Nacional

Primeiro vinho angolano já está à venda e chega a Portugal em breve

Lisboa - Chama-se Serras da Xxila e já é considerado o primeiro vinho "made in Angola" a chegar ao mercado local. E a Portugal "num pouco espaço de tempo", segundo avançou ao DN/Dinheiro Vivo, Carlos Carneiro, do Rancho de Santa Maria. Vinho angolano em Portugal? "Porque não? O nosso vinho tem qualidade", responde o responsável, que destaca as críticas positivas de especialistas franceses e italianos, que já provaram e gostaram.

Fonte: Dinheirovivo.pt

Mas até lá, há ainda um longo caminho a percorrer no mercado angolano, onde o Serras da Xxila começou a ser vendido. Da produção de 2013 resultaram 70 mil garrafas, estando disponíveis no mercado cerca de 60 mil. "Primeiro temos de ver como vai ser recebido para depois decidir o que devemos melhorar no produto. E é o cliente que o diz", explica Carlos Carneiro, frisando que "é da crítica que vem a auto-crítica."

 

Produzido e engarrafado na propriedade de Higino Carneiro, general do exército angolano e atual governador da província do Cuando Cubango, o Serras da Xxila é feito a partir da casta angolana Muzondo Menga Ixi, do Cuanza Sul. "É sobre esta base que estamos a produzir", diz Carlos Carneiro. E como está no início, "é difícil estabelecer uma comparação com outros vinhos", nomeadamente com o português, um dos mais exportados para Angola.

 

Segundo dados da ViniPortugal, em 2014, Portugal vendeu para Angola 62,6 milhões de litros, no valor de 95,1 milhões de euros, sendo o segundo mercado mais importante de exportação, a seguir a França.

Angola já tem legislação para a cooperação internacional contra branqueamento de capitais

Luanda - Angola deixou hoje de ser considerado país de risco em matéria de cooperação sobre o branqueamento de capitais, com a aprovação pela Assembleia Nacional da Lei de Cooperação Judiciária Internacional em Matéria Penal.

Fonte: Lusa

O referido diploma, aprovado com 141 votos a favor, 28 abstenções e nenhum contra, visa garantir a cooperação com outros países em matéria de branqueamento de capitais.

O ministro da Justiça e Direitos Humanos de Angola, Rui Mangueira, ao apresentar a lei, referiu que com a aprovação desta lei o país lusófono é excluído da lista de Estados que se encontram sob supervisão sobre esta matéria.

Segundo o ministro, existe um comité de supervisão sobre esta matéria, que foi criado já há algum tempo, o qual tem estado a trabalhar em estreita colaboração com o Grupo de Ação Financeira Internacional em virtude de uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre branqueamento de capitais.

As Leis sobre Revistas, Buscas e Apreensões, sobre Crimes Subjacentes ao Branqueamento de Capitais, já aprovadas, completam assim o pacote legislativo angolano em matéria de branqueamento de capitais e de financiamento ao terrorismo

"Apresentamos um programa que deveria ter sido concluído até 2013, fomos fazendo o nosso trabalho de adequação e, em 2014, voltamos a solicitar mais um prazo até ao final do mês de junho", referiu o governante angolano.

Rui Mangueira realçou que Angola com esta lei garante uma cooperação com outros países nesta matéria, nomeadamente a questão sobre a extradição.

"E aqui aproveito para sublinhar o seguinte: nenhum cidadão nacional pode ser extraditado, mas isto não significa que o cidadão nacional não possa de forma alguma ser julgado em território nacional por cometer um crime associado ao branqueamento de capitais", frisou.

"O que acontece muitas vezes é que determinados casos de cidadãos, que possam eventualmente cometer determinados crimes, se não tivermos um quadro legal que permita uma cooperação imediata, Angola poderá ser um paraíso para muitos criminosos e é justamente isso que queremos evitar", acrescentou o ministro.

Na sessão de hoje, o Parlamento angolano aprovou igualmente a Lei que autoriza o Banco Nacional de Angola a emitir e pôr em circulação moedas metálicas de 50 e 100 kwanzas, no quadro das comemorações dos 40 anos de independência de Angola, que se assinalam no dia 11 de novembro.

