Quem é Quem

Júlia Ferreira, Porta voz da CNE

Luanda – Era desconhecida do grande público, até Agosto de 2010, altura que foi  indicada para substituir Adão de Almeida como Porta- Voz da Comissão Nacional Eleitoral (CNE) , instituição que já fazia parte como comissária indicada pelo MPLA, partido onde milita desde os seus 19 anos de idade.  Júlia de Fátima Leite da S. Ferreira reune  quase todos os requisitos   que o seu antesessor “porta-voz”: Jurista de formação, eloqüente e lealdade ao regime traduzida nas origens familiar. O seu pai foi um destacado funcionário da Presidência da Republica, Augusto Ferreira Neto.


Fonte: Club-k.net

As varias facetas da sua vida tornam-lhe comprometida e grata ao regime.  Foi bolseira do MPLA, em Portugal. Estudou direito pela Universidade Clássica de Lisboa e logo a seguir concluiu um mestrado que a tornou especialista em direito comercial.


Quando regressou a Luanda, o seu partido viu nela a figura com os predicados certos para lhe conferir responsabilidades que antes de mais requeriam a fidelidade partidária. Seria colocada na GEFI – Sociedade de Gestão e Participações Financeiras, a holding de negócios do MPLA. Era ela, a jurista que   nesta estrutura,  tratava as questões das sociedades comercias da Gefi. Fazia igualmente parte do Secretariado do BP do MPLA para os assuntos políticos sob alçada de João Martins, a figura que a escolheu para integrar a CNE.  É casada com um deputado do MPLA, Nuno Caldas Albino “Carnaval”, o secretário para o associativismo juvenil da JMPLA.


Faz parte da ordem dos advogados de Angola e ao mesmo tempo partilha a actividade  política com a docência Universitária. Lecionava Direito do Trabalho no Curso de gestão de Recursos Humanos da Universidade Lusíada de Luanda. Faz igualmente parte dos professores da Universidade Agostinho Neto. Os alunos descrevem-na como “uma boa professora”.


Júlia Ferreira é agora a figura do momento por  a dar o rosto pela  organização das  eleições de 2012  e  do  lançamento dos resultados. Não esta claro se a mesma  tem acesso ao centro de  Escrutinio Eleitoral  em Talatona, dirigido pelo general Rogerio Saraiva, da Casa Militar. Sabe-se apenas que ela faz a leitura dos resultados a partir do Centro de Imprensa Aníbal de Melo (CIAM), na baixa de Luanda.

Quintino Moreira, candidato a PR pela Nova Democracia

Luanda - Quintino António Moreira, nasceu na província do Bengo, município dos Dembos Quibaxi.Formação superior, tem o 2º ano do curso de direito. Actualmente é o líder da coligação Nova Democracia União Eleitoral e, é presidente do Movimento para a Democracia de Angola (MPDA)e conselheiro da associação regional dos Dembos.


Fonte: NJ

Em 187, foi professor na escola do II e III níveis. Em 1990 foi chefe de sector interno do departamento de serviços gerais na fábrica de bicicletas e motorizadas Fabimor, em 1992, foi chefe de sector do contencioso laboral da mesma fábrica; e em 1995-97 foi chefe de departamento administrativo da empresa construtora de Luanda Econstrul.


É candidato a presidente da república pela coligação Nova Democracia.

Isaías Samakuva, candidato da UNITA às Eleições Gerais

Luanda - Isaías Ngola Samakuva, Presidente da UNITA, eleito em 2003 e reeleito quatro anos depois, é o candidato do maior partido angolano da oposição às Eleições Gerais.


Fonte: Lusa

Filho de Henrique Ngola Samakuva e de Rosália Ani Ulundu, nasceu no dia 08 de Julho de 1946, em Silva Porto-Gare (actual Kunje), na província do Bié, no planalto central de Angola.


Em 1970, foi professor na Missão Evangélica de Camundongo. De seguida, tirou o curso de teologia no Seminário de Dondi, onde tornou-se pastor evangélico.


A entrada formal na UNITA deu-se em 1974 e, um ano mais tarde, foi admitido como funcionário do Ministério do Trabalho, no então Governo de Transição de Angola.


