Diáspora

Angola abre Consulado Geral em Londres

Londres - A comunidade angolana residente no Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte tem a partir de agora um dos seus problemas resolvidos. Trata-se da abertura do Consulado Geral de Angola em Londres, inaugurado sexta-feira, na presença de diplomatas nacionais e membros da comunidade angolana residente na Inglaterra.

Fonte: Angop

O corte da fita, seguido do descerramento da placa inaugural, foi efectuado pelo director do Instituto das Comunidades Angolanas no Exterior e Serviços Consulares, Horácio Uliengue, em representação do ministro das Relações Exteriores, Georges Rebelo Pinto Chicoti.

O Consulado Geral de Angola no Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte está localizado em Bedford Square, no centro da capital britânica, e vai colmatar um défice de oferta de serviços que obrigava a uma carga excessiva sobre a Embaixada de Angola nesse país da Europa.

Na sua intervenção, o director do Instituto das Comunidades Angolanas no Exterior e Serviços Consulares do Ministério das Relações Exteriores sublinhou a importância do novo consulado geral e do estreitamento das relações bilaterais entre o Reino Unido e a República de Angola.

Miguel Neto, o embaixador de Angola no Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, disse que as prioridades do programa desse novo consulado devem coadjuvar os trabalhos da embaixada, além de outros assuntos ligados à comunidade, nomeadamente promover o comércio e o investimento e fortalecer, cada vez mais, os laços de amizade e de cooperação entre os dois países.

Por seu turno, a nova cônsul-geral de Angola em Londres, Vicência Ferreira Morais de Brito, considerou o acto importante instrumento que permitirá ao Estado angolano resolver de maneira pragmática muitos dos aspectos técnicos e administrativos da vida dos cidadãos angolanos, britânicos e de outras nacionalidades residentes neste país.

Dados não oficiais apontam a existência de mais de 25 mil angolanos em todo o Reino Unido, sendo considerada a segunda maior comunidade da Europa, depois de Portugal.

A cerimónia de inauguração do novo Consulado Geral de Angola no Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte coincidiu com a celebração do 73º aniversário natalício do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, motivo que levou os presentes a erguerem as taças e felicitarem o estadista angolano

Bolseiros em Cuba denunciam atrasos excessivo dos Subsídios

Havana - Em nome do colectivo dos estudantes bolseiros de Cuba, viemos por meio deste pedir socorro de ajuda aos órgãos competentes sobre os atrasos excessivos por parte do INAGBE(Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Estudos). Já a 6 meses que os estudantes não recebem os seus subsidios conforme consta no regulamento que nos foi dado e assinado. Segundo o director do INAGBE Moises Kafala (na foto), numa entrevista disse que o INAGBE, não tem dividas com nínguem, enquanto que existem sim dividas no que toca os estudantes de Cuba, que têm sido os mais menospresados e praticamente os mais excluidos.

Fonte: Club-k.net

Portanto a crise ou a falta de Dolàres no país não deve ser como uma desculpa conforme o sector estudantil da Embaixada Angolana em Cuba nos têm mentido, pensando que somos analfabetos ou crianças de 5 anos.

Parece que os nossos representantes têm uma ideia de que nós viemos aqui de favor (nada disso!!), eles nos pagam quando quiserem, sabendo maior parte dos bolseiros desta Instituição são jovens de menor condições financeiras, pessoas que não têm quem os pode ajudar financeiramente.

A ultima vez que recebemos subsidio foi quando o Ministro do Ensino Superior fez uma visita a Cuba, deu a impressão que nos pagaram para dar uma boa imagem diante do Chefe e da imprensa como já é de hábito.

Sinceremante andamos muito distante da embaixada, quase que ela não desempenha o tal papel que lhes foi incumbido, eles estão mais preocupados com os estudantes que reprovam do que com o próprio desempenho do estudante. Precisamos de pessoas sérias para lhe dar com os problemas dos estudantes, a tal dita associação dos estudantes neste país quase que não existe, não defendem os direito dos estudantes.

Todos eles são medrosos. É nosso dever discutir sobre os nossos direitos, não devemos maternos calados e sofrerem silêncio, é tempo de abrirmos os olhos e deixarmos de ser manipulados por esta ditadura do sector estudantil da embaixada de Angola em Cuba. Se não há condições para enviarem bolseiros, então que fechem o INAGBE do que mandarem os filhos dos outros para sofrerem em terras alheias.


Prometemos sair as ruas para pedirmos a demissão imediata desses camaradas do Sector Estudantil da Embaixada nos proximos dias caso a situação não resolva, na verdade estamos cansados de sermos ameaçados...

Estudantes

Estudantes angolanos no Brasil publicam vídeo de solidariedade com presos políticos

Brasil - Um grupo de jovens angolanos, a estudar no Brasil, realizou um vídeo de solidariedade com os presos políticos do regime angolano e todos aqueles que são vítimas de perseguição e intolerância política em Angola.

Fonte: DW

O vídeo “Liberdade já. Angola livre”, publicado nas redes sociais, visa solidarizar-se com os presos políticos em Angola. Foi criado por um grupo de jovens estudantes em S. Paulo, no Brasil.

A DW África falou com o mentor da iniciativa, Osvaldo Gomes, estudante de administração numa universidade privada. O jovem diz que tem "tido contato com outros estudantes que partilham os mesmos ideais" e então decidiram fazer o vídeo.

A razão é porque vai regressar à Angola e não quer voltar ao seu país e ver os seus filhos “passarem pelo mesmo que ele está a passar”. Osvaldo espera que “eles encontrem uma Angola livre do ponto de vista socioeconómico e estrutural”. O jovem quer que o seu país “tenha tudo aquilo que faz uma sociedade boa para se viver como mais cultura e melhor educação”, conta o estudante.

Osvaldo, tal como os seus companheiros, quer que as pessoas possam expôr os seus pensamentos livremente e sem medo de represálias, “liberdade de expressão” diz o jovem e acrescenta que “decidiram fazer o vídeo sob forma de protesto não só em apoio a esse pessoal que está preso, como também contra outras injustiças que o governo de José Eduardo dos Santos tem feito nos últimos anos” comenta.
O estudante angolano diz-se “indignado” e “frustrado” por ver as notícias à distância e nada poder fazer.