O objetivo, segundo o relatório parecer conjunto da Assembleia Nacional, é homenagear os heróis da pátria que "tombaram" pela independência. A título de exemplo, as duas moedas a entrar em circulação trazem no anverso o hastear da bandeira no ato de proclamação da independência.

O parlamento angolano aprovou ainda a Lei Geral de Eletricidade, a Lei do Arrendamento Urbano e a Lei dos Crimes Contra a Aviação Civil.

Os projetos de resolução relativos à Adesão de Angola à Convenção da África Central para o Controlo de Armas Ligeiras e de Pequeno Calibre, das suas Munições e de todas as Peças e Componentes que possam servir o seu Fabrico, Reparação e Montagem (Convenção de Kinshasa), da Ratificação de Angola à Convenção sobre o Trabalho no Setor Pesqueiro e o da Ratificação de Angola ao Acordo Intergovernamental sobre o 'Pool' de Energia da África Central foram igualmente aprovados.

Menongue: Diagnosticadas mais de dois mil mulheres grávidas com o VIH/Sida

Menongue - Duas mil e quinhentas mulheres grávidas e oitenta crianças contraíram o VIH/SIDA, até a data presente, informou quarta-feira o coordenador do centro de aconselhamento de testagem voluntária (CATV), João Chihinga. Segundo o responsável, que não especificou o período do início do controlo, os doentes têm beneficiado de assistência médica e medicamentosa, naquela unidade sanitária.

Fonte: Angop
João Chinhinga considerou um dado muito elevado, devido as situações que se vive actualmente, afirmando que o número tende a crescer. Fez saber que existe em todo país um programa de prevenção e corte vertical, que consiste em garantir que os bebes nasçam seronegativas.

Aconselhou a população no sentido de optar por testes voluntários, que são benéficos, porque ajudam a detectar o estado serológico dos pacientes.

Na visão sociológica, (segundo a fonte), “a descriminação contra os seropositivos é um acto de injustiça, e para contribuir na edificação de uma determinada sociedade, é necessária a união de forças, não olhando pela posição social”.

Para reduzir os casos da doença, precisou que o programa de luta contra sida irá intensificar as palestras de sensibilização sobre a enfermidade, destacando as formas de transmissão e prevenção da patologia, uso de preservativo, combate ao estigma, bem como a distribuição de milhares de preservativo.

Cuito Cuanavale regista mais de três mil casos de malária

Por outro lado, cerca de 3492 casos de malária foram registados no centro médico municipal do Cuito Cuanavale, província do Cuando Cubango, de Janeiro a Junho do ano em curso, informou, na terça-feira, o administrador local, Fernando Vicessa. De acordo com o responsável, dos casos registados, 11 resultaram em morte de crianças menores de cinco anos de idade.

A fonte esclareceu que foram internados 485 pacientes, que receberam o tratamento médico, durante o período em referência. Garantiu a existência de medicamentos suficientes, para combater a malária e outras doenças, que afectam os munícipes. O centro médico conta com dois médicos estrangeiros, um colocado na área da pediatria e outro na consulta geral, com o auxílio de 17 enfermeiros.

Angola: Luanda continua a cidade mais cara do mundo

Lisboa - A cidade de Lisboa desceu 51 posições, relativamente a 2014, numa lista de cidades mais caras do mundo para expatriados, passado do 94.º lugar para o 145.º, enquanto Luanda continua a liderar este estudo sobre o custo de vida.

Fonte: JN
Na comparação com o preço de um menu de comida rápida (fast food), o estudo mostra que em Lisboa se pode gastar cinco euros, enquanto na capital angolana o custo deverá ser três vezes superior.

Enquanto cidade mais cara pelo terceiro ano consecutivo, o arrendamento de um apartamento T2 em Luanda rondará os 5.790 euros. Em Lisboa, o preço será de 1.450 euros, segundo o estudo da consultora internacional Mercer.

Lisboa passou, assim, a ser menos dispendiosa para expatriados, com Tiago Borges, responsável de Estudos de Mercado na Mercer Ibéria, a justificar a situação com a descida do euro, com a "tímida recuperação nos preços do imobiliário e uma inflação historicamente baixa, que tem mantido os preços dos bens e serviços a um nível comparativamente mais baixo do que em outras localizações".

