Desporto

Jogador garante ter 23 anos mas clube suspeita que tem o dobro

Lisboa - Victor Emenayo, avançado nigeriano, tem sido por estes dias o homem do momento no campeonato do Azerbaijão, mas não pelos melhores motivos. Isto porque o jogador, recentemente contratado pelo Shahdagh Qusar FK, afirma ter 23 anos, mas o seu clube acredita que na verdade tem... praticamente o dobro da idade.

Fonte: CM

Ainda que o passaporte do jogador confirme a versão dos 23 anos, apontando 1993 como o ano de nascimento, o clube azeri defende que este tem mais de 40 anos, sendo que um dos argumentos que utiliza é o facto de parecer mais velho que o treinador Adil Mahmudov.

"Como é que alguém pode dizer que não tenho 23 anos meramente pelo meu aspecto? Não sou mentiroso", afirmou Emenayo, após ter estalado a polémica.


Ora, se por um lado existe quem acredite que o avançado possa sofrer da 'Doença de Lorde' (as pessoas parecem mais velhas do que realmente são), por outro é inevitável fazer a comparação com Joseph Minala, avançado camaronês da Lazio, de 17 anos, que supostamente teria 42. No entanto, veio a confirmar-se que a versão de Minala, atualmente com 20 anos, era verdadeira.

 

Isabel dos Santos candidata a dirigente de clube de futebol angolano

Luanda - A empresária angolana Isabel dos Santos, que lidera a petrolífera estatal Sonangol, vai ser presidente da assembleia-geral do Petro de Luanda, um dos clubes mais representativos de Angola.

Fonte: lusa

Segundo informação divulgada pelo próprio clube, Isabel dos Santos, primeira filha do Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, lidera a lista àquele órgão nas eleições de 17 de setembro, tendo como candidato a vice-presidente (da assembleia-geral) Paulino Jerónimo, por sua vez presidente da comissão executiva da Sonangol, empresa patrocinadora do clube.


Na mesma lista - única - concorre ao cargo de presidente da direção do Petro (Atlético Petróleos de Luanda) Tomás Faria, que será reeleito.


Considerada a mulher mais rica de África, Isabel dos Santos, 43 anos, tem negócios sobretudo na banca, energia e telecomunicações em Angola e Portugal.


Desde que assumiu o cargo de presidente do conselho de administração da Sonangol, em junho último, que Isabel dos Santos tem sido apontada por alguma imprensa local como possível candidata à sucessão do pai na liderança do país.


Fundado em 1980, o Petro de Luanda é um dos mais carismáticos clubes de Angola, com cerca de 9.000 sócios e vários títulos conquistados em modalidades como andebol, basquetebol, futebol, voleibol ou hóquei em patins, mas também atividades de ginástica, atletismo, karaté e vela.

 

Portugal é campeão do Euro2016

Lisboa - O futebol português alcançou em Paris o maior feito da sua história. Éder foi o herói de uma equipa guerreira que derrotou a anfitriã e favorita França no prolongamento. Cristiano Ronaldo ergueu o troféu depois de ter abandonado o relvado lesionado e em lágrimas.

Fonte: Lusa

Um campeão europeu também se faz de sofrimento, sacrifício e lágrimas

O palco do Stade de France, em Paris, assistiu à noite mais épica de sempre do futebol nacional, este domingo. Pela primeira vez na história Portugal conquistou um título num grande torneio e é o novo campeão europeu. O conjunto de Fernando Santos, que partiu para a final com a França com o rótulo de derrotado antecipado, venceu a favorita anfitriã do torneio, com um golo do improvável Éder, no prolongamento. Numa partida carregada de dramatismo e emoção e com Cristiano Ronaldo fora de acção logo aos 25’, devido a lesão, a equipa das "quinas" soube manter a serenidade e uma grande maturidade, tornando-se numa digna vencedora. O Euro 2016 começou com muito sofrimento para os portugueses, mas acabou em glória.

 

Em todos os fusos horários do globo, onde se fale português, é tempo de festejar a noite memorável a que assistiu a capital francesa. Em particular os cerca de 10 mil adeptos nacionais que se fizeram bem notar em Saint-Denis e que terão uma história lendária para contar aos netos, assim como um bilhete para colar num quadro e pendurar na sala. Nunca antes a França havia sido derrotada numa final disputada em casa e até já fizera chorar muitos portugueses no Europeu de 1984, quando derrotou a selecção nacional, nas meias-finais, em Marselha, no último suspiro do encontro. A resposta chegou 32 anos depois e de luva branca.

