Opinião

Está explicada a derrota? - Carlos André

Luanda - Sexta-feira passada, horas antes do confronto com a Tunísia, para as meias-finais do campeonato africano de basquetebol, o ministro da Juventude e Desportos, Gonçalves Mandumba, o tal que desistiu dos seus neurónios para não sentir nenhum constrangimento no exercício da vergonhosa bajulação a que se entregou caninamente, disse à comunicação social que o Presidente da República falou ao telefone com o Eduardo Mingas, o capitão da nossa seleção, a quem teria dado "sábias directrizes" (palavras dele) sobre como enfrentar os jogos que faltavam rumo à renovação do título.

Fonte: Club-k.net

(Abramos aqui um parêntesis para esclarecer que em se tratando de Mandumba é prudente ter sempre um pé atrás quando ele se refere ao Presidente da República. É que se dependesse exclusivamente dele, a JES já deveriam ser atribuídas, há muito, as patentes de todas as boas realizações feitas neste País. Se algum empresário inova isso se deve,obviamente, às clarividentes orientações do "Camarada Presidente". Se chove generosamente numa dada região deixando os camponeses e agricultores felizes claro que tal fenómeno natural seria impensável sem a clarividência do Chefe. Na cabeça do homem que congelou os seus neurónios, os rios que atravessam Angola são uma bondade do "Chefe".

 

Mas numa coisa Muandumba foge com o rabo da seringa: nunca associou o Camarada Presidente ao descalabro económico e financeiro em que o País se encontra mergulhado).

 

Mas avancemos: de acordo com GM, o "Chefe", que o Ministro da Juventude e Desportos toma como um "barra" em tudo, teria transmitido a Eduardo Mingas orientações precisas sobre como a selecção poderia superar os dois adversários que tinha pela frente de modo a que trouxesse novamente o caneco à casa - onde, tudo o indica, o próprio PR o esperava como mais uma prenda do seu aniversário.

 

Sucede que segunda-feira, um dia depois da "sova" que apanhamos dos nigerianos, o capitão da nossa selecção revelou as verdadeiras causas do desastre. Segundo ele, a esclarecedora derrota diante da Nigéria se deveu ao individualismo do grupo.

 

Ora, não sendo crível que o capitão do cinco nacional ousasse ignorar as sábias orientações recebidas de Luanda, então só há uma conclusão a tirar: o individualismo a que Eduardo Mingas se refere só pode ter sido consequência das tais sábias directrizes emanadas a partir da Cidade Alta.

Portanto, está identificado o autor moral do desastre.
É nisso que dá a mania de pretender ser o centro de tudo e de todos.

 

Consultório jurídico para os consumidores (X) - AADIC

Luanda - Consultório jurídico é um espaço de interacção entre os consumidores lesados (de uma ou outra forma) que se encontram no território angolano e os técnicos da Associação Angolana dos Direitos do Consumidor (AADIC). Este espaço conta com o apoio do Club-K Angola.

Fonte: Club-k.net
Não hesite em partilhar connosco a sua preocupação através do endereço: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. e terá a sua resposta mais breve possível.

1. É permitido cobrar multas, em caso de perda do cartão de Consumo, isto nas discotecas ou casas de shows. Quid Juris?
S: Caro Consumidor, permitido é, mas carece de uma informação prévia conforme estabelece o artigo 9º da Lei de Defesa do Consumidor (LDC), atenção a terminologia correta não seria multa mas sim, taxa por danos. Mas, que esta taxa tenha coerência na sua aplicabilidade visto que se deve, ao menos, basearem-se e respeitar o salário mínimo nacional, porque perda acontece a todos nós. Embora ser uma atitude resguardadora por parte do fornecedor, visto que muitos consumidores as vezes agem de má-fé.

 

2. É possível os bares, restaurantes e casas nocturnas cobrarem pelo serviço de estacionamento. Quid Juris?
S: Possível é. É só olhar-mos que é uma prática reiterada por muitos fornecedores, mas não devia. Porque segundo al). a do artigo 4º que remete para o 5º ambos da Lei nº 15/03, de 22 de Julho, diz: “os bens e serviços destinados ao consumo devem ser aptos a satisfazer os fins a que se destinam e a produzir os efeitos que lhes atribuem, segundo as normas legalmente estabelecidas ou, na ausência delas, DE MODO ADEQUADO ÀS LEGÍTIMAS EXPECTATIVAS DO CONSUMIDOR”, ainda concorre na mesma visão às als). m, o do artigo 14º da Lei nº 4/02, de 18 de Fevereiro. O Consumidor tem como expectativas ao dirigir-se para qualquer estabelecimento comercial, todo tipo de conforto, começando pelo estacionamento, porque se assim não for, frusta às legítimas expectativas dos mesmos.

 

3. A Lei permite a cobrança de “couvert” nos eventos artísticos. Quid Juris?
S: Que nós saibamos, não. Existe uma Lei específica para a cobrança ou não cobrança, mas verdade é que antes de servir, deva ser o Consumidor a solicitar o serviço, ou, o bem. Mediante o nº 4 do artigo 15º da LDC estabelece que “o Consumidor não fica obrigado ao pagamento de bens ou serviços que não tenha prévia ou expressamente encomendado ou solicitado ou que não constitua cumprimento de contrato válido, não lhe cabendo, do mesmo modo, o encargo da sua devolução ou compensação, nem a responsabilidade pelo risco de perecimento ou deterioração da coisa”. Por unanimidade da Lei temos dito que a Lei é para ser respeitada rigorosamente e não vulgarizada.

 

4. Existe na Lei de Defesa do Consumidor, obrigação de pagar a taxa de 10% sobre o consumido (gorjeta). Quid Juris?
S: Não. Não existe, mas é de Lei o pagamento do imposto de consumo.

 

5. Será que é de Lei que os bares, restaurantes e casas nocturnas deviam informar o preço dos bens e serviços por eles a oferecerem em forma de cardápio na entrada do estabelecimento. Quid Juris?
S: Sei que alguns fornecedores já o fazem, este acto só vem a facilitar muitas das vezes o processo, ou seja o Consumidor possui um determinado valor no bolso que diante da situação fica inibido de entrar, supondo que o mesmo possa não vir fazer frente (valores disponíveis) com o pretendido, e, por outra, é o mal-estar que o Consumidor possa estar exposto ao “ ridículo”, mas afirmamos que a falta do cardápio pode colocar o fornecedor numa situação de perda de ganho. Estamos todos neste caso, Fornecedor e Consumidor ligado num efeito dominó.” De um lado a pretensão de consumir e de outro lado de fornecer (Lucro).

