A Voz do Povo

Regime impede "Mãos Livres" de investigar "caso Kalupeteka"

AO
MUI DIGNO PROCURADOR GERAL DA REPÚBLICA

LUANDA

ASSUNTO: NOTA DE PROTESTO

Excelência;

Na sequência dos acontecimentos ocorridos no Huambo, o denominado “caso KalupeteKa” a Associação Mãos Livres tem vindo a acompanhar com bastante indignação do comportamento das autoridades locais.

Até a presente data, a Polícia Nacional não permite que se tenha acesso ao local dos factos, nem que se faça o levantamento de forma independente, do número de mortos civis e a sua identidade. Os órgãos de Investigação Criminal não permitem qualquer contacto com os presos e se recusam a dizer onde se encontra Kalupeteca e as condições de detenção em que se encontra. A Procuradoria no Huambo não se pré-dispõe a receber os membros da Associação Mãos Livres, nem os Advogados que se pretendem garantir a defesa dos presos.

Associação Mãos Livres criou uma comissão de trabalho que, de forma imparcial pretende produzir um relatório sem influência de nenhuma natureza, mas que traduza a verdade e somente a verdade dos factos.

Sendo Angola um Estado de Direito, a limitação de organizações trabalharem de forma independente, perante um facto que tem carácter jurídico-penal, as limitações apontadas são reflexo de que não se pretende garantir aos acusados os mais amplos direitos de defesa.

Por tudo quanto ficou exposto, é de se protestar o comportamento das autoridades locais, incluindo da PGR, ao impedir o livre acesso aos locais em que ocorreram os factos e de limitação aos arguidos ao acesso a um defensor, que não seja um funcionário público.

Outro sim, solicitamos a tomada de medidas urgentes com vista a garantir que a associação Mãos Livres possa sem qualquer limitação ou coação exercer a sua actividade de investigação e defesa no caso.

Luanda, aos 27 de Abril de 2015.

Alta consideração  

Atentamente

Salvador Freire dos Santos
O Presidente

Carta aberta contra a parceria entre a TAAG e a Emirates - Trabalhadores

Exmo. Sr. Ministro dos Transportes Augusto da Silva Tomas

A TAAG já passou a muito da necessidade de assistência técnica/operacional ou parceria estrangeira na dimensão que o Sr.Ministro tem levado a fazer crer ao público, o estado da TAAG que o Sr. Ministro tem relatado reflete um “modus operandi” dos anos oitenta para justificar a parceria com a emirates. Passados mais de 30 (trinta) anos o Sr. Ministro Tomás não faz ideia da evolução em termos de capacidade de recursos humanos que registrou na nossa companhia de bandeira, a TAAG tem quadros capazes, bem formados e experientes que os próprios consultores respeitam e temem‐nos. Por isso, não cola o seu argumento de que TAAG não tem competências para justificar adjudicação a gestão a estrangeiros ou fazer parceria.

Aliás, a Emirates não tem nenhuma cultura própria de gestão de transporte Aéreo, e, as melhores praticas recomendadas são da industria de transporte aéreo e qualquer companhia aérea deve adoptar incluindo a TAAG, repare que, por força dos tais acordos de parceria a Emirates neste momentos está no mercado a negociar/contratar pessoas de diferentes nacionalidades tais como brasileiros, portugueses e ingleses para virem gerir a TAAG. É sabido que a parceria entre a TAAG e Emirates não vai potenciar a TAAG antes pelo contrário, senão vejamos, porque foi o Sr. Ministro autorizou frequências diárias de Dubai/Luanda/Dubai com ligação a mais de 160 destinos? E TAAG com duas frequências semanais apenas. Isso beneficia a quem? A TAAG? Ao País?

O Sr. Ministro sabe porque a parceria da Air Sir Lanka com a Emirates não deu certo? Qual a medida tomada pelo governo do referido pais? Porque os sul‐africanos acabaram os acordos com Emirates?

Sr. Ministro, o problema da TAAG não é técnico/operacional nem de segurança, e prova disso são as repetidas aprovações da IOSA, a questão da TAAG consiste na má prestação de serviço ao cliente, é um problema de gestão que não se resolve pondo os seus amigos, conterrâneos de Cabinda ou estrangeiros a gerir a TAAG mas sim colocar as pessoas certas no lugar certo, a TAAG tem quadros muito competentes e valiosos (contrariamente o que disseste na reunião na sala da ENANA e na conferencia sobre desafios dos transportes aéreos). Estamos desapontados, descontentes e desiludidos com suas medidas, com as suas intervenções e ingerências que ora quer colocar‐se como regulador ora como gestor das empresas, seria bom deixar de interferir na TAAG, o Sr. Ministro está a destruir a TAAG colocando pessoal incompetente na chefia de algumas das suas áreas como conterrâneos ou pessoas ligadas a si directa ou indirectamente através de seus filhos em detrimento de quadros bem formados competentes e experientes. O mais gritante é a criação de direcçoes, subdirecções e divisões que não fazem menor sentido existirem só para dar tacho seus conterrâneos, amigos seus e amigos de seus filhos e suas amiguinhas. Com está atitude o Sr. Ministro está retirar o sentido profissional que os quadros têm vindo a adquirir nos últimos anos. Qual o objectivo desta atitude?

