Nacional

Angola: Cuba ainda não recebeu dinheiro da dívida

Luanda - Apesar das promessas de pagar a dívida a Cuba, o dinheiro tem demorado a chegar aos bolsos dos mais de quatro mil cubanos que trabalham em Angola. Uns já abandonaram o país. Outros não querem regressar de férias, por entenderem que a situação “é insustentável”. O Governo criou uma linha de crédito para saldar a dívida e o Ministério das Finanças garante que já pagou mais de 150 milhões de dólares

Fonte: NG

Governo angolano deve cerca de 300 milhões de dólares 
A dívida de mais de 300 milhões de dólares que o Estado ainda tem com Cuba está a levar ao desespero muitos dos quatro mil cubanos que se encontram em Angola a trabalhar, sobretudo nas universidades e hospitais. Por considerarem a situação “insustentável”, há cubanos a abandonar Angola e outros, que foram de férias, não têm intenções de regressar.

O problema da dívida tem provocado intensas conversas diplomáticas entre Havana e Luanda que se arrastam desde Março. Este mês, José Eduardo dos Santos assinou um despacho que cria uma linha de crédito de cerca de 60 milhões de dólares (mais de seis mil milhões e meio de kwanzas), destinada ao pagamento da dívida.

O despacho, datado de 17 de Agosto, justifica que o valor da verba vai servir para o “pagamento de despesas relacionadas com com os contratos assinados com a Antex”, a empresa estatal cubana que assegura o recrutamento e pagamento aos médicos, professores e engenheiros. Só que a verba disponibilizada é apenas parte do total da dívida e o dinheiro demora a chegar.

O Ministério das Finanças (Minfin) garantiu que parte dessa dívida já foi paga: “o Governo angolano tem vindo a honrar os seus compromissos financeiros com fornecedores nacionais e estrangeiros e, no caso cubano, o Minfin efectuou já algumas operações de pagamentos do seu serviço de divida à Antex. Neste sentido, foram pagos cerca do equivalente a 80 milhões de euros (sic) e o valor remanescente da divida deverá ser pago proximamente pois o processo segue a sua tramitação”.

Tanto na informação do Minfin como no despacho presidencial, não são especificadas as datas do pagamento, nem se há sectores privilegiados para receber os primeiros pagamentos. No final do mês passado, em declarações ao NG, o director-adjunto da Antex (Antillana Exportadora), Angel Contreras Miranda, afirmava “desconhecer” qualquer orientação do seu governo para fazer voltar os quadros cubanos.

Na mesma altura, também ao NG, o Ministério das Finanças garantia que os pagamentos “já tinham começado” na semana anterior, ou seja, poucos dias depois de meados de Julho.

Maka nas províncias

As ‘deserções’ cubanas têm preocupado especialmente as universidades públicas, sobretudo as de fora de Luanda. Há universidades que se arriscam a perder metade dos cursos, os que são ministrados por cubanos. Uma situação vivida, por exemplo, na Lueji A’Nkonde, com sede na Lunda-Norte, e que abrange as províncias da Lunda-Sul e Malanje. É precisamente nas províncias, fora de Luanda, que os cubanos lutam com maiores dificuldades, já que dependem unicamente do salário por trabalharem no sector público. Na capital, a situação é amenizada porque muitos desses profissionais acumulam o trabalho público com empregos em clínicas e escolas privadas.

Os atrasos no pagamento levaram a conversações que duram meses. Uma fonte cubana garantiu ao NG que as primeiras dificuldades começaram a ser sentidas já em 2013. Mas agravaram-se a partir de finais de 2014. O acumular da dívida foi destacado durante a visita do vice-presidente, Manuel Vicente, a Havana, em Maio deste ano, isto depois de ter havido uma intensa troca de cartas entre Cuba e Angola sobre a dívida. Numa delas, a Antex colocava um prazo: se as dívidas não ficassem saldadas até 6 de Agosto, a empresa mandava regressar todos os seus quadros a Cuba.

Em Junho, o próprio embaixador angolano na capital cubana, José César Kiluanje, promoveu a criação de uma comissão mista Angola/Cuba que começaria a tratar da “grande dívida” de Angola, como uma das principais preocupações colocadas ao vice-presidente. O diplomata acrescentava, já nessa altura, que havia “garantias” que a dívida seria saldada “em breve”.