Em 1976, devido à insegurança política, retirou-se para as matas e instalou-se numa das bases da UNITA na então Região Militar 25, tendo transitado depois para a Região 45, onde ocupou o cargo de chefe de gabinete do posto de comando, chefiou o gabinete do ex-líder Jonas Savimbi e coordenou a logística da UNITA na denominada Frente Sul.


Depois do fracassado acordo de paz assinado em Lisboa (1991) e do Protocolo de Lusaca (1994) foi constituído, em Luanda, o Governo de Unidade Reconciliação Nacional. É nesta época que Samakuva regressa a Angola para liderar a delegação do partido na Comissão Conjunta constituída para acompanhar a aplicação do Protocolo de Lusaca.


Em 2000, foi indigitado chefe da missão externa da UNITA e, na sequência da morte de Jonas Savimbi, em combate, a 22 de Fevereiro de 2002, regressou a Angola para discutir o cessar-fogo no âmbito do Protocolo de Lusaca.

Abel Chivukuvuku, candidato a Presidência da República pela CASA-CE

Luanda  -  Abel Epalanga Chivukuvuku, actual candidato presidencial pela CASA-CE as eleições de 31 de Agosto é um dos mais notáveis políticos da sua geração. Iniciou a sua carreira na UNITA onde se tornou  conselheiro político do líder histórico  Jonas Savimbi.


Fonte: Club-k.net

Nascido a 11 de Novembro de 1957, na localidade de Luvemba, município do Bailundo, província do Huambo (planalto central) é filho de Pedro Sanjando Chivukuvuku e de Margarida Chilombo Chivukuvuku.  É casado com Maria Vitória Ferreira Chivukuvuku e pai de três filhos.

Em 1975 frequentou o ensino secundário no Liceu Norton de Matos, no Huambo. Em 1986 formou-se em telecomunicações militares e serviços de inteligência militar na Alemanha e em 1988 diplomou-se em língua inglesa na universidade de Cambridge, no Reino Unido.

Licenciou-se em 2001 em Relações Internacionais na África do Sul, onde se especializou em Administração do Desenvolvimento e Comunicação.  Concluiu igualmente um mestrado em Relações Internacionais pela mesmo instituição (University of South Africa).

Abel Chivukuvuku ingressou na UNITA em 1974, primeiro na organização juvenil e mais tarde,em 1979, como militar do braço armado da organização, tendo sido tenente e exercido o cargo de chefe adjunto dos Serviços de Telecomunicações Externas do movimento, em Kinshasa (RDCongo).

Entre 1982 a 1986, já como tenente-coronel, foi chefe adjunto dos Serviços de Inteligência Militar da UNITA e, entre 1987 e 1988, representante adjunto da organização em Portugal, seguindo depois para o Reino Unido onde exerceu idênticas funções .

Com a patente de brigadeiro, entre 1989 e 1991 representou a UNITA junto da ONU e dos países do Leste Europeu, tendo sido depois nomeado chefe adjunto da delegação da UNITA na Comissão Conjunta Político Militar (CCPM).

Em 1992 foi designado secretário das Relações Externas da UNITA e mandatário eleitoral da lista de candidatos deste partido às legislativas e da candidatura de Jonas Savimbi às presidenciais, cuja primeira volta se realizou em simultâneo.

Em 1993 foi ferido nos confrontos militares de Novembro em Luanda e mantido sob custódia das autoridades governamentais quase durante um ano.  A sua detenção ocorreu num momento quando dirigentes da UNITA procuravam deixar Luanda que estava sob fogo e a sua coluna alvejada  por milícias  governamentais. Foi atingido nas pernas e o seu guarda costa, o levou para uma casa até ter sido socorrido pelo general Faisca das FAA. Nos hospital, o seu caso denotava “complicado” e as autoridades teriam orientado aos médicos que o amputassem as pernas. Uma figura teria se apercebido e avisou a sectores diplomáticos sobre as “orientações” do regime aos médicos e estes intercederam as autoridades para que não fizesse isso.. Foi assim que foi depois enviado para Alemanha para se tratado das pernas. Enquanto esteve no hospital recebeu visita de varias personalidades nacionais e internacional com destaque para Jefrey David, na altura sub secretario norte americano, para os assuntos africanos.

Depois de curado voltou a actividade política e  entre 1995-96 foi assistente político permanente de Jonas Savimbi, tendo sido escolhido como enviado do presidente da UNITA junto do chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos.