 

Mas a festa portuguesa em Paris pareceu uma realidade muito distante ainda antes da meia-hora de jogo. Cristiano Ronaldo, o capitão de Portugal e sobre quem repousavam todas as esperanças para esta final, deixou-se cair no relvado, lesionado, na sequência de uma entrada violentíssima cometida por Payet, aos 17’. Saiu uma primeira vez, foi assistido, voltou a entrar, mas não conseguiu suportar as dores. Abandonaria o campo de maca a chorar copiosamente, tal como chorara na final perdida para a Grécia no Euro 2004, em Lisboa, quando tinha apenas 19 anos. Lágrimas de impotência em ambas as ocasiões, mas bem mais sofridas desta vez. O avançado via fugir-lhe por entre os dedos a final mais importante de uma carreira onde já conquistou quase tudo. Quase: faltava-lhe precisamente um título pela sua selecção. Já não falta e foi ele quem ergueu a taça no Stade de France.

 

Sem a sua grande referência e depois de ter suportado uma entrada fortíssima da França no jogo, a selecção provou que não é apenas Cristiano Ronaldo e outros dez. A dramática saída do seu líder terá mesmo servido de inspiração para o que se seguiu. Uma inspiração que foi totalmente absorvida, por exemplo, pelo guarda-redes Rui Patrício, que terá feito a maior exibição da sua vida frente à França, depois de já ter salvo a selecção em outros momentos deste Europeu, nomeadamente ao travar um penálti frente à Polónia, nos quartos-de-final, que manteve Portugal na rota de Paris.

 

Coincidência ou não, a França também baixou consideravelmente o ritmo do encontro após o abandono forçado de Ronaldo. Face à incapacidade atacante demonstrada por Portugal (um remate em todo o primeiro tempo, que Nani atirou por cima) e perante as ocasiões que ia criando, supôs que o triunfo seria uma questão de tempo e paciência. Já a selecção nacional, cerrou os dentes e preparou-se para a batalha com todas as armas que lhe restavam. E eram quase todas defensivas.

 

Melhorou consideravelmente no segundo tempo, quando procurou ter mais posse de bola e com ela enervar o adversário. A luta no meio-campo foi prosseguindo sem tréguas, com Portugal a equilibrar o confronto, mas faltava-lhe uma referência atacante para ter outras ambições. Do lado francês, surgiram duas grandes oportunidades, protagonizadas por Griezmann (66’) e Giroud (75’). A dez minutos do final do tempo regulamentar, os dois seleccionadores lançaram as últimas cartadas para tentarem resolver a partida sem recurso a prolongamento. Gignac entrou para o lugar de Giroud; Éder rendeu Renato Sanches (aos 67’, Fernando Santos já chamara João Moutinho para reforçar o meio-campo: duas decisões felizes que estariam na génese do triunfo). Contas feitas, Portugal arriscava mais.

 

E a verdade é que o tão mal amado ponta-de-lança revolucionou o ataque da sua equipa, até então praticamente inexistente. Com grande capacidade de choque e robustez para segurar a bola, foi sofrendo inúmeras faltas e permitiu à selecção nacional estender-se mais no terreno. As oportunidades surgiram em ambas as balizas nos derradeiros instantes, com Gignac a atirar uma bola à base do poste direito da baliza portuguesa, já nos descontos. Seria o canto de cisne da selecção francesa na partida.

 

Nos instantes que antecederam o prolongamento, Ronaldo saiu do balneário e foi motivar cada um dos seus companheiros, como o havia feito antes da decisão das grandes penalidades com a Polónia. Um gesto de liderança de um grande vencedor. O que aconteceu na meia-hora seguinte iria chocar a França. Portugal surgiu para o tempo extra com outro espírito e vontade. Não do ponto de vista defensivo, solidário e de entreajuda, que esteve sempre presente, mas na ambição. Em dois lances de bola parada, Éder (após um canto) e Raphaël Guerreiro (na cobrança de um livre frontal cavado pelo ponta-de-lança) fizeram tremer os orgulhosos “bleus”. Ao cabeceamento de Éder conseguiu responder o guarda-redes Lloris; ao remate do luso-francês valeu a barra.

