Nacional

Governo angolano defende eficiência na formação de quadros na Saúde

Luanda - O ministro da Saúde de Angola defendeu hoje, em Luanda, a formação de quadros eficientes no setor, para que não sejam "defraudadas" as expetativas da qualidade das instituições criadas pelo Estado.

Fonte: Lusa

José Van-Dúnem falava no final da inauguração de um centro de formação de saúde da clínica privada Multiperfil, na capital angolana, com capacidade para 454 alunos, em funcionamento desde 2012, mas em instalações provisórias e que já formou 70 técnicos médios de enfermagem e 18 enfermeiros licenciados.

Referindo que é "gigantesco" o esforço governamental para a melhoria do sistema de saúde em Angola, o governante disse que os problemas do país no setor são transversais.

Acrescentou que o sistema apresenta melhorias significativas em 40 anos de independência de Angola, mas são necessários mais esforços para se atingir a excelência.

"Entendemos que as boas práticas devem ser replicadas, do ponto de vista de se escolherem bem os objetivos a materializar-se e do ponto de vista da advocacia necessária, para que sejam alocados recursos que permitam que estas boas práticas se exponenciem pelo país e que o sistema possa dar respostas o mais rapidamente possível", apontou o ministro.

Por sua vez, o presidente do Conselho de Administração da Multiperfil, Manuel Filipe Dias dos Santos, disse que aquele ensino "é rigoroso e exigente, humanizado e humanizante, preocupado com o desenvolvimento de atitudes empreendedoras e de cidadania".

Admitiu a preocupação da instituição com a humanização dos cuidados de saúde, tendo em curso dois projetos, denominados "Era uma vez", que consiste em contar histórias infantis na unidade de pediatria, e "Kambalhaços" cuidadores da felicidade", que através da figura do palhaço leva alegria às crianças.

"Estes projetos envolvem docentes, estudantes e funcionários da escola, bem como outros profissionais da clínica Multiperfil", apontou.

Esta nova instituição é composta por dez salas de aulas, cinco laboratórios de simulação de prática realista, um laboratório de informática, uma biblioteca, secretaria, sala de coordenação e três salas de professores, incorporando vários profissionais.

Governo Provincial transfere controlo das operadoras de lixo às administrações municipais

Luanda - O Governo Provincial de Luanda (GPL) vai, em breve, transferir as responsabilidades de pagamento, controlo e gestão das operadoras de recolha dos resíduos sólidos, antes sob tutela da Empresa de Limpeza e Saneamento de Luanda (Elisal), para as administrações municipais, com vista a um melhor funcionamento destas e garantir celeridade na salubridade da cidade.

Fonte: Angop

Esta decisão saiu de uma reunião orientada pelo governador provincial, Graciano Francisco Domingos, com os administradores municipais, visando apresentar o novo modelo de limpeza urbana municipal.

De acordo com o porta-voz do encontro, chefe do Gabinete de Comunicação e Imagem do GPL, Sebastião José, a província terá cinco operadoras principais, para além da própria Elisal.

Segundo o responsável, essas cinco empresas principais serão distribuídas uma por cada município, e poderão efectuar sub contratações de outras empresas e de micro-empresas para as áreas de difícil acesso.

As micro-empresas, disse, servirão de elo com a principal, na recolha e transportação do lixo para o aterro sanitário.

Fez saber que nos meses de Maio, Junho e Julho serão feitos ensaios do novo modelo que, se espera traga melhorias no saneamento básico da capital do país, para posteriormente se entrar em definitivo para o novo modelo.

Sebastião José informou igualmente que doravante, os municípios passarão a ter verbas próprias para resolver o problema da limpeza nos seus municípios.

“O governador voltou a assumir o seu compromisso com vista ao pagamento total das dívidas com as operadoras, mas sem indicar datas precisas”, disse.

Enquanto isso, as operadoras dispostas a continuar a limpar as suas áreas mesmo com dívidas continuarão a fazê-lo dentro das suas possibilidades a par da Elisal que também continuará a tratar do passivo.

Até ao momento, a Elisal controla 21 empresas operadoras de recolha de resíduos sólidos distribuídos por todos os municípios e distritos urbanos.