Como parlamentar foi líder da bancada da UNITA entre 1997 e 1998.

Depois do fim da guerra em Angola (2002) foi secretário para os Assuntos Parlamentares e director da candidatura de Isaías Samakuva à presidência da UNITA, no último congresso realizado em 2003, que o elegeu secretário para os Assuntos Constitucionais e Eleitorais.

No primeiro trimestre de 2012 saiu da UNITA para fundar a Convergência Ampla de Salvação de Angola que o tem como cabeça de lista as terceiras eleições em Angola.


Durante a carreira política de  38 anos, participou em inúmeras missões diplomáticas, tendo-se encontrado com vários Chefes de   de Estado e outras entidades governamentais em Africa, Europa e América.  Participou e dissertou em várias conferências e foruns Nacionais e Internacionais.

General Rogério Saraiva , o presidente da “outra CNE”

Luanda – Rogério Saraiva, é um oficial general da Casa Militar da Presidência da República, especialista em ciências da computação. É desconhecido do grande público, porém, em meios restritos do regime é notabilizado como o responsável dos 81% atribuídos ao MPLA nas eleições de 2008. Na altura ostentava a patente de brigadeiro.


Fonte: Club-k.net

Tem descendência portuguesa, mas sempre esteve presente em Angola. Estudou no   então Instituto  Karl Marx (hoje Makarenko), para mais tarde se especializar no exterior do país em ciências da computação. A reputação de ser “expert” em matéria de informática acrescida ao factor de ser quadro da Casa Militar da PR, levou com que fosse reencaminhado, nas  véspera das eleições de 2008,  para José Eduardo dos Santos, que na altura precisava de alguém com o seu perfil.

JES denotava inseguro, mas ao mesmo tempo pensava num parlamento com maioria absoluta para fazer passar uma constituição que lhe pode-se salvaguardar politicamente.  Optou por jogar no seguro e o engenheiro Rogério Saraiva, que na altura ostentava a patente de brigadeiro, seria a figura que lhe asseguraria uma avantajada vitória.

Dois meses antes do pleito eleitoral, de 2008, JES colocou-lhe na Comissão Nacional Eleitoral como consultor do então Presidente Caetano de Sousa.  É referenciado como  muito discreto e quase que não se dirige a ninguém.  Porém,  atribuem lhe um atrito, que o levou a incompatibilizou-se com o então director do departamento de tecnologia de informação,  Francisco Domingos que por  sua   “culpa”    saiu do cargo para ser  substituído por Fernando Ceita.

Rogério Saraiva  trabalhou no centro de escrutínio eleitoral  manejando , pela via informática,   a  percentagens dos votos. Tinha um trabalho a seu favor que dificilmente seria contrariado.  As autoridades naquele ano realizaram eleições sem cadernos eleitorais,  e não entregaram actas aos delegados de lista, o que tornou um  ambiente  que dificultaria a confrontação dos resultados lançados pelo centro de escrutínios em relação aos dos boletins de voto.

Em 2008, este  engenheiro   tinha sobre sua alçada um centro de dados internamente chamado por  PDF, situado perto do Bingo em Luanda. O mesmo  interagia com uma rede de Consórcio Técnico Eleitoral  dirigida superiormente pelo Centro de Estudos Estratégicos de Angola  ao qual fazia parte o general Mário Cirilo de Sá «Ita», o Coronel Correia de Barros e o Tenente General Felisberto Njele, antigos quadros da Inteligência Militar.


Através  de fugas de informação o envolvimento do   engenheiro  Rogério Saraiva nas eleições foi  denunciado  no chamado livro branco  das eleições de 2008, lançado pelo Instituto de Desenvolvimento e Democracia.   As autoridades  nunca  negaram o  envolvimento   do mesmo na feitura dos resultados das  eleições daquele ano.

Rogério Saraiva  , voltou a ser chamado para trabalhar nas eleições de 2012. Para evitar  reclamações sobre a participação de militares no processo ao qual a lei impede,   o Presidente José Eduardo dos Santos  orientou a sua passagem para à reserva para  integrar a super estrutura da INDRA da logística eleitoral.


