Sociedade

Cabinda: Mavungo novamente hospitalizado

Luanda - Encontra-se neste momento no Hospital Central de Cabinda, enviado pelos Serviços Prisionais da Prisão Central daquela cidade, o Dr Marcos Mavungo, preso desde 14 de Abril, sem culpa formada. Marcos Mavungo está ser sujeito à análises diversas, pois, como tem alertado o Grupo de Apoio aos Presos Políticos Angolanos, o seu estado de saúde inspira cuidados, devido as torturas e maus tratos infligidos pelos autoridades prisionais.

Fonte: GAPP

Na manhã de hoje, sábado (30), sua filha mais nova foi levar-lhe o pequeno almoço e deparou-se com o pai em estado crítico febril, fraco, e sem tomar banho nos últimos três dias. Sua esposa tinha ido levar a filha mais velha ao Hospital pois também se encontra em mau estado de saúde.

 

O Grupo de Apoio aos Presos Políticos endereçou cartas a Governadora de Cabinda, ao Sub Procurador da República em Cabinda, ao Delegado do Ministro do Interior em Cabinda, ao Director da Cadeia explicando que a situação de saúde de Marcos Mavungo inspirava sérios cuidados devido a torturas e maus tratos infligidos na cadeia, incluindo tentativas de falso tratamento. O Sub Procurador da República mandou fazer um inquérito mas as condições de detenção pioraram, inclusivé com a restrição de acesso à casa de banho mais próxima e a limitação de tempo de visita de sua esposa e não autorização da médica poder assisti-lo senão em período normal de visita.

 

O Grupo de Apoio voltou a contactar o Sub Procurador que se disponibilizou a ir visitar Marcos MAVUNGO, o que fez, e ordenou o acesso a casa de Banho, mas a zona de banho tem-se mantido fechada.

 

O Grupo e familiares foram informados que a DPIC já concluiu as investigações e aguarda a todo momento um veredicto célere. No entanto, as torturas e maus tratos humilhantes a que Mavungo tem sido sujeito, já configura uma pena antecipada de 47 dias de prisão, com sentença de torturas do tempo medieval.

 

Os democratas, os humanistas, os activistas devem continuar a lutar para a libertação de Marcos Mavungo, um prisioneiro de consciência, profundamente cristão, que nos disse "Eu não posso dar mau exemplo aos meus filhos, mentindo, sei que me fazem isto para não defender os direitos humanos dos meus compatriotas, mas digam aos activistas para se manterem firmes, mesmo que eu não saia daqui vivo". MAVUNGO, luta pela dignidade dos cidadãos desse país, merece o firme e decisivo apoio de todos nós.

Jornalistas denunciam ameaças de morte na Rádio Malanje

Luanda – “A crise agudizou-se na Emissora da Palanca Negras Gigante, depois do contestado Director Francisco Pedro, ter recebido ordens de Luanda para receber a viatura que tinha sido atribuída ao jornalista Carlos Jorge”, assim descrevem os profissionais da emissora  provincial de Malanje sobre a situação menos boas que estarão a viver., naquela região de Angola.

Fonte: Club-k.net

Segundo relatam “este último, que fez ameaças de morte, a Chico Pedro, defendendo-se das ameaças,  Chico Pedro pediu a intervenção de elementos da policia nacional, para manter a ordem numa Emissora que nos últimos dois anos tem vivido tumultos com a contestação generalizada do Director Francisco Pedro, que perdeu a liderança da Emissora.”

 

“O excêntrico Director, nos últimos dias, tem estado a circular pelas artérias da cidade de Malanje, com a viatura que anteriormente estava atribuída ao jornalista Carlos Jorge, um promissor jornalista que goza de simpatia do novo Director da Comunicação Social de Malanje, Nelo de Carvalho também carrasco de Francisco Pedro.”, le-se na carta denuncia dos profissionais.

 

“Jornalistas como José Jamona, João Jamona, José Adão Camulça, Francisco dos Santosforam relagados para o segundo plano e o Director promove o incompetente Dito Tavares o seu protegido.”, escreveram os profissionais  revelando que “Os trabalhadores da Rádio Malanje, pensam nos próximos dias apresentar um ultimato ao Conselho de Administração da Rádio Nacional de Angola, para a substituição urgente do Director e da nomeação do Chefe de Produção. Estão cansados das humilhações do Senhor Francisco Pedro, um homem sem classe e sem educação de berço.”

