onde a democracia imposta é moribunda, num continente onde quem governa pensa que está no quintal de sua casa, num continente onde tem tudo para alguns, mas falta tudo para tantos outros, num continente onde as leis só servem para os pobres coitados, num continente onde os sistemas de justiça são poderosamente piores que um homem impotente, num continente onde os apetites aos golpes de estados comparam-se à sede dos jovens às cervejas, num continente onde o africano prejudica o

 

outro africano, num continente onde o termo transparência nunca foi permitido “viver” no dicionário de gestão, num continente onde as guerras transformaram-se em guloseimas, num continente onde os gestores da coisa pública são impotentes em resolver os problemas que assolam a população de seus países, num continente onde os governos competem e pretendem ganhar os colonialistas, em matéria de fazer sofrer a população… Enquanto tudo isto durar, será impossível combater a fome e a pobreza de uma forma verdadeiramente eficaz. Será impossível alcançar a paz. Será impossível lutar pela igualdade de direitos, pelo acesso à educação, à justiça... A ÁFRICA não é pobre. Os verdadeiros pobres são as pessoas que gerem os países que conformam a ÁFRICA de uma forma lúgubre.

 

Ante o cenário deploravelmente consternador que a África atravessa, uma questão não se quer protelar: Será culpada a Conferência de Berlim? Será que algum dia a ÁFRICA será um continente abençoado e desenvolvido? Como estará ÁFRICA daqui a 50 anos? Com quem estão as respostas de ÁFRICA? É sabido que a África chora e clama por dias melhores, mas penso que uma das formas de se conseguir tal ambiciosa meta é destituir todos os presidentes africanos, que pelo tempo, já perderam a capacidade e a qualidade de governar, mandá-los todos para a prisão perpétua e, em seus lugares colocarmos todos aqueles cujas competências (humanística, técnica, cientifica, cultural e visionária) forem dignas de méritos e de louvores. Se assim não acontecer, a resposta é negativa. A África jamais será um continente desenvolvido. Continuará moribundo. O desenvolvimento depende, também, das grandes diversidades.

 

Creio que a ÁFRICA, cinquenta anos depois, poderia ser melhor em todas as esferas: politica, económica, social e cultural. Não haveria tanta necessidade de pedinchar doações e caridades Ocidentais. Não teríamos tantos pobres com fome severa e irreversível. Não teríamos tanta fuga massiva de cérebros. Não teríamos tantas desigualdades entre aqueles que governam e os que são pessimamente governados. Teríamos sim, uma verdadeira inclusão e participação de todos no uso e usufruto da coisa plurativa. Teríamos sim, governos sem poderes, mas com autoridade. A própria “coitada” União Africana não existiria só para criar mais problemas. Ipso facto, é importante aqui sublinhar que, além de algumas influências externas para tentar desestabilizar alguns países africanos, o maior “bolo” de responsabilidade recai sobre aqueles que gerem a seu bel-prazer os próprios países que conforma a ÁFRICA. Esses que gerem os referidos países, com o passar dos tempos, foram conquistando vícios a todos os níveis que pelo

tempo, tais vícios transformaram-se em calos e as suas lideranças caíram numa espécie de ridículo governativo.

                                   

 

Tenho sido condenado em amiúde, no meu circuito de confrades pensólogos, por afirmar que quando a ÁFRICA esteve sob o jugo colonial “decretado”, os africanos, conscientes de sua condição de colonizados, viveram melhor, só não felizes, do ponto de vista da conscientização das formas de tratamento a que estavam sendo vitimas, em relação a nós, que vivemos nas mesmas condições (fome severa, pobreza extrema, liberdade zero, igualdade zero, pluralismo zero), mas com uma diferença extraordinária: ninguém nos disse, oficialmente, que estamos a ser colonizados, contrariamente ao período do antanho.

 

Será que a Mãe ÁFRICA, com 54 cérebros é um continente somente vocacionado para produzir desgraças para os seus inúmeros filhos? Até quando ouviremos falar de corrupção, fome, miséria e desgraças, sem estar presente o nome de ÁFRICA? A ÁFRICA e os africanos não precisam mais de discursos ultrapassados no tempo e no espaço. Estamos famintos de algo diferente de falácias. Já se provou que a ÁFRICA é potencialmente rica. Então, os governos têm de reinventar os seus discursos e renovar as suas práticas de gestão. Se fôssemos mais sérios em termos de governação, daríamos uma verdadeira lição aos países que se julgam mais desenvolvidos e com uma democracia aparentemente mais “higiénica”.  

 

Portanto, a AFRICA está em coma severa e precisa reagir de forma urgente. Mesmo que encaro com alguma frustração o futuro do continente, a julgar pela forma como se vem construindo o mesmo, não podemos chorar sobre a desgraça derramada, juntos podemos catalavancar este nobilíssimo continente, que é berço de todos nós. Essa visão só será “visionária” caso os nossos dirigentes aprendam a lançar um olhar para frente e com óptimas perspectivas para todos os africanos. Oxalá paremos de assistir ao vivo e a cores o episódio de muitos dos nossos irmãos africanos a padecer e a fenecer de fome e doença nas diversas “avenidas” de ÁFRICA, aguardando frustradamente pela solidariedade balsâmica dos governantes do Ocidente. Oxalá paremos de assistir governos competentes nos seus partidos e incompetentes na gestão do país. Que os governos africanos estabeleçam modelos políticos de transparência governativa, de inclusão e de participação. Que a preocupação magna de todos os dirigente seja o povo, para o povo e pelo povo. Que os Órgãos de (in) justiça aprendam a fazer justiça séria e igualitária, combatendo severamente o pecado da corrupção. Desta forma sim, talvez a nossa ÁFRICA, ricamente pobre, venha ter alguma esperança. Enfim, vale ter presente, neste momento de tribulação da ÁFRICA a magna lição daquele que como eu é considerado prisioneiro de Cristo: S. Paulo aquando da sua missiva aos Romanos: “devemos dar glória nas tribulações, porquanto a tribulação produz a constância, a constância produz a virtude sólida, a virtude sólida produz a esperança”.