Deixe as suas inquietações no e-mail: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Para finalizar vai a máxima latina e a frase de reflexão: “Dormentibus Non Seccurit Legis”, em português “o Direito não socorre os que dormem”. Ou ainda,“(a) ignorância ou má interpretação da Lei não justifica a falta do seu cumprimento, nem isenta as pessoas das sanções nelas estabelecidas”. Art.6º do C.C

- A Lei é para ser respeitada rigorosamente e não vulgarizada mesmo quando injusta se tratar - Dionísia de Oliveira
Diógenes de Oliveira - Presidente da Associação Angolana dos Direitos do Consumidor (AADIC).
Contactos: (+244) 943625501 e 912317041
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Um arquitecto da paz mata um adversário político? - João Kanda Bernardo

Alemanha - Ao título “Balanço e perspectivas para Angola”, o objectivo deste texto é contribuir para a reflexão colectiva que os angolanos e o mundo têm feito a propósito do aniversário natalício do senhor Presidente da República de Angola, José Eduardo dos Santos (JES) em pleno tempo que o país assinala o seu 40º ano da independência.

Fonte: Club-k.net

No dia 28 de Agosto do ano em curso, portanto na data que se celebra o 73° aniversário do 2° líder africano há mais tempo no poder; isto é desde o século XX, não há maior Presente ou discurso para lhe oferecer do que lamentar pela forma como o estadista apenas enriqueceu no bolso e empobreceu na cabeça.

O cidadão Dos Santos atingiu nesta altura uma idade que em teoria seria de muita responsabilidade e muito acima daquilo que ele próprio e o seu Governo conseguem prever como esperança média de vida para os angolanos.

Ora, se quisermos fazer um balanço de como o Governo angolano tem gerido a independência de Angola, teremos também de observar os factos que constituem o passado desta antiga colónia de Portugal para sabermos como reparar o que até hoje é tido como lacuna.

O Presidente da República de Angola em quase todas as suas análises tem pretendido a todo custo apagar e desvalorizar o papel histórico dos heróis adjacentes ao seu Partido MPLA de modo particular do Dr. Jonas Savimbi.

Esta análise do Presidente da República é incorrecta do ponto de vista político e bastante incompleta do ponto de vista histórico.

Relativamente aos factos históricos, importa recordar que:

• Foi o Dr. Jonas Savimbi quem promoveu a conferência de Mombaça no Quénia ocorrida de 3 a 5 de Janeiro de 1975, onde participaram os líderes dos três movimentos de libertação, e concordaram estabelecer uma plataforma de entendimento e cooperação criando condições conducentes à negociação com a entidade colonizadora, para a independência de Angola.

• O resultado desta conferência promovida pelo Dr. Jonas Savimbi foi os Acordos de Alvor, assinados no dia 15 de Janeiro de 1975 pelo Governo português e pelos líderes Holden Roberto (FNLA), Agostinho Neto (MPLA) e o Jonas Savimbi (UNITA).

• Este mesmo Acordo seria o único instrumento político-jurídico de transição do poder do regime colonial português para os angolanos representados pelos três movimentos de libertação: A FNLA, o MPLA e a UNITA.

• Esta transição passaria por eleições livres em Outubro de 1975 para uma Assembleia Constituinte que iria redigir a Constituição de Angola, antes de as autoridades portuguesas proclamarem a independência de Angola em 11 de Novembro de 1975.

• Muito cedo o MPLA se apercebeu que não tinha o apoio significativo que lhe permitisse governar o país, iniciou a inviabilização da aplicação dos acordos de Alvor, atacando militarmente as instalações da FNLA e da UNITA, que acabaram por ser expulsas da cidade capital com a conivência das forças portuguesas.

• Uma Comissão da União Africana (UA) que havia feito uma avaliação da elegibilidade de cada movimento chegou a conclusão naquela altura de que a UNITA ganharia as eleições com uma maioria esmagadora.

“Quem quiser consultar os arquivos pode ir a ADIS-ABEBA ainda poderá encontrá-los arquivados na União Africana (UA)”

• O senhor Presidente da República José Eduardo dos Santos, esqueceu-se que o Dr. Jonas Savimbi foi o único dirigente dentre os dirigentes de Movimentos de Libertação Nacional, que se encontrava no interior do país por ocasião do 25 de Abril de 1974. O Dr. Savimbi sempre esteve interessado na unidade entre os movimentos de libertação.

• No dia 25 de Novembro de 1974 em Kinshasa-Zaire, o Dr. Jonas Savimbi assinou a plataforma de cooperação com Holden Roberto líder da FNLA e no dia 18 de Dezembro de 1974, o Dr. Jonas Savimbi assinou ainda a plataforma de cooperação com o Dr. Agostinho Neto, líder do MPLA, no Luso-Moxico, na sequência das conversações que iniciaram na Tanzânia.

• Numa última tentativa para salvar a independência de Angola em paz, o Dr. Jonas Savimbi, promoveu no dia 16 de Junho de 1975, a cimeira de Nakuru (Quénia) entre os dirigentes dos três movimentos; mas infelizmente o MPLA mostrou o seu antipatriotismo violando totalmente os Acordos de Alvor e autoproclamou-se como o único representante do povo angolano e adjectivou os outros movimentos de inimigos, fantoches e lacaios do imperialismo.

• Assim, no dia 11 de Novembro de 1975, o senhor Dr. António Agostinho Neto, proclamou a independência de Angola em nome do Comité Central do MPLA, não mais em nome da FNLA, do MPLA e da UNITA como havia dito quando leu os Acordos de Alvor.

• E sem ter esperado mais tempo, o MPLA começou a utilizar os cubanos que já havia introduzido em Brazaville e no país muito antes dos Acordos de Alvor.

Recorde-se que a UNITA capturou os primeiros cubanos no Lobito, em Junho de 1975.

Portanto todo conflito aqui relatado faz parte do percurso da independência de Angola mal negociada, o que significa que é fruto do egoísmo assumido pelo MPLA o quando na véspera da transição do poder do regime colonial português para os angolanos representados pelos três movimentos de libertação: A FNLA, o MPLA e a UNITA, na medida em que autoproclamou-se como o único representante do povo angolano, atitude este que o levou a cometer o grande erro de proclamar a independência duma nação em nome do Comité Central do mesmo partido.

