Diáspora

CASA-CE na europa considera à condenação dos « revús » uma vingança política

Alemanha - A Coordenação Geral da CASA-CE na Europa vem por este meio repudiar e denunciar veementemente a pesada condenação à prisão efetiva de que foram alvos os jovens contestadores da má governação do país e das práticas recorrentes de corrupção implicando dirigentes angolanos mas que nunca são inquietados por quem de direito.

 

Fonte: CASA-CE

Reunião da CASA-CE na Alemanha (Stuttgart, 25.07.2015)

A CASA-CE na Europa acompanhou com muita atenção o pseudo julgamento que teve lugar durante cinco meses em Luanda e que culminou com a condenação dos jovens conhecidos como « Revús » a longas penas de prisão efetiva. Com efeito, as acusações levantadas contra os jovens presos políticos não foram provadas durante a encenação que os condenou. A CASA-CE na Europa considera esta condenação como sendo uma vingança política. Pois, o regime autoritário que impera em Angola, há muito que buscava vias e meios para fazer calar estes jovens que se tinham tornado numa pedra no seu calçado. As constantes tentativas de manifestações de denúncia da situação caótica na qual o país se encontra, e as violentas repressões subsequentes, aborreciam tanto o regime por alertarem à comunidade internacional sobre as violações constantes dos direitos humanos cometidas pelo governo de Angola. Razão pela qual decidiu tudo fazer para os fazer calar. Mesmo na ausência de provas exigidas pela lei penal para se poder condenar um indivíduo. E a patética e absurda acusação de atos preparatórios de golpe de estado, que está a causar o riso de todas nações sérias do mundo e a ridiculizar cada vez mais o governo de Angola diante da comunidade internacional, foi o melhor meio que o regime encontrou.


Mas a maneira parcial e injusta como o « julgamento » dos Revús foi conduzido, permitiu ao mundo inteiro entender que finalmente o que se chama de « Justiça » em Angola não é nada mais, nada menos do que uma autêntica INJUSTIÇA ! Porque o teatro que desembocou com à condenação dos jovens, da justiça apenas tem o nome. E nada mais. O regime serviu-se dos tribunais do país para legalizar e legitimar à parcialidade e injustiça.
O regime serviu-se dos tribunais para legalizar e implementar à vingança contra as vozes incómodas dos jovens!

 
Num país sério e democrático nunca estes jovens seriam condenados, nem mesmo com a pena suspensa. Porque a sua culpabilidade em momento nenhum foi provada.


Em qualquer parte do mundo nunca um juiz pode ir buscar provas na internet a fim de provar a culpabilidade duma das partes no julgamento. Num julgamento o juiz faz o papel de árbitro para encontrar a verdade através das provas e argumentos apresentados pelas partes no julgamento. Mas no julgamento dos 15 + 2, o juiz Januário, segundo o que a imprensa relatou, foi buscar vídeo publicado no Youtube para o projetar na sala de audiência servindo assim de prova contra os « Revús ».


Diante de todas estas arbitrariedades, manipulações e injustiças cometidas pelo regime a fim de condenar quem é inocente, a CASA-CE na Europa estima que à justiça não foi feita no caso dos 15 + 2. Assim sendo, exprime a sua incondicional solidariedade para com os presos políticos e suas famílias, mas igualmente a todos os angolanos, conhecidos e anónimos, vítimas das injustiças e da repressão deste regime que não quer viver em irmandade com todos aqueles angolanos que não se identificam com as suas políticas e visão de Angola. Idem para o caso « Marcos Mavungu » e « A Luz do Mundo ou Kalupeteka ». A justiça também não foi feita nestes casos.


A CASA-CE na Europa incentiva todos os seus militantes, simpatizantes e amigos a solidarizar-se com as manifestações de repúdio dos abusos de poder anunciadas pelas comunidades angolanas na diáspora.


A CASA-CE Europa exprime também a sua solidariedade a todos os angolanos vítimas das enxurradas nos últimos dias, que causaram mortes e destruíram bens materiais. E lança igualmente um apelo ao governo de Angola no sentido de tudo fazer a fim de apoiar devidamente os nossos compatriotas que perderam tudo, ou quase tudo, nestas chuvas torrenciais.