 

VIVA O 25 DE MAIO!            

VIVA A ÁFRICA!

Não há noite tão longa

                                                                                                                        

Que não alcance o dia (JC).

Big brother Angola e Moçambique 2016 – Manuel Tandu

Zaire ­ - Antes de imergir neste assunto, que já é uma das que encontrou um espaço no pacote de assuntos mediáticos. Gostaria de salientar, como professo a religião cristã, a consciência cristã, permite-­me ter uma visão real deste problema. Esta reflexão não terá um foco em sociologia, Direito seja civil ou penal, etc. Mais sim, terá um foco na religião cristão não querendo dizer que ela devera ser só absorvida por quem professa a religião cristã. Pois um dos objectivos fundamentais desta religião é ter mais, mais e mais seguidores de Cristo.

Fonte: Club-k.net

Deste modo, se não estou em erro, há uma passagem bíblica que diz: "Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas me convêm (Io coríntios 6:12) ". E podemos contextualizar esta passagem bíblica ao assunto que estamos a abordar. Importa ainda salientar que através das redes sociais tomei conhecimento deste programa, e das "implicações" que se presume que teve, aliás este programa a sua edição e emissão não é de agora, pois é um programa que vem sendo já há um tempo para cá sendo produzido e emitido, e só é possível ser visualizada através da compra de um pacote da Dstv. E a emissão deste programa teve varias reacções onde houve os prós, os contras e inclusive notas de repúdios.

Mas a questão que coloquei­-me em função das informações que tive é a seguinte: será que este programa está sendo emitido em um canal de sinal aberto? Bem em função desta questão basear-­se-­á a minha reflexão. Enuncie já uma passagem bíblica que em outras palavras diz que, qualquer um tem capacidades para fazer, ver, etc. Tudo, mas que não deve fazer, ver, etc. tudo. Agora os que repudiam este programa, apresentando detalhadamente as cenas do referido programa, como ficaram ou tomaram conhecimento do mesmo? A resposta é, eles assistem este programa, mas quem deve assistir estes conteúdos? Olha há uma máxima bíblica que diz: "dá a César o que é de César e a Deus o que é de Deus". Logo aquele indivíduo que assume ­se como Cristão deve simplesmente abster­-se de visualizar estes conteúdos. Pois é um conteúdo, que não convêm ao mesmo visualizar, partindo do pressuposto de o mesmo ser cristão.

Podemos considerar o mundo como um hipermercado, onde podem entrar dois indivíduos, um podendo ser cristão e outro ateu, cada um destes neste estabelecimento comercial, comprara aquilo que irá de encontro com aquilo que ele é. Implica dizer que o cristão não há­-de comprar o que não lhe convêm, por não ter

possibilidades, mas porque não o deve comprar. Neste contexto, gostaria de afirmar que o cristão pode visualizar os programas que são apresentados em vários canais de televisão, espalhados por mundo for. Mas não deve visualizar aqueles que ferem a moral cristã. Porque? Porque não lhe convêm. Aliás através destes mesmos equipamentos que permitem visualizar vários canais televisivos, existe aquilo que se chama controlo parental, que é uma ferramenta que tem a função de impedir que se acessem canais que contenham conteúdos inapropriado.

 

Agora se aquele que é o responsável num lar, podendo ser pai, mãe, tio, irmão, etc. Não faz o uso ou não activa o controlo parental, para este ou aquele canal. E esta omissão permitir que o conteúdo não apropriado seja visualizado pela toda família, a quem recai esta culpa, a empresa distribuidora de canais televisivos por assinatura? A resposta é não. Mais porque? Porque, este programa é feito para uma determinada camada social, e se alguém reprova este programa não deve visualizar­lha, mas como, se no pacote que fez o carregamento há o canal que apresenta este programa? A resposta é simples, deve activar o controlo parental para este canal, de modo a impedir o acesso a família e a si próprio do mesmo.

Espero que em função desta reflexão, não seja tachado como um defensor destes tipos de programa. Mas a questão é, dá a César o que é de César e a Deus o que é de Deu. Sê presume ­se que este ou aquele é Cristão, e o mesmo visualiza estes conteúdos, então esta possibilidade cai por terra. Em outras palavras não se deve parecer ser cristão, mas se deve ser cristão. Ou se alguém se assume como defensor da moral ou um conservador, logo deve ser o primeiro a não visualizar estes conteúdos. Implica dizer que não deve parecer ser conservador, mais sim deve ser conservador.

E é errado procurarmos passar a informação, que este programa é o factor da crescente imoralidade, pois ela é simplesmente a ponta do iceberg. Temos os smartphones, os iphones, etc. Que através delas pode se ter acesso a serviços de internet, e a internet pode ser equiparado a uma "selva", pois através dela se têm uma diversidade de conteúdos, que estão fora de controlo de alguém, e qualquer um que seja capacitado de fazer uso da internet têm acesso a estes conteúdos.