 

Polícia desafia UNITA a apresentar provas das execuções contra fies da Igreja Kalupeteka

Luanda - A Polícia Nacional desafiou terça-feira o partido de oposição Unita a “apresentar provas” do alegadamente elevado número de mortos da seita religiosa “Luz do Mundo”, em resultado do incidente registado no dia 16 deste mês no município da Caála, província do Huambo.

Fonte: Angop

Comandante diz que apenas mataram 13 crentes 

O desafio partiu do comandante da Polícia Nacional no Huambo, comissário Elias Livulo, em declarações ao Canal 2 da Televisão Pública de Angola, publicadas no serviço noticioso das 22 horas de terça-feira.

Em reacção ao incidente, a Unita indicou que terão morrido 700 a 1.080 cidadãos, enquanto fontes oficiais apontam a ocorrência de 13 mortes entre a população e 10 membros da polícia angolana, sendo nove no Huambo e um em Benguela.

Nas suas declarações à televisão estatal angolana, Elias Livulo denuncia a tentativa de “aproveitamento político” do incidente, ao mesmo tempo que desafia os autores dessa “propaganda barata” a exibirem factos que provem as suas alegações.

No dia 16 de Abril, nove efectivos da Polícia Nacional foram assassinados na montanha de São Pedro Sumé, município da Caála, província do Huambo, por crentes da seita “Luz do Mundo", quando tentavam prender o seu líder, José Kalupeteka, em cumprimento de um mandado de captura emitido contra este pela Procuradoria-Geral da República no Bié.

Com ramificações em algumas províncias, sobretudo no Centro e Sul do país, a seita “ Luz do Mundo” foi fundada pelo cidadão José Kalupeteca, 52 anos, na província do Huambo.



Segundo a Angop, em 2014, a seita foi interditada, mas as suas actividades continuaram de forma clandestina, com a realização de cultos e reuniões atentatórias à Lei, hábitos, costumes e tradições do povo angolano.

Com recurso à sua astúcia, José Kalupeteka, cujo alvo eram cidadãos das zonas rurais, facilmente conseguiu atrair centenas de seguidores, que, para além de venderem as suas casas e outros bens, renunciavam tudo em troca de um hipotético bem-estar celestial.

Em 2014, José Kalupeteka, segundo a angop,  voltou a criar constrangimentos ao Censo Geral da População e Habitação, ao levar os seus seguidores às montanhas para evitar que estes tivessem contactos com os recenseadores.


A partir do início de 2015, Kalupeteka começou a persuadir as pessoas para seguirem para as montanhas, onde, alegava, "aguardariam pelo fim do mundo, marcado para o dia 31 de Dezembro".

Angola: Ministro considera Simpósio de Dermatologia oportuno

Luanda - O ministro da Saúde, José Van-Dúnem considerou hoje, quarta-feira , em Luanda, a realização do I Simpósio de Dermatologia oportuno, dado o duplo fardo das doenças infecciosas com que o país se depara a nível de resposta epidemiológica.

Fonte: Angop

Durante o discurso de abertura do referido simpósio, o ministro disse que as doenças transmissíveis e as negligenciadas têm um peso significativo pela magnitude e abandono em que estão sujeitos.

José Van-Dúnem adiantou ainda que a coexistência das doenças não transmissíveis e crónicas fazem com que se dê uma resposta qualitativa e imediata.

Segundo o titular da pasta da Saúde, durante um longo período, o país foi sendo destruído, mas há 13 anos está-se a reconstruir estando avaliado em 70 porcento e, com isso, criou-se, por um lado, a convicção entre os angolanos que é possível se ter uma saúde melhor.

“Este esforço exige uma resposta do ponto de vista qualitativo nas unidades, como nas expectativas de cada um dos cidadãos, que não é fácil de alcançar”, ressaltou.

Para o responsável, este simpósio cinge-se na oportunidade de se reflectir e partilhar experiências nacionais com os demais quatro continentes, enriquecendo a visão e soluções para os demais desafios.

Dentro desta visão, adiantou que se está a reforçar os hospitais regionais com o apoio das Faculdades de Medicina e professores de dermatologia destas instituições, realizando, entre as acções, campanhas de médicos e enfermeiros que sejam capazes de dar resposta nos problemas relacionados com a dermatologia que afecta a população.

Mencionou que o número de albinos em Angola é "grande" e a atenção dada ainda não é o desejado, por isso não deve deixar a oportunidade para repensar ao nível de todos os serviços em como melhorar a afecção aos albinos.

