Opinião

Agostinho Neto: Narrativas Biográficas 'paralelas' - Helder Adegar Fonseca

Lisboa - 1. A recente publicação de Agostinho Neto. O Perfil de um Ditador. A História do MPLA em Carne Viva [2 V., Lx., Vega], de autoria Carlos Pacheco, um historiador de ofício, é uma oportunidade para uma reflexão sobre as narrativas biográficas dedicadas a personagens que se destacaram na liderança dos Movimentos de Libertação (MLs), e pelo facto de se terem tornado os primeiros chefes de governo na era pós-colonial ou pós-apartheid, ou terem disputado tal poder. Este universo é objecto de um crescente interesse quer no amplo espaço da cultura histórica quer de várias disciplinas académicas.

Fonte: DN

António Agostinho Neto [A.Neto] integra o grupo de actores históricos que, como N. Mandela, na África do Sul, ou J. Nehru, na Índia, adicionaram à liderança da Luta de Libertação [nacional ou anti-apartheid], com ou sem outras organizações competitivas, a governação pós-colonial, ainda que exercida de forma exclusiva no primeiro caso e competitiva (democrática) nos segundos. A. Neto destacou-se ainda no campo literário, a dimensão biográfica que mereceu uma precoce e particular atenção da investigação académica. A A. Neto é atribuído o lugar de poeta "messias" (Kilamba) [L. COSME,2004, Agostinho Neto e o seu Tempo, Porto, CL] ou de fundador poético da Nação [P.Laranjeira em E. A OMOTESO, 2009, Ideologia e Engajamento em Agostinho Neto e Léopold Senghor: uma perspectiva comparativa, Luanda, FAAN,9], que acumula com o de "Libertador do Povo" ou "Libertador do Oprimido" [OMOTESO, idem, 39] e o de "Pai [político] da Nação Angolana" [http://www.agostinhoneto.org/], condição esta que, na cultura histórica angolana, disputa com H. Roberto [J.P. Nganga, 2008, O Pai do Nacionalismo Angolano. As memórias de Holden Roberto, V. I (1923-1974), S.P.]. Tal reconhecimento público expressou-se desde muito cedo e em 1961, A. Neto, tal como H. Roberto, um como "Angola African Leader" e o outro como "Angola Nationalist Leader" já tinham tal notoriedade registada na Political Africa: A Who's Who of Personalities and Parties" [R. SEGAL et al (1961)].


Estas representações e identidades assumem outras tonalidades na esfera pública angolana. Se desde 1980, o dia do nascimento de A. Neto (17 Setembro), é institucionalmente celebrado em Angola como Dia do Fundador da Nação e Dia do Herói Nacional, em 2013, numa peça informativa de Anselmo Vieira para a ONG Deutsche Welle, um dos intervenientes, "professor Wanadumbo Leal", declarou: "para mim está claro que Holden Roberto é o pai do nacionalismo, Jonas Savimbi o pai da democracia e Agostinho Neto foi quem lutou para a pacificação do país, mas existem outros. Estes três são talvez os mais importantes para a História angolana. [..] Então vamos deixar de lado os tabús e escrever a História verdadeira do nosso país, porque, caso contrário, estaremos a mentir para os nossos filhos, os nossos irmãos e as gerações vindouras. A verdade tem de ser dita". [http://dw.com/p/19iRU].


Esta polifonia ficou também visível num estudo recente sobre as representações da memória colectiva, identidade e símbolos nacionais entre jovens luandenses do ensino secundário, inquiridos (2008) sobre os principais acontecimentos e personalidades da História de Angola. No top 10 das personalidades foram incluídos 7 angolanos associados à luta de libertação nacional, dos quais 5 com relevo ainda na era da independência, com A. Neto, J. Savimbi e H.Roberto a ocupar, por esta ordem e neste grupo, as primeiras posições, considerando os estudantes que o primeiro e o terceiro tiveram um impacto muito positivo na História de Angola, enquanto sobre o segundo expressaram emoções «ambivalentes», que são maioritariamente negativas quanto à sua acção na era da independência. Tal escolha convergiu com a dos principais acontecimentos evocados: luta de Libertação/Armada, Independência de Angola, conflitos internos, guerra civil e a questão da paz pós-independência. Uma "opinião" baseada numa informação apreendida fundamentalmente nos manuais escolares, na comunicação interpessoal quotidiana [família e amigos] e na imprensa em geral, num contexto marcado por uma investigação histórica de "nível muito incipiente" e uma cultura histórica pública alicerçada em "informações do senso comum". [J. MENDES et al., 2010, "Memória colectiva e identidade nacional: jovens angolanos face à História de Angola", Anuário Internacional de Comunicação Lusófona, 2005.]. Na verdade, até muito recentemente a investigação em História levada a cabo na Universidade A. Neto e nos ISCED era tributária, na agenda, da panfletária História de Angola [1965, ed. MPLA/CEA, Argel, 1965], e só excepcionalmente se alicerçava em velhas ou novas fontes sólidas, revelando-se mais livresca do que exploratória, prática que o estado e acesso controlado aos Arquivos históricos nacionais estimulou.