 

Agora a questão é, será que se deve abolir o uso da internet? A resposta é não, pois aqueles que não se revêem em conteúdos impróprios, devem simplesmente se absterem de visualizar os sites, websites, etc. Que a promovem. Agora quando se assiste este programa, que a priori se sabe da sua essência e depois vir a público com reacções contra o mesmo ou com notas de repúdios, penso sinceras desculpas, mas, não estamos a ser sérios... em suma, este programa é feito para um alvo concreto. E fazendo o uso de pacote que contém o canal que visualizar este programa, se és um daqueles que defendem o resgate de valores morais na nossa sociedade, então não deixe, de fazer uso de controlo parental-.

O autogolpe de Isaac dos Anjos, mas sobrevive a mais um “vendaval” - José Francisco

Benguela - Isaac dos Anjos, governador de Benguela, parece ter sobrevivido a mais uma disputa campal. Tudo indica que será reconduzido para mais um mandato na liderança do Comité Provincial do MPLA em Benguela. A confirmação deve acontecer neste sábado (21), na conferencia provincial ordinária, a ter lugar na cidade capital daquela província.

Fonte: Club-k.net

“Um presente” do Bureau Político a Isaac que impôs o seu nome, contra gosto de muitos e alegria de tantos outros. Isto numa altura em que Ele completa três anos no comando governativo da província. “Foi a cereja no topo do bolo” para um politico que alguns já viam pelo retrovisor. Nesses três anos, Isaac dos Anjos sempre esteve na ribalta, não importa os motivos. O homem carrega no seu “DNA”, “células” fulminantes capazes de salvaguarda-lo, ou atira-lo na “fogueira”. De uma coisa é certa Ele é um “Anjo” que espalha polémicas. Muitas das vezes devastadoras para sua imagem.


Na linha do tempo ficam varias “bocas” lançadas para todos os lados. Os seus mais directos colaboradores, tanto no governo, como no partido não foram poupados. As autoridades tradicionais também não escaparam aos “linguajares” de Isaac. “Na memória dos sobas ainda “pululam” as palavras pouco simpáticas, feita em língua nacional Umbundu…foi uma humilhação que muito jamais esquecerão.


“O custo dessa ousadia” está à vista: o homem se tornou nos bastidores governativos, empresariais e políticos um alvo abater. Mas, Dos Anjos parece imune aos ataques e renova-se a cada embate.

Entretanto, uma das batalhas mais acirradas e destrutivas travou-se, nos últimos dias. A imprensa privada foi o palco escolhido para “estenderem os podres”. Foi um rol de revelações. Os segredos guardados a sete chaves eram trazidos ao publico todos os dias. Foi um autentico “Big Brother-politico”.

Não era para menos, uma vez que, um dos motivos para contenda estava à liderança do Maioritário na província. Um lugar ambicionado muitos, mas apenas reservado para um e os seus “amiguinhos”. As noticias multiplicavam-se a cada dia, todos buscavam informações de uma guerra em que os actores principais “escondiam-se” por detrás das notícias. Algumas delas eram divulgadas com denuncias sobre certa relação de promiscuidade que Isaac dos Anjos mantinha com um pequeno grupo de empresários, principalmente da província da Huíla. A transparência parecia não ser o forte de Isaac dos Anjos, quando se tratava da parceria publico-privada.

Dos Anjos era acusado de assumir, na maioria das vezes, uma atitude “paternalista” para com uma determinada “clã” de empresários, que sempre ficava com os negócios do Estado na província. Os homens dos negócios de Benguela, todos eles militantes estavam a ver “navios”. Deles só viam nos anúncios de jornais, alguns até eram convidados a participar deles, mas não apanhavam nada.


Essas denuncias serviram de uma autentica “paulada” que obrigaram, o governador de Benguela a sair da “toca”.

Num extenso documento distribuído à imprensa, Dos Anjos tentou explicar de uma vez por todas, os “equívocos” sobre a sua gestão, mas acabou por atolar ainda mais na sua própria lama. As revelações da carta foram bem aproveitadas pelos seus criticas que se serviram dos conteúdos para transforma-los em “pedra” de arremesso contra Isaac.

Essas crises - política, acima de tudo moral - têm varias causas. Em cada uma delas, em maior ou menor grau, está no jeito como Ele faz política e se relaciona com os seus seguidores e colaboradores.

Isaac queria guerra quando reinava a paz. Enxergava aliados como inimigos, impedindo a concórdia política sem a qual não se governa de forma saudável. Errou muito, errou sozinho, sem ouvir, insistiu nos erros e, quando alguns deles se revelaram crimes, não os reconheceu. Nos lances de seu melancólico e arrogante jeito de governar, Dos Anjos, quanto mais gritava contra os seus, mais isolado ficava. Depois de já terminado o tempo regulamentar “dos céus de Luanda” surgiram às mãos “Dos Santos”, que salvaram Dos Anjos, de uma condenação ao “inferno” que parecia inevitável.

Voltando a confissão de Dos Anjos, na carta de mais de quarenta pontos, distribuída à imprensa, o governador acertou na forma, mas errou no conteúdo. Na mesma ficou-se, a saber, que Benguela tem um governante empresário. Alguém que se assumi possuidor de um “império empresarial”, cuja acumulação da riqueza remonta da década 90, através da sua primeira empresa Isaac and Son's Fruits.

“A I&S Frutas foi definitivamente constituída, numa bela manhã, ao pequeno almoço nos jardins da minha casa no Kinaxixi em Luanda, após o anúncio da primeira grande desvalorização da moeda no âmbito das medidas integradas no programa de saneamento económico e financeiro SEF, corria o ano de 1988”, contou Isaac, que em nenhum momento do texto fez referencia de quanto possuía, ou seja, a cotação real das suas empresas.
Para os curiosos nenhum “tostão”, quem quiser saber mais terá de aguardar, até um dia. Quem sabe no dia de São nunca! Esse pormenor, de certo modo, feriu de morte, a declaração de património do governador.