Ao contrário que o senhor ministro tem vindo a propalar a TAAG tem quadros muito bem formados, competentes e experientes para as mais diversas áreas do saber, solicitamos, por favor, pela última vez,para deixar de promover a incompetência, amiguismo, tribalismo e estrangeirismo.

Os trabalhadores

Ponte molhada: A mentira da Tecnovia e a incompetência do ministro da Construção - Paulo Zua

Luanda - A construção de projetos habitacionais tais como o Lar do Patriota, as centralidades do Kilamba e Zango, assim como o projecto Jardins de Rosa, elevou o movimento automóvel naquela parcela de Luanda. Estes projectos habitacionais contêm aproximadamente 50 mil habitações, o que representa aproximadamente um fluxo de 100 mil viaturas, cujo sentido de locomoção é quase sempre o mesmo, Luanda sul‐Centro da cidade e vice‐versa, por conta da excessiva concentração das empresas no centro da cidade. Esta concentração, pode ser considerada como uma das causas do trânsito caótico que se verifica nas estradas de Luanda.

Fonte: Club-k.net

De modos a melhorar a circulação automóvel entre o Talatona, Lar do Patriota e as centralidades, teve início no quarto trimestre de 2014 a obra de construção da problemática ponte molhada, por sinal uma das duas alternativas existentes para as mais de 50 mil famílias residentes nos projectos habitacionais a cima mencionados e áreas adjacentes.

“O Decreto Presidencial n.º 83/14, de 7 de Maio, autoriza o Ministério da Construção a rubricar o contrato de construção da referida ponte e encarrega o Ministério das Finanças de "assegurar os recursos financeiros necessários”. Jornal Expansão

O contrato de construção da nova ponte sobre o rio Cambamba, vulgo ponte molhada, ficou a cargo da empresa Portuguesa TECNOVIA que vai custar cerca de 970 milhões Kz ($9,7 milhões de Dólares Americano), de acordo com o Diário da República, onde foi publicado o contrato da empreitada.

Em declarações a Televisão Publica de Angola‐ TPA, o director comercial da empresa tecnovia, o senhor

Ricardo Santos disse que a obra inicialmente prevista para entrega em Março de 2015, estaria concluída em Maio de 2015.

Exmo. Sr Ministro da construção, o despacho presidencial, assinado por sua Excia o Sr Presidente da Republica, por sinal o teu chefe, foi claro que os recursos financeiros, que por sinal é o primordial neste caso, estaria assegurados. A 30 dias para o fim de Maio, as obras ainda estão em fase embrionária! Não sera esta uma boa oportunidade para explicar aos milhões de Angolanos os motivos de tamanho atraso? Ou mesmo solicitar demissão do cargo por incompetência?

Exmo Sr Ministro, o seu papel como servidor público é exactamente servir o povo, papel que não esta a desempenhar. Exmo Sr Ministro, os recursos para execução desta obra, é destes Angolanos que v/Excias estão a matar lentamente e diariamente através das longas horas despendidas nas lifas de trânsito, perante o vosso olhar pávida, no conforto de luxuosas viaturas adquiridas com recursos deste mesmo povo e desfarsados de veículos prioritários.

Milhões de Angolanos passam longas horas nos inexplicáveis congestionamentos, contribuindo para o decréscimo da produtividade e degradação da saúde, num pais com um sistema de saúde ainda rudimentar.

Exmo. Sr. Ministro, esperamos que venha a público e explicar a todos os Angolanos por razão a construção de uma ponte, que teria caracter urgente, ainda não esta concluída decorridos mais de 7 meses.

“Sou pago com o suor do meu trabalho” - Artur Queiroz

Luanda - O presente texto, da autoria do jornalista português,   Artur Queiroz é uma resposta ao “Semanário Angolense”. Deveria ter saído na edição do Jornal de Angola de 30 de Abril, porem foi censurado pela direção do único  diário estatal que teve de imprimir um outro jornal sem o texto de Queiroz. Porém em solidariedade, a censura que este  jornalista foi vitima,   o Club-K, reproduz democraticamente na sua integra, para que os leitores possam ler a sua resposta. 

