Quem é Quem

Suzana Mendes, candidata a “Diva da Comunicação”

Luanda - Suzana Mendes, uma das nomeadas  para a categoria, foi a primeira mulher a tornar-se editora-chefe de um jornal angolano, no caso o Jornal Angolense. Licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade Independente de Angola (UNIA) foi, durante três anos, Directora para Informação do jornal "Angolense".

Fonte: Angolense

Como jornalista, viajou para vários países para cobrir eventos importantes. Ela já cobriu as eleições em Moçambique, África do Sul, Estados Unidos da América e Noruega.

Desde 2008 Suzana Mendes, membro fundador do Fórum de Mulheres Jornalistas para a Igualdade de Género (FMJIG), está a trabalhar como activista contra a violência doméstica em Angola, através da campanha mediática "Desafiando o Silêncio", que envolve jornalistas angolanas na sensibilização contra o drama social das agressões no meio familiar.

Ela é membro do Fórum de Repórteres Investigativos de África, com sede em Joanesburgo, África do Sul, organização da qual já foi vice-presidente (de 2009 a 2010).

No quadro do seu trabalho, a jornalista tem feito também uma série de palestras, em Angola, sobre temas como “cobertura de processos eleitorais”, “responsabilidade social dos jornalistas” e “o envolvimento da media no combate a violência doméstica”.

Actualmente, ela serve, enquanto voluntária, como Directora de Projectos do Fórum  de Mulheres Jornalistas para a Igualdade de Género e é redactora da Revista “Figuras e Negócios”, bem como integra o painel de comentadoras do programa “Elas e o Mundo”, da rádio LAC.

Importa realçar que para votar em Suzana Mendes para Diva da Comunicação os seus admiradores enquanto profissional podem enviar mensagem para o número “42323” com a mensagem “comunicacao2”.

Para este ano, na categoria “Divas da Comunicação” estão também nomeadas outras profissionais com créditos firmados no jornalismo angolano, nomeadamente Anastácia Bitota, Isabel João e Paula Esteves.

General Baptista Vindes, ex- Chefe dos Serviços de Inteligência da UNITA

Lisboa –    Já foi um dos oficiais da guerrilha de  Jonas Savimbi  mais procurado pelo Serviço de  Inteligência Externa (SIE)  de Angola,  em  finais dos anos 90,  por ter  feito do Togo a plataforma de abastecimento da logística da UNITA.  Hoje  é uma das   figuras de bastidores,   mas  ao mesmo tempo,   o  “braço direito”  de Isaías Samakuva.


Fonte: Club-k.net

O “braço direito”  de Isaías Samakuva

João Baptista Rodrigues Vindes, de seu nome completo,  é oriundo da  comuna do Chiumbo, município do Catchiungo, na província do Huambo. Encontrava-se em Luanda, na véspera da proclamação da  Independência Nacional mas logo após os  desentendimentos entre os três movimentos de libertação (UNITA, MPLA e FNLA), na capital do país seguiu para   o interior  integrando as estruturas  da guerrilha do  líder- fundador do “Galo Negro”.


Nas  zonas controladas pela UNITA, teve a  carreira virada para a área de Inteligência e mais tarde para a diplomacia. Esteve em formação  pelos   Marrocos, França mas foi na Inglaterra onde teve cursos dados pelos antigos agentes da MI6 (Serviço britânico de informações, oficialmente designado Secret Intelligence Service ou SIS ).  Em 1985, esteve  a frente, por um ano, dos  Serviços de Inteligência da UNITA, para de seguida ser despachado como representante da organização em Lubumbashi, província do ex- Zaire, actual RDC.  


No seguimento da queda do  regime de Mabuto do ex- Zaire, em 1997, a UNITA perderia influencia naquele território que era a sua  base de apoio logístico.  Porém, a apesar da amizade  que continuava a ter  com a Costa do Marfim,  Jonas Savimbi, entendia que depois da morte do  Presidente  Félix Houphouët-Boigny,   da queda de Mobutu e da morte do Rei Hassan II dos  Marrocos,  o único amigo seguro que tinha restado,  para tratar dos assuntos estratégicos da UNITA, era o   Presidente  Gnassingbé Eyadema do Togo.  Nesta perspectiva,   Savimbi envia, em 1998,  para o Togo,  o general    João Baptista  Vindes que  transformaria  este país  na mais  importante base de logística dos rebeldes, nos últimos anos da guerra. Vindes respondia também  pelo Burkina - Faso  até ser indicado um novo representante -residente,  Julião Kanhualuku.