Segundo alguns relatórios e conhecimentos próprios:

O país já encontrava-se em conflito, por isso surgiu então a necessidade de haver um instrumento jurídico que poderia corrigir alguns défices que se registaram nos acordos de Bicesse. Este mesmo instrumento jurídico assinado pelo Ministro das Relações Exteriores do Governo angolano Venâncio de Moura e o Secretário-Geral da UNITA Eugénio Ngolo Manuvakola, no dia 20 de Novembro de 1994, o que chamamos de Protocolo de Lusaka ou seja o Tratado de Paz Angolano que durou cerca de quatro anos tinha como base a desmobilização das tropas do MPLA e da UNITA e serviu ainda para a formação de um Governo de Unidade e de Reconciliação Nacional em Angola, que incluiu todas as forças políticas que tinham Assento Parlamentar, saído das Eleições de 29 e 30 de Setembro de 1992. Por esse motivo a UNITA, depois desse Acordo deixou de ser um movimento armado passando a ser uma força política.

Mesmo assim, o famoso Guerra Convencional continuou até 2002, altura em que Jonas Savimbi, líder da UNITA foi morto em combate.

Mas porquê?

Porque muito antes o MPLA assumiu unilateralmente a todo custo que não podia cumprir a cláusula “Triplo Zero” (embargo de armas) dos acordos de paz de Bicesse de Maio de 1991. Enquanto esta cláusula exigia a “cessação da recepção de material letal, seja qual for a sua origem.

O processo de paz de Lusaka incluía uma Troika observadora formada pelo antigo poder colonial, Portugal, juntamente com os protagonistas da guerra fria: a Rússia e os Estados Unidos. Esta composição foi concebida para promover, e em teoria devia ter resultado, a imparcialidade do processo de paz.

Como pudemos verificar, tanto Portugal como a Rússia, embora continuassem a fazer parte da Troika observadora faziam acordos militares repetidos com o governo angolano e o forneciam equipamento militar, desfazendo um equilíbrio já delicado. Aliás os Estados Unidos e Reino Unido tentaram fazer com que se adoptasse uma nova proibição total das importações de armas, descobrindo que a Rússia se opunha a isto no Conselho de Segurança das Nações Unidas e também o Brasil negociou activamente a favor da posição do governo.

Os EUA foram o único membro da Troika que não tentou forçar directamente os seus serviços militares sobre o governo angolano, embora tenha, em 1996, pressionado muito o governo angolano para que este usasse a companhia militar particular americana Military Professional Resources Inc., ou MPRI, para o treino das novas forças armadas conjuntas, em vez do concorrente do MPRI, a firma sul-africana Executive Outcomes (EO). Embora a EO tenha saído oficialmente de Angola em princípios de 1996, a MPRI nunca conseguiu chegar a um acordo com o governo angolano, e o programa de treino nunca foi avante. Mais tarde uma firma americana tentou vender seis aviões C-130 Hércules restaurados a Angola por U.S.$72 milhões, mas o negócio foi bloqueado pelo congresso norte-americano em 1997.

Isto fez com que o Sr. David Hannay, que, como representante permanente da Grã-Bretanha na ONU e representante do mesmo país no Conselho de Segurança em 1993, estava activamente envolvido na questão, reconhecesse que o parágrafo 19 da resolução 864 (1993) foi um erro.

O parágrafo 19 foi uma excepção restrita ou seja permitia que o governo angolano importasse armas e produtos de petróleo, desde que estes entrem no país “através de pontos de entrada designados numa lista fornecida pelo Governo de Angola ao secretário-geral, o qual notificará imediatamente os Estados Membros das Nações Unidas.” Se os funcionários da ONU quisessem investigar novos carregamentos teriam de enviar um aviso com quarenta e oito horas de antecedência. A fraqueza inerente a esta estipulação era que, uma vez que se avisassem o MPLA, tornava-se possível remover simplesmente qualquer evidência. Além disso, embora o governo tivesse informado a ONU com antecedência da entrega de alguns carregamentos de armas, estes avisos não constituíam prática comum.

Por isso numa exortação clara a propósito desta questão, a Resolução n.º 976 de Fevereiro de 1995 do Conselho de Segurança da ONU “Reafirma a obrigação de todos os Estados implementarem completamente as provisões do parágrafo 19 da resolução 864 (1993), apelando ao Governo de Angola (MPLA) viciado em guerra para que, durante a presença da UNAVEM III no país, cessasse qualquer aquisição de armas e material de guerra, conforme acordado nos “Acordos de Paz”.

Ora, o Governo do presidente Dos Santos usa indicadores inapropriados para avaliar o grau de desenvolvimento do país, o que significa portanto, se observarmos o índice do desenvolvimento humano em Angola diremos que o balanço da governação do presidente Dos Santos é negativo, na medida em que nem na transparência de Governação muito menos no respeito pelo direitos humanos conseguiu evoluir.

Importa recordar que, depois da assinatura do Protocolo de Lusaka, em 1995 Governo do JES (MPLA) gastara U.S.$40 milhões em armas russas, incluindo helicópteros de ataque Mi-35 (versão dos Mi-24v para exportação); tudo isto serviu-lhe para a eliminação física do líder fundador da UNITA.

Como por exemplo, em Março de 1995 passaram pelo aeroporto Quatro de Fevereiro em Luanda, vindos da Rússia, tanques T-55 e peças de artilharia M-46 de 13mm. Estas remessas pareciam corresponder a aquisições feitas depois do Protocolo de Lusaka, e não a negócios anteriores, enquanto que em pleno 40º aniversario da independência do pais, o Governo não consegue apresentar a quantidade suficiente de ambulâncias para apoiarem os hospitais do pais.

Em face disso tudo a pergunta que surge é a seguinte:

Será que enquanto JES/MPLA permanecer no poder o dinheiro de Angola só vai continuar aparecer quando se trata de preparar-se a morte dum angolano?

O ministro angolano da Justiça e Direitos Humanos afirmou em Genebra no dia 30 de Outubro de 2014 durante a plenária do conselho dos direitos humanos da ONU, que a Constituição da República de Angola proíbe, expressamente, a Pena de Morte e, desde 1979, a República de Angola deixou de executar a Pena de Morte e acrescentou dizendo que em 1992, aboliu-a, oficialmente, tendo respeitado e aplicado os instrumentos internacionais, enquanto que os angolanos sabem que, a prática de as forças do Governo matarem e reprimirem filhos genuínos e preciosos de Angola é que fez com que o MPLA baptizasse o presidente José Eduardo dos Santos com o arrepiante nome de “Arquitecto da Paz”.

Matar um adversário político pode ser obra dum arquitecto da paz?