 

Foi o prelúdio do momento que nenhum português jamais irá esquecer. Após uma recuperação de bola, João Moutinho assistiu o luso-guineense, este libertou-se da marcação, com uma diagonal e atirou rasteiro ainda fora da área, com a bola entrar junto ao poste direito. Faltavam 11 minutos para acabar o encontro e os franceses não conseguiram mais levantar-se.

 

Portugal é campeão europeu e o segundo menor país em população a alcançar este feito, só superado pela Dinamarca. Estará na Taça das Confederações no próximo ano, na Rússia, a antecâmara do Mundial de 2018. O sonho de Fernando Santos não era mesmo um devaneio.

Mputu condenado a pagar dois milhões de dólares ao Kabuscorp

Luanda - Depois de, em janeiro, ter feito entrar na FIFA um pedido de indemnização de dois milhões de dólares ao jogador Trésor Mputu por ter abandonado o clube, em abril de 2015, desrespeitando o contrato que tinha assinado, válido até final desta época, o Kabuscorp viu o Single Judge da Player Status Committee dar-lhe razão integral no processo.

Fonte: A Bola

Trésor Mputu, que chegou a ser considerado um dos melhores jogadores africanos a atuar no continente, foi condenado a pagar dois milhões de dólares ao emblema angolano, num prazo máximo de 30 dias.



O valor pedido pelo Kabuscorp divide-se em 500 mil dólares por violação de contrato e 1,5 milhões por danos materiais, como o pagamento da transferência ao TP Mazembe, da RD Congo.


Trésor Mputu pode ainda recorrer para o TAS sendo que, neste momento, encontra-se castigado e sem poder jogar.

 

Angolanos festejam em Luanda ao som do Benfica para esquecer a crise

Lisboa - Algumas centenas de angolanos e portugueses festejaram hoje, ao som do kuduro, num hotel de Luanda, o título de campeão nacional português do Benfica, esquecendo, por momentos, a crise que marca o dia-a-dia de Angola.

Fonte: Lusa

"Neste momento não há crise nenhuma. O Benfica faz esquecer tudo, a crise e os problemas", disse à Lusa o apresentador da televisão angolana Pedro N'zagi, que foi o animador de serviço da festa na conhecida "Casa 70", local de concentração dos benfiquistas em Luanda.

Ao ritmo do kuduro e regada com muita Cuca, a cerveja angolana, a festa foi animada ainda pelos cânticos de apoio ao Benfica, repetidos a uma só voz por angolanos e portugueses.

"Uma das coisas mais impressionantes é estar fora do país, fora de Portugal, fora da sede do clube e esta família estar aqui como se fosse ao estádio. Essa é a força do Benfica", rematava Pedro N'Zagi, enquanto já lançava ao microfone da "Casa 70" o desafio: "Benfica dá-me o 36".

Em pleno coração do bairro Vila Alice, aquele espaço foi pequeno para receber os adeptos benfiquistas, angolanos e portugueses, que pretendiam assistir, pela transmissão televisiva, ao decisivo jogo no estádio da Luz, praticamente todos equipados a rigor, de todas as idades, formando uma espécie de estádio em miniatura em que nem os constantes cânticos faltavam.

Em maio de 2015 a Lusa encontrou neste casa emblemática de Luanda Luís Ramos, 33 anos, e Joana Sampaio, de 27, dois portugueses que acabavam de chegar a Angola e que comemoravam então o primeiro título fora de casa.

O piloto e a relações públicas repetiram hoje a presença na "Casa 70", depois de um ano de dificuldades: "Na altura estava a chegar e agora estou de partida. Foi o meu primeiro 'tri' e logo aqui em Angola. Aliás, festejei dois campeonatos neste sítio, o que foi muito bom", disse à Lusa Luís Ramos.

Ao fim de um ano e meio, o piloto português deixa Angola já em junho, mas ainda não sabe onde poderá comemorar um próximo título benfiquista: "Infelizmente estou de saída, mas foi uma excelente experiência e levo grandes recordações. Vamos ver se é em Portugal ou noutro sítio do mundo que volto a comemorar".

Então com poucos dias de Angola, Joana Sampaio regressou à mesma casa onde festejou o seu primeiro campeonato fora de Portugal quando ainda dava os primeiros passos no país. Hoje a emoção foi a mesma.

"Seja em Lisboa ou em Luanda a sensação de felicidade é a mesma. E isto, para quem está fora, é uma forma de aproximação às nossas raízes, num ambiente de festa, que depois também nos dá alguma saudade, de querer estar lá", disse.

Enquanto já ensaiava uns passos de kuduro, Joana não deixa de se mostrar agradada com a experiência de um ano em Angola.