 

Tudo ficou deitado “por agua a baixo”. Por arrasto escangalhou igualmente os empresários com quem tem “partilhado” os negócios públicos. Ficou claro que Isaac dos Anjos transformou o Palácio Cor de Rosa- da Praia, numa casa de tolerância, onde só entra quem dança a sua musica com o “ritmo da promiscuidade”. A lei da proibida foi atirada, bem ao fundo da mítica praia morena. Ficou esclarecido que os concursos para negócios eram uma fachada. Os olhos do tribunal de contas foram vedados a aço. O Ministério Publico foi “cafricado”, não munge nem tuge diante de uma revelação com cheiro à corrupção.


De resto, Isaac dos Anjos fatiou seu governo, fez promoção de cargos. Nos lugares vitais colocou os seus “muchachos”, vindo da Huíla e do Namibe. Promoveu um autentico festival da queima total das verbas publicas (já à míngua) e um escambo descarado, à plena luz do dia, com empresários, arrivistas de uma espécie de canina. “Devorar os negócios, era a missão”. Ali, quem topar ficar com ele nesse abraço de afogados e de espolio do erário publico. Paga-se bem! Com o dinheiro alheio, ou melhor, com dinheiro do contribuinte. O único critério é ser amigo do governador, ou fazer parte de uma família que lhe tivera feito algum favor.


Engana-se quem acreditou que os negócios mais “chorudos” foram revelados na carta. As grandes empresas (Consterra, Horizonte Global, Fertiangol, Fazenda Utalala, Emosul e tantas outras) foram omitidas de forma propositada ou não, mas sobre os mesmos Isaac não reservou nenhuma palavrinha. Também escondeu, mas com o “rabo” bem de fora, as grandes empreitadas realizadas durante o seu reinado, como por exemplo:


- O projecto do Cavaco
- A barragem do Dongo no Cubal
- O projecto das estradas asfaltadas de Benguela
- O projecto de Benguela Sul
- O projecto de Blue Ocean
- O projecto Benguela Costa Nova, no Chamume (inicia na Macaca e termina na foz do Rio Coporolo).
- O projecto de escola de base de hotelaria no Kapiandalo.
- O projecto do autódromo
- A venda da Reserva Fundiária do Estado no B.C.I.
- O projecto da Caota com desalojamento de detentores de terrenos.

Agora, as acusações dos chamados “detractores” ficaram mais do que nunca enriquecidos e com provas suficientes de um governador “empreendedor” no negocio do Estado. Afinal, ficou mais do que claro que na província, existe um grupo de pessoas com a pretensão de querer "tomar conta de tudo, até dos recursos, sem uma divisão mais aceitável”. Veio confirmar que o MPLA, há muito deixou de ser ele próprio e é um partido cujos membros desdobram-se em desvirtuar o código de conduta para fomentar o clientelismo, o nepotismo, a ladroagem, a opulência…

Na província, o MPLA liderado por Isaac dos Anjos, deixou de ser ele próprio, a “conduta” que impunha limites entre os negócios, as incompatibilidades dos dirigentes, a acumulação de riqueza com vista a evitar roubos no Estado foi atirada ao ralo.

 

Ficou provado e registado que no governo de Benguela existe um esquema de “fatiamento” dos negocio públicos. Um esquema montado para “saquear o dinheiro do Estado”.


Mas, essas praticas são apenas possível , porque a Estrutura Central do MPLA passou apadrinhar o “saque” dos negócios públicos em Benguela. Os dirigentes do BP, principalmente do partido no poder, José Eduardo dos Santos, continua a fazer ouvidos moucos diante da gritante sujeira que infesta o seu Governo. O Chefe de Estado assiste, sereno, a uma grotesca violação da Lei da Probidade Pública protagonizada por muitos dirigentes, principalmente em Benguela.

 

Benguela: Ganda e os problemas da governação - Zeferino Pindali

Benguela - A população continua, no essencial, privada de energia, essa trave mestra do progresso, um bem tão precioso quanto a água.

Fonte: Chelapress

A GANDA E OS PROBLEMAS DA GOVERNAÇÃO


a) A Terra e a População

A Ganda, é um município situado ao leste do Município de Benguela, distando cerca de 200 quilómetros da sede capital. É um centro de tradição cultural dos ovimbundu em Benguela que se identifica por traços linguístico-culturais dos “vanganda”. Com um território vasto e sua população bem lá assentada na sua humildade, simpatia e trabalhadora. As suas terras são férteis em milho, massambala, massango, jinguba, gergelim, feijão, abóbora, batata-doce, etc.

b) O Problema dos Problemas da Governação

Administração local tenta com todos os seus meios e recursos, sua força e "sabedoria" colmatar os vários problemas que a população enfrenta. Entre anúncios e pronunciamentos de solução, estratégias assumidas, misturam-se interesses económicos e pessoais na panela de gestão do Município pelo MPLA. As décadas passam, mas tudo permanece na mesma e o mais notório é que a população da Ganda vê a sua terra a caminhar de mal a pior. A radiografia mostra:

1. Elevados e progressivos níveis de pobreza no seio da população.

2. A população continua, no essencial, privada de energia, essa trave mestra do progresso, um bem tão precioso quanto a água.

3. O sistema de saúde, assistência médica e medicamentosa está igualzinho aos anos 80 e 90, tempo de guerra onde muitos morriam sem uma visita médica e sem medicamentos nas unidades sanitárias ede doenças agudas, a diarreia, a tuberculose, a anemia, a malária, etc., que tomam conta das populações cada vez mais vulneráveis.