Video "Liberdade já. Angola Livre"

Com o vídeo, “Liberdade já. Angola Livre”, Osvaldo Gomes espera incentivar mais pessoas para que “não tenham medo” e “possam dar a cara para protestar sobre aquilo que está mal. Queremos que as pessoas despertem e tenham consciência do que está a passar-se. Quanto mais gente tiver noção do que está a acontecer melhor”, concluiu Osvaldo Gomes.

Angolanos na Bélgica endereçam carta ao Presidente da República

Bruxelas - A comunidade angolana na Bélgica realizou uma manifestação no passado dia 15 de Agosto, em solidariedade aos presos políticos e vitimas de repressão policial, no país. Por ocasião da mesma, os seus promotores endereçaram uma carta ao Presidente José Eduardo dos Santos, cuja integra reproduzimos.

Fonte: MPDA

MOVIMENTO PARA A PAZ E A DEMOCRACIA EM ANGOLA

A ATENÇÃO DO SR. ENG. JOSE EDUARDO DOS SANTOS

Sua Ex.a Sr Eng. José Eduardo dos Santos, Presidente da República de Angola

Na qualidade de alavanca e futuro de Angola, nós os jovens angolanos na diáspora unidos no seio do Movimento para a Paz e a Democracia em Angola, achamos conveniente trazer ao conhecimento da Sr. José Eduardo dos Santos, a nossa indignação relativa as políticas levadas acabo pelo executivo quer no interior como no exterior de Angola.

Entretanto, a razão que nos leva hoje neste lugar, é de exigir a liberdade incondicional dos presos políticos em Angola, nomeadamente;

  1. Afonso Mayenda Matias "Mbanza Hamza 2. Albano Evaristo Bingo Cabingo
  2. Arante Kivuvu Italiano Lopes
  3. Benedito Jeremias "Dito Dali"
  4. Domingos José João Da Cruz "Domingos da Cruz" 6. Fernando António Tomás "Nicolas o Radical"
  5. Hitler Jessy Chivonde "Hitler Samussuko"
  6. Inocêncio António de Brito "Drux­P"
  7. José Gomes Hata "Cheick Hata"
  8. José Marcos Mavungo
  9. Henrique Luati da Silva Beirão "Brigadeiro Mata Frackx" 12. Nelson Dibango Mendes dos Santos
  10. Nuno Ávaro Dala "Nuno"
  11. Manuel Chivonde Baptista "Nito Alvés"
  12. Osvaldo Sérgio Correira Caholo
  13. Sedrick de Carvalho "Sedrick"
  14. Manuel Pedro "Bulanco" Irmão do Líder do MPDA
  15. Jose Julino Kalupeteka e colegas

Os jovens cujam os nomes citados nesta esfera, não tinham absolutamente nada irreverssível, a sua acção enquadrava­se apenas na procura de soluções para a garantia do futuro de todos jovens angolanos sem excepção e para o bem estar das populações angolanas, cujo o futuro é incerto e submetidas numa miséria extrema e permanente.

Num país como o nosso, onde idosos com a idade de reforma continuam ocupar cargos mais importantes da nação e os jovens cada vez mais vulneráveis e frustrados, sem emprego, sem direito a educação, a assistência médica, a segurança social, a habitação e sem oportunidades de tornâ­los responsáveis do seu próprio destino.

Hoje pela manobra maquiavélica e pela cumplicidade dos agentes dos serviços de informação secreta e do auto representante do ministério público o procurador geral da república, acusaram os jovens de estarem em preparação de um golpe do Estado contra José Eduardo dos Santos, sem no terem entanto provas palpáveis da existência material e dos indícios suficientes do crime praticado pelos jovens.

Num país que se diz ser democrático, os argumentos de um indíviduo ou seja de um grupo, não seria suficiente para indiciar cidadãos.

No nosso país, os angolanos são reduzidos como mercadoria a venda e a compra. Todos têm que vender­ se para sobreviver. As prisões estão sobrelotadas, quem preenchem são os pobres. Ao invés de punir um indíviduo por seus crimes, deveriam eliminar as condições sociais qui têm como origem desses crimes e garantir a cada indivíduo, tudo aquilo que necessitam para desenvolverem as suas pró^rias vidas. Os angolanos tornam cada vez mais estrangeiros, no seu país, no trabalho, nas escolas, nas suas riquezas, nas suas terras, nas suas casas e estrangeiros de uns aos outros.

Sem no entanto fazermos referência a constituição atípica por ele aprovada, Sr. José Eduardo dos Santos, pedimos a liberdade imediata e incondicional de todos prisioneiros políticos em Angola, cujam os nomes citados e aqueles não mediatizados pela imprensa pública ou privada.

A Democracia é o fator de estabilidade sócio­política, económica e cultural, que permite a escolha livre e consciente dos representantes do povo por sufrágio universal. Obviamente, em 40 anos da independência do nosso país, muita coisa deveria ser feita no que diz respeito a política de inclusão social, a criação de infrastruturas e o melhoramento da vida cotidiana dos angolanos quer no interior como no exterior.

A palavra democracia é um dos termos mais usados ​​do vocabulário políEticstoe. elevado conceito, pela sua dimensão transcultural e porque toca ao próprio fundamento da vida humana em sociedade e deu uso a numerosos escritos e reflexões, ainda não existe texto adotado mundialmente por responsáveis políticos até agora que vem identificar os seus contornos ou esclarecer o seu alcance. Sem dúvida, a noção era congelada, de alguma forma pela oposição entre a democracia tão simples, ou "formal" e a democracia "popular" que prevaleceu até recentemente em fóruns multilaterais globais. Nos nossos tempos, não existe mais democracia sem epíteto, agora parece ser objecto de um amplo consenso e a sua promoção figura em destaque na agenda das instâncias internacionais.

Por iniciativa do Dr. Ahmed Fathy Sorour, que presidia o seu Conselho, a União Inter­ Parlamentar decidiu, em 1995, a elaborão de uma Declaração Universal sobre a democracia para o progresso a norma internacional e contribuir para o processo de democratização em curso no mundo.