Quase que nunca é visto na CNE. Está neste momento a trabalhar no Centro do    Escrutínio eleitoral,  montado   em Talatona  onde os resultados eleitorais serão lançados.  A lei eleitoral estima que o Centro do Escrutínio Eleitoral deve  ter a mesma natureza que a CNE, o que corresponde a inclusão de especialistas dos partidos presentes a Assembléia Nacional e concorrentes as eleições.  A CNE quando instada sobre o assunto argumenta  que fez concurso público ( em violação  a lei), cuja empresa vencedora  é  um consorcio  onde perfila, o engenheiro  Rogério Saraiva. É por esta razão que o tratam como o Presidente da “outra CNE”.

José Eduardo dos Santos, PR e cabeça de lista pelo MPLA – Biografia oficial

Luanda - JOSÈ EDUARDO DOS SANTOS, Presidente da República de Angola, nasceu a 28 de Agosto de 1942, filho de Eduardo Avelino dos Santos e de Jacinta José Paulino. Casado com Ana Paula dos Santos. Concluiu o ensino secundário em Luanda (Liceu Salvador Correia) e integrou-se no MPLA em Novembro de 1961, no exílio. Licenciou-se, em 1969, em Engenharia de Petróleos no Instituto de Petróleo e Gás de Baku (antiga União Soviética).


Fonte: site Oficial do Governo  de Angola

Regressado ao país, foi Ministro das Relações Exteriores no primeiro Governo constituído depois da Independência de Angola; 2º Vice -Primeiro Ministro, em 1978, e Ministro do Planeamento, em 1978-79. Foi eleito Presidente do MPLA a 20 de Setembro de 1979 e investido no cargo de Presidente da República Popular de Angola até Outubro de 1992, altura em que decorreram as eleições  presidenciais das quais saiu vencedor na primeira volta, com 49,6% dos votos.

Datam da primeira metade dos anos 80 as suas primeiras tentativas de criação das condições objectivas e subjectivas para o lançamento de profundas reformas económicas e políticas, com o apoio de jovens quadros saídos das faculdades de Engenharia, Direito e Economia. A situação de guerra não permitiu que essas reformas tivessem uma materialização mais rápida. Os Acordos de Bicesse, surgidos na sequência dessa abertura, acabaram por permitir um interregno no conflito militar criando condições para a adopção de um regime democrático e de mercado livre.

Um dado relevante do início do seu consulado foi o facto de José Eduardo dos Santos nunca ter ratificado nenhuma das sentenças proferidas pelos tribunais quando a pena de morte ainda estava em vigor e ter mesmo contribuído  decisivamente para a sua abolição em Angola.

De 1986-92 José Eduardo dos Santos esteve na base dos esforços de pacificação no país e na região, que culminaram com a retirada das tropas invasoras sul-africanas, o repatriamento  do contigente cubano, a independência da Namíbia e o fim do regime do "apartheid " na África do Sul.

Eliminados os factores externos que agravavam o conflito interno em Angola, José Eduardo dos Santos lançou as pontes para uma solução negociada, dinamizou a abertura ao pluralismo político e à economia de mercado, e organizou eleições democráticas multi-partidárias (29-30/09/92) sob supervisão internacional.

Na grave crise que se seguiu, provocada pela recusa da Unita em aceitar o veredicto da ONU  de que as eleições foram "livres e justas", José Eduardo dos Santos dirigiu pessoalmente a intensa actividade diplomática que culminou no integral reconhecimento internacional do Governo Angolano, impulsionou a instituição dos órgãos de soberania eleitos e organizou a defesa das instituições democráticas, forçando os opositores armados a aceitarem uma solução negociada do conflito, consubstanciada nos Acordos de Lusaka de Novembro de 1994.

Nessa base foi constituído um Governo de Unidade e Reconciliação Nacional, integrando elementos oriundos dos partidos com assento no Parlamento, incluindo da própria oposição armada.

Infelizmente, os Acordos de Lusaka também não conduziram Angola à paz definitiva. Em 1998 as forças rebeldes retornam à guerra, depois de se terem rearmado em segredo, convencidas de que poderiam chegar ao Poder pela via militar.


Novamente, José Eduardo dos Santos revelou-se um estadista à altura do momento delicado que o país atravessava. Decidiu combater a subversão armada sem recorrer ao estado de sítio ou de emergência, mantendo em funcionamento todas as instituições democráticas do país e assegurando assim os direitos, as liberdades e as garantias dos cidadãos.