4. A perda da memória histórica das tradições do local e da história de Angola mostra a debilidade do sistema educativo em Angola e em particular naquela parcela do território angolano e mostra também as consequências de uma administração ausente. Um Município sem uma biblioteca pública.

5. A falta de mobilidade social e geracional no seio da população, a exclusão social e política protagonizada pelo sistema e forma de administração que assistimos, com objectivos fortes de criar uma elite e uma classe governativa, por via biológica, constituída por filhos de dirigentes na base de tráfico de influências, remetendo ao apagadíssimo, as intenções políticas de muitos;

6. A cultura desaparece aos poucos. A falta de incentivos aos agentes culturais provoca cada vez mais a falta de motivação que abandonam os hábitos e os costumes.

7. Uma intolerância política premiada pelo sistema de administração, excluindo da vida social e política, todos aqueles que não se revêm no partido que sustenta o governo, na pior das hipóteses primandomesmo pelas perseguições que sofrem muitos militantes dos partidos da oposição, sobretudo, os militantes do BD.

8. Falta de políticas de habitação provoca situação precária dos munícipes da Ganda, muita gente não tem onde morar condignamente.

Este conjunto de problemas, é apenas consequência de um único problema que não possibilita a participação da população na gestão pública, um dos princípios da democracia participativa e que o partido Bloco Democrático – BD defende como princípio de governação. Pensamos que a devolução do poder de participação à população, que moldasse a Administração da Ganda, introduziria factores de solução, naturalmente, não apenas aqui mas em todo país.

Isto possibilitaria o dever de prestação de contas que motivaria a transparência da gestão da coisa pública aos administradores, evitando que os dinheiros das praças, casas de venda, boutiques, barracas de ruas, casas nocturnas, passassem para benefícios das comunidades. A essência da resolução do problema, está nas duas palavras-chave bem transcritas no programa de governação do BD: Transparência e Participação. O BD pensa que as Autarquias são formas de administração que permitem a participação na gestão da coisa pública - o povo da Ganda poderia assim definir as prioridades do seu desenvolvimento - e poderia controlar as receitas e despesas do Orçamento da sua região, via transparência, eliminando o enriquecimento ilícito dos dirigentes.

O que temos vindo a observar é que os administradores quase não possuem riqueza antes de serem nomeados, mas depois de um ano são donos da metade das fazendas do município. De onde tiram toda esta riqueza?


Zeferino Kuvingwa N. Pindali – Secretário Provincial do BD

O mundo que passa hoje é um mundo materialista - João Hungulo

Luanda - Os interesses matérias dominam o circuito dos fenómenos quotidianos aos nossos dias, hoje as pessoas valem pelo que têm e não pelo que fazem com que sabem, nos encontramos abertos às páginas da história avessa.

Fonte: Club-k.net

Hoje parece que o dinheiro tomou o peso do comando de tudo e de todos, as pessoas só fazem tudo por dinheiro, não existe nada feito sem que as mesmas esperem por recompensa, se por exemplo avariar – lhe a viatura na via pública, de súbito suscitarão indivíduos emprestando seu favor em troca de um valor monetário, nada é de graça hoje, nos situamos nos dias de hoje face ao icebergue do materialismo social e económico.

Tudo é julgado sob um olhar materialista, se no entanto for formado e andar de tax ou autocarro, ouvirá vibrar as vozes vulgares em todos os cantos da sua marcha, acusando – lhe de não ter formação, de ser um estudante apenas (a maioria diz como é que se é Dr ainda anda de tax? Esse é z ninguém, não estudou nada, é estudante apenas, esquecendo – se que o dinheiro não cai dos céus, é conquistado com suor e sacrifício, mas acima de tudo requer tempo para tal), para os mesmos formado é quem tem carro, quem anda a pé não estudou, é absurdo o que se tem vindo a assistir aos nossos dias. Vivemos o verdadeiro mundo das aparências, não somos nós mesmos os verdadeiros senhores do nosso destino. Estamos perante o mundo das coisas, que se valoriza mais o dinheiro que a própria pessoa como tal, o mundo do imediatismo, o homem não vale dinheiro, nem carro, o homem vale aquilo que ele sabe, porque são as ideias que transformam a face da terra e não os interesses materiais.

Os interesses materiais dos nossos dias penetraram em todas as esferas sociais dos angolanos, há quem diga que hoje quem não tem, nada vale, ouve – se pelos arrabaldes da cidade de que o ser e o ter devem andar juntos hoje, somente somos tratados de sermos alguma coisa se tivermos. É neste evento desconcertado de tratar as pessoas que resulta erros trágicos da maioria dos jovens hoje, apostados no imediatismo e no já, sob todas as circunstâncias querem conquistar o impossível, levando a muitos a entrada as casas dos «encostos ou de kimbandeiros», marchamos hoje num mundo em torno de um marasmo social muito sério.

Chegamos num mundo em que até pacientes magnatas desrespeitam médicos, muitos dos quais acusando – os com ameaças em virtude de terem milhões nos seus bolsos, achando – se de então, que podem e devem, esquecem – se que, a pessoa do médico não vale pelo dinheiro que lhe é pago numa clínica em que presta o seu serviço, mas antes pelo contrário, pelo prestígio que lhe é atribuído, o dinheiro pode tudo, mas o dinheiro não compra dignidade de alguém, nem sabedoria sequer, e o que reside na alma de um verdadeiro médico, não é o valor do dinheiro é a dignidade, o carácter e o prestígio que lhe iluminam e lhe enaltecem face a sociedade em que está inserido, servindo – se das balizas da ética hipocrática.