Numa análise ao estudo, a Mercer lembrou as variações com despesas com expatriados, tendo em conta os custos das operações cambiais, as flutuações cambiais e monetárias, assim como devido à instabilidade no mercado imobiliário e a inflação de bens e serviços.

"Enviar colaboradores para outros países é necessário para competir no mercado global com os melhores talentos disponíveis. As empresas precisam de refletir com precisão e fiabilidade o custo e o retorno esperado com as políticas de mobilidade internacional", comentou Diogo Alarcão, da Mercer.

Além de Luanda estão ainda no topo da lista de 2015 Hong Kong (2), Zurique (3), Singapura (4) e Genebra (5).

O elevado custo de vida em Angola para estrangeiros deve-se ao "custo dos bens importados e as condições de vida exigidas pela generalidade dos colaboradores expatriados".

As cidades menos caras do mundo para expatriados são Bisqueque (207), Windhoek (206), e Carachi (205).

Este estudo usa Nova Iorque (16.ª classificada) como cidade-base, inclui um total de 207 cidades dos cinco continentes e faz uma comparação de mais de 200 artigos em cada local, incluindo habitação, transportes, comida, roupa, bens de uso doméstico e entretenimento.

O estudo notou a subida das cidades norte-americanas na lista devido à valorização do dólar americano, na América do Sul, Buenos Aires (19) escalou 67 posições devido a um forte aumento dos preços de bens e serviços.

Na Europa, a valorização do franco suíço face ao euro continua a colocar a Suíça entre os locais mais dispendiosos, enquanto na Rússia, Moscovo (50) e São Petersburgo (152) desceram 41 e 117 lugares, respetivamente, como resultado da queda significativa do rublo russo, da descida dos preços do petróleo e de uma "falta de confiança na moeda e economia russas resultante de sanções ocidentais durante a crise na Ucrânia".

A Cidade do Cabo (200), na África do Sul, continua a ser a cidade menos cara da região refletindo a fraca valorização do rand sul-africano face ao dólar americano, enquanto cinco das cidades registadas no top 10 da lista deste ano encontram-se na Ásia: Hong Kong (2), Singapura (4), Xangai (6), Pequim (7) e Seul (8).

Já Tóquio (11) desceu quatro lugares.

Quanto a cidades australianas, estas têm continuado a diminuir na lista devido à depreciação da moeda local face ao dólar americano.

Angola: O valor do Salário Mínino varia entre os 15 e os 22 mil kwanzas

Luanda - Há quem ainda tenha dificuldades de entender o que é o salário mínimo nacional e com que base se define. O valor mais baixo está estipulado em 15 mil kwanzas e vai variando por sectores. Os sindicatos dizem que é pouco.

Fonte: NG
O Salário Mínino Nacional (SMN) é a remuneração mais baixa que um empregador deve pagar. Ou seja, não se deve pagar menos do que a lei estabelece. Mas as empresas podem pagar mais em função da sua dimensão e do volume de negócio.

O SMN foi criado inspirado na cesta básica. No caso de Angola, por regra, todos os anos é reavaliado com base no custo de vida e no comportamento da inflação.

O administrador da Sistec, António Candeia, por exemplo, esclarece que grande parte das empresas paga mais do que o fixado por lei e defende que não se deveria olhar tanto para essa referência, mas para a dimensão e o volume de negócio das empresas. “As empresas que gozam boa de saúde financeira podem pagar mais”, sustenta, afirmando que, na Sistec, “ninguém ganha menos de 50 mil kwanzas”, apesar de, no sector em que está inserida (de serviços), o salário mínimo estar estipulado em 18.754 kwanzas.

Sindicalistas e os partidos na oposição garantem que, com o valor do actual salário mínimo nacional, um trabalhador só consegue obter 60 por cento da cesta básica, se receber o valor mais alto, mas se receber os escalões mais baixos não consegue ultrapassar os 45 por cento.