Entretanto, se a democracia é um fator de estabilidade e um valor e não apenas uma técnica do governo, uma minoria de 6,124,669 (25%) dos eleitores, o que representa apenas uma parte inferior em relação a chifra do corpo eleitoral de 100%, isto não é suficiente para justificar uma política de boa governância. O Estado é encarregado a assegurar a coerência numa sociedade que é heterogênea e num estado que pretende desenvolver­se. Hoje, o problema da coesão substitui aquele de integração. A participação de 6,124,669 dos 24,383,301 da população registada significa uma rejeição importante em relação em 2008, isto significa também que o rumo que o nosso país está tomar é inseguro e cheio de incerteza. O actual sistema político não traz grandes inovações ou novidades, ao contrário o nosso país está caminhar numa descida perigosa.

A democracia é uma atividade coletiva, cuja função principal é de criar uma sociedade consciente e capaz de responder as exigência e os actuais desafios que o nosso país espera. Num Estado social da real democracia participativa, propõem uma demonstração da governação como chave principal para a coesão social e do desempenho sustentável. os abusos de poderes e de confiança, o crime de fraude, a falsificação, a evasão fiscal, o excesso, a tortura, a repressão, a violação constitucional, a destruição deliberada e a montagem de um grupo criminoso em Angola. Qual é a origem deste procedimento Senhor Presidente?

As deficiências da democracia representativa mostraram claramente o desinteresse dos cidadãos angolanos na sua participação nas legislativas anteriores, que eram 1992 (4,196,338 87 13), em 2008 (8,307,173 7,213,281 87 13), e em 2012 (9,757,671 6,124,669 63 37) registando de tal forma 37% de abstenções e 37,5% de votos brancos dos eleitores potenciais em 2012, não participaram naquelas eleições. Dos quais, apenas 6,124,669 (25,5%) conseguiram votar, nos 24,383, 301 de habitantes registados.

Esta degrição e falta de interesse nos assuntos públicos é em parte, devido ao estado de excessos e abusos de poderes, a corrupção vertiginosa, a pobreza extrema, as demolições, o desemprego, a violência e repressão, os raptos, as injustiças, a exclusão e as desigualdades sociais, as detensões arbitrárias, os julgamentos sumários, as prisões extrajudiciárias, as derivas espectaculares da mídia do Estado etc. A imagem pessoal de autores políticos governantes, apoiando­se sobre as tecnínas de comunicação, assume ao fundo da gravidade eleitoral.

A democracia participativa é uma a única forma de partilha e de exercício do poder, com base no reforço da participação dos cidadãos na tomada de decisões. Fala­se igualmente da democracia deliberativa que serve para colocar um acento sobre os diferentes processos de participação pública na elaboração de decisões durante a fase de deliberação. A democracia participativa ou deliberativa pode assumir muitas formas, mas antes de tudo é instaurada no terreno, no domínio do planeamento do território, do urbanismo, antes de expandir­se nos campos do ambiente.

A falta de representatividade no Parlamento concerna entre outras, as categorias sócio­ profissionais. Cada uma delas tem o seu hábito. Michel Koebel enfatiza que as nossas visões são profundamente marcadas e dependentes das nossas condições de existência. Numa certa altura, os trabalhadores desapareceram da Assembleia Nacional. Os trabalhadores e empregadores que constituem a metade dos activos em geral, apenas representam 5% dos deputados. A falta de representatividade atinge igualmente os jovens, as mulheres e as minorias. Trata­se de todas as instituições políticas em que estas categorias fazem raramente parte da equipa de gestão, mesmo no seio dos partidos políticos, o que lhes exclui as posições de poder político.

No plano local as competências parecem cada vez mais largas e são necessárias para o exercício de um mandato local, na sequência da descentralização de poderes. Isso resulta em uma profissionalização dos eleitos ou administradores locais. Todos esses fatores criam uma desconexão entre os profissionais da política e os profanos. Nesse quadro, as associações desempenham um papel central como interlocutores para as autoridades públicas.

Sr. José Eduardo dos Santos,

Não pretendemos dar lição a ninguem, apenas para dizer que todos somos cumpridores e comprometedores da lei e dos tratados internacionais, perante as nações e os seus povos. Isto é, reconhecemos que Angola vem conhecer algumas mudanças mas muito menos no ponto de vista político, social, jurídico e cultural.

Desde 1975, o país foi sucessivamente o palco de uma das últimas guerras coloniais da África, um dos pontos mais quentes da guerra fria e o campo de expressão de uma das mais sangrentas guerras cívis do continente negro, cujam os seus autores nunca foram perseguidos quer pela justiça angolana como pelo TPI.

De fato, a soberania do povo foi confiscada pela soberania dos eleitos, que constituam portanto uma aristocracia no mau sentido do termo, aquele de usurpadores do poder. Sempre que falamos de dar um poder real ao povo, cada vez mais que solicitamos que sejam instituidos mecanismos de expressão directa e um processo de decisão autônoma para os cidadãos decidir independentemente dos políticos nos casos que consideramos graves, um pouco de democracia participativa e directa, infelizmente, os os nossos representantes do poder e os seus cúmplices brandem a palavra populista" De Cabinda ao Cunene, um só povo, e uma só nação", carregada de lisonjeiro e de um desprezo excessivo revelador do medo vergonhoso de uma autêntica democracia. Angola é um mosaïco de tribos, de línguas, de raças e de culturas que formam um Estado com o fundamento soberano. Também Angola não só uma nação mas incumbe nações, isto é, cada tribo é uma nação.

Enquanto na realidade, o nosso povo de Cabinda ao Cunene sofre a ditadura, a corrupção, a pobreza, as humilhações de todos genéros, as injustiças, as detensões arbitrárias e as prisões extrajudiciárias.

Os representantes angolanos, confiscaram literalmente o poder do povo, negando­lhe de tal forma, o direito de exprimir­se diretamente, de decidir ele próprio sobre o seu modo de vida e do seu destino, essencialmente no caso dos desafios mais importantes da nação, como a Constituição nacional, a luta contra a ditadura, a corrupção, a fraude eleitoral, a evasão fiscal, os paraisos fiscais, a fiscalização credível, o Orçamento do Estado, o imposto sobre os movimentos de capitais para erradicar a pobreza, o ensino, os mecanismos de protecção social, a revisão constitucional e institucional, o controle público, a luta contra a poluição, a protecção dos cidadãos contra os abusos de poderes, os produtos perigosos, o financiamento das pensões, de criação de moeda, o tipo de mandato dos eleitos, o hino nacional, a bandeira e a implementação a qualquer momento das suas responsabilidades políticas assumidas, a escolha de serviços públicos, etc.