Para terminar, a CASA-CE Europa endereça os seus profundos sentimentos de pesar a todas as famílias angolanas que perderam um ou mais entes queridos com a epidemia de febre amarela que assola o país atualmente. Exorta o governo de Angola a parar de desdramatizar a situação enquanto centenas de compatriotas morrem todas as semanas, e a tomar todas medidas que se impõem com vista a salvar vidas de centenas de angolanos. Pois, esta epidemia resulta das péssimas condições sanitárias em Angola. O governo não deve ter medo ou vergonha de decretar estado de emergência e de pedir ajuda da comunidade internacional. Tal como acaba de fazer com o FMI. Pois, são milhares de vidas dos melhores filhos de Angola que estão em risco. O direito à vida é um direito sagrado e o governo deve respeitar e fazer respeitar este direito, e não pode deixar de defender vigorosamente este direito constitucional.


« Todos por Angola – Uma Angola para todos »


Paris, aos 22 de Abril de 2016


A Coordenação Geral da CASA-CE Europa

Bolseiros na Ucrânia desmentem ministro do Ensino Superior

Luanda - Seis bolseiros angolanos na República da Ucrânia dizem não serem reais as declarações do ministro Adão do Nascimento, que disse, em Luanda, ontem, em conferência de imprensa sobre o estado do ensino superior em Angola, que todos os estudantes neste país estão com o problema dos complementos de bolsa resolvidos até Novembro e Dezembro de 2015.


Fonte: O País

Os estudantes, quatro da cidade de Ivano Fraskisvsk e dois de Lviv, reiteram que estão há 16 meses sem complementos de bolsa e acrescentam que a última vez que “viram a cor do dinheiro do Estado foi em Setembro de 2014”.


Os estudantes, que ontem acompanharam a conferência de imprensa do ministro Adão do Nascimento via internet, dizem estar dispostos a apresentar os extratos bancários para confirmar a data do último depósito efectuado pelo INAGBE.


Estudantes de outras cidades admitem terem recebido os complementos de bolsa em 2015, mas apenas até ao mês de Agosto, uma informação reiterada pelos pais e encarregados de educação contactados por este jornal.


Os estudantes e encarregados, que falam em abandono, pedem ao ministro que confirme essas declarações a partir do representante do INAGBE na Rússia, Fernandes Júnior, que também responde pelos bolseiros na Ucrania, por falta de uma embaixada ou consulado de Angola neste país.

Polícia Federal do Brasil investiga chegada em massa de angolanas à cidade de São Paulo

Luanda - Nos primeiros três meses do ano, 600 angolanas chegaram a São Paulo, quase todas com filhos e muitas ainda grávidas. O boom obrigou o poder local a abrir dois abrigos emergenciais e a pedir o apoio da Polícia Federal e da Agência Brasileira de Inteligência. A história está hoje em destaque no Estadão, portal do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: NJ

“Segundo o Comité Nacional para os Refugiados, o número de pedidos de refúgio de angolanos no Brasil está em alta: 630 até esta segunda-feira (mais de seis por dia), ante 1.100 em todo o ano passado”, publica o Estadão, acrescentando que em Fevereiro verificou-se um pico.

“Na véspera do Carnaval, num só dia, um grupo de 50 angolanas com filhos chegou a São Paulo”, escreve o portal, relatando uma sobrecarga no sistema de assistência.

“A demanda não era esperada pela Prefeitura e forçou a administração a abrir dois abrigos emergenciais, que já acolhem 266 mães e crianças. Outros 19 centros de acolhida regulares também acomodam famílias angolanas recém-chegadas”.

Apesar de as emigrantes invocarem perseguição política e religiosa como motivos para a saída de Angola, as entidades brasileiras desconfiam que foi a crise que deu esse empurrão.

“O imigrante não pode dizer para as autoridades de um país estrangeiro que está entrando em função de relações económicas ruins. Mas pode dizer que pede refúgio por processos políticos e religiosos”, assinala ao Estadão Dagoberto Fonseca, coordenador do Centro de Estudos das Culturas e Línguas Africanas e da Diáspora Negra da Universidade Estadual Paulista.