2. As narrativas biográficas dedicadas a A. Neto são bem mais abundantes do que as dedicadas a outros dirigentes do nacionalismo angolano. Entre o Agostinho Neto de A. Khazanov (1985) e o Agostinho Neto. [...] de Carlos Pacheco (2016), foram publicados, com interesse para a história da escrita destas narrativas, cerca de uma dúzia de trabalhos de autor ou de colectivos. De um modo geral, com o olhar colocado em dimensões como o carácter, a ideologia, a criatividade e/ou a acção política, estas obras, de autoria intelectual, profissional e relacional muito variada, cobrem as várias fases da vida do biografado, embora eras da emergência do poeta e intelectual comprometido e condutor da Luta de Libertação sejam as mais escrutinadas. Nas narrativas que enfatizam a acção política são detectáveis a dificuldade em separar a biografia de A. Neto da biografia do MPLA assim como o uso assistemático e acrítico de fontes (quando delas fazem uso). Constata-se em particular a ausência da triangulação de fontes de origem múltipla, questionando ou explorando as tensões que estas podem expressar.

É verdade que é praticamente desconhecido do público e dos académicos o espólio documental do Arquivo Histórico do MPLA (e dos outros MLs angolanos) e que a sua acessibilidade é exclusiva, um facto que a disponibilidade parcial do Arquivo de L. Lara apenas matiza. Tal circunstância não é excepção nem regra no que aos arquivos históricos dos MLs da África Austral diz respeito. É também necessário ter a noção de que os fundos da PIDE-DGS (S. Centrais e Del. Coloniais), além da documentação gerada pela actividade da organização, incluem uma extraordinária colecção de documentos privados originários de uma miríade de organizações, instituições e indivíduos, incluindo dos MLs, organizações securitárias de vários países da Africa Austral, da OUA e seus Comités, etc. Além disso, a PIDE-DGS criou narrativas explícitas sobre a evolução dos "movimentos terroristas" ou "independentistas". Por exemplo, sobre o acordo MPLA-GRAE, estabelecido no final de 1972, os serviços angolanos da DGS constituíram um minucioso processo de informação sobre as negociações preparatórias; elaboraram uma extensa "síntese [factual] de todo o historial das tentativas para a criação da Frente Única" ; assim como procederam a uma "análise crítica" do mesmo com base na qual acertaram no desenlace [PIDE-DGS, Del. Ang., R. Ex.-3, 01/1973]. Tal documentação é de enorme interesse para a escrita da história da rivalidade entre aqueles dois movimentos do nacionalismo revolucionário angolano e os estudos históricos dedicados ao tema, conhecendo-os, não os podem omitir.

3. Das narrativas biográficas dedicadas a A. Neto destaco três trabalhos que ilustram tipos e tendências das narrativas não-académicas sobre actores da Luta de Libertação e da transição pós-colonial.


Agostinho Neto, Uma Vida Sem Tréguas - 1922-1979, foi editado em 2005 (Luanda), sob a dir. de Acácio Barradas, um jornalista. É uma obra colectiva, com 21 colaboradores, e 6 secções. Na secção Historial traçou-se o "retrato biográfico de Agostinho Neto - retrato que foi confiado a três jornalistas e não a historiadores, mas nem por isso menos rigoroso nos critérios de investigação" (p.15), o que a leitura não atesta. O retrato "daquele que viria a ser o fundador da nação angolana" organiza-se tendo como pontos axiais "o nascimento de um líder", a experiência da deportação em Cabo Verde (1960), a "Odisseia da Fuga"/saída clandestina de Portugal, e o "homem [que colocou pedras] nos alicerces do Mundo. Retrato emocionado dos anos que marcaram a ascensão, apogeu e morte de Neto" (1960-1979). A ideia condutora deste Historial, que é alicerçado em fontes ocasional e erraticamente referenciadas, é a ascensão do "líder" e o seu papel positivo e heroico no nacionalismo angolano, na luta de libertação e na primeira era da independência. O resto do livro é uma miscelânea (Entrevista, ensaio literário, 14 depoimentos, e um Epílogo, com poemas a, selecção de frases e mensagens de, e testemunhos e cronologia sobre, A.Neto).


Agostinho Neto e a Libertação de Angola (1949-1974). Arquivos da PIDE-DGS [5 Vs, Luanda, Ed. Fundação Dr. A. Neto, 2012] é obra de família: a edição foi coordenada por Maria Eugénia Neto, a pesquisa e a selecção documental foi realizada pela médica Irene Neto e pelo seu marido, o economista São Vicente, também autor da introdução. São cerca de 5800 páginas onde se publicam 1545 documentos selecionados entre os 6000 documentos do deficientemente referenciado "Processo nº 88" de A. Neto [PIDE/DGS, Del.Angola, 12 Volumes] Não é facultada nenhuma explicação sobre os critérios que nortearam tal selecção, a não ser a de que ela permite seguir o "percurso" de um "Chefe" a que se atribuíam " todas as culpas" mas que era o que "mais trabalhava e menos regalias tinha" (Apresentação). A introdução, Agostinho Neto e a Liderança da luta da Independência de Angola (1945-1975) é uma extensa narrativa (480 p.) organizada em torno de "4 momentos" da vida e luta"de A. Neto, como organizador, libertador, vencedor (da Luta de libertação e da Guerra Civil), unificador e fundador da Nação, mas sem referências e bibliografia e nenhuma relação explícita com os documentos publicados. Em suma, um texto de opinião, e onde se detectam inúmeras imprecisões e lapsos factuais.