Avançou que outro desafio ligado a dermatologia é a lepra, apesar de actualmente não ser considerado como um problema de saúde pública, ainda esta presente em alguns municípios.

Apesar de tudo, estamos a dar passos que ajudam na resposta de algumas necessidades das populações

Angola: Responsável apela à maior atenção as doenças da pele

A investigação clínica e epidemiológica das doenças da pele encontra-se ainda pouco desenvolvida e, por isso, deve merecer maior atenção quantitativa e qualitativa do Colégio Angolano de Dermatologia e do Ministério da Saúde, considerou hoje, quarta-feira, em Luanda, a presidente Lídia Voumard.

Fonte: Angop

Ao intervir durante o I Simpósio de Dermatologia, Lidia Voumard , disse esperar que este fórum jogue um papel catalisador para um melhor conhecimento das patologias frequentes, reconhecendo os esforços notáveis dos internos, que na sua maioria apresentam pela primeira vez uma comunicação cientifica.

Para si, precisa-se dinamizar o ensino de metodologia de investigação, apresentação científica e partilha dos resultados com outros colegas.

“Preconizamos uma visão integradora da disciplina, incluindo a prestação de serviços clínicos, a abordagem de saúde pública e a informação, sem esquecer outros aspectos tais como a promoção da ética, deontologia e a humanização nos serviços e cuidados", precisou.

Acrescentou que a equipa de coordenação do projecto de desenvolvimento da dermatologia a nível nacional conta, para crescer, com as sugestões e recomendações dos participantes, as quais dedica-se toda atenção necessária.

Apelou à todos os dermatologistas presentes para continuarem a trabalhar unidos, num espírito elevado de equipa, com dinamismo, competência e elevado profissionalismo, para garantir o desenvolvimento da dermatologia em todo o país.

Solicitou o apoio de todos para se reforçar a capacidade de resposta as necessidades imediatas das populações e de superar os desafios do futuro.

No simpósio, que termina quinta-feira, serão apresentados temas sob forma de mesa redonda, painéis, conferências e comunicações.

Vice-presidente afirma que reflexão sobre transformações urbanas é inevitável

Luanda - O Vice-presidente da República, Manuel Domingos Vicente, disse hoje (quarta-feira), em Luanda, que a reflexão em torno das transformações urbanas é inevitável e que o seu planeamento continua uma prioridade do Governo Angolano

Fonte: Angop

Ao discursar em representação do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, na abertura do II Fórum sobre Investimentos em Infraestruturas Urbanas em África, o Vice-presidente sublinhou que na visão das Nações Unidas espera-se que até 2030 cerca de três bilhões de pessoas, ou seja, cerca de 40 porcento da população mundial, venha ter acesso a moradias adequadas e infraestruturas como sistemas de abastecimento de água e saneamento básico.

De acordo com Manuel Vicente, as estimativas sobre as necessidades habitacionais totais em África estão fixadas em cerca de quatro milhões de unidades.

“Há cem anos, os moradores das cidades eram uma minoria da população global, mas hoje, em consequência do rápido crescimento e desenvolvimento urbano, a população urbana tende a dobrar, representando quase três quartos da população mundial”, referiu.

“Actualmente, e com maior realce nos países em desenvolvimento, existem dificuldades em gerenciar-se as infra-estruturas urbanas devido à inexistência ou à precaridade de um planeamento estratégico do meio urbano”, sublinhou.

Na sua óptica, esta falta de planeamento dificulta a análise e a tomada de decisões necessárias para a manutenção da qualidade das instalações.

Manuel Vicente fez saber que o planeamento estratégico continua a ser a chave para a organização das cidades, vilas e aldeias.

O fórum conta com a participação de mais de 350 delegados e empresas nacionais e internacionais.

Angola: Lei Geral do Trabalho recomenda acções para garantir conhecimento dos destinatários

Luanda - A recém aprovada Lei Geral do Trabalho (LGT) como resultado da revisão de alguns dos seus preceitos, recomenda o desenvolvimento de acções que visam garantir o seu conhecimento por parte dos seus principais destinatários, bem como a sua correcta aplicação e fiscalização durante o processo de promulgação, publicação e vigência.

Fonte: Angop

A afirmação foi feita hoje em Luanda, pelo Ministro da Administração Pública Trabalho e Segurança Social, António Pitra Neto, durante a apresentação do “Plano de Implementação da Lei Geral do Trabalho.