Desde o início das reivindacações dos jovens quer do interior como do exterior em Março de 2011 para reclamar uma vida condigna num país tão rico como o nosso, onde as injustiças sociais vão aumentando, os pobres vão tornando cada vez mais pobres e os ricos cada vez mais ricassos de uma forma ilícita, o aumento vertiginoso da corrupção, a carência de água, a falta de energia, emprego, alimentos, escolas, hospitais etc... torna cada vez mais um óbvio para o nosso país e os seus povos.

Os filhos dos chefes, seus familiares e mais próximos, transformaram Angola em uma empresa de resgate para o enriquecimento gratuito e ilícito a vista de todos. A perfeita honestidade dos eleitos é uma condição maior para que a nossa jovem democracia possa nascer, desenvolver e sobreviver.

A JUSTIÇA SOCIAL

 

A justiça social sendo ela uma construção moral e política que visa buscar a igualdade de direitos e a solidariedade coletiva e essencialmente uma projeção para uma sociedade mais justa, assumindo que não haja injustiças nesta sociedade. Podemos considerar isto como uma utopia ou como um passo a mais ao progressismo. Obviamente as nossas acções deveriam ser voltadas para a justiça social visando de dar a todos as mesmas oportunidades de sucesso ao longo de suas vidas, o que nós consideramos de igualdade de oportunidades. As correções ou as retificações necessárias podem ser sociais, financeiras ou culturais.

Constatamos cada vez mais que em Angola, a justiça social é definida de uma forma negativa: é injusto que a maioria dos angolanos não são socialmente aceitáveis. Por exemplo, as desigualdades registadas em Angola no ponto de vista do emprego, ensino, saúde ou salarial entre angolanos e estrangeiros, entre a classe governantes e a classe governada ou seja entre as diversas profissões qualificativas que são muitas vezes consideradas como justas para alguns e que são socialmente aceitas pela elite, por razões étnicas, geopolíticas e partidárias.

Obviamente para não dizer discriminação, existe uma certa distinção ou diferença entre os adeptos dos governantes e os governados, isto é, esta cultura partidária, de arrogância, de abusos de poderes e de excessos, têm se verificada essencialmente nas instituções de Estado assim como nas missões diplomáticas angolanas acreditadas através o mundo.

As instituições angolanas continuam ser familiarizadas e partidarizadas, ao contrário daquilo que o executivo tem frisado nos seus discursos. A justiça social é também um conceito que evolui ao longo do tempo. Aquilo que é socialmente justo aos outros pode tornar­se injusto se mudar de concepto seja a sociologia da justiça social. A teoria da Justiça de 1971, o liberal John Rawls, escreveu que uma sociedade é justa se respeitar os três princípios que são:

1) A garantia das liberdades básicas iguais para todos;

2) A igualdade de oportunidades;

3) A conservação das únicas desigualidades que são aproveitadas pelos mais desfavoráveis, a fim de garantir as liberdades básicas iguais para todos. As desigualdades salariais entre as diferentes qualificações, são as mais consideradas como justas, porque são socialmente aceitáveis pela maioria. Obviamente existe uma distinção entre a justiça social e a igualdade, mas não as desigualidades selvagens e criminosas que beneficiam os pobres angolanos.

A Justiça que os angolanos querem é de inclusão e de igualdade de direitos, de liberdades fundamentais e de oportunidades, tanto quanto têm fome de pão, desejam encontrar na Justiça o último bastião de suas esperanças. A política social e a política econômica, os três aspectos da política social vão de páres de um ao outro:

­ A política social é o apoio a actividade económica;

­ Recessão: Angola saía menos mal em relação a outros parceiros africanos em todos aspectos.

­ A Política social como amortecedor de ciclos;

­ A Política social como meio de competitividade;

­ A Política Social e da dívida externa;

­ O Conceito de rendimento disponível ajustado;

­ O Nível da dívida: comparando Angola e o resto dos parceiros africanos;

 

­ A Dívida pública melhor do que a dívida privada? Conclusão: Fazendo o bom uso a Política Social

A Concussão

A Concussão que dá "concussio" em latim baixo, agitação, tremor, agitação, suborno, extorsão de (dinheiro), do latim clássico "concutere", bater um contra o outro, bater, agitar, fazê, mover abane.

O suborno é um crime cometido por uma pessoa que representa a autoridade pública, por abuso de autoridade, o lucro ilegal retira do cargo por receber conscientemente ou encomendar depercevoir montantes indevidamente.

Sinônimos: peculato, apropriação indébita, prevaricação.

No Código Penal define extorsão como "fato de uma pessoa que exerça autoridade pública ou a descarga de uma missão de serviço público, receber, solicitar ou fim de recolher a título de direitos ou contribuições , taxas ou impostos públicos, uma soma que ela sabe não é devido ou exceder o que é devido. " A pena, incluindo a tentativa desses delitos é de cinco anos de prisão e uma multa de 500.000 ?, O montante pode ser aumentado para o dobro das receitas da ofensa.

As mesmas penas é o fato de, pelas mesmas pessoas, a concessão de qualquer forma e por qualquer motivo, de isenção ou de franquia, taxas, contribuições, impostos ou encargos públicos em violação de lei ou regulamento. "

O roubador é aquele que comete extorsão.

Sr. José Eduardo dos Santos,

O nosso país conheceu momentos difíceis da sua história contemporânea. Muitos abandonaram os seus estudos e os seus empregos para a defesa territorial, muitos perderam os seus entes pais e muitos tornaram infirmes no conflito que mergulhou o nosso país numa guerra fratricida durante 27 anos. Obviamente logo terminando a guerra em Angola, o executivo deveria prestar muita atenção e avaliar os prejuizos humanos, materiais e morais causados durante a condenada guerra e apoiar os sobreviventes, os órfãos, os dimínios fisícos e essencialmente as populações mais vulneráveis do país. Infelizmente constatamos que os discursos do Sr. Presidente são virados mais a classe burguesa, ignorando absolutamente e por completo, a pobreza e a miséria extrêma como consequência de guerra que hoje podemos considerar do interesse do clã governante.