O secretário-geral da UNTA-Confederação Sindical, Manuel Viage, entende que o valor “não é justo pois nem permite adquirir uma ‘cesta básica”. A UNTA defende, desde 2014, um aumento do salário mínimo nacional para os 30 mil kwanzas e a Central Geral dos Sindicatos Independentes e Livres de Angola (SGSILA) defende 50 mil. O Governo já anunciou que, para o sector público, não vai fazer qualquer ajustamento de salários, tendo em conta a necessidade de cortar na despesa.

MAIS BAIXO SÓ COM PROVAS

As empresas que por incapacidade financeira, não possam pagar os valores mínimos estabelecidos por lei, podem solicitar ao Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPTESS) o pagamento de salários mais baixos, desde que os trabalhadores provem essa incapacidade para a salvaguarda do emprego.

SALÁRIO NA ASSEMBLEIA

No mês passado, a Assembleia Nacional agendou um debate sobre o salário mínimo nacional, proposto pela CASA-CE, tendo em conta “a forte desvalorização da moeda nacional” e a subida do custo de vida, problemas relacionados com a queda abrupta da cotação internacional do barril de petróleo. A UNITA defendeu a instauração de um salário mínimo nacional de 50 mil kwanzas.

Mínimo variável

A última actualização, feita o ano passado, fixou o salário mínimo entre os 18 mil e os 22 mil kwanzas.

Comércio e indústria extrativa
22.504,50 kwanzas

Transportes, serviços e indústrias transformadoras
18.754 kwanzas

Agricultura
15.000 kwanzas

Fora de portas

Portugal
505 Euros (62. 696,28 kwanzas)

Brasil
788 reais (27. 855,30 kwanzas)

Cabo Verde
15.000 Escudos (16. 655,23 kwanzas)

Moçambique
2.200 meticais (6.410,75 kwanzas)

‘Deserções’ no executivo de Benguela

Benguela - Três directores provinciais abandonaram o executivo. Trata-se de Pedro Garcia, então responsável dos Desportos, José Valongo, dos Transportes, e Maria Alice, da Hotelaria e Turismo. Alguns por razões pouco claras, outros a seu pedido. Entretanto, circulam nos meios locais informações dando conta de que muitos estarão a abandonar o executivo de Dos Anjos, devido à maneira frontal como o actual governador se dirige aos mesmos.

Fonte: O País
Entretanto, uma fonte deste jornal avançou que Jorge Dambi, director do MAPESS, manifestou igualmente o interesse de abandonar o cargo devido ao tempo de serviço.

Segundo uma outra fonte, o que está na base é o facto de Isaac dos Anjos corrigir e chamar a atenção aos directores provinciais de forma “pouco urbana”. “O governador, às vezes, tem aí umas atitudes que só ele entende. Ele não se importa, tudo que lhe vem à cabeça diz e não quer saber se vai ferir ou não as pessoas. Por exemplo, numa actividade do partido há tempos, ele fez aí umas declarações que alguns membros do partido não gostaram. A vantagem dele é que tem costas largas lá em cima (Luanda), porque, caso contrário, podes crer, que já não estaria em Benguela”, desabafou a fonte.

A fonte reprova, igualmente, a publicação de um despacho do mesmo em que sancionava disciplinarmente o director do Urbanismo, Elmano Inácio, devido a um alegado incumprimento de uma tarefa.

Uma outra fonte ligada ao governo provincial, disse que estas “desistências” nada têm a ver com as acções do governador, é que se alguns directores resolveram sair é porque estavam há muito tempo ao serviço e acharam que deviam dar espaço aos jovens, ou seja, partiram para a reforma. “Essas falácias não passam de especulações, porque não condizem com a verdade, porque, se você contactar essas pessoas, te vão dizer a mesma coisa”, disse.

Um ponto positivo, segundo a fonte, é que os governantes vão ganhando cultura, sem pressão nenhuma, de deixaram os lugares à disposição, a fim de que seja injectado sangue novo no aparelho governativo.

