Nacional

Ex-deputado do MPLA considera absurdo acção do governo no dossier da lei de imprensa

Luanda - A declaração foi emitida durante uma entrevista concedida ao programa Mais Comunicação da Rádio Kairós, no sábado, 20, do mês em curso. “Com muita tristeza tenho que dizer, verdadeiramente, que a qualidade do jornalismo que é feito em Angola é questionável, eu tenho dúvidas, muitas vezes se o que se faz aqui é mesmo jornalismo ou deveria ter outro nome”, disse Luís Domingos em resposta à questão referente à qualidade do jornalismo praticado em Angola.

Fonte: Club-k.net

O rosto do “Nação Coragem” reconheceu, entretanto que existe um avanço por parte dos profissionais da comunicação em oferecer melhor qualidade dos seus serviços às pessoas que ouvem, lêem e assistem as suas matérias. Mas da qualidade questionável do jornalismo angolano apontou a autocensura e a falta de aplicação dos conhecimentos académicos à realidade como as principais causas.


SOBRE O PACOTE LEGISLATIVO DA COMUNICAÇÃO SOCIAL


Luís Domingos considera o pacote legislativo da comunicação social como um elemento importante para o exercício da actividade da comunicação e considera, igualmente, que as normas que o compõem visam ajudar a comunicação no país.


No que toca as controvérsias entre a classe jornalística e o governo, Luís Domingos entende que a ser verdade a possibilidade de que o sindicato não foi ouvido sobre a aprovação do pacote “seria um absurdo. Como é que se faz um pacote para a comunicação se o sindicato dos jornalistas não é ouvido? Não faria nenhum sentido”, disse.


Todavia, Luís Domingos é optimista ao afirmar que ainda não é tarde, pois o pacote vai ser discutido na especialidade e “lá os quadros da comunicação social que não foram ouvidos e que têm contribuições a dar ainda têm uma possibilidade de o poderem fazer”.


SOBRE A CONDIÇÃO SOCIAL DO JORNALISTA

O ex-deputado da bancada parlamentar do MPLA considera a condição social dos jornalistas como um dos pontos mais sensíveis da classe, pois entende que do ponto de vista social os profissionais da comunicação são relegados ao último plano. “Os profissionais da comunicação não têm seguro de vida, saúde e não têm seguro de nada. Ganham pessimamente mal e o facto de ganharem muito mal leva-os a serem discriminados”, afirmou.


Esta condição, segundo Luís Domingos, leva aos jornalistas a serem objectos de humilhação por parte dos políticos e empresário, porque os profissionais não conseguem impor-se como o quarto poder por viverem a estender à mão à caridade. “Não é possível ser um bom jornalista quando logo a seguir você precisa de 100 kwanzas e esse os 100 Kwanzas tem que ser o ministro ou o general a dar.

Quando você é independente tem mais liberdade para pensar nas reportagens e nas notícias que tem a fazer”, concluiu Luís Domingos que falou sobre o género reportagem e o actual momento da comunicação social.

 

General Geraldo Nunda desmente ataques em Cabinda

Luanda - O Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas (FAA), Geraldo Sachipengo Nunda, convidou os órgãos que informam sobre supostos confrontos entre as FAA e a FLEC na província de Cabinda a visitarem a região para verificarem o que se passa.

Fonte: JA

Em declarações à imprensa, à margem do acto de encerramento do VII Congresso Ordinário do MPLA, Geraldo Sachipengo Nunda assegurou que a situação em Cabinda é tranquila e não ocorreram confrontos alguns.


“A situação político-militar em Cabinda é completamente de tranquilidade e a FLEC não realizou e nem pode realizar nenhuma acção, tanto que as pessoas podem ir até Cabinda, Miconge, Buco Zau, Belize, a todos os sítios e aldeias, pois não houve nenhuma acção da FLEC”, garantiu. Questionado sobre a suposta morte de 40 soldados das FAA durante os ditos confrontos, segundo dados divulgados pela FLEC, Sachipengo Nunda adiantou que a organização está a sonhar porque não é possível que tal tenha ocorrido.


Estas comunicações são falsas e os órgãos que transmitem essa informação podem ir a Cabinda, porque não se registou nenhum confronto e não se verifica nenhuma instabilidade político-militar.


Quanto à situação ocorrida no bairro Zango, município de Viana, em que um militar das FAA disparou mortalmente contra um adolescente, Sachipengo Nunda reconheceu que não é competência dos militares realizar demolições, mas apenas garantir a segurança dos órgãos da administração local.

