Internacional

Rússia e Angola questionam aparecimento de segunda candidata búlgara na ONU

Luanda - A Federação Russa, Angola e outros dois membros do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) questionaram a apresentação formal pela Bulgária da comissária europeia do Orçamento, Kristalina Georgieva, como a sua candidata a secretária-geral.

Fonte: Lusa

A Federação Russa, Angola, Malásia e Uruguai solicitaram ao governo de Sófia que clarificasse a sua afirmação de que Georgieva era a “única e exclusiva candidata” da Bulgária ao principal cargo executivo da ONU, na carta em que apresenta a candidatura.

Georgieva foi nomeada pelo governo búlgaro na quarta-feira, substituindo a atual chefe da Agência das Nações Unidas para a Cultura, Educação e Ciência (UNESCO), Irina Bokova, que não conseguiu recolher um apoio forte nas votações já realizadas.


Bokova, porém, já afirmou que tenciona permanecer na corrida e que não há regras que a forcem a abandonar a disputa, mesmo que a manutenção de uma candidatura sem o apoio de um governo seja vista como tendo poucas hipóteses.

“As pessoas querem apenas clarificar se temos uma candidata ou duas”, afirmou o embaixador da Nova Zelândia, Gerard van Bohemen, que desempenha este mês a função de presidente do Conselho de Segurança.

“O que temos é uma candidata com o apoio oficial do governo búlgaro e outra candidata [sem este apoio] que permanece na corrida”, disse a jornalistas.

Quadros da ONU sugeriram que as objeções russas eram uma possível indicação de que Moscovo estava com pouco entusiasmo em relação à candidatura de Georgieva.

A corrida para substituir Ban Ki-moon vai conhecer um novo desenvolvimento na quarta-feira, com a sexta votação.

O candidato apresentado por Portugal, António Guterres, venceu todas as cinco votações anteriores.

Sob as regras da ONU, os Estados membros podem apresentar candidatos em qualquer momento do processo de seleção, mesmo no último minuto.

Mas o embaixador ucraniano, Volodymyr Yelchenko, exprimiu a sua desaprovação do aparecimento Georgieva nesta altura do processo.

“Penso que ela está muito atrasada”, afirmou Yelchenko a jornalistas, acrescentando: “A maneira como foi feita [a candidatura] não foi totalmente correta”.

A disputa pelo cargo de secretário-geral está a ser protagonizada por nove candidatos, incluindo quatro mulheres e cinco homens, seis dos quais da Europa de Leste.

Ban Ki-moon acaba o seu segundo mandato de cinco anos em 31 de dezembro próximo.

 

 

Vladimir Putin ressuscita KGB e envia sinal às elites russas

Lisboa   - O presidente Vladimir Putin estará a preparar a reestruturação das agências de segurança russas de forma a criar um único superorganismo. Este será batizado com o nome da antiga polícia secreta de Estaline - Ministério para a Segurança do Estado (ou MGB como é conhecido) - com os analistas a falarem no renascer do velho KGB, onde o próprio Putin trabalhou entre 1975 e a dissolução, em 1991, após a queda da União Soviética.

Fonte:DN

Segundo as informações do jornal Kommersant (que não foram negadas oficialmente), o plano de Putin passa por juntar o Serviço Federal de Segurança (FSB, herdeiro do KGB para os assuntos internos) ao Serviço de Inteligência Externo (SVR) e ao Serviço Federal de Proteção (FSO, responsável pela proteção dos dirigentes russos, incluindo do presidente). O MGB não incluirá contudo a Guarda Nacional, uma força de 400 mil membros criada no início deste ano por Putin e que responde diretamente às suas ordens.