O embaixador justificava o atraso com “a conjuntura agravada pela redução do preço do petróleo no mercado internacional”. Contudo, mostrava-se preocupado com o facto de alguns dirigentes angolanos, “às vezes não mandatados, fazerem muitas promessas que não são honradas”. No entanto, à imprensa, o embaixador evitou divulgar os nomes desses angolanos, mas lembrava que “havia a necessidade de se fazer um contínuo esforço para consolidar as relações com Cuba, mediante atitudes que contribuam para o reforço da confiança”.

Havana suporta

Desde o início do ano que os salários e as despesas correntes dos cubanos em Angola estão a ser suportados por Havana. Um mês depois da criação da comissão, e sem solução à vista, o próprio vice-ministro do Conselho de Ministros cubano, Ricardo Cabriza Ruiz, vinha a Luanda pressionar as autoridades a desbloquear as verbas. Na visita, voltou a receber garantias do Governo de que a dívida seria saldada em breve. Até hoje.

Nas redes sociais, os cubanos não têm escondido a preocupação de terem de abandonar Angola, mas garantem estar “optimistas”. Num comentário a uma notícia do NG, uma cubana, a viver em Angola, escreveu que uma “retirada nunca será por vontade de abandonar o serviço ou o povo irmão, mas sim, porque não é possível a empresa que nos represente continuar a custear a nossa estadia”.

Mais de quatro mil

Cuba tem em Angola mais de quatro mil cubanos. De acordo com os dados revelados pelo ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República, 42 por cento dos médicos e 70 por cento de especialistas, nos hospitais públicos e centros de saúde, são cubanos. Na educação, há mais de 1.600 professores universitários.

Direcção da penitenciária de Benguela suspensa

Luanda - O porta-voz da Penitenciária de Benguela, Armindo João, justifica a evasão dos 12 reclusos, no passado dia 16, com o que considera ser “uma distracção do corpo de segurança”.

*João Marcos
Fonte: VOA

Um inquérito instaurado resultou na suspensão da direcção da cadeia, quando se sabe que o Tribunal condenou 11 reclusos a mais dois anos de prisão, enquanto outro está a monte.

As autoridades garantem que o recluso fugitivo, um jovem que atende pelo nome de ‘Nagrelha’, tem os dias contados fora da cadeia do Cavaco, onde cumpria uma pena de 21 anos de reclusão.

Depois da matéria publicada pela VOA, surge a confirmação oficial, à Rádio Benguela, de confrontos entre reclusos e funcionários da cadeia.

“Foi precisamente no domingo, por causa da distracção da segurança interna, que resultou no ferimento de quatro efectivos, atingidos com objectos, e dois reclusos sofreram balas”, explica Armino João, adiantando que encontram-se na prisão “e fora de perigo”.

Estes são, a par da evasão dos reclusos, apanhados algumas horas depois no bairro da Graça, os acontecimentos que deram lugar à suspensão da direcção da cadeia, liderada por Manuel Soma.

O porta-voz em exercício, Armindo João, diz que são medidas tomadas para garantir tranquilidade no maior estabelecimento prisional da província de Benguela e garantiu que “a suspensão só será levantada após o inquérito, quando se esclarecerem as circunstâncias dos acontecimentos".

O recluso desaparecido, de 21 anos de idade, é descrito pelos serviços prisionais como um jovem “altamente perigoso”.

Angola gasta por mês quase um milhão de dólares para repatriar ilegais

Luanda - O Governo de Angola gasta em média cerca de um milhão de dólares (890 mil euros) para o processo de repatriamento de estrangeiros ilegais no país, que este ano somam já um total de 39.584 pessoas.

Fonte: Lusa

A informação, hoje avançada pelo porta-voz dos Serviços de Migração e Estrangeiros (SME), Simão Milagres, é referente ao período entre janeiro e agosto.

Segundo Simão Milagres, as despesas em alimentação, transporte e subsídios aos oficiais do SME, rondam o milhão de dólares.

"Porque há países em que a nossa companhia (aérea) de bandeira não opera, o SME é obrigado a fretar aeronaves. Os indivíduos estrangeiros quando são repatriados, de acordo com normas internacionais, eles são acompanhados por um grupo de oficiais, e esses oficiais têm um subsídio de deslocação, de alimentação", detalhou Simão Milagres em declarações à rádio pública angolana.