Nossos pais ensinaram – nos de que acima de todos os interesses estava a formação do homem, mas, pela ironia do destino, hoje queremos distorcer esse sentido dialéctico, queremos a todo custo apontar a matéria como ser o ingrediente primeiro antes da formação do homem.
A maior parte dos que hoje estudam estão preocupados com quanto vão ganhar depois de formados, não querendo saber do profissionalismo, não querendo saber da ciência e todos os seus paradigmas, querem é saber de passar de classe com urgência conseguir um emprego e começar a ganhar o mais rápido possível.

A onde caminha essa sociedade afinal? Que não sabem mais esperar? Querem tudo rápido, tudo imediato? Tudo é preciso tempo, a vida é um processo e todo um processo encerra uma gama de etapas, e cada etapa tem passos a cumprir e cada passo tem tarefas a serem realizadas, é preciso revertermos a marcha dos acontecimentos nossos dias, porque se pensarmos que as coisas estão primeiras antes das pessoas estaremos completamente perdidos como musgos crescentes num ermo abandonado.

Até os relacionamentos amorosos cumprem a mesma trajectória de forte interesse material, és a razão mediante a qual o pobre não consegue uma namorada em boas condições, as mulheres forjaram a dualidade de relações reunidas numa mesma dama, em que um dos indivíduos assume a pessoa do amor gostoso e o segundo assume o papel do amor gastoso, quer dizer se um tem a missão de dar amor e carinho o outro tem a missão de dar conforto, dinheiro e coisas, hoje é tudo a base de interesses materiais, até a palavra amor foi – lhe excluído o prefixo a, e passou a ser «MOR», que segundo muitos pensadores da actualidade dizem que tem o significado de M---------- minha; O----- outra; R------ relação, de então em vez de amor passou a ser apenas «MOR», minha outra relação.

Nesta senda, suscitam fenómenos controversos, em que mais velhos namoriscam jovens das idades de suas próprias netas, tudo por dinheiro, o amor esfriou – se completamente, nada é feito por amor, por entrega, ou por carisma, tudo por dinheiro, estamos diante de um mundo onde o dinheiro fala todas as línguas.

Hoje, os tratos sociais dirigidos as pessoas são vinculadas a magnitude económica de cada um, só és bem visto pela sociedade se tiveres um carro de luxo, uma casa em condições, dinheiro e o resto, fora disso serás assujeitado a uma refutação vil, mesquinha, és um nada, um zero a esquerda da vírgula.

Hoje as amizades são selectivas, as pessoas sabem com quem lidar, colocando em relevo sempre os interesses económicos como farol para iluminar o ritmo das amizades edificadas na conjuntura humana.

Até um simples telefone cuja missão é comunicar, os olhos estão atento para medir o peso do preço com que se comprou e o perfil do aparelho, estamos diante de uma trajectória plenamente declarada em ser materialista, imediatista, uma trajectória que tudo arrisca presa na aventura em busca de uma felicidade cujo alcance é pago por muitos com mistérios satânicos, hediondos, inaceitáveis e puramente imundos, tudo feito em prol da matéria, das coisas, da carne, que cá encontramos e também cá as deixaremos um dia, a vida não é eterna, no entanto urge a necessidade de mudarmos o actual panorama que marchamos hoje, senão seremos vítimas de ignorância!

A problemática que se levanta em torno das pessoas interesseiras é que essas não são pessoas coerentes, não são pessoas ideológicas, são meros peregrinos em busca dos prazeres da carne e da matéria, que tarde ou cedo desaparecem, sobre tudo quando o declínio financeiro tomar conta do rumo o qual os atrai. Isto implica dizer que quem faz tudo por dinheiro não é pessoa de confiança, não é pessoa para se olhar com visão ampliada com vista a restabelecer afinco de amizade sincera e forte, uma vez que hoje estamos em cima e amanhã a baixo, a vida é como um jogo se hoje estamos a vencer o campeonato, amanhã poderemos estar a perder o jogo, neste sentido elas nos fugirão quando formos vítimas do insucesso material. Há que ter sempre presente que essas pessoas somente se intitulam de serem amigas enquanto estivermos no auge da ascensão económica, essas não são pessoas para confiança, são efémeras, são passageiras, são dotadas de amizade supérflua e não profundas, que não se ligam a outrem pela afinidade humana, mas sim pelo interesse, logo, estão pelas coisas e não verdadeiramente pelas pessoas, neste prisma, uma vez satisfeitos os interesses viram – se as costas em direcção ao seus destinos de origem e dizem a história acabou, cada um por si e Deus para todos!

 

Colégio privado despede funcionário por não professar a religião do sétimo dia

Estimados Leitores,


Venho através deste apresentar a minha indignação com relação ao que se passou no Colégio JUDASICA sito nos arredores do bairro Kapalanca.

Pelo que me chegou aos ouvidos quer o proprietário como os demais trabalhadores que na realidade a maioria são familiares professam a religião do sétimo dia, motivo pelo qual os funcionários que lá trabalham têm que ser da mesma religião caso não são despedidos. Para alem desta situação no caso das senhores não podem por brincos, anéis, fios, etc bem como o vestuário deve ser de acordo aos que são da religião deles.

Faço aqui uma alerta a Associação dos Colégios Privados na pessoa do seu Presidente Sr. Pacavira para que envie uma equipa do seu pelouro para investigar esta e demais situações negativas que se passam naquele colégio que segundo murmúrios nem esta autorizado a exercer a atividade estudantil.


Devido a ma gestão e as atitudes negativas por parte da referida direcção muitos encarregados de educação estão a retirar os seus educandos da referida instituição.