Como responsável da rede externa da UNITA naquela região, Baptista  Vindes acolheu  em  Lomé, o actual  Vice-Presidente, Joaquim  Ernesto Mulato que por imposição das sanções das Nações Unidas  teve de  abandonar a Alemanha, onde representava  o “Galo Negro”.  O general tinha também sob sua  responsabilidade, a tutela   dos filhos de Jonas Savimbi e de outros estudantes angolanos ligados ao seu partido  naquele país.
  

É nesta condição que,  o general   Baptista  Vindes,  se tornaria  o alvo  mais procurado pelos homens de Fernando Miala  por ser ele quem  alvitrava a partir do Togo, o abastecimento da logística da guerrilha da UNITA.  Em 1999, o general    Vindes esteve  por de trás da neutralização de uma operação do SIE que visava a captura de um filho de Jonas Savimbi, Eloy Sakaita. Da operação,  os seus aliados da  Agência Nacional de Informação (ANR - serviços secretos) do Togo  emboscaram  um quadro do SIE, Casimiro Manuel  da Silva, acreditado  na embaixada de Angola na Nigéria que se  deslocara a   Lomé para efectuar a  missão. 


A rede de Baptista Vindes  naquela região  teria igualmente abortado uma estratégia do SIE, levada  a cabo por um    operativo   identificado por “Contreiras”, colocado na  embaixada de Angola na Costa do Marfim.  A abortada  estratégia  visava  o aliciamento/rapto  de uma irmã  de Jonas Savimbi, Judith Pena   e  o rapto    de Celino  Saveyile,  que a partir de  Abdijan coordenava as comunicações externas  do líder guerrilheiro com o resto do Mundo. A fracassada acção do SIE, levou com que as  chefias da UNITA na região, solicitassem  um encontro com  o Coronel  Touré, ex- chefe da guarda presidencial da Costa do Marfim pedindo que  persuadissem  as autoridades angolanas a não transferir o conflito  para aquele país, porque qualquer atentado contra a integridade física dos seguidores de Savimbi, conforme fizeram saber, resultaria em retaliação violenta. 


Vindes  foi igualmente a figura que em Julho de 2000, levou com que Angola rejeitasse  participar  na  36ª cimeira da OUA que teve lugar em Togo. Luanda  invocou  o  acolhimento deste celebre general  pelas autoridades Togolesas  e fez  sair  um violento  comunicado alegando que não participaria na cimeira africana  por  “este país se ter transformado numa base logística e de apoio político e diplomático à guerra devastadora que o terrorista Jonas Savimbi move contra o povo angolano”.  No mesmo comunicado, o governo angolano  apresentou o nome  do general Baptista  Vindes e dos seus colegas   alegando que “ foram apenas retirados de Lomé  para outras localidades afastadas para não por em causa a realização da cimeira".


O ex- representante da UNITA, em  Lomé, movimentava-se  com  passaporte da Comunidade Econômica do Oeste Africano o que lhe permitia mover-se naquela região sem sobresaltos. Fala fluentemente a língua francesa e inglesa  e passava por um cidadão local.  Figuras que com ele privam, descrevem-no como  um elemento dotado e com hábitos próprios.  Gosta de escrever poemas e  adora musicas dos Beatles.  Quando chegou a Luanda após os acordos de paz,  de 2002,  desmobilizou-se como general na reforma para de seguida inscrever-se na Universidade Agostinho Neto,  onde  terminou  a  licenciatura em historia africana.


Dos homens de confiança de Jonas Savimbi, ele é descrito como  o que mais ficou  traumatizado pela  forma como a  direita no Ocidente  passou a rejeitar a UNITA durante as sanções.  Até  finais de 2011, era o  Presidente do Conselho Nacional de Jurisdição da UNITA, tendo sido substituído pelo deputado e Jurista Silvestre Gabriel Samy.  É no momento  o mais influente   conselheiro   do circulo presidencial     de  Isaías Samakuva.  Nas eleições de 31 de Agosto de 2012, foi ele a figura que coordenou  a logística eleitoral  da UNITA em todo o país. 


A nível das famílias tradicionais do “Galo Negro”, o general Vindes é tio de Alda Sachiambo  de quem   foi   seu padrinho no casamento com George Chicoty.  é casado com uma senhora  que  é irmã do falecido general  Njolela Diamantino George  vulgo   “Big Jó”.