Em Agostinho Neto. O Perfil de um Ditador... (2016), C. Pacheco anuncia uma "biografia política " (p. 30) que visa reconstituir "a história omitida ou invisível" de A. Neto e do MPLA, ocultação que teve a colaboração de "académicos". O propósito é iluminar o lado sombrio do biografado, nos planos da ética e da autoridade moral e política e as taras que transferiu para o MPLA como organização violenta, não apenas contra o colonialismo. O que sobressai nesta biografia, além de um aparato terminológico exterior à ortodoxia académica, é a sua circunscrição às múltiplas «guerras» (7 ou 8) que o biografado suscitou e/ou enfrentou entre 1960 e 1977 através das quais o autor vislumbra um personagem ambíguo, incompleto [cínico, hipócrita, brutal e canalha], com um estilo de liderança autoritário, antidemocrático, interna e externamente fechado à conciliação, propenso ao conflito e à hegemonia, dispondo para o efeito de um persistente «bando» de fiéis.


Esta narrativa encerra um vigoroso contraste com as anteriores. Na escrita biográfica de personagens de grande destaque político, nomeadamente daqueles que no seu tempo de vida foram amplamente admirados, ocorrem flutuações, sendo possível estabelecer pelo menos três vagas. A primeira é marcada pelo perigo da hagiografia, ao transferir-se para a narrativa a reverência angariada em vida pelo biografado nas esferas pessoal, popular e/ou pública. A segunda é profundamente crítica em relação à acção e/ou legado do biografado. Na terceira vaga, as narrativas tendem a revelar a complexidade do biografado, sendo tal revelação em grande parte tributária da história cognitiva (académica) [P. Maylam, 2014]. Tendo como referência esta generalização, o livro de C. Pacheco, marca o início da fase da crítica radical tanto no que à acção política de A.Neto diz respeito (1960-1979) quanto ao seu legado pós-1979. Além desta localização no plano historiográfico, o livro, que se organiza numa composição de clarividência irregular, alicerça-se numa detalhada, mas não exclusiva, pesquisa sobre os fundos da PIDE-DGS. O autor procede a um uso efectivo das fontes para reconstituir [construir] uma perspectiva crítica [mas podia ter uma outra agenda] da História de A. Neto e do MPLA, e traz a público um formidável manancial de informação, cuja utilização é sistemática e não deixa de ser merecedora de reparos, entre os quais a não invulgar dessintonia cronológica entre os acontecimentos e as fontes referenciadas. Além do explícito viés crítico, no plano formal existe uma distância apreciável entre a forma como foi elaborada esta biografia e a generalidade das anteriores dedicadas a A.Neto ou/e ao MPLA [p.ex., CDIH/CC.MPLA (ed.), 2014, História do MPLA, 2 Vol.s,,cujos coordenadores «técnicos» são autores em "A História da Guerra de Libertação da África Austral: o caso de Angola, 1949-1992", A.TEMU et Al (ed.), 2014, Southern African Liberation Struggles. Contemporaneous Documents, 1960-1994, V.2, Dar-es-Salaam, 5-208]


Todavia neste conjunto de narrativas biográficas há elementos comuns que não podem deixar de ser notados. Um deles é a proximidade familiar, militante e/ou simpatizante existente entre os autores e A. Neto e o MPLA, sendo claro que o dissídio estimulou a perspectiva crítica. Além disso as narrativas propriamente ditas, partilham a ausência de um esquema teórico e historiográfico, o que impede situar a conduta e legado de A. Neto no quadro geral das lideranças da Luta de Libertação (da África Austral), contexto de onde pode emergir uma generalização consistente, condutora de uma sólida narrativa histórica. Deste ponto de vista será particularmente fecunda uma história comparada [vidas paralelas] daqueles líderes. Similar é ainda a periodização estabelecida para marcar as principais fases do percurso de A.Neto: a formação, os anos da luta, e a curta era da liderança nacional. Todavia, nas duas últimas, são limitados os contactos entre as narrativas optimistas (positivas) e as pessimistas (críticas), oferecendo-nos o que designo de narrativas paralelas sobre o biografado.

4. Sendo inevitáveis e até úteis as narrativas acima referidas, é indispensável que a história cognitiva intensifique a elaboração de biografias sobre os indivíduos e as organizações da luta de libertação e do pós-colonialismo angolanos, dispondo para isso de vários formatos. O tema tem hoje uma grande actualidade nos espaços público e historiográfico da África Austral onde, nos últimos anos, o diálogo entre o presente e o passado se intensificou. A presença deste tópico no debate público [nacional e transnacional], a disputa sobre o passado, o questionamento e abandono de antigas ortodoxias académicas, será mesmo objecto na próxima Conferência da Southern African Historical Society [2017]. É fundamental incluir o caso angolano neste debate, de modo a proporcionar ao presente uma cultura histórica mais plausível sobre o que de facto aconteceu no passado, tornando-o progressivamente mais liberto das narrativas convenientes e menos imprevisível.

*Professor Catedrático na Universidade de Évora, Departamento de História e Centro de Investigação em Ciência Política

Paz à sua alma, querido professor Didalelwa - Gildo Matias

Cidade do Cabo - Conheci o Prof. Doutor António Didalelwa em 2006, no Lubango, província da Huíla, na altura Pró-Reitor da Universidade Agostinho Neto, para aquela Região Académica.

Fonte: Club-k.net

Enquanto estudante e residente no Lar de Estudantes no Lubango, onde o Prof. Doutor Didalelwa era o responsável, pude várias vezes encetar boas e bem dispostas discussões, sobre os problemas ligados à gestão do "Nosso Lar".