Notem bem:

Em Junho de 1998 o presidente dos Santos foi à Rússia, levando com ele uma lista de compras no valor de milhões de dólares, a qual incluía doze helicópteros de ataque Mi-25 (versão de exportação dos Mi-24D), quatro aviões Ilyushin-76 e seis aviões Antonov-12. O governo angolano fez também um acordo com os russos para a reparação dos seus MiG-23s. Nos três meses que se seguiram, foram entregues no porto de Luanda três carregamentos de armas leves e munições russas. Em Agosto uma delegação russa, chefiada pelo Ministro da Defesa, Igor Sergeyev, visitou Luanda durante três dias, assinando um acordo para o conserto, serviço e modernização de uma série de sistemas de armas. O acordo incluía um plano de cinco anos para a construção de uma fábrica de armamentos em Angola, a qual funcionaria como oficina para toda a região, para a modernização e conserto de equipamento militar fabricado na Rússia. Devido à dívida de U.S.$6 biliões que Angola ainda tem para com a Rússia (relativamente a antigas aquisições de armas), esperava-se que o negócio recebesse fundos principalmente de acordos de joint venture de exploração de diamantes, mas também através de algumas concessões de petróleo e minas, assim como de direitos para a pesca.

Logo a seguir à sua visita a Angola, Sergeyev declarou na televisão russa que “uma comissão conjunta, formada pelos governos de Angola e da Rússia”, decidiria se a Rússia ia receber dinheiro ou diamantes em troca das armas. Realizou-se outra reunião em Novembro, para tentar resolver problemas de pagamento.

Será que alguma vez o presidente Dos Santos durante “quase meio século” que governa o país já tivera feito este todo esforço para gastar dinheiro dos angolanos em tentar equipar laboratórios nas Universidades e aumentar livros nas Bibliotecas de Angola como tem se empenhado quando se trata de compra de armamento?

Ainda em Genebra (ONU) na plenária do dia 30.10.14, o senhor Ruí Mangueira ministro angolano da Justiça e Direitos Humanos disse também que, para a denúncia de casos de violação dos Direitos Humanos, os cidadãos têm à sua disposição uma série de instituições, a que podem recorrer, para verem solucionadas as suas preocupações, tais como: Os Comités dos Direitos Humanos, enquanto órgãos mistos; A Provedoria de Justiça; a Procuradoria-Geral da República, a Comissão dos Direitos Humanos sobre Petições, Sugestões e Reclamações dos Cidadãos da Assembleia Nacional e os Tribunais que existem em todas as Províncias do País.

E a quem e que instituição podem os angolanos recorrer quando estas instituições mencionadas pelo senhor ministro forem usadas pelo presidente Dos Santos assim como ja tem feito como instrumentos para reprimir consciências e privar a liberdade da pessoa humana em Angola uma vez que este acto também constitui uma violação dos Direitos Humanos?

Também foi o mesmo ministro que ainda no mesmo discurso disse que a esperança média de vida dos angolanos passou de 48 anos, em ambos os sexos, em 2008, para 52 anos, em 2010. Portanto, ao invés do MPLA considerar este aumento de mais 4 anos de esperança media de vida como um progresso, o que poderia fazer enquanto Governo é procurar encontrar as melhores políticas preconizadas de como melhorar a vida social dos angolanos, que com certeza constitui o maior problema e a base que causa a eliminação física prematura dos angolanos.

Então como pode um indivíduo num país rico como Angola sobreviver por muito tempo, quando embora poucas, o que no pais se pode considerar de casa social até o funcionário público tem dificuldade em pagar mesmo por prestações porque o salário não é suficiente? Imaginam os desempregados!!!

O presidente Dos Santos na reunião que teve com o Governador provincial de Luanda aos 22 de Setembro do ano pretérito disse que, aumentaram-se os musseques que herdamos do tempo colonial.

Como assim?

Senhor presidente,

Dentre os angolanos cada um já nasceu na sua aldeia ou no seu musseque, portanto ninguém nos herdou terra alguma, porque desde a criação do mundo Angola é dos angolanos por ”Ius sanguinis” ou por ”Ius soli” as únicas coisas que mudaram são as divisões geográficas, os nomes dos nossos matos (aldeias e musseques) que o senhor afirma equivocadamente termos herdado.

Pelo contrário os que encontraram o angolano na sua rica terra é que tentaram ou ainda tentam o colocar na confusão para que um dia ambos ficam sem uma origem e sem uma identidade Africana.

Como pode um indivíduo num país rico como Angola sobreviver por muito tempo, quando o Governo ignora as obrigações do Estado em prestar-lhe ajuda social como desempregado e proteger crianças?

Como poderão ainda os angolanos doravante viver num país onde ajudar o Presidente da República através das críticas pode ser o motivo para o isolamento nacional e internacional das pessoas de no mínimo 2 anos em prisão preventiva?

Sobre o que diz respeito a saúde, o senhor ministro Rui Mangueira ofendeu dizendo:

A Mortalidade Materna passou de 1.400 mortes maternas, por cem mil nascidos vivos, para 450, por cem mil nascidos vivos;

A Mortalidade Infantil passou de 150 mortes, por mil nascidos vivos, para 116;

A Mortalidade em menores de cinco anos passou de 250 por mil nascidos vivos, para 195 mortes, por mil nascidos vivos.

Mas afinal quem faz esta estatística são guardas (seguranças) dos hospitais ou peritos na matéria?

E quem faz a estatística das crianças que morrem durante o parto em casa nos musseques por falta de hospitais ou postos médicos ou ainda por falta de ambulâncias que podem socorrer estas mulheres que sem elas a nossa sociedade é incompleta?

Finalmente o JES/MPLA assumiu a sua incompetência de governar ao levar o país a falência que ele próprio e o seu partido para consolarem-se chamaram-na de crise financeira cuja as perspectivas revelam ainda os piores momentos que podem surgir.

Em consequência disto importa salientar que não é bom quando alguém em nome do estado faz dívida hipotecando as terras do país para o benefício próprio.

Em plena altura daquilo que o Governo declarou como crise financeira verificamos no país a compra de equipamento militar muito caro. Seria normal se o dinheiro fosse investido para o Instituto Nacional da Criança (INAC) ou se dedicasse-se os recursos a outras necessidades humanitárias e sociais prioritárias, uma simples prática a favor dos angolanos que até hoje em pleno 40° ano da independência o presidente Dos Santos com 73 anos de idade ainda não consegue exercitar.

Para terminar, recomenda-se ao senhor presidente, que aproveite esta oportunidade de 40° aniversário da independência do país para fazer um auto-balanço de como o seu partido tem gerido este bem que um dia queremos nos convencer que na verdade veio para dar a dignidade aos angolanos e evite atitudes que reflectem ou seja que levam as pessoas a perceber que excesso de força ou acumulação de equipamento militar seja o único instrumento que pode assegurar o seu poder, pois este comportamento pode ser enquadrado como um crime de lesa-pátria e levar os mais velhos combatentes indígenas a clamarem pela uma outra independência que nos vai tornar donos das nossas próprias terras.