Hoje muitos angolanos têm ainda pesadelos com este horror de 27 anos de guerra fratricida, dos massacres de 27 de maio de 1977, de setembro de 1992, de 21, 22 e 24 de janeiro de 1993 (Sexta­feira Sangrenta), e os recentes massacres perpetrados pelo Executivo, contra os cidadãos da Igreja "A Luz do Mundo", onde mais de 1.080 angolanos e nove incongnitos polícias foram impunemente massacrados no Monte Sumé/Huambo, pela ordem do executivo e do governador daquela província, o general Kundi Paiahama, sem no entanto o executivo ter dado explicações nem esclarecimentos dignos ao povo angolano. A seguir as detenções de jovens e activistas cívicas. Assim como os assassinatos bárbaros contra os nossos irmãos Cassule e Kamulingue, pelas ordens superiores do executivo em 27 de Maio de

 

2015 na vespera da celebração do 35° aniversário dos massacres de 27 de Maio de 1977, cujam os corpos, um deles foi atirado a sorte dos jacarés e outro na mata como alimento dos animais selvagens. Sobretudo o 27 de maio de 1977, milhares de angolanos foram torturados e assassinados, sem julgamento prévio. Hoje, muitas das vítimas ou familiares continuam sem conhecer toda a verdade sobre os crimes cometidos na altura e continuam reclamar os restos mortais dos seus familiares, afim de serem celebrados de acordo os nossos costumes.

Hoje após 38 do carrasco ou do (auswitz) do 27 de Maio de 1977, constatamos o regresso a repressão fascista, forçando os jovens angolanos em asilo e trabalho forçado, tortura, prisão extrajudiciária para quem resiste do asilo e que continua defender os seus direitos e liberdades fundamentais numa Angola que se dizer ser democrática.

O que se sabe até agora sobre o 27 de Maio de 1977, apenas é que, há 38 anos, houve manifestações em Luanda a favor de Nito Alvés, então ministro da Administração Interna e membro do Comité Central do MPLA, Movimento Popular de Libertação de Angola, o partido no poder até aos nossos dias. As manifestações foram reprimidas por militares angolanos e cubanos, como tem acontecido nos nossos dias contra os jovens revolucionários. E os acontecimentos que ocorreram a vista nua de todos angolanos após as primeiras e históricas eleições de setembro de 1992­1993.

Durante 27 anos de guerra do interesse do clã governante decretados com os elógios como único vencedor e beneficiário (MPLA), com os ênfases no centro do país, onde milhares de angolanos foram atingidos por bombardeamentos intensos de napalm, de bombas químicas que até agora nunca esclarecidas!

A seguir, Nito Alves e os seus apoiantes foram perseguidos. Agostinho Neto, o primeiro presidente de Angola ­ também do MPLA ­, classificou o grupo como "fracionistas" e as manifestações como uma tentativa de golpe de Estado como aconteceu recentemente com os 15 jovens revolucionários. Naquele ano desgraça para os outros e de vitória para os camaradas, dezenas de milhares de angolanos foram torturados, asfixados e assassinados pela polícia política (PIDE). Não se sabe, quantos foram assassinados sem julgamento. Hoje os angolanos ainda não conhecem tudo sobre o que se passou a seguir ao 27 de maio de 1977. Alguns familiares das vítimas refugiaram­se no silêncio e pelo medo de serem perseguidos de mesma forma, na esperança de um dia fazerem o luto dos seus entes queridos.

No entanto,dezenas de milhares de angolanos foram torturados, mandados para campos de concentração e fuzilados sem julgamento neste período negro da história angolana. 38 anos depois, os angolanos nunca foram ainda informados sobre este e tantos outros acontecimentos que fazem parte da nossa história contemporânea. E como filhos desta pátria, o fato de encontrar­nos no estrangeiro, não nos tira o direito e a legitimidade consagrada na carta magna da república de Angola, de conhecer e de ser informados sobre a realidade histórica do nosso país. O que significa para nós, o início para o perdão e a reconciliação nacional.

Neste âmbito, viemos nesta circonstância solicitar a S. Exa Sr. Presidente na qualidade de mandatário Supremo da nação angolana e testemunha ocular destes acontecimentos, de poder informar­nos sobre as razões que levaram as mortes de milhares de cidadãos angolanos em 27 de Maio de 1977, 1992 e 1993, sem esquecermos os massacres macabres do Cassule e Kamulingue.

Angola 13 anos depois : entre a esperança e as dificuldades persistentes

Sr. José Eduardo dos Santos,

Treize anos passados após a paz militar e o desaparecimento físico do líder carismático da UNITA Jonas Savimbi, até hoje nunca conhecemos as razões de guerra fratricida e as circunstâncias a volta da morte de Jonas Savimbi ainda são muito vagas. Mas sobretudo o quê mudou em relação a situação do nosso país?

 

Hoje muitos pesquisadores nacionais e internacionais, questionam­se sobre o estado da nação angolana e os numerosos obstáculos a superar para alcançar a democracia, mas também um vislumbre de esperança. Há treize anos desde a morte do líder da UNITA no Luena, marcando igualmente a queda do seu partido em circonstâncias que ainda são bastante confusas. A alegria suscitada pelo seu desaparecimento deu muita esperança aos angolanos que aspiravam virar a página depois de 27 anos de guerra fratricida, de privação de liberdades e de poderes ilimitados do presidente angolano José Eduardo dos Santos.

Obviamente os 13 anos da paz e os 40 anos da independência e 36 anos do seu reinado em Angola, seria imperativamente uma oportunidade para os angolanos avaliar ou fazer um balanço da situação de Angola e constatar que apesar de alguns sinais positivos, a situação permanece relativamente preocupante . O caminho para a democracia e a estabilidade no país é claramente cheio de dificuldades, de contornos e de transtornos...

As Mentira e as manipulações

  1. Exa. Senhor Presidente,

Permite­nos dizer claramente que as mentiras e as manipulações são os elementos fundamentais e estratégicos que permitiram o Senhor Presidente e o Mpla de permacerem no poder totalitário. O aumento da litarsia e do analfabetismo em Angola, é uma das estrategas optadas pelo Mpla, cujam estrategêmas, são alimentadas pela corrupção vertiginosa que arrasta funcionários públicos, magistrados, académicos e cidadãos ordinários. Não só mas também a cumplicidade de certos cidadãos e partidecos angolanos de emergência, que têm como fundamento de sustentar e apoiar o programa desastroso e neocolonialista do Mpla, encorajou o partido da situação de organizar metodicamente o seu projeto de aliciamento, de raptos, detenções selvagens e de assassinatos políticos.