Era um Homem afável, de trato fácil, muito educado. Transbordava uma calma invejável. Tinha uma doçura no falar e uma pedagogia no ensinar. Era humano, sempre muito disponível para ouvir as nossas preocupações enquanto estudantes.


É uma tristeza enorme, uma dor muito grande. Quero, nesse momento difícil, de luto e dor, endereçar à família Didalelwa, os meus sentimentos de pesar. Que Deus vos console diante de tamanha perda.


Querido Professor, paz à sua alma. Que Deus te guarde!


Gildo Matias José

 

O que leva um líder a auto-destruição – Manuel Tandu

Zaire - Esta reflexão terá como suporte um pensamento que é da minha autoria que diz o seguinte: "Endeusando alguém, se distorce a realidade desta pessoa". Quais são as motivações que levam-me a debruçar-se sobre este tema. Há anos tenho procurado entender, o porquê das lideranças principalmente Africanas têm tido uma trajectória quase idêntica. Será que há um livro que orienta às lideranças Africanas como devem governar? Esta situação levou-me a questionar o sistema educativo e o papel que a Igreja tem desempenhado.

Fonte: Club-k.net

A educação deve transmitir conhecimentos ao formando de modo que este conhecimento adquirido possa levar o formando num processo de interrogações: "porque tenho que sentar numa pedra para ter aulas?", "Será que tenho que concordar com tudo que vejo?", "porque tenho que defender as ideias x ou y? ", "Será que sou livre ou vivo em cativo", "porque tenho que obedecer a orientação x ou y", "o que fazer para alterar o rumo actual", etc. Em função das interrogações o aluno ou o estudante começa a despertar a consciência e chega num ponto onde ele, por si próprio entenderá se vive em cativo ou é livre, se vive numa sociedade democrática ou não, etc. Mas para o aluno ou estudante atingir este nível de pensamento é em função dos conhecimentos que absorve. Se o docente desde os anos inicias até nos últimos anos passar ao aluno e ao estudante, ou transmitir a estes à aceitação do status quo, dificilmente estes despertaram a consciência quer dizer continuarão a viver na inocência ou na cegueira. Pois não enxergam o mundo real, e "o conhecimento quando desperta a consciência, permite ao homem enxergar o mundo real, e só desta forma torna-se possível transformar o mundo".


Sobre a igreja, a independencia de Angola é um fruto da mensagem ou do conhecimento que a igreja transmitia pois despertou a consciência daquela geração (evangelho da libertação). Será que o nosso sistema educativo está a despertar a consciência ou está a incutir no formando para este viver no status quo.


Será que a igreja actualmente a sua mensagem está a despertar a consciência ou está a incutir aos fiéis para viverem no status quo? Este aluno ou estudante é o futuro líder, é o futuro membro duma direcção partidária, é o futuro governante, etc. Estes fiéis serão os futuros líderes quer ao nível partidário, governamental, religioso, membros do corpo directivo duma entidade estatal ou privada, etc. Agora aqueles fiéis, ou aqueles alunos ou estudantes que foram formatados para viver no status quo, quais são as contribuições que darão ao país quando assumirem funções? Pois quem está formatado para o status quo dificilmente poderá trazer a mais-valia para onde quer que esteja colocado, porquê? Porque foi formatado para o status quo, quer dizer, não tem uma massa crítica, e "sem a crítica construtiva não há desenvolvimento, pois a crítica construtiva gera desenvolvimento".


Então, o que leva um líder a autodestruição? Quando um cidadão assume a liderança de um estado, normalmente tem uma staff e uma base de apoio que são as massas. Nos primeiros anos tem um posicionamento que galvaniza às massas e a própria staff, mais como, tanto as massas e a própria staff foram formatados para o status quo, passando um tempo estes começam elogiar o líder, que é algo normal. O líder até nesta fase continua a corresponder a expectativa. Mas depois a staff e as massas os seus elogios tornam-se tão excessivos e passam de elogios para a glorificação, quer dizer atingisse a segunda fase que é a fase da glorificação, nesta segunda fase o líder começa a sentir que tem o apoio das massas e da staff, mas acontece que este no cumprimento das suas obrigações com a sociedade começa a desviar-se, quer dizer começa a olhar mais para a staff e começa distanciar-se das massas e da sociedade em geral. Então começa existir uma redução embora não muito significativa da sua popularidade, quer dizer a semente de descontentamento começa a germinar no meio das massas e da sociedade em geral.


Mas a staff em função da atenção que o líder presta a eles começam a olhar o líder como um ser humano superior a outros, e começam a pôr em causa se o líder é mesmo um ser humano. Isso não é transformar este artigo, em um artigo de ficção científica. Por exemplo alguém que vem duma condição de vida, teve uma formação que formatou-lhe para o status quo e a igreja incutiu-lhe para viver em status quo ou tem alguns bens materiais. Esta pessoa ou estas pessoas depois passam a integrar o núcleo duro ou a staff do líder, e o líder pela atenção que têm destes, eles tornam-se em milionários e alguns em bilionários. Agora alguém que vinha duma condição humilde passa a ser milionário ou bilionário em tempo recorde ou tinha um negociozito e passa em tempo recorde a ser milionário ou bilionário. É pá! Tem que se ter coração para aguentar ou suportar esta nova realidade, não é brincadeira! Então esta staff olha para o líder e diz: "líder incontestável", "líder inquestionável", etc. Começam a realizar o culto à personalidade. Eles qualificando o líder desta forma, passam a divinizar o líder ou passam a endeusar o líder. Porque estes atributos pertencem exclusivamente a Deus. Então ocorre uma metamorfose no líder, quer dizer, deixa de ser um ser humano e passa a ser um deus.