 

Ainda segundo os mesmos “O Centro de Produção de Kalandula e os repetidores (Quirima, Kambundi e Massango) inaugurados recentemente estão fora de serviço devido a incompetência do Director Francisco Pedro, que volta e meia defende-se por ser amigo pessoal e protegido do PCA e diz que a Rádio Nacional de Angola há mais de 8 meses deixou de transferir o fundo de maneio.”

Caso Girassol: Mãe de aluna violada queixa-se de tentativa de suborno

Luanda - A encarregada de educação da estudante do Colégio Girassol, de 14 anos, alegadamente violada pelo motorista da escola, no dia 30 de Abril do ano em curso, em entrevista exclusiva a O PAÍS afirmou ter sido contactada pelo irmão do suposto agressor, que disponibilizou 50 mil dólares para que retirasse a queixa

Fonte: O País
A mãe da aluna que falou sob anonimato, disse que após o facto se tornar do conhecimento público e o suposto violador estar as contas com à justiça, recebeu inúmeras ligações no dia 10 do mês ainda em curso.

Segundo explicou, as mesmas foram efectuadas por um cidadão que se identificou como sendo irmão de Inocêncio Bumba, “Inó”, de 25 anos, que manifestou o interesse de oferecer- lhe 50 mil dólares em troca da remoção da queixa que recai sobre o seu parente.

“Estávamos a negociar, desejávamos receber o dinheiro como prova de que ele agrediu a minha filha, pois se assim não o fosse, não tinha porque corromper-nos”, defendeu.

Disse ainda que após a reunião que a direcção do colégio Girassol manteve com os representantes da Delegação de Educação e o presidente da Associação Nacional de Ensino Particular, ANEP, no dia 11, na qual esteve presente, o indivíduo em questão desistiu da proposta.

A entrevistada disse ter ficado surpreendida, quando naquele encontro recebera uma informação do director, segundo a qual Inocêncio Bumba, de 25 anos, anteriormente violara uma cunhada.

Ao relevar a atitude da equipa da Delegação de Educação que dirigiu-se a instituição após tomar conhecimento do facto, a nossa interlocutora disse não aprovar o procedimento da instituição que orientou a estudante e as colegas a não denunciarem a suposta agressão sexual.

Indagada sobre como tomara conhecimento do incidente, a progenitora esclareceu que a irmã mais velha da vítima, a informou que nos últimos dias a menor apresentava um comportamento diferente do habitual, porquanto estava sem apetite, não dormia e apresentava um semblante abatido.

Ante tal situação, a interlocutora disse ter sido aconselhada a dirigir-se à escola, a fim de saber dos professores e membros da direcção se a vítima cometera alguma travessura que a tivesse levado a ficar deprimida com medo de ser sancionada.

A progenitora confirma também que foi atendida por um funcionário daquela escola, que já tinha conhecimento do incidente, que no entanto, reteve a informação e propôs-lhe que retornasse no dia seguinte.

“Para além disto, a minha filha dizia de forma insistente que pretendia falar comigo alegando que não podia fazê-lo ao telefone, visto que este estava sob escuta”, salientou.

Segundo a entrevistada achou estranho o comportamento da vítima, no entanto, atendeu ao seu pedido quando por fim teve conhecimento do infortúnio.

Na oportunidade, a fonte disse estar preocupada uma vez que a sua filha revelara que o suposto agressor não usou o preservativo durante o acto, ficando sujeita a doenças sexualmente transmissíveis e a uma gravidez indesejável.

“Parece que a minha filha estava a pressentir, no princípio do ano lectivo, pediu com perseverança que a retirasse do colégio”, explicou.

No entanto, a fonte salientou que a sua educanda foi submetida a um exame ginecológico realizado pela Direcção Nacional de Investigação Criminal, DNIC que no momento aguarda pelos resultados.

Acto pode ter sido premeditado

A fonte deduz que o suposto agressor já havia concebido o plano de actuação, pois mentiu à vítima que a sua encarregada de educação desejava falar consigo, visto que já a conhecia do ano anterior. “Ainda bem que estás aqui. A tua mãe disse que tenciona falar comigo”, citou o que a filha lhe contara.

Prosseguiu alegando que outro factor que justifica a sua opinião é o facto do mesmo ter alterado a ordem de distribuição dos estudantes, visto que o primeiro estudante a ser entregue habitualmente, foi o penúltimo, tendo deixado o vigilante a meio do percurso, de modo a ficar a sós com a estudante.