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Eulália “Ary”, cantora

Luanda - Ary, nasceu no Lubango, província da Huíla. A simpatia e a sensualidade são duas imagens de marca. Ary veio para Luanda com apenas cinco anos de idade. Começou por viver no bairro da Maianga, rua Amílcar Cabral, mas teve que mudar várias vezes para outros bairros de Luanda.

*Waldney Oliveira
Fonte: Vida/O País

“Ficámos muito pouco tempo na Maianga. Em seguida mudámos para a rua Onze do Cassenda. Voltámos para a Maianga, e desta para a rua Marian Nguabi. De lá fomos para o Kinaxixi, nos arredores do restaurante Canecão, e seguidamente para uma casa próxima do Hotel Trópico. Por fim passámos algum tempo no estádio dos Coqueiros e finalmente voltámos para a Maianga”, relembra.


Simpática e boa conversadora, Ary recorda que quando era criança criava um jacaré em sua casa: “comprámo-lo no Cacuaco e o animal foi criado no meu apartamento. Já estava bem crescidinho quando, um dia, tivemos de deixá-lo aos cuidados de alguém de “confiança”. Infelizmente, quando regressámos, essa pessoa já havia vendido o “meu jacarézinho”, lamenta.


Laurinda Helena, mãe da Ary, sempre a apoiou na carreira. “A minha mãe quando era criança também quis ser cantora mas os meus avôs não a deixaram, queriam que ela estudasse”, frisou.


Mario José Gabriel, pai de Ary, está ligado à ginástica (foi o apresentador do programa “Ginástica para Todos”, da TPA) e embora inicialmente tenha sido menos entusiasta em relação à opção da filha, também acabou por a apoiar “o meu pai só deu conta que eu cantava e gostava de música quando o convidei a assistir ao concurso Estrelas ao Palco”, revela.


Licencianda em Ciências da Comunicação pela Universidade Independente de Angola (UNIA), Ary fez o curso médio de Gestão de Sistemas Informáticos pelo Instituto Médio Industrial de Luanda (IMIL). Hoje continua a almejar terminar a sua licenciatura, algo que tenciona fazer a par da sua afirmação no mundo da música.


Simpatia, humildade e simplicidade são algumas das virtudes mais vísiveis na cantora. “Creio que as características da minha personalidade ajudaram-me a ser o que sou hoje a nível profissional”, respondeu quando questionada sobre o segredo do seu sucesso rápido e explosivo.


Recorde-se que em pouco mais de um ano, Ary foi considerada uma das três vozes femininas mais admiradas da actualidade (a par de Yola Araújo e Yola Semedo).


A nível sentimental Ary tem um namoro “fresco”. Confessa que não tem tido grandes constrangimentos com o parceiro em relação à sua carreira; “ele entende e respeita minha profissão”, diz com alegria. Ary revela que não pretende ter filhos agora, mas quando chegar a altura certa ambiciona ter dois. O casamento, para ela, é um sonho. “Adoro casamentos, sempre que assisto um imagino como será o meu”, comenta. Para já considera-se uma menina prendada e boa dona de casa, “apesar de não saber, nem gostar de engomar. Arrumo muito bem a casa, lavo perfeitamente, cozinho de tudo um pouco. Só não engomo porque não sei, nem gosto de o fazer”, conclui.

UMA ESTRELA NO PALCO


Nyhaneca Nkhumbi de etnia, Ariovalda Eulália Gabriel, ou simplesmente “Ari” (diminutivo) ou “Ary” (nome artístico), a mais velha de seis irmãs, teve a sua primeira experiência em palco no concurso musical Estrelas ao Palco (de karaoke) em 2002. Neste concurso, apresentado pelos jornalistas Jorge Antunes e Patrícia Pacheco, Ary imitou a cantora norte- -americana Lauryn Hill. O resultado, porém, foi uma frustação. Ary ficou-se pela terceira eliminatória, tendo decidido não mais continuar no mundo da música.Valeu o amigo Celso Roger que adorou a sua voz e aconselhou-a a dar continuidade a carreira.