 

O oficial esclareceu que os militares não estavam a realizar demolições, mas apenas a responder a uma solicitação da direcção da Zona Económica Especial, no sentido de proteger os órgãos da administração que estavam a efectuar as demolições. Segundo o CEMG das FAA, a área onde foram demolidas as casas estava antes vedada, mas a população tirou a vedação e construiu sem autorização.

 

Geraldo Sachipengo Nunda recordou que o objectivo é continuar a transformar a Zona Económica Especial numa boa imagem para o país porque é ali onde está a ser construído o novo aeroporto internacional.


Quanto ao inquérito em curso para apurar as circunstâncias da morte do adolescente, informou que o mesmo não está a ser feito pelas FAA, mas pela Procuradoria Geral da República e Investigação Criminal, em colaboração com o Exército. De acordo com a alta patente das Forças Armadas, supostamente uma criança não devia estar no meio daquele grupo.

 

Vídeo do assassinato do jovem de 14 anos por militares do Posto Comando Unificado

Lisboa  - Rufino Fernandos António, foi “fuzilado a queima roupa” no sábado quando o jovem questionou aos militares sobre a causa da demolição da casa e destruição dos “bens” dos pais na zona do Zango 2.
 
 
Fonte: Club-k.net
 
Como se pode contactar no vídeo os militares logo após a execução sumaria do jovem retiraram-se do local do crime e a distancia criaram uma barreira militar aonde a população se dirigia frustradamente para explicar o infausto.
 
O vídeo em anexo posto a circular nas redes sociais “é evidencia que contrariara as igualmente informações sobre o assunto que serão postas a circular nos órgãos de comunicação do estado com a intenção de ocultar a verdade dos factos”, afirmou o analista angolano Carlos Alberto, que descreveu igualmente que as novas ferramentas da comunicação digital tem contribuído para se desmascarar propagandas dos regimes ditadores”.
 
 
Confira o vídeo em anexo e advertimos que é gráfico:

Lei de Amnistia em Angola com condição de não reincidência durante 3 anos

Luanda - A amnistia aprovada pelo Governo angolano, que deverá libertar cerca de 8.000 reclusos, foi publicada em Diário da República e entrou em vigor a 12 de agosto, mas a sua aplicação total está condicionada a três anos sem reincidência.

Fonte: Lusa

Segundo o texto da Lei de Amnistia constante da publicação, a que a Lusa teve hoje acesso, são "amnistiados todos os crimes comuns puníveis com pena de prisão até 12 anos", cometidos por cidadãos nacionais ou estrangeiros até 11 de novembro de 2015, bem como os crimes militares, salvo dolosos cometidos com violência.

 

Além disso, o "perdão" é aplicável aos processos "pendentes por factos ocorridos até 11 de novembro de 2015", data esta em que Angola comemorou os 40 anos da independência nacional. Ficam de fora, define e lei, todos os crimes dolosos "cometidos com violência ou ameaça a pessoas de que resultou a morte" ou com utilização de armas de fogo, bem como tráfico de estupefacientes, de pessoas e órgãos, violação ou promoção ao auxílio à imigração ilegal.

 

As condenações com penas de prisão efetiva até 08 anos e meio aplicadas em março último pelo tribunal de Luanda - sobre factos ocorridos em junho de 2015 - aos 17 ativistas angolanos, incluindo o `rapper` luso-angolano Luaty Beirão, por atos preparatórios para uma rebelião e associação de malfeitores, inserem-se desta forma no enquadramento da amnistia.

 

Os "agentes dos crimes não abrangidos pela presente amnistia terão as suas penas perdoadas em 1/4", lê-se ainda.

 

Contudo, o artigo quarto refere que o "perdão" é "concedido sob condição resolutiva de o beneficiário não reincidir nem praticar infração dolosa a que corresponda pena de prisão superior a um ano nos três subsequentes à data da entrada em vigor da presente Lei ou à data em que vier a terminar o cumprimento da pena ou durante o cumprimento desta".

 

Fica ainda estabelecido que nos crimes patrimoniais "em que haja condenação por indemnização, "o benefício da amnistia ou perdão é concedido mediante reparação ao lesado pelo período de até um ano".