Fonte: Artur Queiroz

Resposta à letra aos mandantes 

O “Semanário Angolense” publicou um texto gravemente ofensivo da minha honra e dignidade. Respondi de imediato com carta que se segue “Senhor director: na edição de sábado, 18 de Abril do “Semanário Angolense” é publicado um texto, ilustrado com a minha foto, no qual sou gravemente ofendido.

 

Também são feitos afirmações caluniosas. Por fim, são me imputadas factos absolutamente falsos. Como texto não é assinado, a responsabilidade (e autoria) é sua. Por isso, exijo que publique, na próxima edição , este desmentido.

 

Primeiro falsamente. O Senhor director afirma que sou pago a peso de ouro: mentia. Estou entre os mais mal pagos trabalhadores da empresa Edições Novembro. Diria que sou pago a peso de latão.

 

Segunda falsidade: diz o senhor que sou pago pelos contribuintes angolanos. Mentira: sou pago com o suor do meu trabalho e pelas horas que dedico a empresa que me contratou.

 

Vou deixar passar em branco a xenofobia e racismo que demonstra no seu texto ao chamar-me de “Jornalista luso-angolano”. Sou simplesmente jornalista. E para ser com honra e dignidade, da-me imenso trabalho.

 

Terceira falsidade e muito grave. Diz o senhor director que é permitido ofender imponentemente “os profissionais angolanos do ramo da comunicação social”.

 

É enumeras ofensas: “bêbados da valeta, mentirosos compulsivos e leprosos morais”, ou estou perante um analfabeto, ou o senhor director manipulou absolutamente o que escrevi. Não considerei bêbados da valeta e leprosos morais “os profissionais angolanos do ramo da comunicação social”. Mas sim aqueles bandidos que no Club-K, no Semanário Angolense e no Folha8 e nos produtos da Media Nova trucidaram a minha honra e bom nome. Apenas estes.

 

E nenhum deles, eu considero profissional da comunicação social. Quem se serve da imprensa para caluniar, desonrar e ofender é apenas um bandido. Quanto a si responsável por esta manipulação grosseira e abusiva, dou-lhe, para já, o beneficio da duvida.

 

Quarta falsidade. Ainda mais grave. Diz que tenho protecionismo “lá de cima” e que já estive “do outro lado” a achincalhar forte e feio alguns dos seus actuais padrinhos.

 

Aqui excedeu-se no insulto e na calunia, eu sei quem sempre andou a comer na mão dos donos, rastejou aos seus pés e quando recebe ordens para morder não consegue ir além dos calcanhares das vitimas, pensa que todos são assim. Olhe para si, cuspa na sua cara mas não me confunda consigo, nem por um segundo. Eu tenho uma carteira de 50 anos e desde o primeiro dia de hoje, nunca fui protegido por ninguém.

 

Nem de lá de cima nem de lá de baixo isso é conseguido e com os da sua laia. Devo dizer lhe que sei quem lhe paga as ofensas quem me fez.

 

Nunca tive padrinhos nem afilhados. Ando no jornalismo por mim, sem a bengala de ninguém. Sou livre “do outro lado”. Estive sempre do lado do jornalismo. E já mais tive donos. Por fim, refiro a ofensa digna de um leproso moral de uma besta insanável. O senhor director, cobardemente, como é próprio dos canalhas, insinua que sou mercenários. O Graça Campos era inimputável.

 

Você pelos vistos é igual. Mas os seus donos não são. Exijo-lhes um pedido publico de desculpas no próximo numero, sem eufemismo nem subterfúgios.

 

Se não o fizer, vou ter de responder aos seus donos. Ai você vai perceber o que é um jornalista digno de honrado.

 

Caso não publique esta resposta no próximo numero vou publica-la noutro órgão de comunicação social que ainda o sentido do decoro e da dignidade.

 

É isso que estou agora a fazer mas antes dizer ao senhor brigadeiro Lungo o seguinte: Com tropas destas que só sabem atacar e fogem ao primeiro confronto, não ganha a guerra nem sequer a batalha naval, em papel quadriculado. O jornalismo é uma actividade seria e tem uma marca distintiva: o rigor.

 

Os aprendizes de feiticeiro tem quase sempre como recompensa da sua arrogância, o feitiço voltar-se contra eles próprios. E os pavões, por muito que se armem, mostram sempre a sua parte mais feia e repugnante.

 

Quando os donos e mandantes da canalha quiserem, tenho o gosto em explicar-lhes todo o gosto em explicar-lhe, usando o método do Bé-A-Bé, que nunca fui mercenário e só trabalho livre e honrado. Fico a espera que marquem o encontro quando e onde quiserem.