Num Pais como o nosso onde a actividade religiosa é uma opção ou não do cidadão como é possível que um funcionário é obrigado a professar uma religião que não vai de acordo aos seus anseios.

Faço aqui uma alerta também a Direcção Provincial de Educação para que tenta apurar o que acima exponho porque é muito constrangedor um cidadão nacional passar por situações deste género de discriminação.

Sds

Carlos Alberto

Cidadão acusa ex-governador de Luanda de esquema de legalização de terreno

Luanda – Integra da denúncia de um cidadã devidamente identificado levantando acusações contra o ex-governador de Luanda, Job Castelo Kapapinha.

Fonte: Club-k.net

Os factos datam da altura em que Job Capapinha era Governador de Luanda. Por intermédio de uma amante sua, a quem arranjou uma função no GPL, Capapinha interpelou Luís Leopoldo, possuidor de uma parcela de terreno, sito no Bairro Patrice Lumumba, a quem se dispôs autorizar a legalização de um terreno, a troco de uma parceria.

 

A documentação seguiu para o GPL e em tempo muito recorde, foi atribuído ao Sr. Luis Leopoldo o direito de superfície sobre o imóvel sito no distrito da Ingombota, Bairro Patrice Lumumba, Rua Major Kanhangulo, conforme escritura n.º 081/02, do Libro n.º 1/07, fls. 40, do cartório privativo do Governo da Província de Luanda.


Uma vez realizada a legalização, Job Capapinha e sua amiga convenceram o proprietário a transmitir o direito de superfície à empresa Afribelg, mas desde que fosse a aludida amiga a proceder a negociação e a recepção de valores da venda para posterior repartição do produto da venda, entre o proprietário e uma percentagem aos intermediários e outra percentagem para o Job Capapinha.

 

A amiga de Job Capapinha, em nome do proprietário, transmitiu o direito de superfície à sociedade Afribelg Angola, Lda, no valor de Usd. 6.700.000,00. Do valor da venda, a amante de Capapinha pagou os intermediários e transferiu para a conta do proprietário apenas Usd 100.000,00.

 

Capapinha e Amiga utilizaram o dinheiro em seu bel prazer, o que obrigou o proprietário a participar criminal contra ambos, mas àquele sempre ameaçou o proprietário de que deveria ficar quieto por que sem a sua intervenção do Capapinha este nem “veria os Usd 100.000,00”.


Capapinha contratou policiais para perseguirem o proprietário e influenciou a instauração dum processo-crime contra o proprietário. Foi instaurado um processo-crime contra o proprietário, que foi acedido pelo instrutor Fuema da então DPIC e, já o processo em Tribunal – 7.ª Secção da Sala dos Crimes Comuns do Tribunal Provincial de Luanda – o Dr. JUix Manuel António de Morais ordenou a prisão do proprietário, com o fundamento na Lei da Prisão Preventiva já revogada, do “crime não admitir liberdade provisória”.

 

O Juiz manda que se prende o proprietário por se ter locupletado Usd 100.000,00, quando a amante confessou na DPIC que “aceita ter autorizado vervalmente uma transferência de Usd 100.000,00, para (...) Luis Braga”. O processo-crime que o proprietário apresentou contra Capapinha e amante simplesmente não tem qualquer andamento.

* Autor

MPLA: Isabel dos Santos será a candidata de JES para a Vice-PR ? - Raul Diniz

Luanda - Falar hoje de Isabel dos Santos, filha do ditador José Eduardo dos Santos, a vendedora de ovos, por incrível que parece, significa inusitadamente um ato de inveja explicita para alguns cidadãos desinformados, e/ou apoiantes aficionados da cleptocracia reinante sob a direção do inescrupuloso ditador JES no poder a mais de 37 anos!


Fonte: Club-k.net


A ISABELINHA DOS OVOS E DA MIAMI BEATCH A CAMINHO DA VICE PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA PARA COORDENAR A ECONOMIA DO PAÍS POE ELA ROUBADO.

Os angolanos no seu todo conhecem em absoluto o medo imposto por JES ao núcleo que o apoia incondicionalmente nas suas nefastas decisões dentro e fora do partido completamente manipulado e sequestrado pelo ditador sanguinário.  José Eduardo dos Santos tem certeza que nada se opõe a sua vontade de transformar sua filha na próxima vice-presidente da republica para coordenar a área da economia.


JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS TEM CIÊNCIA QUE É O DONO DA VONTADE INTERNA NO MPLA POR ELE MANIPULADO. ELE SE RECONHECE PROPRIETÁRIO DA VERDADE MENTIROSA INTERNA DO PARTIDO E ISSO EXPLICA A OBEDIÊNCIA CANINA DOS MANIPULÁVEIS OPORTUNISTAS QUE O IDOLATRAM.
A direção do MPLA sofre a muito da síndrome chamado de “encarnação mediatíssima do medo da comicidade consistente”, isso quer dizer, o medo maior dessa falseada elite que se quer perpetuar no poder têm medo de perder as ilegítimas benesses faraônicas que beneficiam. Por isso, nada nem ninguém se oporá a tramitação em curso de JES transformar sua filha como a futura vice-presidente da republica.


 NO INTERIOR DA CÚPULA DO PARTIDO MPLA COMPOSTA DE POMPOSOS BAJULADORES ESTÁ A ALTURA, E/OU TERÁ CONDIÇÕES MORAIS OBJETIVAS PARA SE POSICIONAR CONTRA A INDICAÇÃO DA ISABELINHA MERCANTILISTA DE OVOS VIR A OCUPAR A CADEIRA QUE MANUEL VICENTE HOJE OCUPA.
Essa forma medíocre de JES impor a sua vontade ao MPLA e por sua vez respingar na vida de toda angolanidade, demonstra uma gritante a fata de perceptividade avaliativa tão forte, que inevitavelmente provoca uma sangria generalizada em todo país. Ontem como hoje nada mudou com JES no poder, essa situação intolerante de fazer todo angolano a comportar-se como carneiros são fatores que inviabiliza o esforço de se transformar Angola num estado de direito democrático.