O responsável frisou que atualmente aguardam repatriamento quase 700 indivíduos, colocados em centros de detenção de estrangeiros ilegais das províncias de Luanda, Cabinda, Lunda Norte, entre outras.

Simão Milagres referiu que o número de cidadãos estrangeiros ilegais expulsos de Angola representa um aumento de mais 4.988 indivíduos comparativamente ao período homólogo, de 2014.

"Isto de forma administrativa, aquelas que são realizadas pelo SME sem o concurso dos órgãos judiciais. Judicialmente foram já expulsos de Angola 546, em relação ao período anterior já temos mais 190 processos executados judicialmente e cumpridos pelo SME", explicou.

 

Belarmino Van-Dúnem: Presidente da República atrai investidores

Luanda - O analista político e professor universitário Belarmino Van-Dúnem destacou sábado, na cidade do Uíge, a capacidade de liderança do Presidente da República na diplomacia externa e na atracção de investimento estrangeiro para o país, reduzindo assim os efeitos da crise provocada pela baixa do preço do petróleo no mercado internacional.


Fonte: Jornal de Angola

"Difundir os feitos do Presidente José Eduardo dos Santos"

Belarmino Van-Dúnem, que falava no decorrer de uma mesa-redonda sobre “A liderança do Presidente da República na diplomacia e na atracção de investimento estrangeiro para o país”, promovida pelo secretariado provincial do Uíge do Movimento Nacional Espontâneo, disse que as estratégias do Presidente José Eduardo dos Santos na captação de investimento estrangeiro têm vindo a contribuir na continuidade da estabilidade social e na criação de melhores condições de vida para os angolanos.


“O Presidente da República, enquanto estadista, não tem poupado esforços na busca de soluções para garantir a estabilidade social, económica e financeira do país e, por isso, é necessário que os angolanos participem, contribuam e confiem na liderança e estratégias do Presidente José Eduardo dos Santos, para que o país continue a trilhar rumo ao desenvolvimento”, disse.


O analista político explicou que a recente visita do Presidente da República à China e aos Emirados Árabes Unidos vai facilitar a resolução dos vários problemas que o país enfrenta, sobretudo nos domínios financeiro, económico e agrícola.


Durante a mesa-redonda, que contou com a presença de mais de 1.500 pessoas, entre académicos, estudantes, membros do Governo Provincial, autoridades tradicionais, entidades religiosas e magistrados, foi criado um espaço denominado “Café na Caneca” para a promoção de debates e diálogos construtivos no seio da juventude e de todos os cidadãos em geral.


O secretário provincial do Uíge do Movimento Nacional Espontâneo, Manuel Figueiredo Mateus, avançou que o programa vai ser realizado uma vez por mês com o objectivo de abordar temas transversais, para que a organização preste um serviço relevante e de interesse público aos cidadãos, aconselhando a juventude a não se deixar enganar pelos discursos falaciosos, bem como divulgar e difundir os feitos do patrono do Movimento Nacional Espontâneo, o Presidente José Eduardo dos Santos.


Manuel Figueiredo apelou à juventude a abraçar o espaço, para que cada um possa aprender mais e levar consigo ideias construtivas para o desenvolvimento da província. “É preciso que os cidadãos não se deixem levar pela desordem e confusão, porque travam a marcha do crescimento do país e da província em particular e, por isso, apelamos aos jovens para apostarem mais na formação académica, tecnológica e profissional, para que contribuam com o seu saber no desenvolvimento do país”, disse.

PGR admite veracidade de vídeo em que polícia executa a paulada fiel de Kalupeteka

Luanda - O procurador geral da República de Angola José Maria de Sousa terá admitido a veracidade do vídeo publicado pela Unita sobre os incidentes do monte Sume, no Huambo, ao revelar recentemente que o polícia que aparece a abater a paulada um membro da seita A Luz do Mundo estava a ser investigado por crime de homicídio.

Fonte: VOA

Segundo o chefe da bancada parlamentar da Unita Raúl Danda, Sousa fez tal revelação durante um recente encontro com os deputados em Luanda aos quais esclareceu sobre as investigações em curso à volta do incidente que em Abril passado envolveu a Polícia Nacional e os fiéis da seita liderada por Julino Kalupteca, na província do Huambo.

As autoridades angolanas sempre consideraram como sendo falsas as imagens de um vídeo amador, que circula nas redes sociais e que revela momentos da acção violenta da polícia angolana contra os fiéis de Kalupeteka, em prisão preventiva desde Abril passado.