Já a secretária municipal de Assistência Social, Luciana Temer, avança que pediu a intervenção do Governo Federal para entender o boom de angolanas. “Se chegar mais um grupo de 50 mulheres, não terei onde pôr”, avisa.

Segundo explica o Estadão, ao darem a luz em território brasileiro as mulheres “ganham cidadania, e o pai ainda pode solicitar visto permanente, sob justificativa de reunião familiar”.

O jornal informa também que o Ministério da Justiça está a investigar o fluxo de angolanas, tendo emitido um alerta para o Ministério das Relações Exteriores e solicitado o apoio da Polícia Federal e da Agência Brasileira de Inteligência.

Além da necessidade de “fazer o levantamento de entrada e saída para tentar identificar um desvio padrão”, o secretário nacional de Justiça Beto Vasconcelos destacou a necessidade de “apurar eventuais ilícitos”.

 

Director do INAGBE proíbe bolseiros no exterior de reclamarem atraso dos subsídios em rádios estrangeiras

Washington - Contam-se pelo menos oito meses de atraso no pagamento dos subsídios de bolsa aos estudantes angolanos, bolseiros do Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Angola, cuja sigla é INAGBE.

Fonte: VOA

"Os assuntos de Angola devem ser tratados pelos angolanos"

De várias partes do mundo chegam gritos de socorro, reforçados em Angola pelo choro dos seus pais.


Contactada por bolseiros angolanos na Rússia, Ucrânia, Índia, França, a Voz da América tem vindo a contar histórias de estudantes desesperados mas não desesperançados.


Jilsimar Oliveira, estudante de telecomunicações no 4º ano, na Ucrânia, raciona a comida que recebe de caridade, não sai do quarto da residência, por medo de ser impedido de entrar por falta de pagamento de renda e justifica que os estudantes angolanos na Ucrânia não conseguem emprego devido à cor da pele.


O reitor da Universidade de Jilsimar já não está disposto a negociar, conta o estudante, acrescentando que o ministro Adão do Nascimento tem total conhecimento do que se está a passar.


Do lado mais a ocidente da Europa, reclamam também os estudantes em França. Os relatos de Anjo Fudiela, estudante do 2º ano de Engenharia Física, são em nome de todos os estudantes. Eles criaram um site de recolha de donativos para poderem sobreviver.


Anjo é do Bairro do Cassequel, em Luanda e tem oito irmãos. Ele não perde a esperança, nem coloca a hipótese de voltar para Angola sem o diploma. Embora outros colegas noutros países já tenham considerado a ideia.


A VOA contactou Moisés Kafala Neto, director-geral do INAGBE, que não reconhece a veracidade destes relatos. Kafala Neto lamentou ainda que os estudantes tenham entrado em contacto com a VOA, dizendo que "os assuntos de Angola devem ser tratados pelos angolanos".


No contrato dos estudantes com o INAGBE as partes têm que cumprir com várias obrigações. O INAGBE tem que garantir o pagamento do subsídio de bolsa, o estudante tem que garantir bom rendimento académico. O INAGBE não paga, o estudante não consegue ir às aulas.


Ao que tudo indica, nenhuma das partes está a cumprir com o que ficou contratualizado.

 

Comunicado da CASA-CE europa alusivo ao 4° aniversário da coligação

Luanda - A Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral, CASA-CE, fundada a 3 de Abril de 2012 em Luanda, acaba de completar neste domingo, 3 de Abril de 2016, 4 anos de existência.


Fonte: CASA - CE


A Coordenação Geral das Representações da CASA-CE na Europa, vem por este meio felicitar e agradecer todos os militantes, simpatizantes e amigos da CASA-CE, dentro como fora do país, que se têm empenhado afincadamente no engrandecimento desta Coligação partidária. E em particular, enaltecer os enormes esforços que o Presidente da Coligação, companheiro Abel Epalanga Chivukuvuku, tem feito para que a CASA-CE fosse a incontornável formação política angolana que é, e com a qual os angolanos hoje contam para restitui-los o orgulho de ser angolanos.