O historiador e jornalista José Milhazes, que viveu durante quatro décadas em Moscovo, disse ao DN que a criação do novo superorganismo "é um sinal de Putin para as elites russas: ou obedecem ou a qualquer momento poderão ser alvo de represálias". Nas parlamentares deste mês, o partido Rússia Unida de Putin renovou a maioria na Duma. "A nível de bases, ele tem tudo controlado. As eleições mostraram isso. A chamada oposição extraparlamentar foi completamente esmagada e não houve sequer qualquer tipo de manifestação como houve em 2011", acrescentou.

Segundo Milhazes, "não obstante as eleições alegadamente lhe darem grandes vitórias, o presidente sabe que esses números não correspondem à realidade. E daí que mais vale prevenir do que remediar, tanto mais que Putin é daqueles que acredita que no exterior da Rússia há forças interessadas e a trabalhar para o derrubar". E defendeu que "o objetivo deste reforço dos órgãos de segurança é prevenir qualquer tentativa de provocar desordens ou outro tipo de confusões na Rússia".

Já Lívia Franco, professora e investigadora residente no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica, disse que "há uma razão política para a criação deste superministério" e para a "centralização" dos poderes. "Passa por uma menor fiscalização e um menor controlo horizontal entre os diferentes organismos, já que ter os vários serviços de informação e de segurança divididos, num cenário de normalidade democrática, faz com que exista fiscalização mútua", afirmou ao DN. "Por outro lado, a centralização permite um maior controlo vertical. É muito mais fácil ao poder político controlar uma instituição em vez de controlar várias agências", referiu.

Herança estalinista

A nova agência recupera o nome da antiga polícia secreta de Estaline, MGB, que atuou entre 1943 e 1953 (ano da morte do líder soviético), e que daria lugar depois ao KGB. Este não tinha o objetivo de proteger os interesses do país e dos seus cidadãos, mas proteger o regime e quem quer que estivesse no Kremlin, sendo dividido em várias agências após a queda da União Soviética.

"Essa agência do estalinismo era um dos instrumentos mais importantes da repressão interna, por isso tem uma carga simbólica muito pesada", lembrou Lívia Franco. "Se antes de podermos usar esse instrumento, ele pela sua designação e carga simbólica já dissuadir certos comportamentos, melhor ainda. Do ponto de vista da eficiência, é sempre melhor não fazer nada", acrescentou a professora da Universidade Católica. "O nome MGB é psicológico. Faz parte da tática de criação de um ambiente de receio e de medo, que já começou há vários anos na Rússia, sendo uma forma de fazer lembrar aos russos os piores tempos do estalinismo. Lembrar-lhes não, fazer com que não se esqueçam", indicou Milhazes.

Em 2004, Putin disse que "não existe isso de um ex-agente do KGB". Desde que está no Kremlin, o presidente colocou vários antigos membros do KGB em posições chave em instituições estatais e empresas. Além disso, devolveu poderes ao FSB (que chegou a liderar antes de ir para a presidência) e fez várias tentativas de reformar e controlar a agência. "Na noite de 18 para 19 de setembro [após as parlamentares e ter sido revelado o plano para criar o MGB], o país passou do autoritarismo ao totalitarismo", escreveu o ex-deputado liberal Gennady Gudkov no Facebook.

Mais de 50 mortos em Kinshasa em repressão de manifestação

Lisboa - A oposição congolesa garantiu que pelo menos 50 pessoas foram mortas hoje, em Kinshasa, depois de ter apelado a manifestações no país para exigirem a saída do Presidente, Joseph Kabila, no final do mandato, em 20 de dezembro.

Fonte: Lusa

“A Reunião (organização da oposição) deplora numerosas vítimas, mais de 50 mortos quantificados neste momento, vítimas de tiros com bala real da polícia e da guarda republicana”, escreveu a coligação oposicionista, da República Democrática do Congo, em comunicado.


Denunciando “a restrição do espaço político da oposição, bem como a deriva totalitária do regime”, os opositores apelam “a toda a população para se reunir” a partir de 3.ª feira “para continuar as reivindicações feitas hoje”.


O texto afirma ainda a vontade de a oposição “intensificar e amplificar a mobilização popular até à partida definitiva de Joseph Kabila da RD Congo”.