Gestão falida arrasta a Nação para o abismo - Ramiro Aleixo

Luanda - Cresce a contestação ao poder liderado pelo Presidente José Eduardo dos Santos, porque é perceptível que já lhe falta capacidade e iniciativas para gerir a Nação.

Fonte: AGORA

A crise é cada vez mais profunda e a elevação dos níveis de pobreza são um argumento forte para maior descontentamento. E o Governo não sabe gerir conflitos. Não tem soluções e, por isso, reprime.


Quem pensou que Sebastião Martins estava liquidado, depois das circunstâncias que envolveram o seu 'misterioso' afastamento da chefia da Segurança, no quadro das intrigas palacianas, enganou-se redondamente.

O homem caiu de facto, mas levantou-se, sacudiu a poeira e deu a volta por cima, demonstrando a quem está lá no mais alto poleiro, que a vida não se resume ao exercício do poder. Sebastião Martins não só se dedicou à elevação da sua formação académica. Investigou e produziu uma obra de grande relevância com o título "Labirintos Mundiais - As revoluções pós-modernas e os caminhos da incerteza global".


Um tema de grande oportunidade para nós e a julgar pelas inúmeras figuras que marcaram presença na conferência temática que envolveu o lançamento, subordinada ao tema 'Geopolítica e Geoestratégia Mundial na actualidade - realidade e desafios', incluindo afectas aos órgãos castrenses, constituirá uma 'bíblia' para decisores e opinadores.


Como aprendemos, o "saber não ocupa lugar". Assim, ao contrário dos fantasmas que envolvem o livro 'From Dictatordhip to Democracy' do americano Gene Sharp, Sebastião Martins na sua obra desmistifica as tais revoluções e primaveras árabes, de que o nosso poder morre de medo.

E conclui, tal como nós, sobre a verdadeira causa desses conflitos: a falência das políticas dos Estados. Como em Angola, onde uma elite é dona e comanda tudo, subjugando e desestruturando uma sociedade, onde podemos enquadrar não só os jovens Revús presos, mas também marginais, porque escasseiam oportunidades de afirmação e de sobrevivência.


Esse é, sem dúvida, o nosso ponto de discórdia e resolvê-la passa, necessariamente, pelo reconhecimento do próprio Presidente (ou do concidadão José Eduardo dos Santos), que cumpriu o seu papel, mas que agora deve

sair, não deixando no seu lugar uma fotocópia de si mesmo, mas dando a possibilidade que seja substituído por alguém como mais dinâmica, que saiba fazer melhores leituras da realidade nacional, sobretudo que tenha a capacidade de injectar na direcção do Estado sangue novo, comprometido com a causa do povo e dos ideais libertadores dos inúmeros nacionalistas que tombaram pela nossa liberdade e bem-estar. Tudo o resto é bazófia pura.

José Eduardo dos Santos já não tem capacidade para dirigir uma Nação com tantos desafios como Angola. E manter-se em campo, após cumprido esse período legislativo, será prolongar um capricho que está a sair demasiado caro ao País. A título de exemplo, foi com alguma tristeza que ouvimos da boca de insigne médico nacional que cerca de 25% dos nossos jovens morrerá antes de atingir os 50 anos, por doenças várias, mas, principalmente, porque começam a ingerir bebidas alcoólicas fortes muito cedo, aos 11 anos. É uma das consequências do fracasso ou falência das políticas de governação.


E a quem se deve pedir responsabilidades por essa ameaça ao futuro da Nação? Quem é o Chefe do Executivo e presidente do partido que nos governa há 40 anos? Não tenhamos pois dúvidas que o futuro do País depende principalmente de mudanças. Mas, no caso concreto, elas não surtirão efeito se forem ensaiadas apenas de baixo para cima.

Elas deverão ocorrer do alto para baixo, porque o que está a faltar ao País é visão e competência da liderança. A actual acomodou- se, já não dispõe nem de força nem de perspicácia para descer às bases e perceber o que efectivamente se passa. Actua para agradar o estrangeiro. Por isso prende. Mas, desta vez, a 'coisa' complicou. A nação agradece o seu desempenho mas, por favor, chega!

Aniversario do PR: Oferenda de Agonia - João Fernandes

Luanda - O regime totalitário da Coreia do Norte é um dos mais conhecidos no mundo afora. Seu lider é tão bizarro quanto brutal. Kim Jong-un é apresentado como o génio dos génios, inclusive é proibido que qualquer pessoa se chame Kim Jong - un , anteriormente, um nome comum no país, para destacar a personalidade única do líder surpremo.

Fonte: Club-k.net

O actual presidente assumiu o poder após a morte do seu pai, devido uma paragem cardíaca aos 69 anos. As datas do seu pai, Kim Jong -il e do seu avô Kim II Sung, fundador da dinastia, são dias de feriado nacional mais famoso na Coreia do Norte.

Em Angola, o fervoroso centro do culto de personalidade tem lugar à 28 de Agosto. É nesta data que José Eduardo dos Santos celebra 73 anos de idade, 37 dos quais no poder como presidente. A data natalícia privada de José Eduardo dos Santos passou a ser “ um feriado nacional por legislar “ por enquanto sob a designação tolerância de ponto, impondo repouso absoluto aos funcionários públicos para celebrar a data de nascimento do " querido líder " José Eduardo dos Santos.

Nesta altura ir ao Palácio Presidencial, cumprimentar, Zedu, é um ritual quase religioso, onde muitos fazem fila à peregrinação; políticos, juízes, militares, bispos, pastores, musicos, etc.

As comemorações privadas de José Eduardo dos Santos são todas suportadas com dinheiros publicos, envolvendo dezenas de milhões de dólares. Em 2014, o " boda " privado de Zedu custou aos cofres do Estado nada mais nada menos do que 35 milhões de dólares.

Entretanto, há pessoas que continuam morrem em unidades hospitalares em Angola, por falta de medicamentos. No hospital provincial do Uíge falta até o mínimo; luvas e agulhas. Em Benguela, Huila e Cunene onde se tem registado maior número de desnutrição, cólera e tuberculose, para além da falta de medicamentos, a exígua assistência é feita muitas vezes à escura por falta de electricidade eléctrica. Angola continua ser o pior país para nascer uma criança e, segundo o Unicef, a taxa de mortalidade infantil é das mais elevadas com 164 mortes por cada mil nascidos. O maior problema que provoca cerca da metade das mortes em crianças com menos de 5 anos é a desnutrição e malária. Contar o número de crianças que não chegam à viver até o quinto aniversário, é um indicador amplo do desenvolvimento social e economica, salient a UNICEF.