 
O momento é de regozijo e de reflexão sobre o caminho percorrido até aqui e sobretudo relativamente aos desafios que nos esperam pela frente.
A CASA-CE na Europa encoraja todos os seus militantes, simpatizantes e amigos a prosseguirem a envidar esforços porque no próximo ano temos um grande compromisso com à nação angolana, consistente em ganhar às eleições com vista a realizarmos Angola e os angolanos. Porque, mais do que nunca, o 1° trimestre do presente ano demonstrou-nos que o nosso país precisa realmente e com a máxima urgência da alternância do poder.


Pois, a situação catastrófica da saúde nos nossos hospitais, falta de medicamentos e de materiais médicos, falta de espaço e de pessoal nos necrotérios ou morgues dos nossos hospitais que obrigam os próprios familiares dos defuntos a dar banho ao falecido e ao relento (nua e em frente de muita gente); assim como à situação política e socioeconómica em geral prevalecente atualmente em Angola, não honram o nosso país e os cidadãos que somos.


Angola tem capacidade para proporcionar melhores condições sociais ao seu povo. Mas os dirigentes que temos não têm amor à pátria nem ao próximo. Os governantes angolanos são desumanos ! E não estão a saber dar prioridade ao que é prioritário. O pouco que têm feito, não o fazem com o intuito de resolver os problemas que afetam o nosso povo, para aliviar o seu sofrimento. Mas sim para mostrar ao mundo que estão a trabalhar, enquanto muito pouco fazem, comparativamente com as capacidades do país. Razão pela qual não têm resolvido em primeiro lugar o que é urgente. Por exemplo, construíram bonita Marginal de Luanda e o novo Parlamento. Tudo isso é bonito e necessário ao país. Mas, deviam construi-los só depois de terem resolvido o problema da saúde, das morgues em condições, da água, eletricidade, estradas em condições e saneamento básico (esgotos, recolha de lixo...). Para evitar que haja inúmeras mortes nos nossos hospitais como o que está  a acontecer atualmente. Vivemos em tempo de paz, não se justificam todas estas mortes de angolanos que assistimos nos últimos dias.


Todas estas situações devem reforçar cada vez mais a nossa determinação de continuar a trabalhar afincadamente para em 2017 conseguirmos responder positivamente aos anseios dos angolanos de ter a mudança que Angola tanto precisa.


Não é tempo de cruzar os braços. Mas sim de arregaçar as mangas e trabalhar cada vez mais e melhor. Porque os angolanos, dentro como fora de Angola, contam com a CASA-CE.


TODOS POR ANGOLA - UMA ANGOLA PARA TODOS.


2017, MUDANÇA ORDEIRA, PACIFICA E POSITIVA,
COM ABEL CHIVUKUVUKU COMO PRESIDENTE DE ANGOLA E DE TODOS OS ANGOLANOS .

Paris, aos 4 de Abril de 2016.


A Coordenação Geral da CASA-CE Europa

 

 

MPLA nos EUA elege primeiro secretário

Houston - O Comité do Partido das Comunidades Angolanas nos Estados Unidos da América realizou no passado sábado, a sua Conferência de Balanço, Renovação de Mandatos e eleição de delegados ao VII Congresso Ordinário do MPLA, a ter lugar em Luanda, de 17 a 20 de Agosto do ano em curso, sob o lema “MPLA - Com o povo rumo à vitória “, na qual foi eleito o militante Faustino Salvador, como 1º secretário da organização.

Fonte: Angop

Na tomada de posse, Faustino Salvador, que até a altura desempenhava a função de 1º secretário interino, apelou ao trabalho contínuo para a melhoria da vida da população.

“Apesar de termos registado melhorias ao longo do período de paz, estamos conscientes de que precisamos trabalhar mais para cumprirmos com aquilo que foi o compromisso para todos os angolanos, que se resume na criação de uma Angola próspera para todos”, frisou.

Segundo Faustino Salvador, em 2017 os angolanos serão chamados a escolher o partido que melhor conduzirá os destinos o pais. “Indiscutivelmente, deverão apostar no único partido com experiencia de governação, no maior, mais moderno e mais organizativo partido. E este partido é o MPLA”, afirmou.