 

Carta Aberta ao Secretário Geral do MPLA - Auditores de Justiça

Luanda - Ex.mo Camarada Secretário Geral do MPLA

Assunto: Respeitosos cumprimentos.
Somos um grupo constituído por vinte e seis (26) Auditores de Justiça que terminaram com êxito a formação de Magistrados Judiciais, na sequência da abertura, pelo INEJ, do concurso público, em 2012, tendo em vista a realização do VI Curso Regular de Formação Inicial de Magistrados. O curso teve uma parte teórica que decorreu de Abril de 2013 a Janeiro de2014 e outra parte prática que decorreu de 20 de Janeiro a 04 de Julho de 2014.

Fonte: Club-k.net

Volvido quase um ano, desde o fim do curso, nenhuma entidade competente se dignou nos chamar para nos dar qualquer esclarecimento sobre a nossa situação ou, pelo menos, para nos dirigir alguma palavra de conforto. As informações que apuramos nós as conseguimos porque tomamos a iniciativa de consultar as entidades que achamos idóneas para o efeito. Provavelmente até agora não teríamos qualquer informação se não tivéssemos tomado tal iniciativa.

Infelizmente, como as notícias correm rápido, já jornais privados a escreverem constantemente sobre este assunto. Não há como ser diferente, tendo em conta que, como diziam os latinos, “fama volat”, isto é, a fama voa, ou seja, uma notícia espalha‐se rapidamente. E quando se trata de uma situação que já dura há quase um ano, não há como evitar que a imprensa a domine. E sabemos que nestas situações há sempre aproveitamentos de todo o tipo. Contudo, é uma situação que poderia se evitada.

Estamos inquietos perante a incerteza do nosso futuro, pois não compreendemos como é possível que o Estado angolano tenha gasto tantos recursos para a nossa formação e estejamos votados ao abandono, andando de um lado para outro sem saber o que fazer. Muitos dos colegas trabalhavam em instituições privadas e acabaram por perder os seus empregos, pois a parte prática da formação ocupava os dois períodos normais de trabalho. Outros colegas que trabalhavam em instituições públicas cuja actividade é incompatível com o exercício da magistratura (Polícia Nacional, Forças Armadas, etc.) tiveram de solicitar a sua desvinculação, encontrando‐se na condição de desempregados. Uns e outros não sabem como sustentar as famílias que já constituíram.

Da deliberação no 03/15, de 15 de Abril do Conselho Superior da Magistratura Judicial e que o Jornal de Angola publicou na sua edição do dia 27 de Abril do corrente depreende‐se que não foram ainda criadas as condições para o ingresso de novos juízes (Ver o ponto 2 da referida deliberação). E nos contactos que fomos fazendo nos últimos dias nos foi dado a entender que a crise que se está a viver em consequência da quebra do preço do petróleo no mercado internacional tem estado a condicionar a resolução da nossa situação. Admira‐nos o facto de, apesar da crise, os Magistrados do Ministério Público que frequentaram a formação connosco já terem sido nomeados e empossados. Perguntamo‐nos por que razão a crise há‐de afectar somente a Magistratura Judicial e não a do Ministério Público se ambas integram o mesmo Estado?

São inquietações que temos e que poderiam ser debeladas se alguém se dignasse, no mínimo, em nos chamar a fim de prestar os devidos esclarecimentos. Fala‐se constantemente da escassez de magistrados para atender a demanda. A melhoria do sistema de justiça, que passa também pelo aumento do número de magistrados, é um dos temas fundamentais constantes do Manifesto Eleitoral do MPLA para as eleições de 2012 e do seu Plano Nacional de Desenvolvimento. Por outro lado, da deliberação do Conselho Superior da Magistratura Judicial atrás referida conclui‐se que não foram criadas as condições para a implementação da Lei no 2/15, de 2 de Fevereiro, Lei sobre a organização e funcionamento dos Tribunais de Jurisdição Comum, recentemente aprovada pela Assembleia Nacional e que entrou em vigor a 01 de Março do ano em curso. Uma das situações que condicionam a implementação da referida lei se prende justamente com a escassez de magistrados. Enquanto isso, há pessoas que foram formadas e que aguardam colocação há quase um ano! Não parece isso um contra‐senso? No discurso proferido aquando da abertura do ano judicial 2014, S. Ex.a o Camarada Presidente do MPLA e da República de Angola falou da necessidade de “expandir e tornar mais próximo das comunidades e de todos os cidadãos os serviços de justiça”.

Na abertura do ano judicial 2015, o Digno Procurador Geral da República chamou a atenção para o facto de haver uma subida da criminalidade quando a sociedade vive momentos de crise. Entendemos que o combate a este fenómeno implica também o aumento do número de magistrados, pois se os que temos são insuficientes para os níveis da criminalidade quando não há crise, mais insuficiente será em tempo de crise.