A equipa de reportagem deste jornal contactou ainda a mãe do estudante que de acordo com a rota do “Jardim das Rosas”, está entre os primeiros a serem deixados em casa.

Em entrevista a O PAÍS, Ilda Alice afirmou que no dia 30, ao recepcionar o seu educando, notou que o transporte estava vazio, quando geralmente ainda tem um grupo de alunos. Acrescentado que não se apercebera que no interior do carro ainda se encontrava uma adolescente, porque de contrário pediria que a mesma descesse.

Irmão do motorista ameaça com processo

Para confirmar a veracidade em torno da acusação de suborno, este jornal contactou o irmão do presumível agressor, tendo obtido a informação de que este se encontra detido na Comarca de Viana. 

Interpelado se manteve contacto telefónico com a mãe da menor de 14 anos, após a detenção do seu familiar, o nosso interlocutor afirmou que só prestaria declarações em presença do seu advogado. “Da próxima que levantarem informações sobre o meu número de telefone vou instaurar um processo contra vocês”, disse enfurecido, questionando quem cedera o seu contacto.

Prosseguiu dizendo que devíamos aguardar que o jurista entrasse em contacto com a equipa deste jornal.

Aluna não pagava uso do transporte escolar

O representante jurídico do colégio Girassol, Reis Luís, no âmbito da conferência de imprensa realizada no passado dia 19, em Luanda, disse que a instituição não registou nenhum pagamento efectuado pela jovem que lhe desse acesso ao uso do transporte.

Ao apresentar o relatório, durante a reunião que visava esclarecer factos em torno do caso de violação da estudante de 14 anos, o advogado salientou também que tal situação leva a deduzir que existia um acordo de cavalheiros entre a jovem ofendida e o suposto agressor. Disse ainda que deste modo, a estudante se beneficiava do transporte de forma gratuita o que prejudicava gravemente as finanças daquela instituição de ensino privado.

Reis Luís garantiu que a direcção deste organismo teve conhecimento da agressão sofrida pela estudante, através do telefonema em que a irmã da vítima denunciou o incidente. Justificando também que o “silêncio” solicitado à família da menor envolvida visava impedir a fuga do suposto acusado.

Segundo o advogado, o colégio Girassol questiona os motivos que levaram a jovem a denunciar a violação sofrida no dia 30, apenas no dia 7 do mês ainda em curso. “A estudante cumpriu com o calendário de provas, de 1 à 7 de Maio, e não narrou os factos a nenhum membro da instituição”, destacou.

O jurista afirmou ainda que a direcção do Complexo Escolar Girassol tomou algumas medidas, dentre as quais, demonstrou solidariedade com a família da menor, disponibilizou-se a custear as despesas que se prendem com o seu tratamento médico e o acompanhamento psicológico.

Motorista já tinha antecedentes

O director do Complexo Escolar Girassol afirmou não possuir qualquer grau de parentesco com Inocêncio Bumba, de 25 anos, também por muitos conhecidos por “Inó”. 

Zacarias Muvongo esclareceu também que, depois do facto ser amplamente difundido pela imprensa, foi informado por um parente do suposto agressor, de que numa ocasião anterior já violara uma parente. “Este indivíduo, para sua informação, teve um problema com a sua cunhada”, citou o director.

O gestor afirmou que o motorista que já trabalhava há dois anos na instituição confessou que recebia “mixas” para transportar alunos sem o consentimento do colégio, assim como outros colegas seus também procediam de igual modo. Continuou dizendo que há encarregados que negociam o valor a ser pago pelo uso do transporte com os motoristas e não com a instituição.

Interrogado sobre os motivos pelos quais o colégio tem senhores como vigilantes e não senhoras, o gestor enfatizou que a escolha é feita por uma razão estratégica. De acordo com Zacarias Muvongo, há mais facilidade de um indivíduo do sexo masculino defender o motorista e os alunos, do que uma mulher, no caso de eventualmente serem alvo de um grupo de marginais.

Rafael Marques condenado a seis meses de prisão com pena suspensa

Lisboa - O jornalista e activista político angolano Rafael Marques foi condenado nesta quinta-feira a seis meses de prisão com pena suspensa por calúnia e difamação e por denúncia caluniosa contra empresas de mineração e sete generais envolvidos nos negócios de diamantes retratados no seu livro Diamantes de Sangue: Tortura e Corrupção em Angola.