Foi Celso que apresentou Ary ao produtor e cantor Heavy C. “Fui ter com ele e submeti-me a um teste no qual cantei a mesma música do Estrelas ao Palco. No final ele perguntou–me: onde andavas esse tempo todo?”, recorda. Nessa altura Heavy C, tinha acabado de lançar o disco da Yola Araújo e estava a trabalhar na produção do disco da Yola Semedo. Ary teve, por isso, a certeza que estava em boas mãos e foi a partir dessa altura que julgou ter chegado a altura de iniciar uma carreira profissional como cantora.


AO GOSTO DO PÚBLICO


A gravação do seu primeiro álbum Sem Substituições foi um processo moroso (só foi lançado vários anos depois, em Dezembro de 2007). Ary não cantava semba, nem kizomba, apenas soul music e bounce. A primeira versão do disco foi gravada na África do Sul, mas ao chegar a Luanda o produtor Heavy C foi peremptório – “Ary, o mercado nacional está complicado. Se queres singrar vais ter que começar a cantar semba. O gosto do público não está virado para a soul music”. Depois desse veredicto, das músicas gravadas na África do Sul mantiveram-se apenas as faixas Como Te Sentes Tu e Deixa Respirar. “Foi necessário mudar as restantes músicas e adequá-los ao estilo que o povo queria ouvir e dançar”, recorda Ary.


As músicas Carta de Amor (a que mais a marcou), Meu Grande Amor, Saint Toys, Back the Baby e Doce Mel, foram gravadas em Luanda. Em Paris gravou-se a música Sexi Baby com o francês Nicol. Amar Não é Assim e Casamento Só Pra Quê foram gravadas pelo próprio Heavy C, na Holanda.


Nessa altura a música Como Te Sentes Tu, do álbum Sem Substituições, causou polémica, principalmente entre os homens. A razão está na letra, na qual Ary confessa ter traído o seu parceiro pelo facto dele a ter traído antes. Entre risos a cantora comentou: “A verdade é que essa letra aconteceu comigo. Mas foi há muito tempo. Eu ainda era menina daquelas relaçõezinhas de beijinho. As mulheres adoram esta música, mas quem realmente escreveu a letra foi o Anselmo Raph”.


PRIMEIRO E ÚNICO ÁBUM


Cinco mil cópias foi o número de discos editados na primeira fase, que esgotou logo no primeiro dia do lançamento. “Numa primeira fase foram editados somente cinco mil CDs. Estávamos numa altura em muitos músicos estavam a «bater na rocha» (a ter insucessos comerciais). Como eu vendi todos os CDs logo no primeiro dia, voltei a reeditar mais cinco mil”, justificou. Ary garante que este sucesso não a surpreendeu. “Sempre fui uma pessoa muito optimista”, justifica.


Neste primeiro disco, Ary contou com a participação dos cantores Yuri da Cunha, Heavy C, Karina Silva e o francês Nicol. A participação no espectáculo do cantor cabo-verdiano Nelson Freitas, que cantou em dueto com Yuri da Cunha, foi um dos mais marcantes da sua carreira.


No dia desse show, recorda que na véspera do concerto ainda só tinha vendido cinquenta bilhetes. “A organizadora LP pediu-me que cancelasse tudo porque só faltava um dia para o show. Mas eu insisti que cantaria nem que fosse apenas para essas 50 pessoas. Para meu grande espanto no dia do show a sala abarrotou”.


Depois do sucesso nos palcos nacionais Ary fez uma tournée pela Europa no qual actuou em Lisboa, Bruxelas e Londres. Em relação ao sucesso repentino Ary afirma não ter sido fácil lidar com a fama em certas situações “já não me sinto exactamente igual ao que era. Agora sou obrigada a ser mais perfeita e muito cuidadosa em tudo o que faço. No princípio as pessoas faziam muitos comentários sobre mim. Os negativos faziam-me sentir pessimamente, mas a minha mãe aconselhou-me que se este era o caminho que eu escolhi, então tinha que ultrapassar tudo. É impossível agradar a todos”, diz.


O seu caminho para o êxito não foi isento de dificuldades. Ary, confessa que já passou por momentos muito difíceis. “um dos piores foi quando decidi andar atrás dos patrocínios para o seu disco. Cheguei até a ser assediada sexualmente”, confessa.


PROJECTOS

Ela acredita que a sua aparição na cena artística surgiu numa época muito boa em que a música angolana atravessa uma fase de vitalidade e crescimento. “O mercado está mais exigente. Os artistas angolanos têm que se esforçar mais, até porque são cada vez mais valorizados internacionalmente”, diz. Apesar de não falar nenhuma língua nacional, Ariovalda Eulália, também ambiciona um dia cantar na língua da sua origem étnica, Nyhaneca Nkhumbi. Recorde-se que Ary foi eleita, no final no ano de 2008, a “Diva do momento”.