É nossa convicção de que quer as ideias constantes do Manifesto Eleitoral e do Plano Nacional de Desenvolvimento atrás referidos quer ainda as palavras do Camarada Presidente em relação à expansão dos serviços de justiça não estão a ser implementadas com a celeridade que as circunstâncias impõem, numa altura em que caminhamos a passos largos para o ano 2017, ano de eleições em que o eleitorado vai cobrar o cumprimento das promessas que foram feitas. Rogamos, por isso, a V. Ex.a que interceda por nós junto de quem de direito para que se clarifique a situação de incerteza que vivemos. O lema que norteou a cerimónia de abertura do ano judicial 2015 foi o seguinte: “por uma justiça célere e eficaz, assumamos as nossas responsabilidades”. Fazemos votos de que quem de direito assuma as suas responsabilidades na resolução desta situação em benefício do Estado Angolano e do seu povo a quem somos chamados a servir.

Machismo não faz parte da cultura cuanhama

Cunene – O Club K (CK) tem feito um trabalho muito louvável. Porque tem sabido estar à altura da sua responsabilidade. Como obra humana não é perfeita. Isso é compreensível porque errar é humano como reza o refrão.

Fonte: Club-k.net
Aproveito esta ocasião para encoraja-lo a continuar com o seu trabalho corajoso apesar da fúria e dos muitos ataques dos inimigos do pluralismo e do contraditório.

O tema publicado pelo CK com o titulo: Ministros em Crispação contém algumas passagens que dão a entender que os cuanhamas são machistas. Que no Cuanhama as mulheres não valem, absolutamente, nada.

Curiosamente, nos últimos anos, a comunicação social pública e privada do nosso país tem vindo a publicar informações não abonatórias para com os cuanhamas.

No principio de 2010, a luz da nova constituição, formou-se um novo governo. Nele, se fundiam os ministérios do Comércio e o de Hotelaria e Turismo. Idalina Valente foi nomeada Ministra e Pedro Mutindi seu secretário de estado. Surpreendentemente, essa fusão foi sol de pouca dura, porque o Presidente da República (PR) voltou à posição inicial, isto é, Maria Idalina de Oliveira Valente  para ministra do Comércio e Pedro Mutindi para a Hotelaria e Turismo. Devolvendo a Mutindi a categoria de “Ministro”.

Muitos se perguntavam: por que do recuo Presidencial, sabendo que a fusão era lógica e conveniente? Quem é esse Pedro Mutindi que obriga o PR a mudar a sua decisão?
A única resposta existente até hoje, veio através do Semanário Angolense (SA).

Naquela altura, o SA publicou informações segundo as quais, Mutindi teria negado subordinar-se a Idalina Valente porque, por razões de sua cultura cuanhama, não aceitava ter como superior hierárquico alguém do sexo feminino. O SA continuou dizendo que o facto de Mutindi ser da estirpe real dos cuanhamas e a Unidade da Guarda Presidencial ser constituída, maioritariamente, por elementos da etnia cuanhama obrigou o PR a recuar. Tudo para manter a inexpugnabilidade da sua guarda. O SA concluiu que Mutindi é a moeda de troca da confiança dos soldados cuanhamas.

Independentemente das razões que fizeram retroceder o PR, muitas pessoas, principalmente, mulheres sentiram-se humilhadas em saber que o nosso presidente vergou-se diante dos caprichos de um individuo que despreza as mulheres. Um mais-velho, que no lugar de ser fonte de sabedoria e de boa educação, está a dar, as novas gerações, lições de incultura e de falta de civilização. Algo muito grave por criar um precedente.

Em Maio de 2010, apareceram no Jornal de Angola os supostos subsídios de Artur Queiroz. Segundo os mesmos, os militares portugueses apesar de terem feito muitas referências sobre Mandume, não descrevem uma única batalha travada contra ele. O senhor Queiroz concluiu, dizendo que tudo dito a volta do Rei Mandume não passava de lendas e estórias fantasiosas.

Pasmem-se! A se utilizar o jornal de todos nós como instrumento para exaltar os colonialistas e humilhar os angolanos. Em plena luz do dia, a se homenagear gente execrada, assassinos e estupradores que atravessaram oceanos para roubar, destruir e usurpar as nossas terras.

Um saudosista do colonialismo, pago com o nosso dinheiro, a lançar veneno, a atacar, a humilhar, a insultar gratuitamente e sem dó a história e o orgulho do povo angolano. O mais grave é que tudo foi feito com a cumplicidade daqueles que têm mandato para salvaguardar a honra e o bom nome do povo angolano.

Tendo em conta a ligação do senhor Queiroz com os colonialistas portugueses, é compreensível que ainda não tenha digerido o facto de aqueles delinquentes portugueses terem tombado, aos milhares, nas chanas da Mongua, abatidos pelas balas certeiras do Rei Mandume.