 

O artigo quinto desta lei, de iniciativa presidencial, aprovada pela Assembleia Nacional e promulgada pelo chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, refere que a mesma "não extingue a responsabilidade civil, nem a disciplinar emergente de factos amnistiados" e que "o prazo da propositura da ação por indemnização no tribunal competente por perdas e danos conta-se a partir da sua entrada em vigor".

 

A Lei de Amnistia considera como "declarados perdidos a favor do Estado" todos os objetos de crime apreendidos, "quando pela sua natureza ou pelas circunstância do caso oferecerem sério risco de serem utilizados no cometimento de novas infrações", bem como os "frutos produzidos pela prática de tais crimes".

 

Em julho foi estimada a possibilidade de a lei levar à libertação das cadeias nacionais de cerca de 8.000 reclusos, mas o Governo angolano não definiu ainda uma data para começar a aplicar essa medida, que só a partir de agora pode acontecer.

 

No preâmbulo desta lei recorda-se que a independência de Angola (11 de novembro de 1975) é um "marco histórico memorável para todos os angolanos, que ao longo de décadas de luta se entregaram ao combate para o seu alcance", bem como na "manutenção da integridade territorial e da paz", data que em 2015 já foi alvo de um indulto presidencial.

 

"No interesse de que este facto comemorativo se reflita na ordem social estabelecida, de um modo geral, sem que se excluam os cidadãos privados de liberdade, concedendo-lhes novas oportunidades políticas, sociais e de reintegração pessoal e familiar", justifica o texto da Lei de Amnistia.

Governo da Suíça atribui bolsas de Estudo em Angola

Luanda  - A Embaixada da Suíça em Angola, através de uma nota enviada ao Club-K, comunica que Angola está na lista dos países deste continente abrangidos por um programa de bolsas de estudo de pós - graduação na Suíça, para o ano académico 2017/2018.

Fonte: Embaixada da Suíça

O governo da Suíça pôs à disposição 15 Bolsas de Estudo para Doutoramento, pós-doutoramento e estágios de pesquisa, que vão para estudantes de Angola, São Tomé e Príncipe e demais países da África Austral. Os candidatos, além de terem o grau de mestre em qualquer área, devem dominar pelo menos uma língua estrangeira, que pode ser inglês, francês, alemão ou italiano. Durante o processo de avaliação, o concorrente deve apresentar a candidatura via Internet, a um professor de uma das universidades suíças, sobre os objectivos do trabalho de investigação. Os candidatos aprovados serão seleccionados para estudar numa das dez universidades cantonais, dois institutos politécnicos federais, um instituto de ensino e pesquisa e, também, em escolas especializadas.

 

O período de inscrição inicia no dia 1 de Agosto e deve terminar a 30 de Novembro. Os candidatos admitidos vão estudar na Suíça a partir de setembro do próximo ano. A Bolsa de doutoramento (PhD) tem a duração de três anos com idade limite do candidato de 35 anos de idade; enquanto a de pós-doutorado tem a duração de 12 meses (período prorrogável de 6 meses), sendo que o candidato não poderá ter uma diferença de mais de 5 anos entre o doutoramento e a candidatura; os estágios de pesquisa terão a duração de 12 meses não renováveis e também com idade limite do candidato de 35 anos de idade.


Nota explicativa sobre a atribuição de Bolsas de Estudo pelo Governo da Suíça


Para o ano académico 2017 - 2018, o Governo suíço, através da Comissão Federal de Bolsas para Estudantes Estrangeiros (CFBE), decidiu incluir novamente a República de Angola no pólo de países beneficiários de um programa de bolsas de estudo. Essas bolsas de excelência, em número limitado, estão divididas da seguinte forma:


• Bolsas para doutoramento (PhD). Este tipo de bolsas de estudo vai permitir aos candidatos seleccionados, realizar uma tese de doutoramento em uma das 10 universidades públicas, dois institutos politécnicos federais (Lausanne e Zurique) e os Institutos de Ensino e Pesquisa. As bolsas serão válidas apenas para os estudos de doutoramento em tempo integral. Não são válidas para programas mistos (parcialmente na Suíça e em parte, num país terceiro). Estas bolsas destinam-se aos estudantes pós-graduados altamente qualificados, na posse de habilitações académicas exigidas para admissão ao programa de doutoramento, e em todas as disciplinas académicas. Elas terão a duração de 3 anos no máximo.