Atingisse a terceira fase que é a fase do endeusamento, e aquela semente que estava a germinar na segunda fase, já na terceira fase se transforma numa árvore, quer dizer a contestação e a impopularidade atingem níveis alarmantes. O próprio líder começa a levantar questões tão sensíveis ao público que nos bastidores a staff chega a dizer: "é pá ele não podia falar aquilo". Mas para o líder estas declarações para às massas e a sociedade em geral tem como finalidade reconquistar o apoio do povo, pois ele se apercebe embora é endeusado mais não passa de um ser humano, é impopular é muito contestado e não tem o controlo da situação. Esta terceira fase abre portas a última fase que é a autodestruição, pois na terceira fase o líder soma em tempo recorde tantos erros que asfixiam as próprias massas e a sociedade em geral.


Qual seria a dimensão do contributo deste artigo se não houvessem propostas para que, um líder embora encontrando-se na penúltima fase, pronto a autodestruir-se, pudesse inverter esta ordem de acontecimentos? Claro que não ajudaria aquelas lideranças que encontra-se já na terceira fase, mais sim as novas lideranças. Então para as lideranças que encontram-se na terceira fase ou na fase de endeusamento se pode pensar talvez que não existe um retorno possível, mais há possibilidades de se alterar o rumo das coisas. Pois os erros passados podem vir a ser usados para alterar este rumo, de que forma? Acontece que esses erros, favorecem uma minoria em detrimento da maioria, e estes erros normalmente provocam uma crise econômica, e normalmente as primeiras soluções para se combater uma crise tem haver em fazer-se cortes, nesses cortes é onde está a questão central, pois se fazer cortes que asfixia às massas e a sociedade em geral o índice de descontentamento e a impopularidade aumentam, se fazer cortes na... "ponhe em risco" a... Mas quem tem o poder na realidade? É o povo. Mais ele deve estar motivado, se o povo estiver desmotivado, é um problema muito sério e deve ser resolvido. Pois Angola e a África em geral apresentam muitas vulnerabilidades. Não se pode combater uma crise tomando decisões que asfixiam o povo, pois fazendo isso o líder está a dar tiro nos próprios pés. Quer dizer, deve desasfixiar o povo concebendo políticas que têm resultados palpáveis ou concretas. Pois nesta fase que é muito delicado ao líder, deve procurar formas de reconquistar o povo e não o contrário. Pois o povo é o detentor do poder, e a segurança do líder na verdade está nas massas e na sociedade em geral. Por isso se deve fazer cortes noutros sectores, para alocar estas verbas ao sector social, e não cortar no sector social para alocar estas verbas a sectores que o líder "pensa que garantem a sua segurança", e a história recente da África tem inumeráveis provas que mostram claramente que os líderes que em tempo de crise econômica procederam desta forma chegaram a autodestruir-se.


Para o líder não chegar a ponto de autodestruir-se deve colocar a resolução das makas do povo em primeiro lugar, pois a impopularidade e o descontentamento generalizado são elementos a ter-se muito em conta pois elas anunciam o princípio do fim. Mais acontece, mesmo estes elementos estejam tão visíveis na sociedade, e o próprio líder chegar a levantar questões que provam que há este índice elevado de descontentamento e de impopularidade. Ainda surgem vozes que dizem: "é um falso problema". Então se o descontentamento generalizado e a impopularidade são problemas falsos ou não existem, quer dizer, tudo está bem. Quer dizer o servidor público continuará exercendo as suas funções como tem exercido, pois para estes acadêmicos e políticos como a esmagadora maioria da população tem dificuldades em comprar alimentos da cesta básica, o salário que já era kochito ficou agora kochitinho, a zuguera que as vendas não permitem comprar o pão porque o pão foi sequestrado pela senhora crise e necessita de resgate que o cidadão comum deve pagar através de cortes na fatia do orçamento para área social, batem-se palmas e dizem-se vivas, mais elas não têm um reflexo na vida do povo, etc. Estes indicadores para a maior parte de académicos e políticos Angolanos são factores que elevam a popularidade do líder, quer dizer, "tudo tá mbora bom", quer dizer quanto mais o povo aperta o cinto mais popular torna-se o líder? Ou quanto mais o povo aperta o cinto mais impopular torna-se o líder.


O mais agravante é que as declarações destes académicos e políticos são difundidas em orgãos de informação público, e estas inverdades, vão aumentando a impopularidade e o descontentamento chegando num ponto que pode desencadear uma convulsão social, pois os problemas não são resolvidos mais há vozes que publicamente afirmam que tá mbora bom o rumo do país. Mais quem fica afectado directamente é o líder. Em suma aqueles que desejam o bem do líder, eles usam a crítica construtiva visando expor ao líder o país real, e aqueles que não querem o bem do líder então o endeusam distorcendo a realidade e levar o líder a autodestruição.

 

Angola: Democracia e a paz - Manuel Caetano

Luanda - Lamentamos, certos ditos militantes dos partidos politicos angolanos,seja do Partido que governa Angola,e os da Oposição,continuam ser dementes politicos, em não saberem realmente, que a Paz, é fundamental, em que todo cidadão deve aprofundar,o dialogo, e o relacionamento, como veiculo na consolidação da reconciliação da Democracia.