Agora, aparece o (CK) dizendo que Mutindi terá se fartado de usar o elevador da ala de entrada da ministra do Comércio, por ele ser “macho” e não querer humilhar-se perante uma mulher, conforme os mandamentos culturais da sua etnia cuanhama. Por isso, mudou a sede do seu ministério para outro edifício, construído de raiz, localizado no bairro Maculusso.

O senhor Mutindi tem usado com sucesso a astucia para se afirmar como dirigente político. Sempre se apresentou como sendo cuanhama. Por isso, toda conduta não civilizada do senhor Mutindi, automaticamente é relacionada com os cuanhamas.

Na verdade, ele é da tribo Humbe, uma minoria étnica no Cunene e na Huíla. Não se sabe de concreto, por que razão o senhor Pedro Mutindi usa a etnia cuanhama para justificar o seu machismo e os seus caprichos. Ele deveria ter a coragem de vir ao público e dizer as suas verdadeiras origens étnicas e políticas.

O desconhecimento que, neste país, se tem sobre os povos que habitam Angola, lhe tem ajudado a apresentar-se como cuanhama. Os que lhe fizeram chegar onde está, o fizeram pensando que estavam a promover um cuanhama. E desde então, é tido como cuanhama, porta-voz e representante máximo dos cuanhamas.

A verdade seja dita, a sua suposta condição de porta-voz e representante máximo dos cuanhamas tem sido muito prejudicial para os verdadeiros cuanhamas. No Cunene há um convencimento generalizado de que Mutindi tem sido ao longo do tempo, o principal empecilho contra a ascensão dos cuanhamas no aparelho central do estado e no partido MPLA.

Senão vejamos.  Os cuanhamas apesar de terem consentido enormes sacrifícios nas variadíssimas batalhas e feito votações massivas e repetidas a favor do MPLA, nunca, nunca mesmo, existiu um único cuanhama ministro ou então membro do bureau político desse partido. Todos se perguntam o por quê. Por quê?

Usar supostas razões culturais cuanhamas para defender caprichos é inaceitável,ofensivo à história, a honra e a dignidade dos cuanhamas e pretende atingir fins inconfessos. Afirmar ou acreditar que os homens cuanhamas não se subordinam as mulheres mostra um desconhecimento arrepiante da cultura e da história dos cuanhamas.

No Cuanhama existiu uma Rainha chamada Nekoto. Essa rainha administrou uma grande parte do Cuanhama.  Nesse tempo, não houve no Cuanhama, decisão sem aprovação de Nekoto.  Nos escritos dos missionários luteranos alemães abundam as referências sobre essa rainha. Foi na casa dela onde foi construído o Centro evangélico – Templo e escola da Igreja Luterana. Nesse Centro estudou Mandume e tantos outros filhos da nobreza cuanhama e não só.

Ainda existiram no Cuanhama outras mulheres destacadas. A actual rainha dos cuanhamas da Namíbia chama-se: Marta Nelumbu. Todos a respeitam e reconhecem as suas qualidades de grande líder.

Hoje em dia, no Cuanhama existem muitas mulheres líderes do poder tradicional. Também existem administradoras municipais, comunais e adjuntas. Diretoras provinciais, de escolas e hospitais, chefes de departamentos e secções. São respeitadas, queridas e tidas como excelentes líderes e gozam de grande respeito e consideração.

É oportuno informar que essas mulheres chegaram a esses cargos por mérito próprio e não por cunha ou a troca de algum favor qualquer. Fica demonstrado que a versão mutindista, segundo a qual os homens cuanhamas não se subordinam as mulheres não corresponde à verdade.

No Cuanhama as mulheres sempre tiveram lugar de destaque e a possibilidade de chegarem a qualquer cargo político ou governamental sempre foi real. Por tanto, as razões da cultura cuanhama que despreza as mulheres só existem na cabeça do senhor Pedro Mutindi.
Constitui uma ofensa gravíssima relacionar os cuanhamas com condutas antissociais, retrógradas e tresloucadas como a assumida por Pedro Mutindi de não querer subordinar-se a mulheres.

O Mutindi está a dar mostras claras de estar em contramão com a constituição do país e com os sinais dos tempos. Como é possível o governo angolano, que tem compromissos internacionais em matérias ligadas aos direitos das mulheres, aceita, ter, no seu seio, alguém que considera as mulheres como seres inferiores? Será que os discursos, feitos neste país em favor da igualdade de gênero são propaganda para o boi dormir?

As mulheres são inteligentes e competentes. A ministra Pacavira é um exemplo eloquente disso mesmo. Por isso, merece respeito e alta consideração.