Durante os trabalhos e depois de anotadas as contribuições dos presentes, o conclave aprovou, por unanimidade, o relatório de actividades referente ao ano 2014 a 2016.

O Comité do Partido das Comunidades Angolanas nos Estados Unidos da América elegeu igualmente Faustino Salvador e Júlia Machado (na foto), coadjuvados por Sílvia Cruz, como delegados do MPLA-EUA para o VII Congresso Ordinário do partido, que terá lugar em Agosto do corrente ano.

Ao terminar, os militantes apresentaram uma moção de apoio ao Presidente do MPLA, José Eduardo dos Santos, pela forma sábia e clarividente como tem conduzido o partido e o país, bem como pelo seu empenho e disponibilidade na solução de conflitos e problemas regionais e mundiais.

A Conferência de Balanço, Renovação de Mandatos e Eleição de Delegados ao VII Congresso Ordinário do MPLA, contou com a presença de Ana Dias Lourenço, membro do Comité Central do MPLA, além de outros militantes e amigos do partido.

 

Declaração da CASA - CE europa alusiva ao 4 de abril, dia da paz e reconciliação nacional

Paris - No dia 4 de Abril de 2002, em Luanda, foram assinados os acordos que puseram fim à guerra civil, entre o MPLA e a UNITA, e permitiram o retorno da paz no nosso país. Hoje, dia 04.04.2016, o retorno da paz em Angola completou 14 anos. Já lá vão 14 anos que Angola e os angolanos vivem em paz. Mas, de que paz se trata ? Será que a paz significa somente o calar das armas ? Será que os angolanos têm a paz nas suas barrigas ? Será que os angolanos têm a paz nos seus espíritos ?


Fonte: CASA-CE

« A Paz não é ausência de conflito (de guerra), mas a presença de justiça. » (Martin Luther King)

O Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, em linha, define a "PAZ" como sendo : « Quietação de ânimo; Sossego, Tranquilidade; Ausência de guerra, de dissensões; Boa harmonia; Concórdia, Reconciliação... ».


De todas as definições que este dicionário dá da palavra "PAZ",  nós em Angola apenas temos a de "Ausência de guerra". Falta-nos todo o resto. Pois, a paz não é somente o calar das armas. Quando se faz as pazes, deve haver a "reconciliação" verdadeira. Nós em Angola a nossa reconciliação nacional é apenas de fachada, ou melhor, forçada.

 
De um lado, o regime grita bem alto que os angolanos estão reconciliados. Do outro lado, o regime discrimina, exclui, comete injustiças, reprime, persegue todos aqueles angolanos que não se identificam com o Partido no poder ou que não concordam com as suas políticas.


Como pode um indivíduo vitima de exclusão social, por não ter o cartão do Partido que governa o país, estar em paz, em boa harmonia ou reconciliado com quem o exclui ?

 
Como pode um indivíduo que não tem alimentação para os seus filhos; que não tem uma habitação condigna, que tem que acordar as 04h00 de madrugada para ir trabalhar a dezenas de quilômetros da sua casa porque o trânsito é caótico, ter a paz no coração ?


As armas calaram em Angola, mas a situação socioeconómica e política do país não nos permitem afirmar que estejamos em paz total em Angola. A nossa paz não é completa. Falta-nos a paz social e a verdadeira reconciliação nacional.

 
Em Angola como na diáspora, as práticas do regime que impera em Angola são sempre as mesmas. Elas consistem em exclusão social, intolerância política etc.


A CASA-CE na Europa lança um apelo ao Presidente José Eduardo dos Santos e ao Partido MPLA no sentido de terem em conta que os tempos mudaram. Estamos no século XXI. A Angola de hoje já não é a dos anos 70 quando chegaram no poder enquanto Partido único. Não se pode governar Angola do século XXI como se governou a Angola dos anos 80.


Muitos dos jovens angolanos ainda não tinham nascido nos anos 80. Não conheceram a guerra civil e aspiram a uma vida melhor. Somos todos angolanos e temos os mesmos direitos e deveres.


A maneira como o Presidente da República está a governar Angola é muito incorreta e injusta. E com o decorrer do tempo poderá causar conflitos sociais. Porque ninguém pode aceitar eternamente as injustiças e exclusões !