"Está a ser uma grande experiência a título pessoal e profissional, apesar das dificuldades que o país está a atravessar. Mas com vontade e determinação conseguimos", concluiu.

Numa ronda pela cidade de Luanda, em vários outros restaurantes era possível ver a festa de angolanos e portugueses, sobretudo no exterior, com todos equipados a rigor e entoando o cântico "Benfica campeão".

Futebol: Kabuscorp vence 1º de Agosto

Luanda - O Kabuscorp do Palanca derrotou, na tarde deste sábado, o 1º de Agosto, por 2-0, em partida da 12ª jornada do campeonato nacional de futebol da primeira divisão, Girabola, disputada no Estádio 11 de Novembro, em Luanda.

Fonte: Angop

Mano, aos 12 minutos, e Kanko Tresor, aos 90', marcaram os golos que garantiram os três pontos a formação "palanquina", que ocupa, à condição, o segundo lugar da tabela classificativa do Girabola, com 21 pontos.

 

O 1º de Agosto continua na liderança com 27 pontos.

Candidatura de Carlos Graça à presidência do Petro do Huambo gera descontentamentos

Luanda  - Sócios e amantes do Petro do Huambo estão descontentes com as informações postas a circular na cidade capital do planalto central, segundo as quais Carlos Graça iria recandidatar­se à presidência do clube. O antigo dirigente do Petro, que é acusado do descaminho de vários bens patrimoniais da agremiação desportiva, ainda não apresentou publicamente a sua candidatura ao cargo, mas pessoas próximas a Carlos Graça admitem que ele poderá fazê-­lo nas “próximas horas”.

Fonte: Club-k.net

A eventual candidatura do ex­director provincial dos Desportos à frente dos destinos de um dos clubes mais populares do Huambo seria no sentido de colmatar uma iminente desistência do candidato da lista A, Fernando Manuel Tito “Geovetty”.


Este último, tido até então como um delfim de Carlos Graça, está numa situação de aparente ilegibilidade devido ao facto de se ter apossado de um terreno do clube, onde procedeu à construção de um posto de abastecimento de combustíveis. Além disso, tem ainda a seu desfavor o facto de, por razões profissionais, ter sido transferido para Luanda.


Tudo aponta que o acordo firmado, a 20 de Fevereiro deste ano, durante a Assembleia­Geral (AG) do clube fundado por Armando Machado, com vista à fusão das duas listas concorrentes numa única de consenso caiu por terra.

“ Apesar de ter sido advertido sobre os riscos da sua candidatura devido, sobretudo à forma desastrada como geriu o clube (de 1994 a 2008), o senhor Graça convenceu­-se que pode ganhar as eleições a qualquer preço”, notaram as fontes deste jornal.

Dizem que tal convicção resulta do facto de alguns elementos afectos à lista A terem engendrado, num passado recente, manobras de bastidores que culminaram na inscrição de novos sócios com o objectivo escuso de “desequilibrarem” a balança eleitoral.

“Entre Dezembro de 2015 e Janeiro de 2016, eles procederam ao recrutamento apressado de novos sócios, num processo que foi totalmente realizado fora da secretaria do clube e que contou com a conivência de alguns funcionários deste órgão, ao ponto de terem retirado e transportado para parte incerta material de escritório do clube(livro de registo de sócios, máquina de escrever, cartões, carimbos, etc.)”, denunciaram as fontes do club-k.

Apurou-­se que, à luz dos estatutos, os novos sócios “estão impedidos de votar por não disporem do tempo mínimo exigível para o exercício do voto”. Segundo se soube, o prazo de entrega das listas concorrentes termina nesta sexta­feira, 11, pelo que a eventual candidatura de Carlos Graça poderá ser chumbada, visto que ele é acusado de ter abocanhad0 uma boa parte dos seus terrenos, assim como de outros bens tendo para o efeito se aproveitando da sua condição de responsável do clube.

As tentativas de ouvir a versão do ex­director dos Desportos do Huambo não foram bem­sucedidas. Recorde­-se que o Tribunal Provincial do Huambo decidiu adiar em Janeiro último as eleições no Petro que estavam agendadas para o dia 30 do mesmo mês, devido a uma série de arbitrariedades registadas na fase do processo eleitoral.