O CK termina afirmando que Mutindi é considerado como soba e que goza de muita popularidade no Cunene. Recomenda-se ao Club K a consultar melhores fontes de informação. O próprio Mutindi sabe que no Cunene ninguém tem saudades da humilhação e muito menos do tribalismo praticado por ele ao longo do seu extenso e desastroso consulado.

Saudações.
Mãezinha.

Estudantes dizem-se burlados pela direcção do Instituto Superior “Kalandula”

Luanda – Nós, os estudantes do curso de Petróleos do período nocturno do Instituto Superior Politécnico Kalandula de Angola (ISPEKA) estamos indignados com o desempenho e tratamento da Direcção do acima referido em virtude dos factos que abaixo abordaremos.

Fonte: Club-k.net
Como é do conhecimento de todos, o ano académico de 2015 teve início no mes de Março, infelizmente não foi o caso para a única turma do curso e período referido uma vez que a instituição não dispunha de sala nem condições para o arranque das aulas, uma vez que nossa matriculas e propinas já tinham sido feita e paga passamos o mes de Março a frequentar a escola na esperança de termos aulas o que não aconteceu até ao dia 30 de Março.

No dia 31 de Março tivemos a nossa primeira aula e nesse mesmo dia tivemos uma reunião entre colegas e resolvemos levar a nossa preocupação ao departamento de engenharia do Instituto quanto as propinas pagas, nos foi informado que nossa propina do mes de Março seria automaticamente transferida para o mes de Abril e que isso nos seria informado através de uma circular, ao mesmo tempo o funcionário do departamento que nos atendeu aconselhou-nos a dirigir uma carta a direcção do Instituto.

Fizemos a carta e dirigimos a mesma a direcção e até este momento simplesmente a instituição não nos respondeu o que para nos significa pura falta de respeito uma vez que estamos ligados a instituição por via de duas variantes, como estudantes e como clientes, por isso e não só exigimos respeito.

Findo o mes de Abril vimo-nos obrigados em cumprir com o nosso dever de pagar as propinas referentes ao mes de Maio e para nossa surpresa o instituto vê-se no dever de cobrar-nos o mes de Abril e ainda por cima com multa.

Senhores, nos não usamos a vossa instituição no mes de Março e vocês tem o nosso dinheiro, como se não bastasse vocês não cumpriram com o calendário do Ministério do Ensino Superior, logo também não cumpriram com o nosso contrato e ainda por cima nos fizeram gastar dinheiro de transporte ao longo do mes que frequentamos o instituto na esperança de termos aulas e por vossa desorganização apenas saímos a perder.

Não estamos a pedir aulas grátis, ou outros favores apenas queremos que usem o dinheiro que depositamos na vossa conta em Fevereiro para pagar o mes de Abril.

Sem outro assunto…

Estudantes do ISPEKA

Luanda aos 11 de Maio de 2015.

Criança de três anos com tumor precisa de ajuda para sobreviver

Luanda – Adelaide Kassova tem apenas três anos de idade, mas a vida já a colocou à prova. Com tão tenra idade foi-lhe diagnosticado um tumor no olho esquerdo e agora a família que vive na agonia, uma vez que o salário mesquinho (de protecção) que o seu progenitor ganha não cobre as elevadíssimas despesas para o seu tratamento.

Fonte: Club-k.net

família vive em condições precárias no bairro Boa Esperança, na comuna do Kikolo, município do Cacuaco, em Luanda, e porém perdeu a força de lutar para a sobrevivência da pequena Kassova que incessantemente solta gritos (angustiantes), de rasgar qualquer coração, por causa da dor insuportável do tumor que aparenta pesar quase um quilo (como ilustra a imagem).

A menina sofreu uma cirurgia em 2014 e neste preciso momento encontra-se em casa, tudo porque os médicos mostram-se incapazes de tratar, ou travar, o tumor. O último hospital que recusou prestar assistência médica a pequena Kassova foi a “Josina Machel”, vulgo, “Maria Pia”. 

Para quem quiser ajudar a família da menina Adelaide Kassova pode ligar para o senhor Figueiredo António (seu pai) através do número: (+244) 924 030 130 – ou pode fazer o depósito a partir da sua conta bancária: Banco de Poupança e Crédito (BPC), n.º da conta: 00 18M 01 87 40 11.

Leia na primeira pessoa as declarações de Figueiredo António, o pai da vítima.

A criança nasceu bem, mas depois um ano de idade, apresentou uma pequena inflamação por cima do olho esquerdo, imediatamente levamos ao hospital Ana Paula, posto no Banco de Urgência fizeram a primeira assistência e consequentemente passaram transferência para o Hospital Geral de Cacuaco.

 

Quando chegamos ao hospital de Cacuaco, os médicos observaram-na e notaram gravidade na doença dela e pela segunda vez passaram transferência para o Beiral, onde fomos recebidos e ficamos internados por mais de 45 dias.