Qualificando de “movimento insurrecional” as violências ocorridas na capital, o ministro do Interior, Évariste Boshab, tinha dado mais cedo um balanço provisório oficial de “17 mortos, dos quais três polícias (…) e 14 civis”.

 

As violências começaram durante a manhã e continuaram até ao início da tarde.

 

Presidente da África do Sul devolveu ao Estado mais de meio milhão de USD que tinha gasto abusivamente

Luanda - O Presidente da África do Sul, Jacob Zuma, devolveu aos cofres do Estado os 7,8 milhões de rands (cerca de 539.000 dólares) que gastou indevidamente na remodelação da sua residência particular, cumprindo uma sentença do Tribunal Constitucional.


Fonte: NJ

O anúncio do pagamento foi hoje feito pelo Tesouro sul-africano, instituição encarregada de calcular e receber a quantia que o Presidente devia devolver.


Zuma teve de pedir um empréstimo para poder pagar a totalidade das reformas da sua casa de Nkandla, no leste do país, que não tiveram apenas como objectivo melhorias em matéria de segurança, indicou o porta-voz da Presidência sul-africana, Bongani Majola.


O Tribunal Constitucional sul-africano ordenou a Zuma que devolvesse a importância indevidamente gasta depois de declarar vinculativas as recomendações da Provedora de Justiça, Thuli Madonsela, que considerava que o Chefe de Estado devia reembolsar o Estado da parte dos 246 milhões de rands (cerca de 16,8 milhões de dólares) que custaram as obras não destinadas a garantir a sua protecção.


O Presidente justificou a milionária remodelação da sua casa de Nkandla alegando razões de segurança, mas Madonsela revelou que, entre as infra-estruturas construídas, havia um galinheiro, um estábulo para vacas, um anfiteatro e uma piscina.


Depois de Zuma se ter recusado várias vezes a devolver o dinheiro, a oposição levou o caso ao Tribunal Constitucional, que no passado mês de Março determinou que o Presidente devia cumprir o disposto por Madonsela e acusou-o de fugir às suas obrigações com a conivência do Parlamento.


O "caso Nkandla" - como é popularmente conhecido na África do Sul - transformou-se num símbolo dos escândalos que rodeiam Zuma, de 74 anos, chegado ao poder em 2009 e que termina em 2019 o seu segundo e, por imperativo legal, último mandato.


Os abusos de poder de que é acusado e a evolução negativa de uma economia à beira da estagnação levaram o seu partido, o Congresso Nacional Africano (ANC), a obter, nas eleições autárquicas de 3 de Março, os piores resultados da sua história.


O ANC sofreu, então, uma perda de 60% dos votos em todo o país, um feito até agora inédito nos 22 anos de democracia na África do Sul.


Liderado por Zuma, o ANC perdeu pela primeira vez as câmaras de Joanesburgo, Pretória e Port Elizabeth, onde a opositora Aliança Democrática (DA) agora governa com o apoio de partidos minoritários.


O antigo movimento de libertação elegerá em Dezembro de 2017 o seu novo líder e o provável sucessor de Zuma como candidato do ANC à presidência do país.


Vários dirigentes do ANC pediram publicamente a demissão de Zuma, tanto do cargo de líder do partido como da chefia do Estado.

 

Moçambique: Chefe da bancada da RENAMO escapa do atentado

Maputo - A tentativa de atentado ocorreu na noite de quinta-feira, 8 de setembro à saída do aeroporto de Quelimane. Desconhecidos tentaram disparar contra Ivone Soares, também sobrinha do presidente da RENAMO, Afonso Dhlakama.

Fonte: DW

Em conferência de imprensa, realizada nesta sexta-feira, 9 de setembro de 2016, na capital da província da Zambézia, Ivone Soares, chefe da bancada da RENAMO na Assembleia da República, afirmou que não sabe quem a tentara balear e por isso não estaria em condições de responsabilizar a FRELIMO pela tentativa de baleamento de que foi alvo.