Contactada por esse jornal, a ex-directora da Hotelaria e Turismo, Maria Alice Cabral, refutou tais ideias e considerou-as de infundadas, uma vez que, para o seu caso particular, já tinha feito o pedido de exoneração desde o tempo do executivo do general Armando da Cruz Neto. “Só que o que aconteceu é que o general estava de saída e entrou um novo governador. E assim que ele assumiu as funções, vou à uma audiência com ele e falei-lhe do pedido da minha exoneração e ele disse-me: “Ainda é cedo e estou a chegar agora, vamos esperar. E também é preciso arranjar um substituto.

Também não havia alguém para me substituir, por isso as pessoas falam demais”, disse.

O jornal OPAIS procurou contactar o governador, mas até ao fecho desta edição, ele estava ausente da província de Benguela, segundo fontes do governo. Os nossos esforços em contactar outros dos directores demissionários redundaram em fracasso.

 

Ministro induz PR a fazer nomeações na base de uma lei não regulamentada

Lisboa - O ministro do Ensino Superior, Adão do Nascimento, está a ser visto nos círculos presidenciais como um dos indivíduos que perverte a ordem protocolar estabelecida e induz o titular do poder executivo em erros inconcebíveis,como foi o caso da recente nomeação dos reitores das diferentes universidades públicas no país.

Fonte: Club-k.net

Nomeação dos novos reitores  pode ser impugnada por vícios de ilegalidade

Ao levar o pacote das normas gerais e reguladoras do Ensino Superior e as propostas dos novos reitores ao Chefe do Executivo, que, por sua vez, submeteu os documentos ao Conselho de Ministros, sem a mínima observância dos pareceres das comissões técnicas especializadas, o ministro Adão do Nascimento abriu uma guerra muda com a tecnocracia do Palácio e um precedente perigoso para o seu consulado. Ou seja, “quando der no torto – o que não deixará de acontecer tendo em conta as armadilhas que as normas escondem – as comissões técnicas, que o ministro ignorou, não poderão apagar o fogo”, desabafou uma fonte próxima do Palácio Presidencial.

 

Segundo a fonte, Adão do Nascimento terá evitado deliberadamente as comissões especializadas do Gabinete do vice-presidente da República, que é o responsável pelo sector social no país, por estas terem detectado inconstitucionalidades e outros erros técnicos e gramaticais inadmissíveis nas propostas do Ensino Superior.

 

O Grupo Técnico de Apoio à Comissão para a Política Social chegou mesmo a produzir um parecer que qualificou as propostas do ministro como um autêntico embuste que “fere o espírito e a letra da Constituição da República e da Lei de Bases do Sistema de Educação, bem como ofusca as liberdades académicas e o costume universitário em Angola”.Adão do Nascimento, ao seu estilo, não deu cavaco àqueles tecnocratas confinados ao gabinete do vice-presidente e preferiu o caminho mais curto para se chegar a José Eduardo dos Santos, ao que se diz, supostamente seu tio.

 

Acto contínuo, depois de percorrer a picada, o ministro induziu o Presidente da República no erro grotesco de nomear os novos reitores na base de uma lei que nunca chegou a ser regulamentada e que ele viria a revogar no mesmo decreto presidencial. Trata-se da célebre lei 90/09, bastante defendida pelo Sindicato de Professores do Ensino Superior, mas pela casmurrice e interesses do próprio Adão do Nascimento foi simplesmente engavetado pouco depois da sua aprovação. Pela primeira vez e de forma incorrecta, esta lei foi invocada no decreto presidencial n.º 94/15, de 11 de Maio como estando na base da nomeação dos novos gestores das universidades públicas. A Lei 90/09, de 15 de Dezembro, na alínea g) do artigo 12.º, estabelece que o Governo deve “nomear e empossar os titulares dos órgãos de gestão das universidades e academias públicas, com base nos três candidatos eleitos pelas assembleias das respectivas instituições”, o que não ocorreu com a nomeação dos novos reitores. Aliás, essa lei (90/09) previa um secretário-geral para os órgãos executivos de gestão das universidades públicas, mas nos novos “governos” este cargo é inexistente e, ao invés de dois vice-reitores e um pró-reitor, as universidades passaram, à luz das novas normas ainda não regulamentadas, a ter quatro vice-reitores para as seguintes áreas: académica e vida estudantil; científica e pós-graduação; extensão e cooperação e para administração e gestão.