Raul Danda disse à VOA que as declarações do procurador Geral da República constituem o reconhecimento da autenticidade do vídeo publicado pelo seu partido sobre o alegado massacre de civis no monte Sume.

A Unita denunciou que a Polícia Nacional massacrou centenas de civis em retaliação à morte de nove membros da corporação às mãos dos fiéis de Kalupeteka.

Na ocasião, o segundo comandante-geral da Polícia Nacional, comissário-chefe Paulo de Almeida, negou tais acusações e considerou pura especulação o número de fiéis mortos.

Almeida sustentou que os 13 fiéis oficialmente reconhecidos como tendo sido mortos pela corporação eram franco atiradores pertencentes à guarda do Kalupeteka, que tinham por objectivo neutralizar e desestabilizar a operação que visava prendê-lo.

Entretanto, o vice-procurador Geral da República General Pitta Grós garantiu recentemente que o processo crime movido contra o líder da seita A Luz do Mundo estava na sua fase conclusiva.

Conferência enaltece visão do PR na questão das alterações climáticas

Luanda - Os participantes na primeira Conferência Nacional sobre Alterações Climáticas, realizada segunda-feira, em Luanda, enalteceram a visão do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, que continua a orientar a integração da questão das alterações climáticas no programa do Executivo angolano.

Fonte: Angop

A moção de reconhecimento foi lida no final da Conferencia Nacional sobre Alterações Climáticas, promovida pelo Ministério do Ambiente, em colaboração com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).


Os participantes ao encontro, que reuniu membros do Executivo, deputados à Assembleia Nacional e sociedade civil, felicitaram de igual modo, José Eduardo dos Santos, pelo seu 73º aniversário, a assinalar-se a 28 do mês em curso.

No quadro da visão estratégia em prol das alterações climáticas, o Governo angolano aprovou o programa estratégico das alterações climáticas, energia renováveis, a baixa emissão de gases de efeito estufa, este último no quadro da segurança estratégica energética.

Os programas de combate à seca e à desertificação, gestão de catástrofes e calamidades naturais são, entre outros, instrumentos que incentivam a dar continuidade ao combate dos efeitos das alterações climáticas por parte do Executivo.

A primeira conferência nacional sobre alterações climáticas produziu contribuições que vão enriquecer a posição de Angola e a sua contribuição para as negociações e a adopção do Novo Acordo Global para o Clima, em Dezembro do corrente ano em Paris, França.

Durante o evento, os participantes abordaram questões ligadas à projecção das causas e efeitos das alterações climáticas, de acordo com documentos mais recentes publicados pelas Nações Unidas.

Defender José Eduardo é uma disciplina académica em Angola

Luanda - É de conhecimento geral que o presidente Angolano José Eduardo dos Santos governa o País a distancia, partindo do princípio que  não é um líder de massas.  Melhor, não é um governante popular.  Estudos científicos em política define que um Presidente/ Ministro apesar de admnistrar o executivo do governo no poder não quer dizer que zela pela  nação no seu sentido lato.


Fonte: Club-k.net

Quando um líder pensa que é a única pessoa que pode manter unida sua nação, "isso significa que falhou"

Daniel Nsanda um dos analistas neste portal alertou que em Angola defender José  Eduardo é uma disciplina académica. Com base desta denúncia faremos uma retrospectiva científica para suportar a tese em análise tendo como premissas básicas os últimos acidentes sociais em Angola na qual são de responsabilidade directa de José Eduardo dos Santos.


A política de governação de José Eduardo dos Santos incentivou para a criação de elites e subgrupos sociais em Angola visivelmente condenáveis em políticas progressistas. A saber que a longevidade que um leader no poder destrói automaticamente o funcionamento de outros sectores. A saber, monotonia e ética são os princípios que destroem todos outros sectores administrativos de um governo vitalício. Por exemplo, a constituição na maioria dos casos são adaptados. Consequentemente, todas as leis de governação são delineadas de acordo com os interesses do líder.


Um dos exemplos mas recentes e marcantes na historia Angolana, foi a ratificação /adulteração da constituição nacional na qual o sistema eleitoral Presidencial foi adaptado para um modelo Atípico que engloba aspectos de um sistema ministerial e ao mesmo tempo presidencial. O modelo atípico como é de conhecimento geral em Angola consagra legalmente poderes ao presidente que o permite escolher os responsáveis chaves do país dentre eles o líder da justiça e ao mesmo tempo com o veto especial para decidir sobre aqueles assuntos não transcritos ou omitidos na constituição em vigor.