Jorge Valério Coelho da Cruz - In Memorium

Luanda  - Jorge Valério Coelho da Cruz nasceu a 11 de julho  de 1992. Os primeiros três anos de vida passou na rua das Beiras, bairro Terra Nova, Rangel. Filho de António Cristo Coelho da Cruz e de Euridice Paula Sebastião, é caçula entre três irmãos.


Fonte: SA

Aos três anos de idade parte com a família para Portugal, a acompanhar o pai que na altura era basquetebolista e havia sido contratado por uma equipa lusa. Acomodam-se em Torres Vedras, no Distrito de Lisboa, seguindo depois para Vila Nova de Gaia.


Foi ali onde faz os seus estudos primários e permaneceu até à adolescência. Um dos seus defeitos, muito por conta da convivência, quase desde a nascença, com a cultura portuguesa e a raça branca, dizia sempre, quando criança, que não era negro. Mesmo depois de crescido mostrou sempre sinais  de aculturação. Jorge Valério era um rapaz de personalidade forte, era alguém que não gostava de levar desaforos para casa e engolir sapos não fazia parte do seu dicionário, tão pouco do seu quotidiano, como diz um seu parente.


«Era um rapaz muito calmo, um miúdo muito fino. Nunca foi amigo de bebidas alcoólicas. Ele podia ter algumas diferenças com os irmãos, mas nunca com vizinhos ou pessoas de fora», agrega o seu familiar.


Em 2008 regressa a Angola definitivamente. Em Luanda, Jorge Valério continuou os seus estudos no colégio Miramar, onde tinha uma tia como directora. Essa escolha foi intencional porque permitia aos familiares terem um maior controlo e melhor acompanhamento do menino. E por conta disso, ele sempre foi um aluno aplicado. Sempre apresentou boas notas.


Jorge Valério era um rapaz muito carismático, principalmente no seio das meninas e também muito vaidoso. Gostava de ginásio, não por desporto, mas para manter o corpo escultural. Não hesitava em pegar uma t-shirt nova do irmão mais velho ou até um perfume para aparecer bem.


No principio do ano corrente fez o teste para ingresso na Universidade Lusíada de Angola, curso de gestão de recursos humanos, em que aprovou. Estava a frequentar o primeiro ano do referido curso. Até à data da sua morte o jovem mantia uma rotina que se limitava a encontros com os amigos (às vezes até altas horas), escola, casa e nos finais de semana gostava de se divertir. ■

João Mantantu Dundulu, Primeiro tradudor do Novo Testamento em Kikongo

Luanda - Mantantu Dundulu (de 1865 a Fevereiro 1938) mais conhecido como Nlemvo, foi o primeiro cristão protestante no Congo, e um colaborador próximo com William H. Bentley em escrever na língua Kikongo.

Fonte: muanadamba.net


Nascido em Padwa em Angola, Mantantu Dundulu, órfão desde o dia do seu nascimento, foi criado, de acordo com os costumes de sua sociedade, por seu tio, Tulante Mbidi. Seu tio era tanto o chefe da aldeia de Lemvo e um comerciante de marfim e escravos.


Em 1879, o rei D. Pedro V do Kongo, acompanhado por WH Bentley, um missionário da Sociedade Missionária Batista (BMS), viajou para Lemvo. Foi nesta aldeia que Bentley, que estava aprendendo Kikongo, descobriu Mantantu, que falava a língua muito bem. Bentley encontrou nele um excelente intérprete e fê-lo, com a bênção de seu tio, seu colaborador.


Rapidamente aprendeu a ler e escrever, Mantantu acompanhou Bentley na maioria de suas viagens. Pensa-se que o nome Nlemvo, o que significa obediência e também indica a sua aldeia natal, foi-lhe dado por Bentley.


Em 30 de abril de 1882, Nlemvo converteu-se em cristianismo. Seu batismo, no entanto, só ocorreu até seis anos mais tarde, em 19 de fevereiro de 1888. Assim, ele se tornou a primeira pessoa a ser batizada na estação Wathen (agora Ngombe-Lutete), localizado a 50 km (30 milhas) ao norte de Mbanza Ngungu.