 

Dito de outro modo, “a nomeação dos novos reitores, em meados do mês passado, é um acto nulo e impugnável por não observar o princípio de legalidade”, diz, por seu turno, um membro do Sindicato de Professores do Ensino Superior que diz não entender as reais motivações do ministro Adão do Nascimento, do Titular do Poder Executivo e do Conselho de Ministros. “Nunca regulamentaram a lei, mas é na base dessa lei que se produz o decreto de nomeação de reitores, mesmo depois de desrespeitado o estabelecido nessa mesma lei. Estamos diante de um acto ilegal e, por isso, impugnável”, disse.

 

Quer a fonte afecta ao Palácio, quer a do SINPES, mostraram-se cépticos que as novas medidas do pelouro de Adão do Nascimentos venham a produzir efeitos positivos no ensino superior, a julgar pela legislação impraticável, devido ao seu carácter rígido e extraterrestre. Aliás, este terá sido um dos motivos que levou a proposta do ministro a consumir bastante tempo na averiguação e apuração dos nomes propostos, uma situação que agudizou a desgovernação do ensino superior nos últimos 12 meses, dada a indefinição de permanência ou não no cargo dos titulares das instituições.

 

Confrontado com a oposição de vários círculos do poder, em relação às medidas e nomes propostos para reitor, Adão do Nascimento – teimoso e trungungo – recorreu às mais tradicionais influências uterinas e, ignorando todos e tudo, fez passar o pacote que procura ajustar o ensino superior ao seu feitio: frio, opulente, antidemocrático e casmurro.

 

Assim, na Universidade Agostinho fica Maria do Rosário Bragança Sambo (antiga decana da Faculdade de Medicina da Universidade Katyavala Buila); João Fernando Manuel (antigo decano da Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Agostinho Neto) vai para a Universidade 11 de Novembro (Cabinda e Zaire); João Silva para Universidade LuejiA’Nkonda (Lunda-Norte, Lunda-Sul e Malanje); Kipolo Zau para Universidade KimpaVita (Uíje e Kwanza-Norte); Miranda Lopes Miguel (exonerado por incompetência do cargo de director do INAGBE) para a nova Universidade KwitoKwanavale (KuandoKubango) e José Pedro Domingos (antigo vice-reitor da UAN) ascendeu a reitor da Academia de Estudos Avançados (Luanda).

 

Orlando da Matta, antigo reitor da Universidade Agostinho Neto, passou para a Universidade Mandume (Huíla e Namibe), enquanto Cristóvão Simões permanece na Universidade José Eduardo dos Santos (Huambo, Bié e Moxico) e Albano Ferreira é mantido na Universidade KatyavalaBwila (Benguela e Kwanza-Sul).

Paulo Alves

FLEC exige a retirada “urgente” de chineses em Cabinda

Luanda – Num simples comunicado de apenas quatro parágrafos enviado na segunda-feira, 15, à redacção do Club K, o braço armado da Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC), exige a retirada dos cidadãos chineses naquele espaço do território nacional, num prazo de 63 dias, caso ao contrário serão "alvos da resistência cabindesa".

Fonte: Club K
Eis o comunicado na íntegra:

COMUNICADO

A Direcção Político Militar da FLEC/FAC, braço armado exige que o governo da República Popular da China repatrie urgentemente todos os seus nacionais do território de Cabinda num prazo de 63 (sessenta e três) dias.

Não sendo respeitada esta exigência todo o tipo de empresas chinesas são alvos da resistência cabindesa e toda a presença chinesa no território de Cabinda caucionada pelo governo angolano será severamente punida.

A Direcção Político Militar da FLEC/FAC recorda ao governo chinês que todos os compromissos e acordos assinados com o governo angolano não são válidos no território de Cabinda. Cabinda é um território em guerra.

A FLEC/FAC tem o dever e o direito de proteger as populações de Cabinda contra todo tipo de explorações selvagens e humilhações.

A Direcção da FLEC/FAC

Comando Operacional,
Comandante da FLEC/FAC
B52 Nzombu Terminator

Feito em Cabinda, aos 15 de Junho de 2015

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