Fonte: Club-k.net

O meu espanto é que certos militantes residentes na Diaspora, matam esse conceito da reconciliação em Angola, esquecem que esta Paz,e reconciliação Nacional,foi graças a um espirito de Irmandade,e humanismo que os próprios angolanos inspirados com a coragem e bravura,em incentivar , o dialogo entre os angolanos, na instauração da Paz, que tanto custou para obter,porque a prolongação da guerra, foi sempre instigado pelos inimigos do Povo angolano, ca no exterior, com a conivência dos radicalistas, e fundamentalistas angolanos, sedeados e espalhados, por todo Ocidente.

Com muito apatia, que ainda tenho com os ex-maninhos,e que ainda estamos na mesma trincheira da luta, é absurdo assistirmos alguns, sei la se são Cômicos ou humores, alguns politicos do Galo Negro da Diaspora, nomeadamente na Holanda.Peço a Direcção da Unita, que cria centros de formação política, para os seus militantes da diaspora, no sentido de serem pelo menos qualificados politicamente,e amarem angola e os angolanos,convivermos sem ódio, sem espirito de vingança, o passado seja enterrado para sempre.

Holanda, militantes do Galo Negro, envergonham a oposição, na Holanda,os Holandeses, convivem entre os dirigentes do Partido que governa Holanda, com os Partidos da Oposição,sempre se identificaram como irmãos, dialogam, conversam,e partilham nas festas juntos,inclusive convites pessoais e amigáveis, porque esse harmonia? Certo que eles sabem, cada Holandês tem as suas confecções políticas, e se sentem apenas como adversários politicos, mas não como inimigos.


Eu acredito que este falso Radical da Unita, residente na Holanda,que quer a todo custos ser agradado pela Direcção da Unita em Luanda, como militante convicto, é verdade que esta logica, é o somatório das derrotas do vosso Partido, pois isso prova aos olhos dos politicos atentos,que “Os radicais sao sempre Ditadores”veja um exemplo, suponhamos o MPLA, perde as eleições e a Unita ganha, é mesma coisa, saimos na Ditadura do José Eduardo dos Santos, e iremos novamente sermos substituído numa outra Ditadura de Samakuva,porque o radicalismo, é inimigo da Democracia e da convivência harmoniosa, entre as diferentes sensibilidades Politicas, onde nunca existe dialogo os irmãos de Partidos diferentes, com ideolgias diferentes, sem relações entre irmãos.

Quêm que diz que o Presidente Abel Chivukuvuku é inimigo do Presidente José Eduardo dos Santos? Sim é seu adversario politico, mas eles como angolanos sao cidadãos, livres de ter as suas relações como outros cidadãos angolanos, é com esse principio que cria as aberturas de dialogos, na resoluções de problemas assentes no interesse de angola, chamando a esse concesso comum, a Democracia.


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Antwerpen, aos 31 de Agosto de 2016

Manuel Caetano

Militante da CASA-CE

"Revus" ou "Arruaceiros"? Eis a Questão! - Nunes Alberto

Luanda  - Há anos que constato o nascimento e florescimento em Angola de grupos de jovens insatisfeitos com a situação sócio-política e económica do país, dentre ela a violação dos Direitos Humanos, proporcionada pelo imperativo da força em detrimento do diálogo e do desrespeito a Constituição; a extrema pobreza e miséria, proporcionada pelo desemprego e salários baixíssimos; a desigualdade social, proporcionada pela não distribuição equitativa da renda e por falta de políticas sólidas de combate a pobreza; a intolerância política, proporcionada pelo egoísmo e a não-partilha do espaço político e do poder; a falta de saneamento básico, proporcionado pelo desrespeito da Lei da Probidade Pública e falta de racionamento de fatia atribuída para este serviço; a escassez de escolas e hospitais de qualidade e de referência ; a corrupção exacerbada e, sobretudo, a longevidade do Presidente da República no poder à caminho de quatro décadas. 
 

Fonte: Club-k.net

Estes jovens insatisfeitos têm manifestado de forma pacífica os seus descontentamentos de várias maneiras, isto é, através da música, livros e nas ruas. Como é de esperar, num país como Angola onde a democracia e a sua arma (a liberdade) só imperam na Constituição (é o que se constata através das práticas de repressão), vários adjectivos são usados para qualificar estes jovens corajosos, astutos e na sua maioria intelectuais. Adjectivos como "arruaceiros", "inimigos da paz" são comumente usadas por parte de alguns jornalistas dos órgãos de informação público e privado, analistas políticos e militantes do regime.

 

Se calhar é questão de má interpretação de conceitos (o que desprestigia o ensino angolano) ou uma questão de simpatia, fanatismo e bajulação (que está a se tornar um facto cultural, um meio para transcender socialmente). "Arruaceiros" e "inimigos da paz" são os que oprimem, abstêm os bens básicos da população, promovem a intolerância e reprimem as manifestações públicas, ou são os que usam a razão e o direito que a Constituição lhes confere para exigirem uma sociedade mais justa e tolerante, onde se promove a dignidade humana? Esta é uma questão que para responder é necessário despir a camisola partidária e se posicionar como Pessoa e, sobretudo patriota.

