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CLUB-K ANGOLA - NOTICIAS DE ANGOLA

Quem é quem

António Mosquito, empresário e presidente do Grupo M’Bakassy

Lisboa - 1 . António Mosquito tem a reputação de ser um dos empresários angolanos com mais apurada cultura/espírito empresarial – uma qualidade a que não são considerados estranhos traços da sua personalidade como a discreção com que “blinda” a sua vida profissional e pessoal e familiar.

Fonte: Africa Monitor

Nasceu na Calenga (Vila Verde, na toponímia colonial), província do Huambo. À data da revolução em Portugal, prenunciadora da independência do território, era gerente de uma fazenda de sisal, no Cubal, da mais importante firma da Caála, Oliveira Barros & Cia, para a qual começara a trabalhar havia anos, levado por seu pai.


A este “activo” do seu passado deve seguramente atributos como a experiência e o tacto que tem revelado como empresário. Um dos grandes handicaps que os empresários angolanos denotam e/ou põem termo à sua carreira, é o improviso do seu ingresso na actividade: sem vocação ou experiência; seduzidos por meras futilidades.


2 . Até aos primeiros alvores da liberalização política e económica que por alturas do fim da guerra fria começaram a derramar-se em Angola, levando-a a apartar-se da já agonizante “irmandade” revolucionária, os empresários eram uma espécie de “aves raras”, mal tolerados como eram por um sistema dito de direcção central.


A Mosquito passou os tempos que foi preciso esperar até às mudanças internas à frente da firma Oliveira Barros & Cia. O seu velho fundador e respectiva descendência tinham-se retirado para Portugal, confiando a A Mosquto a gerência da firma – que ele desempenhou “a contento”, apesar dos obstáculos que a actividade privada implicava.


O “pulo” considerável que a sua vida empresarial conheceu surgiu na esteira das referidas mudanças internas e não há dúvida de que para isso terão decisivamente contribuído meios e favores postos à sua disposição pelo próprio regime. No novo ambiente de economia de mercado era forçoso haver empresários e iniciativa privada.


Parece óbvio que “a mão” então dada pelo regime a empresários como A Mosquito e outros não foi inocente ou desinteressada. No quadro de luta política que se desenhava, convinha que figuras socialmente relevantes, mas etnicamente conotadas com a UNITA, fossem “cativadas” pelo regime.


A receptividade dos proto-empresários de então às generosidades do regime também não terá sido desinteressada. Tinham à sua disposição uma rara ou única oportunidade para dar vazão à sua vocação empresarial e/ou a projectos de impossível de materialização sem os meios e protecções que o regime lhes oferecia.


3 . Foram os meios e facilidades postos à disposição de A Mosquito pelo regime, eventualmente por intermédio de José Eduardo dos Santos, que alavancaram a sua ascensão. Mas também é certo que isso não quebrou a fidelidade que lhe era reconhecida a uma independência política que também o valoriza como empresário.


Valentim Amões (AM 282), outro empresário originário do Huambo, cuja carreira também se ficou a dever a amparos vários do regime, esse seguiu um caminho diferente. Filiou-se no MPLA, chegando mesmo a ser membro do CC, embora se julgue que, íntimamente, nunca tivesse renegado supostas inclinações pela UNITA.


A Mosquito, ao contrário, nunca se deixou tentar pela política – de forma directa ou indirecta ou ligado a quem quer que fosse. Permaneceu rigorosamente neutro e talvez
tenha sido esse o principal factor do sentimento de respeito com que é olhado, mas também da solidez da sua própria prosperidade.


O grupo empresarial que serviu de plataforma inicial para a sua vida empresarial chama-se Mbakassy & Filhos. No nome está presente uma ideia de harmonia familiar que também o favorece, não apenas em abstrato, mas por ser real. Juntou todos os seus filhos e familiares próximos nos seus negócios – que passaram a ser de todos.


Também passa por ser senhor de uma vontade de valorização pessoal não muito comum no empresariado angolano. Tem habilitações acima da média (estudou no seminário católico até ao 5º ano), mas a especificidade do que aprendeu nãp abrangeu saberes e conhecimentos que procura adquirir, como inglês, direito, economia, etc.