 

• Bolsas para pós-doutoramento. Este tipo de bolsa vai permitir aos candidatos aprovados, realizar pesquisas de pós-doutoramento em uma das 10 universidades públicas, dois institutos politécnicos federais (Lausanne e Zurique), os Institutos de Ensino e Pesquisa, como também em Escolas Especializadas. As bolsas são válidas para os estudos de doutoramento em tempo integral. Não são válidas para programas mistos (parcialmente na Suíça e em parte, num país terceiro). Estas bolsas destinam-se a pesquisadores pós-doutorados altamente qualificados em todas as disciplinas académicas. As bolsas terão duração de 12 meses (período prorrogável de 6 meses).


• Bolsas para estágios de pesquisa. Este tipo de bolsas de estudo vai permitir aos candidatos seleccionados realizar um estágio de pesquisa do doutoramento (PHD) ou um estágio de melhoria em medicina numa das 10 universidades públicas, 2 institutos politécnicos federais (Lausanne e Zurique) e Institutos de Ensino e Pesquisa, como também em Escolas Especializadas. As bolsas são válidas apenas para estágios de investigação em tempo integral na Suíça. Não são válidas para programas mistos (parcialmente na Suíça e em parte, num país terceiro). Estas bolsas destinam-se aos jovens altamente qualificados pós-graduados, pesquisadores de todas as disciplinas académicas e jovens médicos. As bolsas terão a duração de 12 meses não renováveis.

Para obter mais informações, sobre o limite de idade de alguns candidatos, bem como os conhecimentos linguísticos para realizar este tipo de estudos. Os futuros bolseiros podem encontrar no site:
http://www.sbfi.admin.ch/scholarships_ENG
http://www.sbfi.admin.ch/scholarships_FR


A abertura do processo de candidatura foi fixado para o 1° de Agosto de 2016, o fim do processo de candidatura para o 30 de Novembro de 2016, enquanto o início da bolsa foi fixado para Setembro de 2017.
Para mais informações, os candidatos devem consultar a Embaixada da Suíça em Luanda: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
Endereço: Edifício Garden Towers, Torre B, Piso 8
Avenida Ho Chi Minh, Alvalade, Luanda, Angola

Tel: 923 169 910

Presidente da CNE recebe delegação da Open Society

Luanda  - O Presidente da Comissão Nacional Eleitoral André da Silva Neto, recebeu em audiência Takawira Musavengana e Glen Mpani, coordenador e gestor do programa de democracia e governação da OSISA da Fundação Open Society.

Fonte: CNE

O encontro teve como objectivo obter por parte da CNE informações sobre a possibilidade da Open Society (organização não-governamental) poder ajudar o órgão que realiza as eleições, na preparação do Processo Eleitoral de 2017; Como é que a Comissão Nacional Eleitoral, está a preparar o pleito que se avizinha, bem como a hipótese de celebração de um memorando de entendimento que abranja a formação, entre as duas partes.

 

A OSISA, mostrou-se também disponível para ajudar a CNE a ministrar formações na área de Educação Cívica nas Comissões Provinciais e Municipais Eleitorais.

 

O Presidente André da Silva Neto, explicou que este é o momento em que o Ministério da Administração do Território está a traçar as metas da realização do Processo de Actualização e de Realização do Registo Eleitoral e que a CNE está a realizar trabalhos internos de organização dos Recursos Humanos, Logística e Património.

 

Finalmente, o Presidente da CNE, afirmou que não há nenhum problema em aceitar a proposta da OSISA no Processo de Formação de educação Cívica Eleitoral, desde que, aquela organização da sociedade civil apresente uma proposta que deverá ser estudada e analisada pelo plenário da Comissão Nacional Eleitoral.

 

Acompanharam o Presidente da CNE no encontro com a Open Society, os Comissários Isaías Chitombe e João Damião.

 

Angola vai ter novo Código Penal ao fim de 130 anos

Luanda - A Assembleia Nacional de Angola vota a 11 de agosto a proposta do novo Código Penal, em discussão desde 2004 e que vai substituir o que está em vigor desde 1886, no tempo colonial português.

Fonte: Lusa

A interrupção de gravidez vai continuar a ser punida em Angola, com penas até três anos de cadeia, nas mulheres, e até quatro anos para quem realize as intervenções, conforme prevê o anteprojeto da revisão do Código Penal.