Fonte: Publico

Em declarações à AFP, Rafael Marques disse que “esta decisão mostra que são estes generais quem manda e que podem manipular as coisas à sua vontade”. O seu advogado, David Mendes, que considerou que o julgamento foi “irregular”, confirmou à saída do tribunal que iria recorrer da sentença ainda nesta quinta-feira. “Obviamente que vou recorrer de qualquer sentença que não seja a minha absolvição”, dissera na quarta-feira o jornalista à Rede Angola.

A sentença constituiu uma segunda surpresa no desfecho desde processo, depois de Rafael Marques e dos generais queixosos terem chegado a um acordo que, num primeiro momento, levou o jornalista e a sua defesa a acreditar num final distinto. Marques aceitou não republicar o livro, editado em Portugal em 2011 (ed. Tinta da China) e estava previsto o início de uma monitorização a possíveis violações de direitos humanos nas explorações diamantíferas nas Lundas.

O processo contra Rafael Marques foi motivado pelas denúncias de abusos de direitos humanos nas zonas diamantíferas das Lundas. No seu livro, os generais angolanos são acusados de cumplicidade com assassínios, torturas e outros abusos cometidos na região do Cuango.

Apesar do acordo, o julgamento não foi cancelado, o Ministério Público angolano pediu 30 dias de prisão para Rafael Marques e, finalmente, o Tribunal Provincial emitiu agora uma sentença de seis meses de prisão com pena suspensa e uma multa de 54 mil kuanzas (449 euros) a pagar nos primeiros seis meses da pena. Além disso, Rafael Marques fica obrigado a não reeditar ou imprimir o livro e a retirá-lo de circulação da Internet, onde é possível descarregá-lo gratuitamente no site da Tinta da China.

Porém, como adiantou o advogado de defesa, “enquanto a decisão estiver em recurso não se aplica” e Rafael Marques não só é livre para se movimentar à vontade como, se quiser, “pode reeditar o livro”.

“Este julgamento foi uma cilada”, repetiu à AFP o jornalista. Já tinha usado a mesma palavra quando foi conhecida a decisão do Ministério Público, de pedir pena de prisão de 30 dias.

“É uma decisão de primeira instância e nós vamos contestá-la”, disse David Mendes, que durante o julgamento também foi visado pelo juiz do processo, Adriano Cerveira Baptista. Este apresentou uma queixa contra o advogado por ter causado distúrbios no tribunal e por não “ter procuração” para representar Marques. David Mendes, que foi notificado na segunda-feira da queixa, respondeu à Ordem dos Advogados e Marques contestou a ocorrência de distúrbios: “Estavam observadores internacionais na sala do tribunal e o juiz foi único que viu distúrbios”, acrescentou.

Durante todo o julgamento, que se iniciou em Março, apenas Rafael Marques foi ouvido; o tribunal não chamou qualquer das suas testemunhas, muitas delas das Lundas. Os visados no seu livro (os queixosos) não foram chamados a depor — um dos generais queixosos é o ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança do Presidente de Angola, general Manuel Hélder Vieira Dias Júnior “Kopelipa”.

No início do processo, Rafael Marques tinha contra si oito acusações por denúncia caluniosa contra generais do exército que são co-proprietários das empresas privada de segurança Teleservice e de extracção diamantífera, Lumanhe, que é parte do consórcio Sociedade Mineira do Cuango. No retomar do julgamento, em Março, o Ministério Público acrescentou mais 15 acusações de difamação pelo facto de o livro ter sido publicado.

“Tendo em conta a má imagem para o governo que este processo está a provocar e o pernicioso que é para os militares, decidi oferecer as explicações e encerrar o caso, tendo em conta o interesse público. E que fez o Ministério Público? Acusou-me de ter admitido que não vi nenhum general a disparar sobre garimpeiros, quando no livro, em nenhum momento, digo que vi algum general a disparar sobre garimpeiros”, disse Rafael Marques numa entrevista publicada quarta-feira na Rede Angola. “Não sei se é má-fé ou falta de bom senso. Mesmo a manipulação da Justiça não pode ser feita de forma tão tosca”, acrescentou o jornalista e activista que na entrevista prometeu “contar tudo” o que se passou nos bastidores caso fosse condenado.