Uma sentença da Sala do Cível e Administrativo daquele órgão judicial, a que o Club-K teve acesso, considerou como “procedente e provada” a providência cautelar interposta pela lista B, liderada por Aníbal Rebelo de Oliveira Salumbo. A outra lista era encabeçada por Fernando Manuel Tito, “Geovetty”, tido como o “delfim” do antigo director do clube, Carlos Graça.

O acórdão datado de 26 de Janeiro declarava como “nula a decisão tomada pela Comissão Eleitoral, presidida pelo Sr. Martulino Pestana Culitata”, que, como se sabe, decidira afastar no dia 9 de Janeiro a lista B do pleito eleitoral.

O Tribunal fundamentou a sua decisão no facto de a referida Comissão ter extravasado as suas competências, já que as denúncias apresentadas pela lista A deveriam ser apreciadas pelo Departamento Ministerial de tutela e não pela Direcção Provincial do Huambo da Juventude e Desportos, como foi no caso vertente.

Tribunal adia eleições no Petro do Huambo

Huambo - O Tribunal Provincial do Huambo decidiu adiar as eleições no Petro local, que estavam agendadas para este sábado, 30, devido a uma série de arbitrariedades registadas na fase do processo eleitoral.

Fonte: Club-k.net

Uma sentença da Sala do Cível e Administrativo daquele órgão judicial, a que o Club-K teve acesso, considera como “procedente e provada” a providência cautelar interposta pela lista B, liderada por Aníbal Rebelo de Oliveira Salumbo. A outra lista era encabeçada por Fernando Manuel Tito, “Geovetty”, tido como o “delfim” do antigo director do clube, Carlos Graça.

 

O acórdão datado de 26 de Janeiro declara como “nula a decisão tomada pela Comissão Eleitoral, presidida pelo Sr. Martulino Pestana Culitata”, que, como se sabe, decidira afastar no dia 9 de Janeiro a lista B do pleito eleitoral.

 

O Tribunal fundamentou a sua decisão no facto de a referida Comissão ter extravasado as suas competências, já que as denúncias apresentadas pela lista A deveriam ser apreciadas pelo Departamento Ministerial de tutela e não pela Direcção Provincial do Huambo da Juventude e Desportos, como foi no caso vertente.

 

Na óptica do tribunal, “ a direcção provincial da Juventude e Desportos [que não é um Departamento Ministerial de tutela] não tem competência para regular este assunto, porque é um órgão local cujo director é nomeado e exonerado pelo Governo Provincial do Huambo”.

 

O acórdão faz ainda referência ao facto de a Direcção dos Desportos, então liderada por Carlos Graça, ter feito tábua rasa a uma decisão da Assembleia Geral (AG) do Petro Atlético do Huambo que, a seu tempo, considerou como “ilegal” a conduta da referida Comissão Eleitoral.

 

Em relação a este assunto, convém referir que a Direcção dos Desportos do Huambo divulgara, de forma algo suspeita, um comunicado na Emissora local no qual considerava a decisão da AG do Petro como “ irrelevante e de nenhum efeito”.

 

Carlos Graça apeado do cargo

 

O ditado segundo o qual “um mal nunca vem só” encaixa­se como uma luva no caso de Carlos Graça que, nesta quinta-­feira, viu­-se apeado do cargo de Director Provincial dos Desportos, no âmbito de uma remodelação operada pelo governador Kundy Paihama. No seu lugar, foi indicado Joca Figueiredo, até então administrador adjunto do Huambo.

 

 

A sua exoneração pode significar um duplo revés, depois das suas pretensões de eleger o seu candidato favorito, “Geovetty”, de sua graça, à frente dos destinos do Petro do Huambo terem sido frustradas, por força de uma sentença do Tribunal daquela província, que decidiu esta semana adiar as eleições dos corpos gerentes na agremiação desportiva.

 

Com a sua saída do pelouro dos Desportos, aliada à derrota judicial do seu candidato à direcção do Petro do Huambo, as portas estão doravante escancaradas para a descoberta de eventuais descaminhos ou gestão dolosa do património do clube fundado por Armando Machado, nos idos dos anos 80.

 

 

Em meios locais, sobretudo desportivos, diz­-se que uma das causas que terá precipitado a queda de Carlos Graça terá a ver com o facto de ele ter interferido “abusivamente” no processo eleitoral do Petro local, assim como de ter abocanhado parte do património da referida agremiação desportiva, onde construiu um salão de festas e um restaurante.

 

Corre também a versão de que terá sido o próprio responsável a pedir o seu afastamento do cargo por razões de saúde.

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