Todo o descontentamento tem uma causa e dos Activistas Cívicos da defesa dos Direitos Humanos em Angola não foge a regra, cabe a quem governa vê-lo como uma chamada de atenção, como sinónimo de que algo caminha mal na sua governação e que com mais trabalho as coisas podem melhorar, e porque ninguém cresce quando não dá ouvido a críticas. A frase de que "só erra quem trabalha" demonstra até certo ponto a humildade de quem governa e o reconhecimento das fálhas que com os seus "comparsas" veem cometendo ao longo dos anos. Mas na verdade quando se aproximam as eleições as "garras" desaparecem, a "santidade" substitui o "diabolismo", o que analiticamente este discurso pode ser considerado como demagógico.


 

Enfim, para construirmos um país forte necessitamos de todos, até da ideia e contribuição dos mais inúteis; é preciso aceitar e aprender a viver na diferença para que se ponha em prática a premissa filosófica de "um só povo, uma só nação".

*Licenciado em Filosofia e Educação.

João Lourenco: Nomeado ou armadilhado - Fernando Vumby

Alemanha - INTRODUÇÃO: Obs : As vezes ao evitar citar certos nomes em determinados artigos que escrevo , isto não significa que não poderei faze-lo qualquer dia , levo apenas em consideração as situações desagradáveis que se cria para as pessoas quando citadas num país como nosso que mais se parece á um presídio.

Fonte: Fórum Livre Opinião & Justiça

Tenho tantos amigos que me rogam para não serem citados por enquanto , sob o risco de perderem os seus empregos e posições que ocupam no governo e fora dele , assim como muitos que ate para nos comunicarmos só mesmo com base em códigos , números trocados e nomes fabricados como uma única hipotisé de se escapar naquelas horas , minutos e segundos que soubemos os espiões não estarem acordados ..

Por isso , peço a vossa compreensão .

"JOÃO LOURENÇO " NOMEADO OU ARMADILHADO ?


Há nomeações no MPLA feitas as vezes de forma tão esquisitas que facilmente não deixa no ar um fumo quase intoxicante de desconfiança , principalmente para quem está sempre á levar em consideração algumas ocorrências muitas ate hoje ainda vivas em várias memórias.

 

Eu por exemplo quando tais nomeações acontecem a primeira imagem que se desfila na minha memória é a de um caso que conheço , sobre um compatriota nosso tão inteligente ao ponto que o seu chefe a dada altura começou a ter receio que o mesmo um dia qualquer lhe pudesse substituir , e não satisfeito embalado pelo seu pensamento maldoso fabricou uma série de calunias contra o seu subordinado e derrepente quando menos se esperava já lá estava o jovem detido na cadeia de S. Paulo.

 

Como sempre , sem mandato de captura , sem julgamento ate que um dia destes o chefe para acabar com ele de vez , traçou um outro plano não satisfeito por tudo aquilo que ja tinha feito passar o jovem , consegue tirá-lo da cadeia , admitindo-o novamente como seu subordinado claro.

 

Não se passou muito tempo o chefe tinha uma missão importante á cumprir numa das províncias e para o caso que era , deveria ser ele próprio á viajar o que não fez , delegando o tal seu subordinado inteligente que já tinha feito sofrer tanto , sem que ninguém pudesse imaginar de que aquela viagem não tivesse sido uma armadilha que viria a custar á vida do jovem..

Sabem o que aconteceu ao jovem ?

Depois de ter embarcado transportando consigo uma mala diplomática , que o feche lhe tinha arrumado , ele supostamente nem sabendo o que havia dentro da mala o helikopter que o transportaria para a provincia pouco depois de levantar o voo á poucos quilometros de Luanda acabou por explodir provocando a morte dos dois únicos ocupantes o piloto e o jovem que deveria representar o chefe fulano de tal , que tem nome , rua e numero de casa .

 

Parecem coisas de filmes , mais isto aconteceu e aqueles que acreditam saberem de tudo e conhecerem o verdadeiro rosto de alguns engravatados sempre com ares de simpáticos estão enganados..

 

" Se é armadilha ou não , eles que se entendem entre eles " pois de nossa parte o assunto está arrumado " O dia que os tipos caírem , serão todos eles julgados por nós mesmo do MPLA que hoje andamos com eles ..

 

Foi com esta resposta que me responderam quanto tentei colher alguns dados sobre os rumores que que estão a correr em alguns círculos sobre a nomeação de João Lourenço , como armadilha para acabarem com ele , já que ele numa dada altura faz tempo , chegou á cobiçar o cargo da presidência angolana , dizem por ai.

 

Sobre o João Lourenço não existe absolutamente nada para falar , ate porque não me parece que tem feito alguma coisa de relevo merecedor de grandes comentários ou admiração , dele só me recordo do seu comentário quando mataram o Jonas Savimbi " O Savimbi morreu como quis e por teimosia " Estas palavras ficaram registadas , tirando isto nunca ouvi mais nada dele.

 

Sei apenas que é filho de um malanjino que tinha sido deportado pela PIDE/ DGS em Moçamede como preso político e assim que foi liberto não quis regressar mais á Malanje acabando por ficar por lá onde conheceu a mulher com quem fez o JL.

A outra coisa que sei é que é marido da nossa ex consofredora da cadeia de S. Paulo (Any) hoje já conhecida por Ana Lourenço , mulher que sempre subiu sem nunca ter tropeçado uma única vez , ao ponto que tem sido motivo de desconfiança dos falam baratos e fofoqueiros justa ou injustamente pouco importa agora.