Familiares de Bangão denunciam desaparecimento de apoios dados pela PR

Lisboa - Os familiares do malogrado músico Bernardo Jorge Martins Correia “Bangão”, estão a levantar fortes suspeitas de que os apoios dados pela Presidência angolana, em favor do seu ente-querido, terão ido parar em mãos alheias, desde o momento em que ele foi evacuado para se tratar na África do sul, em fevereiro do corrente ano.

Fonte: Club-k.net

De acordo com fonte familiar, as suspeitas começaram a ser sentidas ao notarem que “Bangão” e sua esposa foram alojados, numa casa de transito no Bairro Wanderboom, nos arredores de Pretória, quando que figuras da dimensão nacional como a o músico são hospedadas num outro sitio, com melhores condições, chamado “Lantana”, no bairro onde se situa a embaixada angolana, na Africa do Sul.

 

“Com tantas Clinicas Boas em Pretoria levaram-no logo no Hospital Louis Pastor, que não é de referencia naquele país”, lamentou a fonte familiar adiantando que desta forma, os serviços de saúde junto a embaixada de Angola em Pretória, contrariaram “as ordem do Presidente da República que mandou dar o melhor tratamento e todo apoio necessário a Bangão”.

 

O ponto mais alto da reclamação, em torno da falta de apoio ao óbito de “Bangão”, aconteceu quando ele foi a enterrar, concretamente, no momento em que se lia a nota de agradecimento.

 

Questionado se o Presidente da República não terá dado mais apoios, a fonte familiar por nos consultada respondeu da seguinte forma. “Se deu, não chegou a família, apenas nos mandou uma mensagem de condolência assinada por ele, logo após ao funeral”.

 

O ministério da Cultura que é o órgão governamental que mais apoio deveria prestar a família “apenas apoiou o óbito com 300 mil kwanzas”, conforme revelação da fonte.

 

“Quem apoiou mesmo o óbito foi o Comité Provincial do MPLA, na pessoa do Senhor Bento Bento e de Jesuíno Silva com 1 milhão de kwanzas e o buffet após o funeral para 400 pessoas”, revelou a fonte considerando um grande gesto do ex- governador de Luanda, “que teve a amabilidade de o visitar na África do sul enquanto vivo, e viu-lhe na casa de transito”.

 

Ainda segundo a fonte, “penso que ele (Presidente da República), orientou a Comissão Administrativa da Cidade de Luanda, o Governo Provincial e Ministério da cultura a darem todo apoio necessário ao óbito, mas infelizmente apenas tivemos apoio institucional e não logístico senão do partido (MPLA), em Luanda”

Homem de 45 anos viola duas meninas de quatro e dez anos de idade

Luanda - Um cidadão de 45 anos de idade violou duas meninas de quatro e dez anos no município de Cacuaco, em Luanda. O homem já tinha violado a menina de dez anos, mas na altura a família decidiu “abafar o caso”

 

Fonte: Sapo
Segundo a Rádio Luanda, o acusado mais conhecido por “Timabele” frequentava a casa das vítimas pela proximidade que tinha com a família, mais propriamente com a avó das meninas.

 

O acusado já possuía antecedentes. Oferecia dinheiro e rebuçados às crianças. Em uma ocasião o homem pediu à menina de dez anos para comprar bolachas e esperou pela mesma com o suposto propósito de receber o troco. No regresso da mesma, o homem abusou sexualmente da menina que na altura foi contar à família. Os tios e a avó da menina a pediram para não contar a ninguém para evitar problemas.

 

A menina aceitou a decisão da família mas evitava aproximar-se à casa do acusado. Questionada pelo facto a mesma explica: “O TiMabele pedia para fazer ‘malcriado’ , baixava as calças e mostrava tudo”, conta.

 

O caso repetiu-se com uma menina de quatro anos, irmã mais nova da primeira menina. A criança encontrava-se no tanque da residência a tomar banho.

 

O acusado aproveitou a oportunidade e violou a menina. Na altura encontrava-se no local uma vizinha que contou o que viu à família das vítimas. Desta vez os tios e a avó das pequenas decidiram chamar a polícia para intervir no caso.

 

As vítimas em causa são orfãs de pai e mãe e vivem em Cacuaco com a avó. O violador já se encontra em contas com a justiça.