No OGE para o presente ano a saúde é o sector mais afectado. Para 2015, apenas 2,47 biliões de dólares estão destinados para o sector da saúde, o que pode agravar à má qualidade e funcionamento das unidades hospitalares que ja enfrentam dificuldades.

Mas, o Presidente tem outras prioridades. Há poucos dias, José Eduardo dos Santos, autorizou a compra de um jacto privado de alto luxo por 62,5 milhões de dólares.

Durante a aprovação do OGE revisto, o presidente disse que os objectivos do novo orçamento implicam " um reforço redobrado na qualidade e recomendação dos gastos públicos, sejam dos órgãos do estado ou das empresas " para elevar os bons níveis de eficiência.

Mas é o presidente que continua ser o facilitador do enriquecimento ilicito de sua família. Segundo, o portal de noticias online Club-k, Dos Santos terá entregue às suas filhas Isabel e Tchize, negócios do sector energético que eram tidas como estratégicas e de inteira exclusividade do Estado. De acordo com esclarecimentos o presidente orientou a entrega do consórcio detido pelas filhas para distribuição de electricidade. A filha Isabel dos Santos através duma empresa detida por ela já tem em mão o lucrativo e milionário negócio do fornecimento de equipamentos energéticos para fase de conclusão das barragens de Cambambe e Lauca.

Portanto, nos 37 anos de poder e perto de Angola completar 40 anos de independência, é, este o legado que JES deixa aos angolanos, marcado por corrupção endémica, nepotismo, clientelismo e um poder absoluto.

É, aliás, deste poder absoluto de José Eduardo dos Santos sob Angola, que torna o empréstimo chinês, um segredo do presidente. Continua por se saber, a questão do acordo que foi celebrado com o Estado Chinês relativo à concessão de 25 biliões de dólares requeridos pelo Estado angolano, tendo como contrapartida ou garantia à entrega das terras de Kuando Kubango, Malanje e Kwanza Sul.

A apropriação de terras para beneficios da China ameaça aumentar a pobreza dos populares que, de donos da terra passam à trabalhadores maus pagos dos chineses.

O Professor Universitário, Fernando Macedo, renomado Constitucionalista, defende que a entrega de parte do território como garantias aos chineses, constitui um acto de traição cometido pelo presidente José Eduardo dos Santos.

O regime angolano esta desesperado por recursos financeiros, a queda do petróleo principal fonte de receitas, obriga o governo à acordos que ao invés de melhorar a situação das populações pode empurra-los cada vez mais no estágio da pobreza, pois metade da população angolana tem a agricultura como principal meio de sustento agora também sob a alçada chinesa que procura auto suficiência para a demanda alimentar da sua gigantesca população.

Mas, o resultado da apropriação de terra de milhares de angolanos no Kuando Kubango, Malanje, Kwanza Sul vai provocar consequências terríveis para os populares, deslocações forçadas, agitação social e extrema pobreza.

Num relatório difundido a ONU chama atenção sobre os problemas que estao a causar “ as oportunidades de desenvolvimento “ em Africa fruto da cooperação o Oriente, caracterizada por maior investimento em troca por terra aráveis.: «podia traduzir-se em boas notícias se os objectivos dos arrendatários da terra forem compatíveis com as necessidades de investimento dos países », conclui o relatorio da ONU.

Por outro lado, um outro relatório do Sínodo dos Bispos Africanos já havia criticado, o secretismo que envolve os contratos de arrendamento de terra e enfatizou a necessidade de proteger a terra como recurso para as gerações futuras.

«Se a Igreja pretende ser a voz dos mais pobres, deve trazer à discussão pública este assunto e deve defender os direitos à terra das comunidades tradicionais contra investidores gananciosos e líderes corruptos», refere.

Por João Fernandes.

28 de Agosto deve – se constituir numa data histórica sobre suceções de gerações - João Hungulo

Luanda - Não teremos nunca como expressar a grandeza, a imensidão tão pertinente que representa Sua Excelência Sr. Engenheiro Eduardo dos Santos na vida do Angolano.

Fonte: Club-k.net 

Honra e glória ao dia 28 de Agosto, o dia do Pai da nossa nação

Passarão séculos, pois século, porém pessoa de igual índole em Angola e na África será difícil de existir, pelo facto de abarcar uma aptidão política que atravessou continentes, e infiltrou – se em África no seu contexto lato, a uma dimensão que nem a ferrugem, nem o fogo apagam.

 

Homem humilde e muito simples, que carrega nas suas veias estas 2 grandezas íntegras como bengala para dirigir o destino desta nação.

 

Não existe nenhum angolano com mais feitos, com maior contributo, para esta pátria senão a pessoa da sua excelência Sr.º Engenheiro José Eduardo dos Santos.

 

O dia 28 deve – se constituir numa data histórica sobre sucessões de gerações em Angola fazendo – lho perpetuar até a consumação dos séculos. Este dia marca a data de nascimento daquele que viria se tornar na pedra angular da nossa liberdade, a luz cintilante que reluziu os caminhos por onde o nosso passado atravessou, o libertador, que deu a cada um de nós o orgulho de sermos chamados angolanos livres e comprometidos com a evolução, edificou a paz que vivia no segredo dos deuses, deu a todos nós a alegria do progresso com o desenvolver inúmero de projetos e programas de ação.

 

O seu nome, tem missão obrigatória de ser uma marca eterna sobre sucessões de gerações nos anéis dos catálogos históricos, passando a sua voz a ser eternizada na memória de gerações vindouras.

A vida é curta, mas a arte política desta personagem permanecerá para sempre na trajetória futura desta nação, contaremos a sua vida em textos de poemas, em livros didáticos, passaremos os seus bons exemplos de governação sobre nossa descendência , outrossim, ninguém entre nós Angolanos é digno para agradecer os seus feitos, pois que expressar apenas pelas palavras na felicidade do verbo não é suficiente para relevar a pessoa desta insigne figura nacional. Somente a mão de Deus retribuirá um favor maior.

A história é a memória de um povo que lhe dá raízes, lhe compromete no presente ou lhe define no contexto das nações para projecta – lho no futuro.
A história de Angola é linda e reluzente graças as marcas sublimes tracejadas pelo passado e pelo presente a favor do nome mais digno deste nação, excelentíssimo Sr. Presidente Engenheiro JES

Entre os filhos nobres desta Nação, entre aqueles que têm contribuído, com o seu saber, para que Angola se torne paragem obrigatória no Mundo moderno, o Dos Santos é a referência, é a marca da angolanidade, é o símbolo de um povo.