O titular da pasta do trabalho informou que o presente plano tem com o objectivo de definir as acções há realizar e o respectivo cronograma de referência nomeadamente o “Regulamento e actualização de diplomas legais”, “Reforço da capacidade institucional da Inspecção Geral do Trabalho (IGT) no quadro da fiscalização da LGT”, “Implementação dos mecanismos extrajudiciais de resolução de conflitos e “Seminários Centrais e Locais”.

Segundo o responsável, no domínio da regulamentação e actualização de diplomas legais carecem de regulamentação o trabalho doméstico, por força da alínea a) do nº 1 do artigo 11° que consta como prioridade da alínea b) do nº1 artigo 11°, trabalho prisional em instituições penitenciárias da alínea b) do artigo 11°, actividade desportiva profissional da alínea c) do artigo 11°, bem como actividade artística em espectáculo público da alínea d) do artigo 11°.

Fez saber que das prioridades apenas o trabalho doméstico tem relação directa com o MAPTSS, pelo que este é considerado nas actividades subsequentes a desenvolver pelo sector.

Informou que os diplomas listados nas restantes alíneas não são da responsabilidade directa do MAPTSS, envolve a participação de outros órgãos do governo, podendo-se entretanto despoletar o processo para sua regulamentação.

“No reforço da capacidade institucional da IGT no quadro da fiscalização da LGT, pretende-se reforçar a capacidade institucional tendo como principal propósito incrementar a acção fiscalizadora proactiva, preventiva e pedagógica no sentido de apoiar e assegurar o cumprimento da Lei por parte dos seus principais operadores”, explicou.

Documentou que a Lei privilegia a implementação dos mecanismos extrajudiciais de resolução de conflitos laborais no qual propõem desenvolver acções no pleno funcionamento os serviços de conciliação, mediação e arbitragem.

Finalizou que pretende-se com os seminários centrais e locais transmitir conhecimentos do conteúdo da LGT.

A LGT foi aprovada pela Assembleia Nacional na sua 7ª Reunião Plenária Ordinária da III Sessão Legislativa da III Legislatura realizada no dia 21 de Abril de 2015.

Malanje: Trabalhadores da Mecanagro sem salários há 12 meses

Malanje - Trabalhadores da Empresa Nacional de Mecanização Agrícola – Empresa Pública em Malanje entraram em greve desde o dia 20 de Março, e ameaçam sair às ruas numa manifestação caso não lhe sejam pagos os seus salários. Os 55 trabalhadores não recebem há 12 meses e a sua situação é agora dramática. Alguns viram os seus bens confiscados para pagamento de dívidas e rendas, enquanto outros viram os seus filhos impedidos de ir à escola por falta de pagamento de propinas.

Fonte: Voa
Num caderno reivindicativo de quatro pontos entregue em Março último à entidade patronal, as direcções provinciais da Agricultura e da Administração Pública, Emprego e Segurança Social e União dos Sindicatos de Malanje os trabalhadores exigem o pagamento de todas as mensalidades em atraso de Maio ao 13º mês de 2014 e de Janeiro a Março deste ano.

A segunda secretária da comissão sindical da Mecanagro, Lucrécia António de Brito confirmou que, para além da greve greve, os trabalhadores poderão manifestar-se nos próximos dias se o dinheiro não for pago.

Lucécia de Brito diz que o primeiro documento exigindo o pagamento dos salários foi entregue a 4 de Março e que passados 15 dias “o chefe de Luanda pediu-nos mais 10 dias que praticamente já se passaram”.

Na quinta-feira, 16, num encontro entre o primeiro secretário da comissão sindical da empresa, Manuel José Pinto, e o representante provincial da União dos Sindicatos de Malanje foi anunciada a greve hoje iniciada. As famílias dos operários e funcionários administrativos estão numa situação crítica com dívidas avultadas.

Gaspar Mendes Francisco, 37 anos de idade, dos quais 14 na Mecanagro disse que não consegue sustentar a família. Vive numa casa arrendada e “a senhora está sempre a me tirar sossego”. “Me levaram tudo que é de casa, levaram a estante, levaram o televisor, o cadeirão tudo, e agora estou a lamentar como fazer”, disse.