4 . O apogeu da sua vida empresarial tem 3 facetas marcantes: importador de carros Audi e VW, em larga escala fornecidos ao Estado; construção civil, associado à Odebrecht e Teixeira Duarte; exploração petrolífera, através da Falcon Oil (registada no Panamá), que detém 10% do Bloco 33 e é candidata à exploração onshore.


O Bloco 33, adjudicado em 1998, depois de uma promoção que o apresentou como muito promissor, tem-se revelado um relativo fracasso. Os furos efectuados na fase de prospecção não confirmaram as expectativas. E implicaram prejuízos avultados, proporcionalmente repartidos por todos os parceiros.


5 . A “paixão” de A Mosquito é, porém, pelo sector mineiro – diamantes em especial. A inclinação foi conhecida há ca de 15 anos, quando ante uma hipótese de alienção da participação da SPE-Sociedade Portuguesa de Empreendimentos na SML-Sociedade Mineira do Lucapa se apresentou como candidato ao negócio.


No IPE, entidade que então geria as participações do Estado português, de cujo universo fazia parte a SPE, formou-se uma tendência que dava preferência a A Mosquito (havia outros) como comprador da SML. O negócio só não se concluiu por que o Governo português reconsiderou a intenção de se retirar do sector dos diamantes em Angola.


Agora, na esteira de um processo ainda não fechado (AM 724), mas iniciado por via de um afastamento litigioso da SPE da exploração diamantífera no Lucapa, foi a A Mosquito, através da sua sociedade, KSM-Kassypai Sociedade Mineira (AM 666), que a Endiama (de facto, o regime), propôs participar na concessão.


A oportunidade oferecida a A Mosquito de entrar na exploração do Lucapa tem um “pano de fundo” em que se projectam sombras de um diferendo com o antigo parceiro, a SPE e, em sentido mais lato, com o Estado português. Em Portugal, onde pousa amiúde e tem escritório, A Mosquito tem um bom círculo de relações.

    Carlos Rosado, Economista

    Luanda - Rosado de Carvalho licenciou-se em Economia pela Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa em 1985, especializando-se no mesmo ano em Comércio Internacional pela Copral-Associação Industrial Portuguesa.

    Fonte: angola-luanda-pitigrili.com

    Em 1989, especializou-se em Assuntos Europeus na Comissão Europeia, em Bruxelas. Em 1996/1997, frequentou o mestrado em Economia Internacional do Instituto Superior de Economia Gestão (ISEG), em Lisboa.


    Foi em 1994/1995 docente da disciplina de Introdução à Economia dos cursos de Economia e Gestão da Universidae Independente, em Lisboa. Em 1995/1996, foi docente da disciplina de Introdução à Economia do curso de Geografia e Planeamento Regional da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Nova de Lisboa. Também docente da disciplina de Introdução à Economia do curso de Marketing e Publicidade do Instituto Superior de Artes Visuais, Desin e Marketing (IADE), em Lisboa.


    Presentemente é professor na Universidae Católica, em Luanda, Angola.


    Na Comunicação Social, foi estagiário, jornalista e editor de Economia do semanário Tempo, em Lisboa, entre 1986 e 1988. Em 1987/1988, editou em Lisboa a newsletter Confidencial Negócios. Entre 1987 e 1989, foi editor de economia do semanário Independente, em Lisboa.


    Na agência de notícias Lusa, em Lisboa, foi editor de Economia de 1999 a 2001. No decorrer dos cinco anos seguintes, foi editor de Economia do jornal Público.


    De 1994 a 1996 foi cronista de Economia na RFM/Rádio Renascença, e de 1996 a 2003 especialista em Economia da TSF. Presentemente é comentador habitual na Rádio Mais e TV Zimbo, em Angola.

    Participou como conviado em vários colóquios e conferências, tanto em Portugal como em Angola.

      Carlos Silva, o financeiro mais poderoso da Sonangol em Portugal

      Lisboa - Numa altura de grande agitação nas relações económicas entre Portugal e Angola, há um nome importante da alta finança que os jornais e revistas tiraram do anonimato: Carlos Silva. Considerado hoje um dos homens mais influentes nos negócios que envolvem os dois países, o vice-presidente do Millennium BCP nasceu naquele país africano em 1966 e é quem dá a cara pela Sonangol - principal accionista privado - na instituição bancária. Além disso, é o fundador e actual presidente do Banco Privado do Atlântico (BPA). A sua presença em Portugal está concentrada no edifício das Amoreiras Square, em Lisboa, onde estão todas as empresas de construção ou media ligadas ao banco que criou em 2006.