Quem tentou balear a chefe da bancada parlamentar da Renamo?


Abdul Razak, Ivone Soares, explicou ainda aos jornalistas que a missão que foi cumprir àquela província não vai ser interrompida, depois de ter escapado à aludida tentativa de atentado, perpetrada por homens até agora desconhecidos.

"Tiraram uma arma do tipo AKM!"


Ivone Soares, descreveu os acontecimentos de quinta-feira da seguinte forma: "Saía do aeroporto em direcção ao local de acomodação. De repente dois homens que se faziam transportar numa motorizada pararam na nossa frente e tiraram uma espingarda, uma arma do tipo AKM. Manusearam a arma, mas felizmente não conseguiram disparar."


Ivone Soares, não acusa ninguém em concreto pela tentativa de baleamento. A chefe da bancada parlamentar da RENAMO afirma mesmo que não está, de nenhuma forma, em condições de atribuir culpas à FRELIMO.

Ivone Soares limitou-se a arfimar que o Governador Abul Razak se sentiu envergonhado e lhe pediu desculpas: "Sou uma mulher que faz politica, não posso apontar nem este, nem aquele", sublinhou a sobrinha de Afonso Dhlakama, concluindo: "O governador pediu desculpas e disse que vai trabalhar com as forças de defesa e segurança para esclarecer o caso o quanto antes."


O Comando Provincial da Policia na Zambézia afirma, entretanto, que não dispõe de qualquer informação sobre a ocorrência.

UE denuncia "falta de transparência" nas presidenciais do Gabão

Lisboa - A missão de observadores da União Europeia (UE) às presidenciais no Gabão denunciou hoje "falta de transparência" no processo eleitoral.

Fonte: Lusa

"Felicito os eleitores gaboneses que exprimiram a sua vontade democrática num processo em cuja gestão faltou transparência", disse a chefe da missão de 73 observadores, a eurodeputada búlgara Mariya Gabriel, numa declaração à imprensa em Libreville.

 

"A missão lamenta a falta de transparência dos órgãos de gestão das eleições ao não porem à disposição das partes interessadas informações essenciais como a lista eleitoral e a lista dos centros de votação", criticaram os observadores europeus.

 

A missão da UE apontou por outro lado um desequilíbrio de meios que favoreceu o presidente, Ali Bongo Ondimba, candidato à reeleição.

 

"Antes do início oficial da campanha, a missão observou uma confusão entre as atividades de campanha e as funções oficiais do candidato da maioria, que beneficiou" de uma ampla cobertura mediática, afirmaram.

 

"Durante a campanha oficial, o acesso aos meios de comunicação foi fortemente desequilibrado em benefício do Presidente cessante".

 

As presidenciais do Gabão realizaram-se no sábado e os resultados devem ser anunciados na terça-feira.

 

O candidato da oposição, Jean Ping, proclamou-se eleito, mas a campanha do Presidente cessante assegura que Bongo venceu a eleição.

Guterres vence terceira votação para a ONU

Lisboa - António Guterres mantém a liderança na corrida à liderança das Nações Unidas (ONU). O português conseguiu 11 “votos de encorajamento”, três “votos de desencorajamento” e um “sem opinião”, na terceira das várias votações secretas para apurar o candidato ao cargo de secretário-geral da ONU. O antigo Alto Comissário para os refugiados venceu todos os sufrágios, no entanto o processo de escolha só deve terminar em outubro.

Fonte: Expresso

Esta segunda-feira, o segundo lugar passou a ser ocupado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da Eslováquia, Miroslav Lajcak, que obteve nove a favor, cinco contra e um neutro. Em terceiro ficaram búlgara Irina Bokova e Vuk Jeremik, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros da Sérvia, cada um conquistou sete votos a favor, cinco contra e três neutros.