 

A versão disponibilizada pela Comissão da Reforma da Justiça e do Direito de Angola, a que a Lusa teve acesso, estabelece ainda que a imputabilidade penal mantém-se nos 16 anos, apesar de, durante a discussão, ter sido adiantada a possibilidade de a reduzir para os 14 anos.

 

De acordo com o agendamento feito em reunião dos presidentes dos grupos parlamentares da sessão plenária do dia 11 de agosto (que prossegue a 12 de agosto), divulgada pelo parlamento, a discussão e votação na globalidade do novo Código Penal é uma das 12 propostas a discutir. Isto apesar de a sua inclusão ter merecido a crítica da oposição, que queria ver o tema transitar para o próximo ano parlamentar, em outubro, alegando falta de tempo para analisar a proposta.

 

O Código Penal angolano de 1886 está em revisão desde 2004, para se adaptar à nova realidade social do país e a sua aprovação final é garantida com os votos favoráveis dos deputados do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), que suporta o Governo.

 

A pena de prisão é agravada com este anteprojeto de Código Penal e terá “em regra” uma “duração mínima de três meses e a duração máxima de 25 anos” e “em caso algum, nomeadamente por efeito de reincidência, de concurso de crimes ou de prorrogação da pena, pode esta exceder o limite máximo de 30 anos”.

 

O homicídio é o crime mais grave previsto e pode ser punido com até 25 anos de cadeia. “Quem matar outra pessoa atendendo a pedido expresso, sério e insistente da vítima é punido com pena de prisão até cinco anos”, define ainda a nova legislação, elaborada pela comissão de reforma.

 

Contra as anteriores expectativas, a interrupção da gravidez em Angola mantém-se genericamente condicionada a motivos de saúde, nomeadamente por poder constituir risco para a mulher ou para o feto, até às primeiras 16 ou 24 semanas de gestação.

 

A mulher que decidir interromper a gravidez fora deste quadro legal pode ser punida, com esta proposta de lei, com pena de prisão até três anos ou multa até 360 dias.

 

Quem, com o consentimento da mulher grávida, interromper a gravidez ou ajudar a fazê-lo, fora dos casos legalmente previstos, pode ser punido com pena de prisão de um a quatro anos.

 

Ainda sobre a interrupção da gravidez, a proposta de código penal angolano proíbe a sua propaganda, em meios publicitários ou em reuniões públicas, “com o objetivo de obter vantagem”, excetuando a divulgação dos procedimentos e meios no âmbito científico e médico, sob pena de punição com pena de prisão até um ano ou multa até 120 dias.

 

Está ainda previsto o cumprimento de penas ao fim de semana “no estabelecimento prisional mais próximo do domicílio do condenado” ou noutro com o acordo do condenado.

 

“Cada período de fim de semana, com a duração mínima de 36 horas e a duração máxima de 48 horas, equivale ao cumprimento de cinco dias da pena de prisão aplicada”, refere ainda o projeto da revisão do Código Penal angolano, que conta com 441 artigos e 153 páginas.

 

 

Fundo Soberano apoia Centro Oftalmológico de Benguela

Benguela – Uma delegação chefiada pelo PCA do Fundo Soberano de Angola (FSDEA), José Filomeno dos Santos visitou ontem o “Centro Oftalmológico” de Benguela, administrado pela Solidariedade Evangélica (SOLE), no qual se realizam cirurgias de remoção de cataratas.

Fonte: FSDEA

Filomeno dos Santos afirmou: “No âmbito da Missão Social, divulgada em Janeiro do ano corrente, o Fundo Soberano de Angola tem apoiado diversos projectos sociais no ramo da saúde, através de parcerias com organizações não-governamentais como a SOLE. Viemos constatar pessoalmente o desenvolvimento do programa de reforço da capacidade nacional de tratamento oftalmológico e da lepra, que conta com uma doação equivalente a $630.000,00 (Seiscentos e Trinta Mil Dólares Norte Americanos). Ficamos verdadeiramente impressionados com o apoio prestado a centenas de pacientes, que tinham perdido parte da visão devido a catarata, e foram reabilitados através deste programa. Actualmente o programa de reforço da capacidade nacional de tratamento oftalmológico é acessível a pacientes de oito províncias. Parceiros sociais com a abrangência da SOLE permitem o aumento do alcance e impacto da Missão Social do FSDEA na vida da população mais carente do nosso país, porque estão presentes em todos os municípios do território nacional”.