É assim, que todos as recentes ocorrências em Angola são de responsabilidades do actual presidente porque a constituição por ele ratificada o ortega poderes acrescidos. E para a realização efectiva deste colossal de poderes e responsabilidades o presidente baseia-se dos os seus satélites ou homens de campos que o informam sobre todas as diversas ocorrências em Angola e executam os seus planos de acção. É aqui onde reside a falha e distanciamento entre o presidente e a população. Com este modelo o Presidente regula o país com indicadores inseridos em relatórios obscuros e sem evidencias concretas.


Portanto, os consultores e conselheiros das diversas áreas do presidente aproveitam-se deste modelo para valorizar e engrandecer a importância das suas funções  junto do Presidente e ao mesmo tempo criar um elo de ligação especial com o presidente com fins ocultos.


A título de exemplo foi o assassinato de Cassule e Kamulingue. O Caso Kalupeteka e o alegado golpe de estado.  Estas ocorrências só atingiram pontos precipitados como consequência dos poderes acrescidos que José Eduardo Dos Santos consagrou a estas comissões de trabalho que sem uma investigação responsável e cautelosa apresentam conclusões sem fundamentos porque sabem que a justiça os protegerá desde que alagam que estavam ao serviço de ordens superiores.


É desde modelo de governação à distancia que coloca o PR desconectado com a realidade  nacional. E prova disso, dos três casos acima citados o PR pronunciou-se sem ter bases para sustentar a sua tese. Quanto as últimas detenções o PR fez uma correlação com o infausto fraccionismo do 27 de Maio de 1977 enquanto que sobre o caso Kalupeteka afirmará que não podemos permitir que a religião seja usada para por em perigo a paz conquistada com muito sacrifício. Sobre  Cassule e Kamulingue  silenciosamente fez referência que a os medias sociais estavam a fabricar informações e que em Angola as manifestações são permitidas pelo governo sem quaisquer perseguição. Dos três pronunciamentos o PR falhou redondamente porque as conclusões finais contrariaram a versão do presidente.


A falta de interligação directa entre o PR e as massas é o real problema do actual presidente. O modelo de preferência na qual delega as responsabilidades e sem um mecanismo de acompanhamento oportuno. Nesta era revolucionaria da comunicação via internet se exige uma interacção oportuna e directa entre políticos e população.


E falando das falhas é oportuno mencionar também a análise do presidente Americano sobre os lideres africanos que disse o seguinte “Quando um líder pensa que é a única pessoa que pode manter unida sua nação, "isso significa que falhou".


Basta ver que no seio do MPLA os militantes não existe alternativas de encontrar a curto prazo um outro líder. E sempre que se menciona em alternativas e eleições no seio dos camaradas gera uma preocupação interna imaginável. Tudo isto, é resultado de um modelo de governação sem bases científicas que JES se apegou nos últimos 36 anos para governar porque nunca pensou em abandonar a presidência.


Basta ver que JES é o mais antigo do seu governo e existem ministros que já passaram por quase todos os ministérios. JES é descrito internamente como um líder que não é apologista a ideias contrárias ou tão pouco suporte debates exaustivos sobre um determinado assunto. É assim, que JES criou um mundo de governação solitário aonde os próprios membros do governo desconhecem os reais planos estratégicos do partido e do governo quer a curto ou longo prazo. Em suma JES é o visionário que traça os planos globais do partido e do governo sem consultação de outras ideias. Porem é cauteloso ao seleccionar os executores para cada projecto.


Como consequência desta governação singular os seus seguidores mas afincados dedicam-se a transmitir o mito de que JES é um génio em administração e persona perfeita. Deste modelo, o actual PR estagna a confrontação de ideias no seio do partido. É assim, que surgem académicos especializados e instruídos com o propósito de persuadir a população que estamos perante o génio africano de todos os tempos.


Por exemplo, sempre que é  inaugurado um poço/chafariz  de água em qualquer município algures em Angola o administrador do referido projecto atribui este feito ao Presidente da Republica admitindo que foi graças a visão do Presidente. E este pensamento é verificado em todas as áreas do governo na qual os governantes assumem indirectamente que são incapazes de concretizar um simples projecto sem orientações de JES.