Segue-se a ministra dos Negócios Estrangeiros argentina, Susana Malcorra, com sete votos de “encorajamento”, sete contra e um “sem opinião”. Srgjan Kerim, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros da Macedónia, conquistou seis a favor, sete contra, dois neutros.

 

A ex-primeira ministra neozelandesa Helen Clark obteve seis “encorajamentos”, oito “não encorajamentos” e um “sem opinião”. Danilo Turk, ex-presidente esloveno, que na primeira votação ficou em segundo lugar, voltou a cair: cinco a favor, seis contra, quatro neutros.

 

Já Natalia Gherman, ex-ministra dos Negócios Estrangeiros da Moldávia, teve dois “encorajamentos”, 12 “desencorajamentos” e um neutro. A costa-riquenha Christiana Figueres, ex-chefe do departamento do clima das Nações Unidas, conseguiu dois votos favoráveis, 12 contra e um “sem opinião”.

TRÊS VOTAÇÕES, TRÊS VITÓRIAS


António Guterres ficou em primeiro nas votações de 21 de julho e de cinco de agosto.

Este tipo de votação – “straw poll” – atribui uma de três “notas” aos candidatos: encorajamento, não encorajamento, sem opinião. Guterres obteve na primeira votação 12 votos de “encorajamento” e três sem opinião ou neutros e nenhum negativo.

Na segunda votação, Guterres recebeu 11 votos de “encorajamento”, dois contra e dois “sem opinião” é o resultado da votação de António Guterres esta sexta-feira no Conselho de Segurança da Nações Unidas (ONU).

Ao todo, estão na corrida 12 candidatos, o maior número de sempre, seis homens e seis mulheres. Oito são oriundos da Europa oriental, um grupo regional ainda vigente na organização internacional que nunca teve um secretário-geral, segundo um princípio não escrito mas geralmente aceite.

O processo de votação é secreto, pelo que é impossível saber qual será a indicação. Estas primeiras votações, não sendo formais no puro sentido do termo, têm o objetivo de ir apurando os candidatos, propiciando àqueles que têm maior número de “não encorajamentos” que possam retirar a sua candidatura, se considerarem que não têm qualquer possibilidade de prosseguir na corrida.

Os 15 membros do Conselho de Segurança continuarão a realizar estas votações até atingirem o consenso sobre um único candidato, que será proposto para votação pela Assembleia Geral. Mas sabe-se que os cinco membros permanentes (Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido e França) têm um papel preponderante, devido ao facto de terem direito a veto. Na prática, até agora, foram sempre eles a determinar quem é o secretário-geral.

Segundo o embaixador angolano Ismael Gaspar Martins, que é um dos 10 membros eleitos do Conselho, “só na terceira ou quarta straw poll o processo será mais claro”, de acordo com um despacho da Reuters.

 

António Guterres vence segunda votação para a escolha do novo SG da ONU

Lisboa - António Guterres voltou a ser o candidato ao cargo de Secretário-Geral das Nações Unidas com melhor votação junto dos 15 países do Conselho de Segurança da ONU. Este resultado confirma o favoritismo do ex-primeiro-ministro português, que ainda assim viu surgir dois votos de “desencorajamento”, depois de uma primeira votação em julho onde nenhum país se opôs à sua candidatura.

Fonte: Lusa

Ao todo, recebeu 11 votos de “encorajamento”, dois de “desencorajamento” e outros dois de “não-opinião”. Nesta fase, a votação é feita de forma secreta.

 

Segundo informação veiculada por vários observadores das Nações Unidas, entre jornalistas e diplomatas, Vuk Jeremić, atual presidente da Assembleia das Nações Unidas e antigo ministro dos Negócios Estrangeiros da Sérvia, surgiu em segundo lugar, com oito votos de “encorajamento”, quatro de “desencorajamento” e três de “não-opinião”.