 

Assim ao chegarmos ao 28 de Agosto não nos lembramos apenas que nasceu o libertador, a mente política mais brilhante da história africana, o pai da nossa nação, nos lembramos que renasceu a nova Angola, renasceram os nossos sonhos que andavam perdidos no tempo, renasceu o homem no homem, um novo angolano, renasceu o nosso futuro, renasceu a nossa esperança em termos uma terra iluminada pelo progresso por todos os lados. Por isso o dia 28 de Agosto constitui um dia de silêncio susceptível de honra.

 

A sua imagem estará sempre associada aos grandes feitos e sucessos que Angola conquistou, desde a política, conquistando a paz definitiva, ao renascer do país, mostrando que, realmente, está em movimento. Dos Santos é referência da estabilidade que se vive em Angola.

 

Parece que foi ontem que Angola viu nascer aquele que lutaria e defenderia a liberdade, a paz e a democracia da sua Nação até à última gota de sangue. Homem que sacrificou todos os seus interesses pessoais pelos do seu país, que gastou a sua mocidade toda, defendendo a terra em que hoje vivemos em paz e em que os nossos filhos viverão amanhã.

Sua excelência senhor engenheiro José Eduardo dos Santos constitui a figura insigne da nação que fez renascer Angola dormente ontem na penumbra das mais sóbrias e profundas AFLIÇÕES vomitadas pelo sabor do alheio.

Doou toda a sua juventude pondo em causa a sua vida em prol dos interesses nobres da nação, constitui o símbolo de fé e optimismo, fonte de entusiasmo e de força viril, a pedra angular do desenvolvimento, cuja chama se acende no desenvolver rítmico das suas obras.


Procurou e lutou sempre que Angola se situasse nas mãos da cognição tecnológica e científica com as forças da sólida capacidade de análise, da rigorosa visão dos seus programas e projectos, bem como de obras que apagaram as adversidades que visitavam o sossego do povo. Sem ele o futuro que nos AGUARDA não poderá ser nosso.

Ele ensinou-nos que não devemos perguntar ao nosso país o que ele pode fazer por nós, mas devemos perguntar-nos, a nós mesmos, o que podemos fazer pelo nosso país.


Quero contar aos meus filhos, hoje e no futuro, que o Doutor Agostinho Neto é o Fundador da Nação Angolana e que o Engenheiro José Eduardo dos Santos é o Arquitecto da Paz e Pai da Nação. O Pai da mudança, do crescimento, da renovação, da mudança para melhor, da reconstrução, do desenvolvimento, da democracia e da reconciliação nacional.

 

Obrigado, muito obrigado por existir. Louvaremos ao Criador, por lhe ter feito angolano. Amar-lhe-emos sempre e estará em nossas lembranças.

 

Que Deus lhe abençoe e lhe dê muitos e longos anos de vida.

 

E se descobrirmos que nada é o que parece ser? – Edy Lobo

Luanda - Há um ditado que diz: “ A fé começa quando os olhos da carne já não capazes de ver”. Existem debates que nunca terão um final lógico, debates estes que seus temas estão sempre em constantes actualizações de linguagem e ideais porque tendo em conta as gerações vindouras, a toda hora surge um sábio, um eloquente e intelectual que desvirtualiza e/ou altera com suas razões o rumo da “verdade”. Mas também a “verdade”... será que ela existe mesmo? Em Filosofia diz‐se que tudo que tem nome existe.

Fonte: Club-k.net

No Cristianismo o centro da verdade é Jesus, o filho de Deus que veio nos salvar. “ Eu sou a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai se não por mim”. Esta para mim é a resposta da maioria dos “ Porquês”. Sempre que tiveres dúvidas leia Jo, 14‐6 e a dúvida se arrebatará ou és considerado um homem de pouca fé. Mas também devemos ter em consideração que nem tudo é religião só para salvaguardar aqueles que nem dão importância a isto. Para nos acalentar de algumas dúvidas que tenham a ver com o passado existem os nossos anciãos que por meio de provérbios e contos nos “aldrabam ou não” mas encontramos alguma moral no final de cada um deles, e os historiadores, aqueles que considero os maiores culpados disto tudo. Será que conhecem mesmo da história que nos nos contam, ou são simples narradores de factos já narrados pelos verdadeiros ou não narradores dos factos? Já que, como diz o ditado popular “Quem conta um conto aumenta sempre um ponto”, o que dizer do historiador dos dias de hoje que contam contos ocorridos há séculos? Quantos pontos devem ter aumentado? Se formos a contar os pontos vamos nos ver perante uma obra em Braile (Linguagem dos cegos) ... Com muitos pontos (risos).


Mas vamos lá, sobre o meu penúltimo artigo” Infidelidades e amores cataclísmicos” publicado aqui neste mesmo site, fui severamente apedrejado verbalmente pelos meus confrades dizendo que não tenho idade para falar de infidelidade quando a minha intenção era mormente em demonstrar que mulher/homem alheio traz azar, já diz o Levítico 20‐10. Quanto a este assunto gostaria de derramar algum vocábulo que poderão até achar engraçado. O casamento/matrimónio... quem inventou e porquê? Fruto de algumas pesquisas apercebi‐me que nos anos 1000 o casamento era uma mera troca de favores entre famílias, um ritual que não envolvia sentimentos amorosos a prior. Acredito que predominava mais o respeito entre os seres do que o “tal amor” hoje mais vulgarizado do que outra coisa. Esse sentimento de respeito pelo cônjuge deveria ser o mais compulsivo do que a mera atracção sexual que não predomina no relacionamento com a célebre frase matrimonial “até que a morte os separe”. Com a ambição sexual que domina o ser o mano e essa fome eterna pela satisfação do prazer carnal, a “morte” passa a ser aquele par de nádegas que cruza o nosso olhar ou o bolso endinheirado, que acaba por separar. Cá por mim quem inventou o casamento foi um indivíduo de baixa auto‐estima, solteiro maior que mal encontrou alguém que gostou dele casou e acasalou fazendo lei para os outros. E passou a ser regra.

Muito se fala e se lê sobre a atracção de pessoas do mesmo sexo. Há quem defenda ser normal invocando factos biológicos. Há quem considere repugnante. Segundo o livro que mais se lê em todo o mundo, a Bíblia, em Levítico 18, 22 : “Não dormirás com um homem como se dorme com uma mulher: É uma abominação;” “ Se um homem dormir com outro homem como se fosse com mulher ambos cometem uma abominação e serão punidos com pena de morte” Lev. 20, 13.