 

Aos um anos de idade a pequena Adelaide Cassova chegou a pesar menos de dez quilos, tudo porque a doença tinha enfraquecido muito ela, mas o Beiral fez um trabalho aturado, pois a medida em que o tempo foi passando também foi se recuperando e, a vista dela tinha desinflamado, simplesmente ficou virosca, mas devido a falta de apoio para leva-la a um hospital melhor para que fosse tratada a vista dela voltou a inflamar novamente.

 

Tivemos que sair do Beiral para casa, mas sempre na persistência de ver ela melhor como qualquer outra criança normal. Fomos orientados a visitar o Centro Nacional de Oncologia, mas não tivemos sucesso, porque disseram-nos que aquela instituição não tratava daquela doença; mais uma tentativa frustrada e tivemos que voltar para casa.

 

Preocupados com o estado da saúde da pequena, fomos ao hospital Maria Pia, nos dirigimos ao Banco de Urgência, como é obvio também nos rejeitaram. Ao sair do hospital Maria Pia fomos até a Televisão Pública de Angola (TPA), para explicar o problema que se passava connosco e pedindo ajuda. Tudo isto se deu no ano de 2014.

 

Mas na altura tudo se agravou, porque não tinha telefone e as pessoas não tinham nenhum endereço meu para me contactarem e poderem me ajudar, mas agradeço a direcção da TPA, porque ajudou-me com algum dinheiro e juntei ao pouco que eu tinha, pois foi suficiente para fazer uma viagem para o Hospital Geral de Benguela onde diziam que existia um aparelho que poderia observar o corpo dela todo para saber se realmente também está afectado.

 

Para nossa desgraça, postos em Benguela, fomos até ao hospital e nos dirigimos ao Banco de Urgência, mal explicamos a situação que atravessa a criança, disseram-nos que o aparelho que faz estes exames estava avariado. Tivemos que voltar de Benguela, mas não cruzamos os braços, fomos novamente ao Centro Nacional de Oncologia, felizmente encontramos uma equipe de profissionais que teve a amabilidade de nos receber e fez-se uma série de exames até que os médicos marcaram uma data para ser operada.

 

Chegou a data da cirurgia e a pequena foi ao bloco operatório, depois de tudo os médicos disseram-nos que a cirurgia correu bem, então a partir daquele momento ficamos com a esperança de que o problema dela ficaria ultrapassado, felizmente conseguiu reagir bem a operação, isto é, tinha bons indicares de saúde até porque já conseguia brincar com crianças da sua faixa etária, algo que não víamos desde que ela nasceu.

 

Deram-nos alta e fomos para casa, a medida em que o tempo foi passando, para nosso espanto, vimos o olho da Adelaide a inflamar novamente e não perdemos tempo, regressamos ao Centro Nacional de Oncologia, mas dessa vez disseram-nos que não podiam fazer mais nada, porque a missão deles passa necessariamente em operar, quanto ao tratamento tinhamos que ir ao hospital Maria Pia, na verdade ouve momentos em que ficamos sem norte, nesta altura só a graça de DEUS é que nos guia.

 

Passando um tempo voltamos outra vez ao hospital Maria Pia e pedimos para nos ajudassem no que pudessem, felizmente atenderam nosso pedido e fizeram inúmeros exames possíveis, mas no fim de tudo a doutora que estava a cuidar da criança aconselhou-nos a levar ela para casa, porque eles não podiam fazer mais nada. 

 

Desesperados pegamos na criança e voltamos para casa. Nesta altura fizemos medicação em casa, sem ajuda dos médicos, simplesmente, pessoas de boa vontade têm nos orientados com determinados medicamentos que usamos nos curativos para aliviar as dores que atormentam a criança todos os dias.

 

Todos os postos médicos do bairro onde vamos já não conseguem nos receber, alegam não serem responsabilizados. Não temos dia nem noite, o estado normal dela é chorar, porque sente muitas dores, não conseguimos dormir, além do mais a menina tem dificuldades de se alimentar, por causa desse tumor maligno, sobretudo de noite é preciso coloca-la no peito para que ela consiga adormecer.

 

Estamos muito aflitos por ver assim a nossa filha, rejeitada pelos hospitais e nós em casa esperando o dia da morte dela, é muito difícil para um pai. Faço apelo a pessoas que sentirem-se tocados com este facto a me ajudarem, para devolver a saúde desta criança, para nós isto seria muito gratificante.

 

Para quem quiser ajudar a família da menina Adelaide Kassova pode ligar para o senhor Figueiredo António (seu pai) através do número: (+244) 924 030 130 – ou pode fazer o depósito a partir da sua conta bancária: Banco de Poupança e Crédito (BPC), n.º da conta: 00 18M 01 87 40 11.

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