      Fonte: ionline.pt

      As suas relações com a Europa começaram quando decidiu vir para Lisboa estudar Ciências Jurídicas na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Foi nesta altura que conheceu Miguel Relvas, ministro dos Assuntos Parlamentares demissionário. Após a sua formação académica, em 1991, regressou ao seu país para exercer advocacia, tendo entrado para a banca.

      De 1998 a 2001 representou o Banco Espírito Santo em Angola, tendo contado com o apoio o presidente executivo do BES, Ricardo Salgado. Mas foi a criação do Banco Espírito Santo Angola (BESA) que fez com que passasse a ser apenas um dos administradores, cargo que ocupou até 2006. Nessa altura, Carlos Silva cria o Banco Privado do Atlântico (BPA), de que é CEO até hoje, em paralelo com o cargo de presidente do BPA Europa e com o de vice-presidente não executivo do Millenium BCP.


      Os grandes escândalos que se abateram nos últimos anos sobre as instituições bancárias a que está ou esteve ligado sempre lhe passaram ao lado. Em Março, o Expresso noticiou que Orlando Figueira, procurador do Departamento Central de Investigação e Acção Penal que investigou vários casos relacionados com Angola, estava a trabalhar para o Millenium BCP, mais concretamente no departamento de compliance. Isto é, o departamento que executa medidas preventivas junto de quadros do banco para impedir que se verifique a prática de qualquer ilícito penal ou administrativo por parte de funcionários do Millenium BCP.


      A DESCRIÇÃO EM PESSOA Apesar da relevância que tem nas relações entre os dois países, Carlos Silva sempre quis estar longe dos holofotes. Sendo possuidor de um vasto património em Angola, mas também em Portugal, o angolano ficou conhecido pelas suas longas estadas no Hotel Ritz de Lisboa. Há meses, a revista Sábado dedicou-lhe mesmo uma reportagem, considerando-o um dos mais assíduos e melhores clientes da unidade hoteleira, tendo ficado conhecido a partir daí como o “Senhor X”. Ontem voltou a não querer expor-se. Questionado pelo i sobre alguns aspectos da sua vida, Carlos Silva preferiu não fazer qualquer comentário.

      EMPRESAS Além da banca, o angolano tem uma forte presença na área empresarial. Não sendo sequer quadro da Sonangol, a sua importância naquela empresa é conhecida por todos. Foi aliás com a entrada da Sonangol na estrutura accionista do Millenium BCP que Carlos Silva conseguiu ganhar toda a importância que hoje tem, uma vez que essa situação terá precipitado a saída do fundador Jardim Gonçalves e do seu braço direito Paulo Teixeira Pinto - enquanto o primeiro discordava da entrada da Sonangol, o segundo apoiava. O financeiro angolano, curiosamente, sempre conseguiu manter boas relações com os dois.


      O investimento da Sonangol no Millenium BCP, onde a petrolífera detém uma participação de 19,44%, tem sido muito criticado em Angola por implicar a utilização de avultados recursos financeiros internos. Em causa estão os elevados prejuízos do banco, que já ultrapassaram os mil milhões de euros.


      O angolano lidera ainda a empresa InterOceânico, constituída por diversos investidores angolanos e portugueses, dos quais se destacam a Sonangol, Global Pactum, António Monteiro, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, Francisco Pinto Balsemão, chairman do grupo Impresa, Hipólito Pires, antigo representante exclusivo da SEAT para Portugal e que agora detém a representação da Saab em Angola, e Manuel Nabeiro, da família que gere a empresa detentora da marca ‘Cafés Delta’. Esta sociedade, com um capital social de 75 milhões de euros e cuja apresentação foi realizada por Carlos Silva em Fevereiro de 2011, pretende promover investimentos em Portugal, Angola, Brasil e China e que podem ser materializados na tomada de posições em empresas ou através do lançamento de novos projectos. “Acreditamos neste vértice - Portugal, Angola, Brasil e China - uma geometria onde podemos gerar valor para as famílias e para as nossas economias”, afirmou então Carlos Silva.