Enfermeiros de Luanda anunciam greve geral para 15 de Junho

Luanda - Os profissionais de enfermagem da província de Luanda decidiram realizar uma greve geral, no dia 15 de Junho, contra atrasos salariais e reclamando às autoridades que cumpram as suas reivindicações de 2012, anunciou esta quarta-feira, 27, uma fonte sindical.

Fonte: Lusa
O secretário-geral do Sindicato de Enfermeiros, António Afonso Kileba, disse que a decisão foi hoje tomada em assembleia, reunida para analisar a situação daqueles profissionais.

Em causa estão dois meses de atraso salarial e o incumprimento de um acordo de 2012 sobre um conjunto de revindicações dos enfermeiros, do qual, até a data, apenas um ponto foi cumprido.

Segundo António Afonso Kileba, o atraso salarial regista-se no município da Samba e nos distritos urbanos de Belas e Kilamba Kiaxi. "A plenária decidiu que a partir do dia 15 de Junho, às 06:00 horas, todos os hospitais e centros de saúde dependentes da direção provincial de saúde de Luanda vão observar uma greve total no seu funcionamento", anunciou António Afonso Kileba.

O sindicalista adiantou ainda que foram solicitados encontros com a direcção provincial de saúde de Luanda, com o governador da província, mas nenhum deles aconteceu. "A direção não diz nada e o governador também não, solicitámos um encontro com o governador, mas também não foi possível chamar-nos para um diálogo, convidamos a directora provincial para estar presente na assembleia de hoje, mas não apareceu, logo vê-se que há uma má-fé no atendimento das questões dos profissionais", salientou o secretário-geral do sindicato dos enfermeiros.

António Afonso Kileba lamentou que do conjunto de revindicações de 2012, sobre o qual se chegou a acordo com as autoridades, apenas um dos pontos tenha sido atendido, o relativo a pagamentos de retroactivos. "São o pagamento dos retroativos, mas ainda assim ficaram a dever dez meses nalguns casos, noutros, um ano. É essa a razão", realçou.

Em Angola, a esmagadora maioria das consultas realizadas nas unidades de saúde de Luanda são dadas por enfermeiros, revelou por ocasião do Dia Internacional dos Enfermeiros, a chefe de departamento de inspeção do gabinete de Saúde de Luanda, Paula Silva. A província de Luanda conta com um total de 8.700 enfermeiros.

Agentes da polícia matam cidadão suspeito ser da Igreja de Kalupeteka

Huambo - Em vida chamou-se Abílio Chissoko. Encontrava-se na aldeia Kayambo, com ferimentos que contraiu durante os confrontos ocorridos no Monte Sumi, no passado dia 16 de Abril do corrente, no município da Cáala, província do Huambo, entre forças policiais e fiéis da seita Luz do Mundo.

Fonte: Club-k.net

Sem recorrer a tratamento médico, com receio de ser apanhado e sacrificado, Abílio Chissoko encontrava-se escondido na sua casa, até ser surpreendido dia 20 de Maio, por efectivos que, segundo das testemunhas, dizem pertencer à Polícia de Intervenção Rápida (PIR), que o abateram a tiro.

As forças policiais estão a cumprir escrupulosamente as ordens do segundo comandante da Polícia nacional, Paulo de Almeida, que, falando no Huambo, para os efectivos policiais foi categórico: “vamos desbaratar esse grupo. Sei que há por aí algumas células, aqui nessa região do Huambo, Benguela, Huíla, Bié e também já em Luanda. Nós vamos lá e vamos desmantelar”, disse para os efectivos policiais em parada.

De lá para cá têm sido noticiados, por alguns meios de comunicação social privados, actos de perseguição aos seguidores de José Julino Kalupeteka, nas províncias do Huambo, Bié, Huila e Benguela. Alguns dos fiéis da seita, incluindo membros da família do responsável da seita já foram presos, encontrando-se na Comarca do Huambo. 

Outras informações que chegaram à nossa redacção provenientes da região revelam que no dia 25 do mês em curso foram mortos outros três seguidores de Kalupeteka, cuja identidade não foi revelada pela nossa fonte.

“As informações sobre os novos assassinatos de fiéis de Kalupeteka, constituem um verdadeiro desmentido à versão governamental segundo a qual, homens e mulheres que pertenciam à seita Luz do Mundo estariam a ser inseridos na sociedade e noutras igrejas”, adiantou a este portal, uma fonte atenta ao evoluir dos acontecimentos.

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