A busca incessante da satisfação dos prazeres carnais faz com que os seres humanos percam o foco para que foram feitos: a procriação em primeiro lugar. Se por acaso o homem veio do macaco, segundo a ciência, e de repente parou a evolução, acredito eu que muito em breve viveremos o mesmo acontecimento quando o prazer exacerbado der lugar a procriação para continuidade da espécie humana, simplesmente porque dois seres do mesmo sexo não procriam. Não estou aqui a tentar chamar a atenção as agentes da profissão mais antiga do mundo, a prostituição, mas simplesmente a buscar o que considero moral dentro dos padrões que nos foram transmitidos de geração para geração. Vivemos num mundo de pecado segundo as religiões e do crime segundo a jurisdição. Se vós tendes prazeres imorais, resguardem‐se dos olhos do mundo. Não precisa o mundo saber que possuis gostos diferentes da maioria. Até quando o projecto família engloba apenas os cuidados afectivos e educacionais transmitidos pelos progenitores ou não? Todo o sexo tem comportamentos inatos a sua característica. Não vamos por favor tentar distorcer as coisas em prol do nosso ego. Talvez as coisas acontecem assim porque fomos mal informados. Nem tudo para ser o que parece.


Mas ... E se quando morrermos, após a separação da alma do corpo físico, estivermos perante o guarda dos portões celestiais e na hora da sentença depois de apresentarmos o nosso currículo enquanto vivos de boa passagem pela terra, ele nos responder: “Não fui eu quem vos mandou agir assim na terra”!?. Se tivéssemos uma noção de como era depois da morte se calhar seria diferente. Mas... E se os amantes do mesmo sexo tiverem certos naquilo que fazem? E se a monogamia foi um erro reconhecido e aceite? E se a poliandria fosse aceite?

Ainda acredito que se calhar nem tudo é o que parece ser. Reflictamos!

Edson Nuno a.k.a Edy Lobo, Licenciado em Língua e Literatura Inglesa

“A única luta que se perde é aquela que se abandona” - Conceição Branco

Luanda - É com um nó na garganta, mas de olhos enxutos, porque não é tempo de lágrimas, que as mulheres – mães, avós, esposas, filhas, irmãs – ficam ao lado das angolanas que exigem a liberdade dos seus filhos, os 15 ativistas presos há mais de 65 dias em várias cadeias de Angola.

Fonte: Club-k.net 

Elas estão a fazer o mesmo que as mães e as avós argentinas fizeram, ao criar o movimento da Praça de Maio: Exigir que as injustiças e atrocidades da ditadura da Junta Militar da Argentina não caíssem no esquecimento. Todas as quintas‐feiras, cobrindo a cabeça com um lenço branco, as mulheres argentinas encontravam‐se na Praça de Maio.

 

A primeira manifestação foi no dia 30 de abril de 1977. A ditadura enviava os soldados que as reprimiam e ordenavam que circulassem. E foi isso mesmo que elas fizeram, todas as quinta‐feiras, sempre às 15h30, durante 37 anos. Foram 1945 as quintas‐feiras em que as Mães circularam em torno da Pirâmide da Praça de Maio, impedindo o poder e a sociedade argentina de esquecer.

 

Uma das palavras de ordem desse movimento que começou pelo amor maternal mas se transformou num dos mais poderosos movimentos cívicos e políticos da América do Sul, proclamava “A única luta que se perde é aquela que se abandona”.

Mas as mães, em qualquer parte do mundo, nunca desistem. Não abandonaram as Mães da Praça de Maio em Buenos Aires, mesmo quando as três fundadoras foram sequestradas, torturadas e mortas por um grupo de militares, em dezembro de 1977.

As Mães de Angola também já sofreram na pele as bordoadas da polícia, quando se manifestaram em Luanda, reivindicando a liberdade dos seus filhos. Mas vão voltar a manifestar‐se, desta vez no dia do aniversário do Presidente Eduardo dos Santos.

A 28 de Agosto. Dia em que a mãe de Eduardo dos Santos, com sangue e lágrimas de dor, como todas as mães, deu à luz o seu filho.

Carlos Drummond de Andrade (1902‐1987), um dos poetas maiores da lusofonia, escrveu: "Mãe não tem limite, / é tempo sem hora, / luz que não apaga/ quando sopra o vento/ e chuva desaba, / veludo escondido/ na pele enrugada, / água pura, ar puro, / puro pensamento."

Mas da boca das Mães de Angola não sairá apenas o grito de dor maternal, o apelo de mulheres pelos seus filhos, maridos, pais e irmãos. Será também um grito contra a injustiça, contra um regime que está a truncar o futuro do país.

As mães de Junho em Angola lutaram – muitas delas de armas na mão – pela independência do seu país, contra o regime colonial. Alimentaram o sonho e a esperança da Paz. Quiseram ver os seus ‘candengues’ na escola a aprenderem a ser homens. Esperaram até cansar pelos hospitais, pelas vacinas.

Elas olharam com olhos de mágoa para os que exibiam obscenas riquezas, quando as suas famílias não tinham o que comer, nem teto onde se abrigar. Choraram os que foram mutilados pelas minas, ao tentar fazer uma lavra, plantar o milho e mandioca. Exigiram saber dos desaparecidos, dos assassinados.

Foram elas quem ensinou os seus filhos a não desistir, a procurar sempre uma vida melhor, a reivindicar mais justiça, a exigir que a democracia saltasse da Constituição de Angola para as ruas das cidades, para o mato ou o mar do país. O que elas também estão a fazer é não permitir que palavras como “liberdade”, “luta”, “solidariedade”, “democracia”, “memória”, “verdade” ou “justiça” tenham um sentido falseado pelos que estão ao serviço do despotismo e da tirania.

Porque quando as Mães de Junho de Angola usam essas palavras estão a falar de uma luta pela vida que se renova todos os dias. E estas palavras ganham significado e força quando são ditas por mulheres simples, que usam palavras iguais às de muitas mães de língua rápida e termos populares, aquelas que mostram o caminho aos cobardes e aos indecisos, aos distraídos e aos inconscientes da cidadania humana e solidária.

 

É isso que as mães quase sempre fazem: ensinar os filhos a ser homens e mulheres que se empenhem em construir futuros. Nestes dias de dor e tristeza, as mães não ficam a chorar as mágoas. Erguem‐se, vão à luta e nunca desistem. Pelos seus filhos, pelos filhos dos seus filhos, pelos filhos do país.

Elas sabem da sua força, sabem que é, desde o princípio da vida, da mão que embala o berço, que depende um mundo melhor. E também sabem, no coração, nos ossos, no pensamento, que nunca irão desistir e por isso nunca irão ser vencidas. As Mães de Angola merecem o respeito das mulheres e dos homens que se dizem democratas.

É isso. Elas precisam da solidariedade dos que não se calam, para que os seus filhos sejam libertados, para que possam continuar a construir o futuro de Angola.

Conceição Branco (parida em Benguela)

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