O operador de máquinas Fernando João Gaspar disse que os seus filhos “não assistem às aulas por não ter pago as propinas”. Luís António da Cruz Alves afirama ter sido obrigado a sair de casa que arrendava. “Fui chutado e nesse momento estou com os meus filhos na casa dos meus tios só por causa dos kilápis (dívidas) que eu tenho”, confirmou, acrescentando que“tenho problemas na polícia por causa disso”.

O Presidente do Conselho de Administração da Mecanagro Carlos Alberto Jaime “Calabeto” disse em Agosto do ano passado durante o 14º Conselho Consultivo realizado na fazenda Pedras Negras em Pungo-Andongo, município de Cacuso, que não há dinheiro suficiente para pagar salários dos trabalhadores.

“A Mecanagro possui uma força de trabalho de aproximadamente mil trabalhadores com um fundo de salários anuais de 840 milhões de kwanzas, tornando-se insustentável, atendendo a degradação paulatina do seu parque de máquinas e da sua estrutura orgânica”, justificou na altura. A União do Sindicatos de Malanje confirmou que a greve é legal, assim como as exigências constantes no caderno reivindicativo.

Enterrar os mortos e cuidar dos vivos - Francisco Rasgado

Benguela – Se as eleições presidenciais fossem hoje, com um sistema semi-presidencialista, José Eduardo do Santos teria o pior resultado de todos os tempos. Em Benguela, segundo pesquisas, 80% dos eleitores do MPLA não votariam em José Eduardo dos Santos. Vítima do seu próprio partido e do seu próprio governo. A cama de José Eduardo dos Santos está a ser feita pela sua própria “entourage”. Estão a afastá-lo, cada vez mais, de Angola e dos angolanos de Angola.

Fonte: Jornal Chela Press
Passado que está o prazo, é suposto que José Eduardo dos Santos, presidente da República de Angola, tenha já dado como facto consumado e, nada mais há a fazer quanto à tragédia que se abateu, no último mês de Março, sobre a cidade do Lobito e posteriormente sobre Benguela cidade capital da Província de Benguela.

Criam-se então, mas só para “inglês ver”, comissões de apoio e de acompanhamento, e esqueceram-se, naturalmente, de criar, uma comissão para produzir um relatório que reflectisse as causas, os prejuízos humanos e materiais, os imprudentes, os irresponsáveis responsáveis pela mortandade e as medidas a serem tomadas pelo Estado.

Porém, os angolanos de Angola, atentos por tudo quanto têm vindo a acompanhar, mais a mais, com exemplos em anteriores comissões, admitem muito pouca crença, ou seja, não acreditam no final, na produção de um documento sério. Que final! A tragédia já esta negociada, enterrada, esquecida e, agora ludibriada.

Cabe lembrar, às tragédias, duas lições básicas do universo político. Quando deixam o mundo da mitologia para retornar à condição de seres comuns, os especiais da política podem revelar-se desgraçadamente humanos, fracos e falíveis.

O preço não contabilizado “da falta de sensibilidade, de uma nota de solidariedade, de um pronunciamento obrigatório do presidente da República e da sua visita à cidade do Lobito, “seria” não permitir a visita de Denis Sassu N'guesso, presidente do Congo à população do Lobito”.

Denis Sassu N’guesso presidente do Congo veio à Angola fazer campanha. É certo que o presidente do Congo tem no seu país, nos próximos tempos, as eleições às portas. Por conseguinte, conciliou a constatação de oportunidade de negócios com a visita e entrega de uma doação à população do Lobito, vítima da tragédia que matou dezenas de pessoas. A avalanche de criticas, ao presidente da República de Angola, com uma repercussão sem precedentes, o resultado, ofuscou a sua imagem de chefe de Estado, e deixou a nú a sua demissão em relação aos problemas do país.

Também é bem verdade que, se o presidente da República tivesse vindo ao Lobito, passado o tempo que passou, juntamente com o presidente do Congo, teria sido, na certa, vaiado e humilhado pela população. Pois já tinha perdido a sua oportunidade. Preferiu em detrimento do seu suposto povo, deslocar-se outrossim, à vizinha Namíbia, para com aquele povo vizinho, festejar os 25 anos de independência, espezinhamento em absoluto deste povo, a quem deve a sua reeleição.

Agora, depois deste duro golpe contra si próprio, resta saber para qual dos lados o presidente da República caminhará.

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