No início, Nlemvo ajudou os missionários ingleses para construir uma escola na capital do antigo reino do Kongo, de San Salvador, e em 1883 ele ajudou na construção da BMS no Stanley Pool (agora Malebo). Em seguida, ele trabalhou com Bentley para compilar um "Dicionário e Gramática da Língua Kongo". No decorrer deste trabalho, ele acompanhou Bentley para a Inglaterra em abril de 1884. Durante a sua estadia europeia, Nlemvo foi recebido, com outros oito "congoleses", pelo Rei Leopoldo II da Bélgica. Como resultado de sua ausência prolongada, sua família ficou preocupada, achando que ele tinha sido vendido como escravo. Então, no final de seu trabalho de tradução, ele retornou à sua aldeia até que Bentley voltar. Mais tarde, ele participou da exploração dos afluentes do Kasai, na companhia dos missionários George Grenfell e da Bentley.

Depois de seu batismo, em 1888, Nlemvo casou com  Kalombo, uma mulher cristã originária da região Kasongo no leste do Congo, onde os missionários haviam livrado, a população da escravidão. Nlemvo e Kalombo viveram em Kivianga, uma vila cristã criada na concessão de terras da estação BMS em Ngombe-Lutete, em 1882. Esta aldeia, é como a maioria das aldeias cristãs fundadas recentemente, agrupadas uma população etnicamente heterogênea. Antes de seu casamento, Nlemvo tinha vivido lá com suas três irmãs. Interétnica Nlemvo e casamento religioso, foi apenas um exemplo de uma transformação profunda instituído por missionários na sociedade do Kongo. Nlemvo havia se tornado um "homem destribalizado" verdadeiro como foi evidenciado em sua recusa a se tornar chefe de sua aldeia depois da morte de seu tio em 1887.

Nlemvo colaborou na tradução do Novo Testamento em Kikongo. Para ajudar Bentley nesta tarefa difícil, ele foi para a Inglaterra, pela segunda vez, entre dezembro de 1892 e setembro 1893. Então, quando Bentley, debilitado pela doença e trabalho, voltou para a Inglaterra permanentemente, Nlemvo o acompanhou a fim de completar a tradução da Bíblia inteira do Inglês para o Kikongo. Durante a sua estada terceiro europeu, ele foi submetido a cirurgia ocular que visava a corrigir uma doença que ameaça a sua visão. Infelizmente, a operação terminou em fracasso e Nlemvo voltou para casa em 1905 sem ter sido curado.

Apesar de problemas oculares, Nlemvo continuou a sua carreira literária rica. Ele ajudou na revisão da Bíblia em Kikongo, publicado em 1926, ele participou ativamente na tradução das obras de Bentley, dos Provérbios e Salmos, ele trabalhou com M. Jennings na tradução do livro Stakler sobre a vida de São Paulo e do Atos dos Apóstolos em Kikongo, e ele traduziu, do Inglês para o Kikongo, o livro intitulado "raiar do dia." Finalmente, Nlemvo escreveu um esboço autobiográfico intitulado "Mpungwilu."

Em novembro de 1937, a administração colonial informou o primeiro cristão protestante da sua intenção de honrá-lo com a medalha de ouro da Real Ordem do Leão em reconhecimento dos seus serviços ao Estado. Infelizmente Nlemvo morreu em fevereiro de 1938, de modo a medalha foi entregue postumamente a seu filho em julho de 1938.

Um especialista em Africano grande literário, principal contribuição Mlemvo estava no trabalho de tradução, a importância de que continua a ser apreciada até nos dias de hoje.


 Sabakinu Kivilu
 

Em colaboração com  Ricardo Lemvo.

Júlia Ferreira, Porta voz da CNE

Luanda – Era desconhecida do grande público, até Agosto de 2010, altura que foi  indicada para substituir Adão de Almeida como Porta- Voz da Comissão Nacional Eleitoral (CNE) , instituição que já fazia parte como comissária indicada pelo MPLA, partido onde milita desde os seus 19 anos de idade.  Júlia de Fátima Leite da S. Ferreira reune  quase todos os requisitos   que o seu antesessor “porta-voz”: Jurista de formação, eloqüente e lealdade ao regime traduzida nas origens familiar. O seu pai foi um destacado funcionário da Presidência da Republica, Augusto Ferreira Neto.