 

Depois, por ordem de preferência seguiram-se: Susana Malcorra, ministra dos Negócios Estrangeiros da Argentina; Danilo Türk, ex-Presidente da Eslovénia; a búlgara Irina Bokova, diretora da UNESCO; o macedónio Srgjan Kerim, ex-presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas; Helen Clark, ex-primeira-ministra da Nova Zelândia; a costa-riquenha Christiana Figueres, secretária executiva da Convenção das Nações Unidas Para As Alterações Climáticas; Natalia Gherman, primeira-ministra da Moldávia; Miroslav Lajčák, ministro dos Negócios Estrangeiros e vice-primeiro-ministo da Eslováquia; e Igor Lukšić, ministro dos Negócios Estrangeiros do Montenegro.

 

Antes desta votação, a ex-ministra dos Negócios Estrageiros da Croácia, Vesna Pusić, desistiu da corrida, depois de ter ficado em último lugar no primeiro pronunciamento dos 15 países do Conselho de Segurança da ONU.

 

Esta foi a segunda votação favorável daquele órgão para António Guterres. A 21 de julho, já tinha sido o candidato com maior taxa de aprovação junto daquele órgão.

 

Votação é meramente indicativa e será repetida até haver consenso

 

O Conselho de Segurança da ONU é composto por 15 países. Entre estes, há cinco que são membros permanentes: China, Rússia, França, Reino Unido e EUA, que no seu conjunto são conhecidos como os P-5. Depois, sobram 10 países membros rotativos: Angola, Egito, Japão, Malásia, Nova Zelândia, Senegal, Espanha, Ucrânia, Uruguai e Venezuela. A última vez que Portugal fez parte deste órgão foi 2011-12, quando foi eleito pela terceira vez para fazer parte daquele lote de 10 membros rotativos.

 

A votação do Conselho de Segurança é meramente indicativa e não tem poder vinculativo. Porém, como acontece noutras decisões tomadas por aquele órgão, os cinco membros permanentes têm de estar de acordo em relação ao nome escolhido.

 

Esta necessidade irá provavelmente exigir uma continuação do jogo de bastidores dos vários candidatos em torno das sensibilidades dos vários países. Alguns ecoam os desejos de que a próxima pessoa a liderar as Nações Unidas seja uma mulher, a primeira a ocupar aquele cargo. Ao mesmo tempo, a Rússia tem procurado alguém mais próximo de Moscovo, ou pelo menos que não seja contrário às suas políticas.

 

A expectativa é que os candidatos com resultados menos favoráveis se retirem da corrida, permitindo a que, através de uma sucessão de votações, o Conselho de Segurança da ONU indique unanimemente o nome do candidato, que depois será submetido a uma votação, essa sim determinante, das Assembleia Geral da ONU.

 

A eleição final deverá acontecer entre setembro e outubro deste ano. Ban Ki-moon termina o seu mandato a 31 de dezembro de 2015.

 

Quem Somos

CLUB-K ANGOLA

CLUB-K.net é um portal informativo angolano ao serviço de Angola, sem afiliações políticas e sem fins lucrativos cuja linha editorial consubstancia-se na divulgação dos valores dos direitos humanos, educação, justiça social, analise de informação, promoção de democracia, denuncias contra abusos e corrupção em Angola.

Informamos o público sobre as notícias e informações ausentes nos canais informativos estatal.  Proporcionamos ao público uma maneira de expressar publicamente as suas opiniões sobre questões que afectam o dia-a-dia, qualidade de vida, liberdades e justiças sociais em Angola... Leia mais

Contactos

 

  • E-mail: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

  • WhatsApp: (+244) 918 512 433 Para uso no aplicativo WhatsApp apenas!

  • Reino Unido : (+44) 784 848 9436

  • Buffalo / EUA: (+1) 347 349 9101 

  • New York /USA: (+1) 315 636 5328

Newsletter

Assine a nossa Newsletter para receber novidades diárias na sua caixa de e-mail.

INSERE O SEU E-MAIL

Infográficos