O Mpla, pela cumplicidade de certos cidadãos angolanos e estrangeiros, conseguiu eliminar milhares de quadros angolanos e grandes defensores dos princípios democráticos, do direito e das liberdades fundamentais do povo angolano.

O bloqueio político

O MPLA tem governado desde 1975 e o Sr. José Eduardo dos Santos lidera o partido e o país desde 1979, quando a morte do primeiro presidente de Angola, Agostinho Neto. Pois investiu­se como chefe de Estado, presidente do MPLA , assumindo a presidência sem eleições. O regime angolano, disfarçou­se sempre em democrata e em 1991 adotou­se o multipartidarismo figurando­o na então Constituição que previa igualmente a separação de poderes assim como o primado dos direitos fundamentais. Pois e na prática, o país estava obviamente sob o controlo total de um só e único partido (MPLA) e do seu presidente José Eduardo dos Santos. Mas os acordos do Bicesse em Portugal apesar serem tímidas e complexas, abriram o caminho para a democratização e a pacificação de Angola com a realização das primeiras e históricas eleições legislativas de 1992.

Depois das falhadas eleições, o Sr. José Eduardo dos Santos e o Mpla, decidiram conduzir o país no isolamento, na imoralidade e na ilegalidade constitucional, sem partilha do poder com os demais partidos que existiam. A única razão fundamental de José Eduardo dos Santos justificar a sua permanência no poder autocrático, era a guerra oposta ao seu então inimigo subtíl Jonas Savimbi. Esta mentira e as manipulações maquiávelicas ganharam espaço na sociedade angolana e realmente a classe pateta jamais acreditou num fim mais próximo do Mpla. Bravo!

Em 22 de fevereiro de 2002, aquele que representava o obstáculo principal para a paz, a concórdia, a falta de água e luz em Angola, Jonas Savimbi, acabou por ser espiado como um boi espiatório pelos Estados Unidos e Israël. A morte de Jonas Savimbi para muitos de nós, significou não só o fim do conflito armado mas também das injustiças, da pobreza, da opressão e do proletário marxista em Angola. De fato, o Lucusse foi um dos componentes que marcou a paz militar com a assinatura dias depois do Memorando de Entendimento do Luena que materializou o cumprimento dos compromissos e obrigações negociados no Protocolo de Lusaka na Zâmbia sob egide do presidente Julius Kambarage Nyerere.

Obviamente, o que o Mpla queria não é a materialização deste Protocolo mas o fim absoluto e definitivo do partido do Galo­Negro de Jonas Savimbi. Também este representou para José Eduardo dos Santos, uma oportunidade e um mérito de orgulhar­se da paz, como se tratasse de uma propriedade privada. Com certeza, se o presidente José Eduardo dos Santos fosse um homem sábio e com visão, seria provavelmente oportuno afim de inscrever o seu nome na nova página da história contemporânea, mas falhou esta oportunidade...

Sinceramente, se José Eduardo dos Santos pensasse ao seu afastamento e deixar lugar a nova geração, já que não conseguiu desviar­se da linha traçada pelo Agostinho Neto em 1979, seria uma oportunidade e uma razão fundamental de justificar a sua permanência e a guerra fratricida por ele alimentada desde 1979. Por isso, o presidente José Eduardo dos Santos é um imbecílio e um desgraçado cujo o nome e a sua image, infelizmente serão ocultados e esquecidos por completo, porque refletam a imagem da guerra e do sofrimento dos angolanos.

Em 1991, presidente José Eduardo, dos Santos disse que, a reorganização do Ministério das Relações Exteriores “deveria ter em conta a defesa dos interesses dos angolanos no estrangeiro, onde quer que eles se encontrem, e a criação de condições que permitiam uma constante ligação dos mesmos à Pátria, independentemente das suas tendências politicas ou da sua filiação partidária...”. Portanto, o cidadão angolano aparece como o principal objectivo das novas orientações da política externa de Angola, de acordo este documento. Mas na realidade, a diáspora angolana sediada através o mundo, continua viver as mesmas dificuldades de 1975 até a presenta data, nada mudou.

Nas eleições legislativas de 2008, o MPLA consolidou o seu poder totalitário, com os resultados fraudulentos de esmagador gratuita e pura de 81% dos votos contra 10% para a UNITA. Dois anos depois, em 2010, o Parlamento aprovou uma nova Constituição, onde as eleições presidenciais e legislativas foram substituídas por eleições gerais. Após isso, o cabeça de lista do partido vencedor das eleições, tornaria automaticamente presidente da república, suprimindo de tal forma o sufrágio universal.

À frente dos destinos de Angola e dos angolanos há quase 36 anos, o presidente José Eduardo dos Santos detém um recorde de longevidade e mau exemplo no continente, sem nunca ter sido eleito por sufrágio universal. Na verdade, a eleição presidencial, cuja a primeira volta deveria realizar ­se em 2009, foi finalmente suspendida porque a UNITA queixou­ se de fraude. Mas o MPLA e o tribunal constitucional como e sempre, ignoraram a contestação da oposição e reconduziram descaradamente o homem de 71 anos idade, a presidência da república de Angola.

Um boom econômico e uma explosão de desigualdade

Em treize anos, Angola tem experimentada um crescimento econômico espetacular. Com seus 2,5 milhões de barris por dia em 2012, o país se tornou o segundo produtor de petróleo Africano. Além do petróleo , Angola tem também os seus diamantes e o quarto maior produtor de valor, ferro, gás e urânio. Em julho de 2012 , o Fundo Monetário Internacional (FMI) previu uma forte recuperação da economia , com uma taxa de 6,8% no mesmo ano, o crescimento, contra 3,9 em 2011 mas o aumento das infrastruturas e de vida dos angolanos, sempre foi o mais baixo entre os produtores do pétroleo no mundo.

A nossa surpresa é que no mesmo ano a filha do presidente José Eduardo dos Santos Isabel dos Santos, será classificada no 534 no ranking internacional e 1 no ranking nacional e continental, a mulher mais rica do continente africano e a primeira de Angola mas não se sabe exactamente em apenas alguns anos da paz em Angola, como a filha do presidente conseguiu tanto dinheiro. Num verdadeiro Estado de direito, a fortuna colosal da filha ou dos filhos do presidente José Eduardo dos Santos, teriam contas a render com a justiça e as entidades económicas mas em Angola, o poder do mais forte é mais válida do que os argumentos e queixas de pacatos cidadãos como nós.