Fonte: Club-k.net

As varias facetas da sua vida tornam-lhe comprometida e grata ao regime.  Foi bolseira do MPLA, em Portugal. Estudou direito pela Universidade Clássica de Lisboa e logo a seguir concluiu um mestrado que a tornou especialista em direito comercial.


Quando regressou a Luanda, o seu partido viu nela a figura com os predicados certos para lhe conferir responsabilidades que antes de mais requeriam a fidelidade partidária. Seria colocada na GEFI – Sociedade de Gestão e Participações Financeiras, a holding de negócios do MPLA. Era ela, a jurista que   nesta estrutura,  tratava as questões das sociedades comercias da Gefi. Fazia igualmente parte do Secretariado do BP do MPLA para os assuntos políticos sob alçada de João Martins, a figura que a escolheu para integrar a CNE.  É casada com um deputado do MPLA, Nuno Caldas Albino “Carnaval”, o secretário para o associativismo juvenil da JMPLA.


Faz parte da ordem dos advogados de Angola e ao mesmo tempo partilha a actividade  política com a docência Universitária. Lecionava Direito do Trabalho no Curso de gestão de Recursos Humanos da Universidade Lusíada de Luanda. Faz igualmente parte dos professores da Universidade Agostinho Neto. Os alunos descrevem-na como “uma boa professora”.


Júlia Ferreira é agora a figura do momento por  a dar o rosto pela  organização das  eleições de 2012  e  do  lançamento dos resultados. Não esta claro se a mesma  tem acesso ao centro de  Escrutinio Eleitoral  em Talatona, dirigido pelo general Rogerio Saraiva, da Casa Militar. Sabe-se apenas que ela faz a leitura dos resultados a partir do Centro de Imprensa Aníbal de Melo (CIAM), na baixa de Luanda.

Quintino Moreira, candidato a PR pela Nova Democracia

Luanda - Quintino António Moreira, nasceu na província do Bengo, município dos Dembos Quibaxi.Formação superior, tem o 2º ano do curso de direito. Actualmente é o líder da coligação Nova Democracia União Eleitoral e, é presidente do Movimento para a Democracia de Angola (MPDA)e conselheiro da associação regional dos Dembos.


Fonte: NJ

Em 187, foi professor na escola do II e III níveis. Em 1990 foi chefe de sector interno do departamento de serviços gerais na fábrica de bicicletas e motorizadas Fabimor, em 1992, foi chefe de sector do contencioso laboral da mesma fábrica; e em 1995-97 foi chefe de departamento administrativo da empresa construtora de Luanda Econstrul.


É candidato a presidente da república pela coligação Nova Democracia.

Isaías Samakuva, candidato da UNITA às Eleições Gerais

Luanda - Isaías Ngola Samakuva, Presidente da UNITA, eleito em 2003 e reeleito quatro anos depois, é o candidato do maior partido angolano da oposição às Eleições Gerais.


Fonte: Lusa

Filho de Henrique Ngola Samakuva e de Rosália Ani Ulundu, nasceu no dia 08 de Julho de 1946, em Silva Porto-Gare (actual Kunje), na província do Bié, no planalto central de Angola.


Em 1970, foi professor na Missão Evangélica de Camundongo. De seguida, tirou o curso de teologia no Seminário de Dondi, onde tornou-se pastor evangélico.


A entrada formal na UNITA deu-se em 1974 e, um ano mais tarde, foi admitido como funcionário do Ministério do Trabalho, no então Governo de Transição de Angola.


Em 1976, devido à insegurança política, retirou-se para as matas e instalou-se numa das bases da UNITA na então Região Militar 25, tendo transitado depois para a Região 45, onde ocupou o cargo de chefe de gabinete do posto de comando, chefiou o gabinete do ex-líder Jonas Savimbi e coordenou a logística da UNITA na denominada Frente Sul.


Depois do fracassado acordo de paz assinado em Lisboa (1991) e do Protocolo de Lusaca (1994) foi constituído, em Luanda, o Governo de Unidade Reconciliação Nacional. É nesta época que Samakuva regressa a Angola para liderar a delegação do partido na Comissão Conjunta constituída para acompanhar a aplicação do Protocolo de Lusaca.


Em 2000, foi indigitado chefe da missão externa da UNITA e, na sequência da morte de Jonas Savimbi, em combate, a 22 de Fevereiro de 2002, regressou a Angola para discutir o cessar-fogo no âmbito do Protocolo de Lusaca.

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