Como se diz em política os “spin doctors” a favor de JES transformam os erros do presidente em virtudes como foi o caso de  Cassule e Kamulingue propagaram a mensagem de que não foi de responsabilidade do presidente e que a oposição queria atribuir esta responsabilidade ao PR com o intuito de  tirar proveitos políticos.  E como é sabido o slogan “ defender a paz” é usado fora do contexto para justificar todas as acções complexas do governo e automaticamente espalhando o estigma e medo no seio da população de que a saída do PR do poder implicaria o regresso  a guerra.


A tese advogada pelo MPLA de que José Eduardo dos Santos ser o único líder em Angola capaz de manter a nação unida e estável foi considerada como uma “falha” na governação segundo o presidente Americano Barack Obama quando se pronunciava para os lideres africanos que recusam-se em abandonar o poder depois de longos anos na liderança do país alegando que não existe ninguém em altura para manter a nação unida.


E para terminar, é oportuno reiterar que não existe no seio do MPLA um possível candidato convicto e capaz para susbstituir o actual presidente e consequentemente evidencia a falta de alternativas caso este partido vença as próximas eleições.

Próxima campanha de vacinação contra a poliomielite arranca a 14 de Agosto

Luanda - A próxima campanha de vacinação contra a poliomielite acontece nos dias 14 a 16 deste mês, numa altura em que Angola está na corrida do certificado de eliminação da doença.

Fonte: Angop

O Governo Provincial de Luanda, através do seu Gabinete de Saúde, efectuará o acto de lançamento da campanha no Marco Histórico 4 de Fevereiro, no município do Cazenga.

Em declarações à Angop, a directora do Gabinete Provincial da Saúde de Luanda, Rosa Bessa, afirmou que a escolha do Cazenga deveu-se a motivos históricos e sociais, uma vez que foi neste município onde foi identificado o último caso isolado de pólio em Novembro de 2010 .

Acrescentou que a capital angolana está há cinco anos sem registar casos de poliomielite, mas há necessidade de se manter para que se possa alcançar a certificação de eliminação da doença.

Acrescentou que Angola está há quatro anos sem casos, mas continua a atrair emigrantes que provêem de países onde a situação epidemiológica da pólio não está totalmente controlada, como por exemplo a Guiné Equatorial e a Nigéria.

“Se não realizarmos campanhas de vacinação de qualidade, melhorando as nossas coberturas de vacinação de rotina é mais que previsível que teremos surtos da doença como foi no passado quando ficamos cinco anos sem a doença, de 2001 a 2007, e depois ressurgiu.

Para si, sendo a reintrodução do vírus selvagem uma ameaça é imperativo trabalhar árdua e sustentadamente para manter níveis imunitários elevados na população alvo, trabalhando em conjunto e orientados com o objectivo único de aumentar a cobertura e a qualidade da mesma.

Entretanto, Rosa Bessa apela a participação activa de toda população e técnicos da saúde para o êxito desta primeira fase da campanha de vacinação que visa aumentar a imunidade dos menores de cinco anos contra os três tipos de vírus na província de Luanda, bem como manter a interrupção da transmissão da Pólio.

Assim, serão distribuídos mil 500 doses da vacina a todos os municípios e distritos de Luanda para a campanha, em que as autoridades sanitárias prevêem vacinar um milhão 345 mil 229 crianças, dos zero aos cinco anos de idade, com uma dose suplementar de vacina contra a poliomielite.

Acrescentou que os vacinadores serão recrutados segundo o local de residência e através dos coordenadores de áreas ou presidentes das comissões de moradores/chefes de zonas, que andarão de casa-a-casa, de formas a que nenhuma criança fique sem a vacina.

A vacinação também será realizada em postos fixos e em locais de grande concentração de pessoas (mercados, igrejas, escolas, paradas de auto-carros ou de táxi), devendo envolver perto de 10 mil pessoas.

As duas regiões no mundo que ainda não receberam o certificado da erradicação da pólio são o Mediterrâneo Oriental e a África, devido as recorrentes transmissão do vírus e as dificuldades em conseguir vacinar toda população alvo de forma homogénea e de qualidade.

Até o presente momento, nenhum caso de poliovírus selvagem foi registado no Continente Africano, pois, em 2015, 34 casos foram notificados no Afeganistão (6 ) e Paquistão (28).

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