É com a justiça que se consolida uma nação e a paz. As injustiças apenas perigam a paz que conseguimos com tantos sacrifícios.


A CASA-CE na Europa exorta o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, a aproveitar o pouco tempo que lhe resta no poder a fim de fazer reformas democráticas e políticas no país, com vista a deixar pelo menos uma lembrança boa aos angolanos e à comunidade internacional depois de deixar o cargo. Mas igualmente para atenuar as dificuldades do nosso povo. Porque até aqui a maioria dos angolanos, dentro como fora do país, têm uma péssima imagem da sua pessoa.


E apesar das campanhas que o regime está a levar a cabo para fazer passar uma imagem positiva diante da comunidade internacional, esta imagem continua manchada. Pois, toda a comunidade internacional sabe que Angola tem muitos recursos naturais, e que ela é a 2a maior produtora de petróleo em África. E quando vê o lixo acumulado em toda a cidade capital do país, Luanda, o triste espetáculo de centenas e centenas de mortes de crianças, jovens e adultos nos nossos hospitais por causa da falta de medicamentos e materiais médicos, a caótica situação do saneamento básico etc, a comunidade internacional não consegue entender o que os governantes angolanos têm na cabeça e nos corações.


Senhor Presidente da República, os angolanos estão a sofrer terrivelmente. Viver em Angola requer ter-se nervos sólidos. Viver em Angola, senhor Presidente da República, requer ter-se capacidades quase sobre-humanas de suportar as dificuldades. Enquanto isso, o senhor, a sua família, os seus amigos mais chegados assim como os seus colaboradores levam uma vida de total opulência. E isto é um grande crime perante Deus e perante à sociedade. Pois, num país com muitas riquezas no seu subsolo, a maioria da população vive numa miséria chocante. Isto é irresponsável e criminoso, senhor Presidente da República.


Para terminar, a CASA-CE na Europa, aconselha ao Presidente da República, relativamente ao anúncio que fez ultimamente acerca da sua saída da vida política ativa, que na vida as vezes é preciso sabermos deixar as coisas antes que as coisas nos deixem.


O mandato do senhor Presidente da República termina em 2017, e a CASA-CE na Europa é de opinião que este é o momento certo para o senhor deixar a política ativa, conforme anunciou em Março último. Pois, não tem lógica que o seu mandato termine em 2017 e o senhor Presidente afirmar que apenas sairá em 2018.
Senhor Presidente, respeite à vontade do povo angolano. 37 anos no poder é demasiado. Angola não é monarquia, e os angolanos não querem substituição monárquica. Por amor aos angolanos e à Angola, em Agosto de 2017, por favor, vá embora.

 

"TODOS POR ANGOLA - UMA ANGOLA PARA TODOS"


Paris, aos 4 de Abril de 2016.


A Coordenação Geral da CASA-CE Europa

Consulado Geral de Angola no Porto vandalizado

Luanda - O Consulado Geral de Angola no Porto foi vandalizado na última segunda-feira por um grupo de cidadãos portugueses não identificados, de acordo com uma nota da missão consular, a que a Angop teve hoje acesso.

Fonte: Angop

Citando o cônsul geral de Angola no Porto, Domingos Vieira Lopes, a nota refere que o incidente aconteceu cerca das 17h30, por mais ou menos quinze manifestantes, provocando danos materiais, sujidade e a grafitação de paredes e vidros.

 

De acordo com as mesmas informações, ao contrário de anteriores concentrações ou manifestações, a Polícia de Segurança Pública não se fez presente, tendo os autores grafitado paredes e vidros com dizeres como "liberdade já".

 

A concentração, lê-se, teve lugar quando as instalações consulares, situadas na Rua Dr. Carlos Cal Brandão, já se encontravam encerradas, fora do horário normal de expediente.

 

Supõe-se que "o grupo de manifestantes esteja ligado aos demais movimentos anti-Governo de Angola espalhados em Portugal (...) com a intenção de pressionar o Governo angolano no processo dos 15+2 cidadãos nacionais angolanos, condenados por actos preparatórios de rebelião e associação de malfeitores".

 

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