      Tendo uma relação próxima da Mota-Engil, na qual tem uma participação no capital social da empresa em Angola, Carlos Silva está também à frente de grandes projectos de construção civil, como a sociedade Baía de Luanda - que tem como investidores a Sonangol, o BPA, o BCP e o Fini-Capital.

        Mateus Sipitaly, director do SINSE para política social

        Lisboa – Foi durante muitos anos  o delegado do Serviço de Inteligência e Segurança de Estado (SINSE) na província do Huambo, uma actividade que intercalou   com a vida acadêmica. Dali seguiu  para sede nacional em Luanda, para  desempenhar  o cargo de Director da Luta Contra Subversão Política e Social do SINSE, uma função que o tornou  na segunda figura da instituição,  em questões operativas.

        Fonte: Club-k.net

        De estatura mediana,  tez  escura e a barba que o caracteriza, Mateus Sipilaty  é um quadro que foi recrutado, para a segurança de estado, a partir de Benguela (Cubal), sua terra natal, entre 1978/79. Contava com 20 anos de idade. Desde então trabalhou na Província e paralelamente fez  uma formação no ramo da pedagogia  pela Universidade Agostinho Neto. Na fase em que a delegação do SINFO observava o período de reestruturação (precipitado  por uma desorganização), Mateus Sipitaly estava colocado numa  área equivalente a secção ACR (Luta contra agrupamentos C/R).   Daí foi  transferido para o Huambo como segunda figura da delegação provincial dos serviços e mais tarde acabou ele sendo o  titular do posto (delegado do SINSE, ex-Sinfo).


        Sipitaly que em Dezembro último,  defendeu uma  tese de doutoramente em Cuba  subordinada ao tema   “O aperfeiçoamento da inspecção educacional na província de Luanda”  foi um destacado docente universitário do ISCED do Huambo. A inclinação pela educação aparenta ser uma vocação  familiar. Para além de ele próprio apresentar-se,   na sociedade, como um quadro deste sector, um primo - irmão,  André Soma, ocupa o cargo de delegado da educação em Luanda.  


        No Huambo notabilizou-se por ter  tido um  poder  equiparado  a segunda figura soberana  da província.  Tinhas os seus negócios  no ramo hoteleiro  e uma fazenda que o permitiam  ter uma vida folgada. Por duas vezes, ou mais, o chefe do SINSE, Sebastião Martins,  desejou  transferir-lhe para  outro local, em serviço  mas Mateus Sipitali revertia ao quadro implorando que o deixassem ficar por mais algum tempo no planalto central.  Em  finais de 2011, ocorreram rotações  a nível das direcções províncias e nacionais da segurança e a contragosto  ele acabaria por ser transferido para ocupar o cargo que   agora exerce na sede nacional. O seu ex- “adjunto” no Huambo, Cesário Canjulo também seria mexido e  despachado como delegado provincial  em  Benguela.


        Ainda naquela região, Mateus Sipitaly rivalizou-se surdamente  com o governador Faustino Muteka, por actuar como uma sombra daquele. Diz-se que nada se fazia  em sectores chaves da  província sem a sua palavra.  Quando foi transferido para Luanda concorreram   rumores de que teria saído sob influencia de Muteka  que alegadamente o responsabilizava pelas imprecisões nas informações de planos e acções das actividades da UNITA. (Muteka sentia-se  perdido  por o Galo Negro ter, neste período,  organizado um comício cuja dimensão e aderência muito o  irritou)


        No ponto de vista do  SINSE, Mateus Sipitaly  fez um óptimo trabalho operativo contra a oposição (UNITA), ao contrario da tese  segundo a qual tentou  em vão  recrutar  um “peixe graúdo”   no seio do maior partido da oposição.


        Em Luanda, o seu trabalho esta mais  centrado na filtração e penetração aos partidos políticos e sectores considerados como opositores ao regime.  Era uma área que foi dividida em duas. O  seu antecessor, Mateus Vilembo (Director de Apoio Técnico Operativo)  ficaria com a tarefa  para a área dos eventos (reconhecimento e acompanhamento de comícios, actividades culturais e etc). 

        Há informações de que numa  remodelação, prevista para breve, o mesmo deverá ser nomeado como director para a área da educação da instituição e o cargo que agora ocupa deverá ser preenchido por António Vieira Lopes “Tó”, o delegado provincial  do SINSE  em Luanda.   