As próprias Nações Unidas o felicitaram em 29 de Julho de 2000 pelo anúncio de que perdoaria todos os rebeldes armados, incluindo o seu líder, desde que reconhecessem as autoridades legítimas e contribuíssem para a consolidação do regime democrático, para a reconciliação nacional e para o desenvolvimento do país.


Dois anos depois, graças à implementação de um programa multilateral de resistência nacional contra a guerra, de iniciativa do Presidente angolano, foi finalmente alcançado um entendimento entre as chefias militares do Governo e a das forças rebeldes que levaram ao fim definitivo da guerra em Angola, num acto que se cumpriu solenemente em cerimónia realizada em Luanda no dia 04 de Abril de 2002.


Sensivelmente no mesmo período o Presidente Angolano contribuiu de forma decisiva para  a estabilização da situação nas Repúblicas de Congo/Brazzaville e Democrática do Congo e para a busca de uma solução política para o conflito militar da região dos Grandes Lagos.

Anastácio Finda, de membro de organização de apoio a JES, a líder do CPO

Luanda –  O discurso com que se apresenta  ao público fazendo  defesa de “ilegalidades” como o “caso Suzana Inglês”  e  outras irregularidades do  regime faz com que o vejam como o presidente de uma coligação da oposição “simpatizante”  do MPLA.


Fonte: Club-k.net

O opositor que mais é recebido na sede do MPLA

No período das  primeiras eleições de 1992, em Angola, Anastácio Finda fazia parte de uma coligação CUFA – Coligação Unida para Frente de Angola.  O CUFA era uma força política,  que por não reunir as assinaturas necessárias, para  participar  nas primeiras eleições,  converteu-se em iniciativa pro- presidencial de apoio a candidatura de José Eduardo dos Santos.


Em 1994,  o CUFA, foi transformado  em   Conselho Político da Oposição (CPO). A sua liderança seria assumida por  Anastácio Finda. Na altura vivia-se um momento conturbado em que ainda existia uma rebelião armada que fazia oposição ao regime de Eduardo dos Santos. Ao mesmo tempo  sectores da segurança de Estado ajudaram a fundar  ou refazer  pequenos partidos políticos e coligações  para mostrar ao mundo que o  regime respeitava a democracia e  que como prova as pessoas eram livres de formar  partidos políticos no país.

Não obstante ter estado na política,  Anastácio Finda era um quadro oriundo do aparelho da segurança de Estado que se destacava no sector  da educação do município do Rangel.  Dava  aulas nas escolas  Imperial Santana e  Ngola Mbandi no mesmo bairro. Ocupou cargos de direção (director), que eram reservados para figuras da alta  confiança do regime.


A época, já era um técnico superior que detinha  uma licenciatura de Lingüística  na Vertente da Educação pela Universidade Agostinho Neto. A  poucos anos atrás entendeu que deveria fazer “algo mais” e  se  matriculou no curso de direito da mesma Universidade estando agora a freqüentar o quarto ano.


A docência cuja vocação tem continua a ser a profissão que mais dá-lhe  gosto. Faz tempo que deixou o ensino primário para estar  agora nas vestes de professor de língua portuguesa no Instituto  Médio de Economia de Luanda (IMEL).  Leciona  turmas do  curso de  comunicação Social, Contabilidade, Gestão Empresarial.  É descrito como “um bom professor” e de “trato fácil”, porém, os alunos reconhecem que tem uma vocação desencontrada para a política.


Antes de iniciar a campanha  eleitoral apareceu na sala de aulas e aproveitou o momento para  apelar a sua simpatia dos alunos. Ficou embaraçado quando um  dos estudantes questionou-lhe as razões que levavam-lhe adoptar, um   discurso que punha em causa  a crença no seu partido e na sua própria pessoa.  Os seus alunos,  sugeriram -lhe que deveria ter uma postura “firme”  semelhante a de  outros candidatos como Isaías Samakuva da UNITA e Abel Chivukuvku da CASA-CE ou até mesmo do actual presidente Eduardo dos Santos. Respondeu que ainda estava longe de destas duas prestigiadas personalidades.