 

Fórum Livre Opinião & Justiça

Fernando Vumby

 

Ainda as desconfianças - Chipindo Bonga

Luanda - Angola é chamada a firmar e consolidar as suas opções Democráticas. A Democracia não pode ser um mero adorno literário de conveniência política. Ela deve ter substância prática de conviver, e colaborar fraternalmente entre todos os cidadãos, sem hegemonias regionais, políticas, étnicas, raciais, religiosas, de classe ou culturais, dos diversos povos de Angola.

Fonte: Club-k.net

A ideologia não pode ser superior a identidade nacional, não pode ser superior a Constituição, como também a militância não pode ser superior a cidadania.


Infelizmente, constata-se, com muita consternação, que o monopartidarismo em Angola acabou formalmente, porém na prática o regime não se reciclou ideologicamente, pois mantem-se nos padrões do Estado Maxista-Leninista. Não mudou o seu ideário e as linhas programáticas, como forma de se imunizar contra os princípios democráticos, numa cumplicidade contraditória entre um País livre do colonialismo externo e a colonização doméstica neopatrimonial, clientelista e doutrinariamente assimiladora.

 

É racional e, politicamente prudente, quanto patriótico, compreender a trajectória dos activos e passivos dos processos eleitorais desde 1992. Os questionamentos que se colocam hoje têm a ver com as constatações da experiência eleitoral directa dos angolanos, para que numa aproximação pedagógica caminhemos para o processo eleitoral sem suspeições.

 

Também é patriótico o acto de se procurar aperfeiçoar o quadro jurídico-político e operativo dos actos eleitorais e o princípio de se procurar consensos que criem confiança e segurança entre os angolanos para se evitar todas as atitudes que possam minar a confiança e a segurança de todos. Merecer confiança e inspirar confiança deve ser o paradigma que deve orientar a vida e os comportamentos políticos sociais dos cidadãos.

 

A actual elite política angolana não deve passar a mensagem de uma geração odienta, incapaz de dialogar, de se reconciliar consigo mesma, porque envergonhar-se - ia diante dos mártires desta Pátria, das gerações mais novas e do futuro do País.

 

É preciso tapar as ravinas das desconfianças, abater os morros dos desentendimentos, aplanar os roteiros da confiança, eliminando todos os buracos existentes no caminho da convivência nacional, numa concepção universalista e modernizante da cidadania angolana.

 

Vamos todos ao registo eleitoral, porém mais atentos e vigilantes do que em 1992, 2008, e 2012. A dignidade humana, a Paz e Liberdade são valores universais porque protegem o homem.

Professor Chipindo Bonga

O MPLA é um partido de todos - João Henrique Hungulo

Luanda  - O MPLA é uma organização política cuja identidade humana é completamente heterogéneo, não tem preferências em cores nem em tribos, o MPLA, olha para a pessoa do angolano e não para a sua origem, ao contrário de outros partidos com trágico carisma tribal, cujo racismo e tribalismo definem o sangue e o ADN do partido.

Fonte: Club-k.net

O que me admira no MPLA, é que todo mundo é igual, o MPLA, não escolhe se um indivíduo vem do sul, vem do norte, vem do leste ou vem do oeste, se é pobre ou rico, se é preto ou branco, escuro ou mulato, o MPLA, acolhe todo mundo, até mesmo militantes abandonados por outros partidos, o MPLA os acolhe, ao passo que a oposição tem no sangue a pregação da rivalidade tribal e étnica, o MPLA, é amigo de todos, noutros partidos pessoas com cor diferente da nossa são vítimas de racismo, ou seja para eles se não for chimbundo é logo escorraçado e perseguido até ao não mais poder ser, mas o MPLA, une os angolanos e as angolanas, o MPLA, aproxima os povos, o MPLA consola os abandonados e desprezados pela maioria, o MPLA nunca abandona ninguém, luta pela maioria e sofre com a maioria.



Pela dialética da angolanidade que o MPLA tem, podemos sem dúvidas acusar ao MPLA de ser um partido sem cor, porque não olha na cor da pele da pessoa, sem tribo, porque exclui no seu currículo o tribalismo, e aceita a todos os angolanos de Cabinda ao Cunene.


Isto quer dizer o MPLA, é de facto, o projecto mais útil até então para governar Angola, porque outros projectos atentam contra a honra e a dignidade da pessoa humana, ao terem o preconceito como a pedra angular da sua trajectória, ao exprimirem muito tribalismo, muito racismo, ao voltarem somente para um folclore único e se esquecerem de Angola, e Angola constitui a soma de todos os povos, quer sejam da etnia A ou B, a soma de todas as línguas quer sejam do Sul ou do Norte, o MPLA, é um projecto sério, pertinente e completamente responsável.


Nesta via, se pode crer que ao votar – se no MPLA, vota – se numa Angola melhor, vota – se num País em projecção e em progressivo crescimento, vota – se na emancipação popular, vota – se na liberdade, vota – se no amanhã risonho, vota – se na melhoria das condições básica da população, vota – se na melhoria das estradas, vota – se na melhoria do ensino, vota – se na melhoria do crescimento económico por meio da diversificação, vota – se numa Angola próspera e desenvolvida.
Vota – se acima de tudo num futuro certo para os angolanos e as angolanas, votar no MPLA, é uma opção única, que se não a fizermos comprometemos o futuro de um país que todos nós desejamos vê - lo continuamente realizados, no entanto, povo angolano, em 2017 votemos em massa ao MPLA, para mantermos o programa de evolução do país, e termos um país melhor para os nossos filhos hoje e amanhã!

COM O MPLA EM FRENTE ANGOLA VAI LONGE!

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