        De entre, os directores do SINSE, Mateus Sipitali, é descrito como o menos acessível apesar de ostentar uma inteligência que lhe é inegável. Os quadros da sua direcção tem se revelado saturado pela falta de abertura do mesmo ao negar-lhes sucessivos pedidos de autorização para  superação  acadêmica.  A reputação, de “figura dura”, aparenta  ser uma característica que lhe é notada desde o passado. Correligionários seus,   ao tempo do MINSE, que pela intimidade   o tratam por  “Lili” descrevem-lhe  como um quadro  com predicados próprios mas também  “refinadamente astuto”.

          Francisco Notícia, Comandante da polícia do Sambizanga

          Lisboa – Foi um dos jovens, que  ao lado de  quadros policias  (da linha de Divaldo Martins, Diogo e Jorge Bengue)   as autoridades angolanas  investiram  na sua formação no  Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna de Lisboa, a alguns anos atrás.

          Fonte: Club-k.net

          O rosto da repressão na corporação

          Na capital Lisboeta, Francisco Baptista Notícia, de 36 anos de idade,  viveu na Linha de Cintra e era descrito como um jovem sereno.  Dentro do “grupo de  Lisboa”  da Policia Angola, ele acabaria por  se tornar na decepção dos que acompanharam a sua carreira ao associar-se a  grupo  de  praticas que pouco dignificam a polícia nacional angolana.  Francisco  Notícia estava  colocado como  comandante interino do Município de  Viana, quando ocorreram   aos assassinatos   de   Joãozinho e Mizalaque, que deram lugar ao julgamento do “caso Quim Ribeiro”. (O titular do posto de Viena  era  o superintendente Augusto Viana Mateus e  encontrava-se em Cuba de ferias).

          Por  razões, até agora desconhecidas, ele   nunca foi chamado para  depor sobre os assassinatos  praticados pelos oficiais sob seu comando, porém,  acabaria por ser brindado com o cargo de comandante da  divisão da  policia no Município   do Sambizanga, que agora ocupa. 

          Para além deste caso, ele ficou com a reputação menos boa  por associarem-lhe  a um   esquema de apropriação de um   terreno por detrás da Universidade  Tecnica de Angola (UTANGA), no município de Viana ao tempo que foi o segundo comandante.   Desde então  passou a ser jocosamente  tratado pela população como o comandante  conotado ao “esquadrão da morte” .


          As autoridades gostam dele,   por   se mostrar disponível sempre que há  ações de repressão contra a população, mas por outro lado peca por denunciar  os seus superiores. Em Julho de 2012, embaraçou o  então Ministro do Interior , Sebastião Martins numa altura em que aquele  governante  procurava   desmarcar-se das praticas de repressão  que  marcaram o seu consulado.  Francisco Noticia,  manteve algemado, o jovem Pedro  Malembe  por quatro horas, com as mãos  a inflamar após os seus homens  terem  fortemente espancado o rapaz (acompanhar  os vídeos em anexo).  A agressão aconteceu na presença de jornalistas da TPA e RNA que estavam no local  mas que entretanto não fizeram registro magnético do comportamento do comandante da polícia mas relataram nos seus círculos a forma desumana que Francisco Noticia tratou os detidos que  iam se juntar a uma manifestação pacifica.


          Esta semana voltou a ser chamado pelas autoridades para uma acção de repressão  idêntica.  O comandante do Rangel que seria a entidade mais próxima da circuncisão do largo do Primeiro de Maio ou do cemitério da Sant`Ana foram preteridos para tal operação ao qual o regime optou por chamar Francisco Noticia do Sambizanga para por termo a uma manifestação previamente comunicada ao governo  para  contestar o desaparecimento, a 27 de Maio passado, Isaías Cassule e António Alves Kamulingue.  Os seus homens agrediram e prenderam os jovens antes da manifestação  se realizar. O mesmo  alegou que estaria a cumprir ordens do governo de Luanda, chefiado por Bento Francisco Bento.


          Quem  já se mostrou indignada com a conduta desde jovem oficial da policia é a comandante de Luanda, Elisabeth Franque “Bety” mas pouco faz ou age para por termos sobre as praticas que associam  Francisco Notícia, ao esquadrão da morte.

          Uma irmã, sua presentemente em Portugal mostra-se também preocupada por o ver  envolvido  em diligências  que mancham não só a família, como a imagem do país.

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