O Secretário Geral da SOLE, Armandio Mavela, por sua vez, congratulou-se pela visita da delegação e reiterou a importância da Missão Social do FSDEA: “Expressamos a nossa gratidão pelo apoio do FSDEA e de outros parceiros. Tal apoio é essencial para a nossa organização a medida que almejamos ajudar as pessoas com deficiência nas nossas comunidades através da recuperação da visão e também a cura, e integração de pessoas atingidas pela lepra, tornando-as assim cidadãos socialmente e economicamente viáveis”.

Através do apoio da Missão Social do FSDEA, médicos estrangeiros têm formado especialistas nacionais na cirurgia de remoção da catarata para aumentar a abrangência e sustentabilidade do programa de reforço da capacidade nacional de tratamento desta enfermidade. Não obstante, o apoio financeiro também cobre parte das despesas salariais dos funcionários e a manutenção de equipamentos indispensáveis para o funcionamento do estabelecimento.

A catarata é uma opacidade na lente do olho que causa falta de nitidez e eventualmente a cegueira caso não seja removida cirurgicamente. A visão pode ser restaurada através da remoção cirúrgica da parte afetada da lente e a substituição da mesma por outra artificial. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a catarata causa metade dos casos de cegueira a nível mundial, apesar de existirem tratamentos para prevenir a perda da visão.
A SOLE é o único provedor de saúde que detém capacidade para realizar cirurgias de remoção de catarata fora de Luanda e Benguela. Para além do Centro Oftalmológico de Benguela, os seus cirurgiões operam em vários hospitais e clínicas religiosas a nível nacional. As duas técnicas de cirurgia são usadas a de micro-incisão (MICS) e a de faco-emulsificação. Actualmente, estas intervenções realizam-se em oito províncias; entre as quais Benguela, que é o centro-administrativo e de apoio, Zaire, Cunene, Huambo, Bié, Cuando-Cubango, Lunda-Sul e Cuanza-Sul.

Só em 2014, foram realizadas mais de 25.000 consultas em 10.000 centros de expansão, que permitiram a realização de mais de 3.000 cirurgias e o atendimento de 1000 pacientes. Os parceiros de implementação do programa de reforço da capacidade nacional de tratamento oftalmológico e da lepra consistem na Igreja Evangélica Baptista em Angola (IEBA), a Igreja Católica, Igreja Evangélica Congregacional em Angola (IECA) e a Igreja Evangélica Convenção Baptista de Angola (CBA).

Ao abrigo da alínea c) do nº 3 do artigo 6º da Política de Investimentos do Fundo Soberano de Angola, aprovada pelo Decreto Presidencial nº 107/13, de 20 de Junho, até 7.5% do capital da instituição deve ser alocado a projectos sociais. O regulamento para o financiamento dos projectos de desenvolvimento social e investimentos de responsabilidade social, adoptado pelo conselho de administração do FSDEA, é denominado “Missão Social” e dedica-se aos domínios da formação, autossustento, acesso a água e a saúde.

A Missão Social do FSDEA avalia continuamente o impacto social dos projectos passiveis de apoio financeiro. Esta tarefa visa averiguar a realização de transformações sustentáveis em benefício da população angolana e da economia nacional, bem como a criação de prosperidade no país. O objetivo é gerar oportunidades para que cada vez mais cidadãos nacionais participem no desenvolvimento económico, contribuindo para a coesão social e o bem público.

 

Quem Somos

CLUB-K ANGOLA

CLUB-K.net é um portal informativo angolano ao serviço de Angola, sem afiliações políticas e sem fins lucrativos cuja linha editorial consubstancia-se na divulgação dos valores dos direitos humanos, educação, justiça social, analise de informação, promoção de democracia, denuncias contra abusos e corrupção em Angola.

Informamos o público sobre as notícias e informações ausentes nos canais informativos estatal.  Proporcionamos ao público uma maneira de expressar publicamente as suas opiniões sobre questões que afectam o dia-a-dia, qualidade de vida, liberdades e justiças sociais em Angola... Leia mais

Contactos

 

  • E-mail: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

  • WhatsApp: (+244) 918 512 433 Para uso no aplicativo WhatsApp apenas!

  • Reino Unido : (+44) 784 848 9436

  • Buffalo / EUA: (+1) 347 349 9101 

  • New York /USA: (+1) 315 636 5328

Newsletter

Assine a nossa Newsletter para receber novidades diárias na sua caixa de e-mail.

INSERE O SEU E-MAIL

Infográficos