No seu discurso de 13 de junho de 2002, a ocasião da abertura da 5a Sessão ordinária do Comité Central do seu partido, o presidente José Eduardo dos Santos disse que a “prioridade total e absoluta é melhorar as condições de vida dos angolanos”.

Em 5 de Setembro Governo Provincial de Luanda anunciou o encerramento definitivo do Mercado Roque Santeiro, devendo os vendedores ser transferidos para o Mercado Municipal do Panguila e para outras praças municipais.Em nota endereçada à Angop, o GPL adianta que os vendedores que forem transferidos para outros mercados será por vontade expressa pelos mesmos no decurso do cadastramento realizado pela actual Administração do Mercado Roque Santeiro

A excessiva corrupção

“A prioridade total e absoluta é melhorar a condição de vida dos angolanos”

DISCURSO DO CAMARADA JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS, NA ABERTURA DA 5a SESSÃO ORDINÁRIA DO COMITÉ CENTRAL DO MPLA ‐ LUANDA, 13/06/12

Sr. José Eduardo dos Santos, apesar dos seus discursos e eleijos a seu favor a libertação do país não foi ainda finalizada e que os focos de resistência permaneceu ainda.

Esta situação terrível lembra que Angola continua a ser um país onde a insegurança prevalece, como evidenciado pelo assassinato cotidiano de vários cidadãos angolanos, em Lluanda e mais recentemente, a violência contra os jovens revolucionários. Situada em Luanda e em outras províncias de Angola , é suspeita de ter sida um reduto do Dr. Jonas Savimbi e envolvem até mesmo seus partidários. As tensões são ainda mais vivas do que nostálgico para o povo angolano sequestrado e torturado até a morte. As milícias e os adeptos do Mpla decidiu fazer justiça a si mesmos , perturbando a ordem pública , que temem uma conflagração.

Não é mais do que os potentados africanos que entregaram seus irmãos como escravo para os donos ricos de Angola.

DITADURA DEVE TERMINAR em Angola

LIBERTAM OS NOSSOS IRMÃOS EM ANGOLA

OBRIGADO

Diáspora angolana em Berlim exige libertação dos 15 jovens ativistas presos

Alemanha - Um grupo de cidadãos concentrou-se esta tarde de forma simbólica no centro de Berlim para exigir a libertação imediata dos 15 jovens ativistas angolanos em prisão preventiva desde junho e manifestar a sua solidariedade.

Fonte: Lusa

A manifestação pacífica foi convocada pelas redes sociais e pretendeu "chamar atenção do mundo para a prisão destes jovens e mostrar aos ativistas detidos que o mundo está a acompanhar esta história", explicou o responsável pela organização do protesto, Zé Rocha.

 

Cerca de 10 pessoas reuniram-se na Alexanderplatz em Berlim, munidos de cartazes com palavras de ordem e bandeiras angolanas, para mostrarem que a comunidade angolana a viver na Alemanha é "um farol da esperança para muitos jovens que estão em Angola e que se querem manifestar e não conseguem, porque a pressão do Estado não deixa", acusou Zé Rocha, a viver em Berlim há 30 anos.

 

O grupo de manifestantes escolheu o dia 29 de julho para a concentração em Berlim de forma a coincidir com a data do protesto marcado em Luanda, que acabou por não decorrer.

 

"A manifestação de hoje no Largo da Independência, onde um grupo de jovens se queria juntar em solidariedade com os presos políticos, foi impedida por um grupo do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola). Eles sabotaram a manifestação", indigna-se o organizador do protesto.

No dia 20 de junho, a polícia prendeu 13 jovens acusados de planear um golpe de Estado já que foram detidos em "flagrante delito" pela leitura de obras sobre o ativismo político não-violento.

 

"Eu trabalho numa biblioteca científica e quando soube que os jovens foram presos ilegalmente porque estavam a ler um livro, eu assustei-me. Estou desapontado e indignado! O aparelho do estado angolano quer fazer-nos acreditar que ler um livro é um motivo para golpear a estrutura do governo", critica Zé Rocha.

 

Outros dois ativistas foram presos no dia 22 de junho e, desde então, os 15 jovens encontram-se em prisão preventiva.

 

O vice-procurador-geral da República angolana garantiu hoje à Lusa em Luanda que os ativistas detidos desde junho, em Luanda, não são presos políticos e que a detenção decorreu por estarem, alegadamente, a preparar uma "insurreição".

De acordo com informação anterior enviada à Lusa pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de Angola, o grupo de 15 jovens ativistas estaria a preparar, em Luanda, um atentado contra o Presidente e outros membros dos órgãos de soberania, num alegado golpe de Estado.

Líder de associação acusado de adoptar postura autoritária

Luanda - A Organização Nacional de Apoio e Inserção dos Estudantes Provenientes do Exterior (ONAIEPE) tem observado acções por parte do seu presidente, Sebastião Kiakumbo, que para além de ultrapassarem as suas competências e responsabilidades, correspondem a incumprimento do estatuto da ONAIEPE e dos preceitos legais em Angola. O mesmo tem adoptado comportamentos autocráticos e autoritários denotando nitidamente falta de conhecimento da lei das associações e do próprio estatuto da ONAIEPE. Sebastião Kiakumbo trata da ONAIEPE como uma organização familiar e para fins pessoais.

Fonte: Club-k.net

A organização tem no seu seio quadros formados a nível nacional e no exterior, no entanto, a nomeação e exoneração de membros não obedece critérios legais, nem vai de acordo com o estatuto da ONAIEPE publicado em Diário da República. Vários são os membros que beneficiaram de nomeações verbalmente ou por mensagem telefónica por amiguismo, e de igual modo, outros membros foram exonerados pelas mesmas vias.

O Presidente da Organização vale‐se de estatutuos e cargos no MPLA e vai fazendo das suas numa organização de cariz nacional e que tem representantes em vários países do mundo.

As exonerações  tidas como "mais descabidas"

A ONAIEPE tem observado exonerações que atropelam o princípio da democracia interna numa organização e que não cumprem com artigo no 8o do Estatuto da ONAIEPE sobre a cessação dos membros.