O MEDO INSANO DE JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS LEVA O PAÍS A ENGOLIR UMA VEZ MAIS MANUEL VICENTE, MAS, DESSA VEZ COMO O PRESIDENTE DA REPUBLICA ESCOLHIDO POR JES PARA CONCORRER EM 2017.
Essa informação colhida foi confirmada por interpostas pessoas e familiares om ligações sanguinas do ditador sitiados na cidade alta. Por outro lado confirma-se igualmente que essa decisão de JES escolher a primogênita para acompanhar de perto Manuel Vicente na presidência.


A DECISÃO TOMADA PELO PATRIARCA DA FAMÍLIA PRESIDENCIAL ESTA A SER QUESTIONADA PELOS DEMAIS FAMILIARES, UMA VEZ ELA NÃO SER CONSENSUAL E SER IGUALMENTE NÃO REUNIR CONSENSO ENTRE O CLÃ DE DOS SANTOS.
Pela primeira vez uma vontade de JES é questionada pelos filhos e demais familiares. Para muitos a primeira da fila nunca deveria ser a Isabel dos Santos a escolhida, pois nunca esteve ligada a administração politica tão pouco alguma vez se interessou por politica e muito menos alguma vez representou voluntariamente o povo angolano nas lides politicas diárias dentro e for do partido no poder.


PARA A MAIORIA DOS MEMBROS DA FAMÍLIA REAGE MAIS POSITIVAMENTE COM A INDICAÇÃO DA SEGUNDA FILHA DE JES, A DEPUTADA E EMPRESÁRIA WELWÍTSCHIA DOS SANTOS CONHECIDA TAMBÉM POR TCHIZÉ DOS SANTOS.
Por razões de âmbito politico junto de grande parte do núcleo duro influente da família de Dos Santos, a mais bem posicionada para exercer o cargo de vice-presidente da republica é de facto a segunda filha de Dos Santos Tchizé dos Santos, que sempre investiu numa carreira politica em pelo menos dois mandados, foi escrutinada pelo voto concentrado partidariamente na lista nacional, e na qual fora por pelo menos dois mandatos eleita deputada a assembleia nacional pelo partido MPLA de que é membro a cerca de 10 anos.


AS EVENTUAIS RAZÕES DA ESCOLHA DE MANUEL VICENTE PARA PRESIDENTE DA REPUBLICA SÃO ENUMERAS, DESDE A FIDELIDADE FAMILIAR, MAS A MAIS IMPORTANTE É AQUELA QUE OS ANGOLANOS CONHECEM DE QUE JES NÃO QUER NO SEU LUGAR COMO PRESIDENTE UMA PESSOA COM IDEIAS E VONTADE PRÓPRIA.
É obvio que é mais do que evidente, que José Eduardo dos Santos não deseja ter na presidência alguém que ouse futuramente afronta-lo e colocar em risco a sua liberdade nem a de seus filhos, familiares e amigos conspiradores nacionais e internacionais.


O que JES precisa não é de um presidente forte com ideias e vontades competentes precisas para administrar o que ele nunca soube administrar competentemente durante 37 anos de poder absoluto. A aposta de JES em Manuel Vicente não é por acaso nem é de hoje, Manuel Vicente foi uma escolha minuciosamente estudada que serviu aos objetivos mediatizados do presente e servirão para o próximo mandato que avizinha a saída meteórica do ditador ofuscado.


MANUEL VICENTE É UM HOMEM COMPLETAMENTE COMPROMETIDO COM A DELAPIDAÇÃO DO ERÁRIO PUBLICO NACIONAL, FOI MV QUE AFUNDOU A SONANGOL E A LEVOU A FALÊNCIA.
O atual vice-presidente não passa de um objeto facilitador do trampolim no momento da retirada do ditador de cena publica, mas apenas da presidência da república, pois ao contrario do que enunciou. JES não tem a intenção de deixar os cordéis de manipulação dentro MPLA como presidente vitalício.


ALÉM DE MAIS O ATUAL VICE-PRESIDENTE DA REPUBLICA É UM HOMEM DEVERAS FRACO, INCOMPETENTE, E DÓCIL, SOBRETUDO QUANDO SE TRATA DE AGRADAR O CHEFE DO REGIME.
Não se pode descorar que JES comprou uma briga violenta quando decidiu fazer de seu sobrinho Manuel Vicente o segundo homem forte do país em substituição de Fernando da Piedade Dias dos Santos “Nandó”, hoje presidente da assembleia nacional.


O TOTALITARISMO PROVOCA TRANSTORNOS NO CARÁTER DE TODOS QUE UTILIZAM PARA DETER EM MÃOS O PODER PARA DELE SE BENEFICIAR.
“Em verdade se pode-se afirmar sem medo de erras, que todas as coisas que se realizarem em nome do soberano, “leia-se em nome do povo”, a simplicidade é à base da excelência daquilo que se constrói socialmente em nome do povo”. É falso afirmar ser o poder legitimo uma aberração consentânea inebriante de loucura provocada pelo elixir embriagante da intolerância exacerbada. O poder quando doseado serve de base impulsionadora da democracia e ajuda com objetiva clareza nas escolhas de politicas públicas com caráter socializantes inclusive.

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