Diz publicamente que não esta interessado na  Presidência da República e que o seu  objectivo  é entrar para o parlamento.  A segurança que faz passar de que tem lugar garantido na Assembléia Nacional  levam-no a suspeitar de que terá  feito pacto  com o regime   razão pela qual fez uma recente conferencia a dizer que confiava na CNE e que não iria por fiscais nas Assembléia de voto para fiscalizar o acto de votação.


Vai partir para o pleito de 31 de Agosto como o candidato mais próximo ao regime. Tal reparo não é alheio ao facto de hoje ser  o líder  de partido da oposição “do regime”  que  é mais recebido na sede  central do MPLA, no largo Antonio Jacinto.

Edeltrudes Costa, os “olhos e ouvidos” de JES na CNE

Lisboa –  Entrou para as estruturas do governo pelas mãos de Fernando da Piedade Dias dos Santos “Nandó” que tão logo fora nomeado Primeiro Ministro, o convidou   para, em comissão de serviço, exercer as funções de assessor  para a Área Jurídica, Parlamentar e de Acompanhamento à Preparação e ao Controlo das Deliberações do Conselho de Ministros do seu Gabinete. 

Fonte: Club-k.net

Silva Neto não toma decisão sem o consultar

Edeltrudes Maurício Fernandes Gaspar da Costa o sujeito da historia esteve no gabinete de “Nandó” por dois anos até  Dezembro  de 2004, ser sondando por Virgilio Fontes Pereira  que propõe o seu nome ao PR  para o nomear como  seu  Vice-Ministro da Administração do território para as questões eleitorais. Ao mesmo tempo, e por  inerência de funções,  tornou-se ele a segunda figura do extinto CIPE- Comissão Interministerial  para o Processo Eleitoral que tinha como coordenador  o então Ministro do MAT.


No seguimento da entrada em vigor da nova constituição, Edeltrudes   Costa  é afastado do governo  passando a dedicar-se a advocacia  no RCJE – Advogados Associados (a antecessora do CFRA | Advogados Associados)  que ajudou a fundar  em 2001 com Raul Araújo e Carlos Feijó. Ao mesmo tempo esteve ligado a Federação Angolana  de Basquetebol (FAB) onde ocupa a tarefa de responsável do conselho judicial.


Edeltrudes   Costa   seria “recuperado” pela  autoridades  para integrar o  Conselho de Administração da ANIP mas meses depois viria o seu nome a ser   indicado   como  comissário do MPLA para a Comissão Nacional Eleitoral.  Com a saída de Suzana Inglês seria ele indicado como presidente interino.  O gabinete presidencial  aproveitou o “vazio” e orientou-lhe a  criar rapidamente  uma “Comissão de Avaliação” em que ele  auto se indicou como presidente da mesma para escolher as empresas para trabalharem na logística eleitoral das eleições de 31 de Agosto.


Deu dois dias (sábado e domingo) para as empresas  interessadas  apresentarem as suas candidaturas apoiadas por quinze documentos de suporte. As nove empresas citadas apresentaram as suas candidaturas dentro daqueles dois dias, mas a maioria não apresentou os 15 documentos de suporte (porque os serviços de notário não abrem no final de semana).  Sob orientação da PR, a sua “Comissão de Avaliação”  da CNE, considerou a espanhola  INDRA como “qualificada”, a pesar desta empresa espanhola ter sido ,  a que apresentou o orçamento  mais caro.


Com a entrada do juiz Silva Neto como novo presidente da CNE, a INDRA já estava feita com  o regime e Edeltrudes   Costa    ganharia votos de JES que o passa a ter como um “segundo  Adão de Almeida” para as questões eleitorais.  


Silva Neto, o novo chefe Maximo da CNE, não toma decisão sem o consultar. Nas  plenárias, da CNE  as propostas  são analisadas  mas  o juiz apenas decide em função de sinais  e gestos que Edeltrudes  Costa lhe  faz, razão pela qual é tido como o presidente “de facto” da CNE.  É nesta condição que   passou a ter acesso regular a JES de quem recebe orientações.


Na última deslocação do PR a Espanha, o mesmo seguiria para o mesmo destino, no dia seguinte para uma reunião com os responsáveis da firma espanhola INDRA. É ele, hoje os olhos e ouvidos de JES na comissão nacional eleitoral. A próxima tarefa é desviar as atenções da oposição política para que os seus membros não recebam as actas síntese na assembléia de voto no sentido de evitar contagem paralela  das forças opostas a JES.

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