Exoneração da Presidente da Mesa da Assembleia‐Geral da ONAIEPE de forma verbal.

Exoneração da Vice‐Presidente da ONAIEPE em pleno domingo por mensagem via Whatsapp e mensagem telefónica.

Exoneração de responsáveis de departamentos via Whatsapp sem qualquer justificação.

Exoneração de representantes em alguns países Whatsapp sem qualquer justificação.

Outros atropelos tidos como  graves

Marcação e realização de reuniões sem o conhecimento da mesa da Assembleia‐ Geral.

Realização de actividades dentro e fora de Luanda em nome da ONAIEPE sem o conhecimento de membros de direcção nem a prestação de contas sobre os gastos realizados.

Abertura de conta bancária em nome da ONAIEPE, cujos movimentos são feitos sem qualquer prestação de contas nem justificações.

Solicitação e obtenção de financiamento em nome da ONAIEPE sem o conhecimento dos membros de direcção nem prestação de contas ou justificação dos mesmos.

Portugal: Cerca de 150 pessoas juntam-se em Lisboa em solidariedade com activistas angolanos detidos

Lisboa - Cerca de 150 pessoas juntaram-se, na quarta-feira, 29, em Lisboa, numa acção de solidariedade com os activistas angolanos recentemente detidos, numa iniciativa de diversas organizações de direitos humanos e grupos de cidadãos.

Fonte: Lusa
A concentração coincidiu com outra manifestação que decorreu em Berlim, recordou Teresa Pina, directora executiva da Amnistia Internacional (AI) Portugal, uma das Organizações Não Governamentais (ONG) que se associou à iniciativa, como a sua congénere Transparência Internacional, para além de diversos grupos de cidadãos e organizações de solidariedade.

“Angola é membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU e Portugal é membro do Conselho dos Direitos Humanos da ONU. Angola comprometeu-se em Outubro de 2014 a respeitar os acordos internacionais que assinou, incluindo os direitos humanos. E que incluía pôr termo às prisões arbitrárias, e designadamente respeitar a liberdade de opinião, de expressão, de reunião…”, sublinhou.

Em redor de um pequeno palanque montado no Largo de São Domingos, perto do Rossio, as cerca de 150 pessoas que compareceram nesta iniciativa conversavam, escutavam música de uma aparelhagem com duas colunas, e aguardavam os discursos. “Quem quiser vai falar”, anunciou um dos organizadores.

“Libertação, já” era a palavra de ordem da organização Solidariedade Imigrante. Ao lado um jovem transporta um cartaz preso ao pescoço: “Não à repressão em Angola. Liberdade para todos os presos políticos”. Fixada a grades de ferro, numa faixa amarela da AI lia-se: “Defesa dos direitos humanos”.

Entre os participantes, estava o escritor angolano José Eduardo Agualusa, que justificou a presença por “solidariedade" com os jovens presos em Angola por, salientou, "delito de opinião, por pensamento”.

Esteve em Angola pela última vez em Novembro, e diz que nessa altura notou “um recuo” do ponto de vista político. E que entende com um “sinal de fraqueza” do regime.

“Houve um enorme retrocesso em Angola, ficou claro que não estamos avançar para nenhuma democracia, pelo contrário, o regime recuou. Também fica claro, por outro lado, que este regime está muito fragilizado e muito amedrontado. Provavelmente o Presidente José Eduardo dos Santos está a viver os seus últimos dias no poder. Não acredito que chegue sequer às eleições”, assinalou.

O escritor sugeriu que o actual poder em Angola “pode cair de várias formas”, e revela que estas prisões suscitaram um amplo debate interno.

“Há muita gente dentro do partido que não concorda com o que aconteceu. Pode cair internamente, pode cair por movimentações populares, há vários cenários possíveis. O melhor cenário seria o Presidente compreender que o que está a acontecer é grave e ele pode perder o controlo da situação e abrir o país à democracia, convocar eleições democráticas e afastar-se. Esse seria o cenário ideal. Não vai acontecer”, considerou.

Um dos oradores, Venâncio fez das intervenções mais arrojadas. Tirou o boné e os óculos escuros, mostrou a cara, desafiou e denunciou os que disse terem sido “pagos pela embaixada de Angola para estarem aqui a vigiar as pessoas”.

“São assassinos”, acusou, antes de dar vivas à comunidade internacional, aos intelectuais, à democracia, à liberdade.

A acção em Lisboa foi motivada pelas detenções de activistas em Março, caso de Marcos Mavungo, em Cabinda, e em maio, de Mário Faustino, em Luanda - este último libertado já em Julho -, na sequência de manifestações contra a alegada violação dos direitos humanos e contra o Governo.

A situação agravou-se a partir de 20 de Junho, com a prisão preventiva de 15 jovens activistas, suspeitos de estarem a preparar em Luanda um atentado contra o Presidente e outros membros dos órgãos de soberania, num alegado golpe de Estado, conforme informou à Lusa, na ocasião, a Procuradoria-Geral da República (PGR) de Angola.

Comitê do MPLA em Portugal prepara manifestação de apoio a detenção de activistas

Lisboa - O Comitê do MPLA em Portugal, programou para próximo sábado, uma manifestação de apoio a detenção de 15 jovens acusados de planearem um suposto golpe de Estado contra o Presidente Jose Eduardo dos Santos e de repudio as acusações de fraude eleitoral proferidas pelo deputado da UNITA, Raul Danda.

 Fonte: Club-k.net

Para os angolanos, na região do Porto, Braga, Coimbra e Faro, propõem-se a pagar entre 70 a 100 euros para as despesas deslocação. Para a cidade do porto, concentração esta prevista para as 6 da manha com previsão de chegar ao destino as 10h.

 

Na zona norte de Portugal, a mobilização está a cargo de Armindo Queza, o Primeiro Secretario no Porto e de Claudio Costa, coordenador da JMPLA. Os mesmos conta com apoio dos consulados angolanos e da embaixada liderada por Marcos Barrica.

 

A manifestação do comitê do MPLA junto as comunidades em Portugal, veem dar resposta a uma outra realizada no dia 29 de Julho por individualidades angolanas e estrangeiras que prestaram solidariedade e exigiram a libertação de presos políticos em Angola como também o fim das repressões levadas a cabo pelo executivo sob liderança do Presidente José Eduardo dos Santos.

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