Económia

Isabel dos Santos estuda compra de retalhista britânica

Londres - Uma entidade ligada à empresária angolana terá feito uma oferta de compra da retalhista britânica que se encontra em situação de falência. A informação é avançada pela Sky News.

Fonte: Economico

Isabel dos Santos pode vir a avançar para a aquisição da BHS (British Home Stores) uma retalhista que se dedica à venda de roupa, utensílios domésticos e electrónica, a qual detém 164 lojas no Reino Unido.


O interesse de Isabel dos Santos nesta cadeia de lojas foi noticiado pela Sky News. A BHS encontra-se sobre administração judicial desde o passado mês de Abril com um défice de 571 milhões de libras (737 milhões de euros) no seu fundo de pensões e 11 mil empregos em risco.


A Sky News explica que a empresária angolana surge com uma das potenciais interessadas em resgatar esta cadeia de lojas. " Uma fonte sugeriu que poderia ser uma entidade ligada a Isabel dos Santos, filha do presidente de Angola, que tem interesses nos sectores bancário e energético português", escreve a televisão britânica no seu site.


A BHS foi fundada em 1928 e encontra-se em declínio nos últimos anos, tendo sido vendida ao grupo Retail Acquisitions, detido por Dominic Chappell, em Março de 2015, pelo preço simbólico de uma libra (1,2 euros).

 

Angola está "à margem do sistema financeiro mundial"

Luanda - O diagnóstico é do governador do Banco Nacional de Angola, que apresentou um novo pacote de medidas que pretende alinhar o controlo e supervisão do sistema financeiro nacional com as normas e procedimentos internacionais.

Fonte: Economico

O governador do Banco Nacional de Angola (BNA) reconhece que o país "está a ser colocado à margem do sistema financeiro mundial" devido às fragilidades que dificultam o banco central de exercer a sua função de regulador e supervisor.

 

"Angola é uma porta frágil onde entra todo o risco financeiro. O BNA não se posiciona como uma verdadeira autoridade que impõe sanções e responsabilidade aos infractores", reconheceu Valter Filipe esta semana num encontro informal com jornalistas, de acordo com a edição online do Jornal de Angola.

 

As dificuldades de actuação estendem-se a "bancos comerciais com problemas de promiscuidade e atropelos à ética" e as fragilidades são agravadas, segundo o jornal que cita o governador, pelo facto de 70% das empresas a operar em Angola serem detidas por imigrantes de origem duvidosa e 90% das empresas alimentares serem geridas por estrangeiros.

 

Além disso, "neste momento, alguns bancos comerciais têm problemas de activos e solvabilidade financeira", assumiu.


Para lidar com estas dificuldades, Valter Filipe apresentou o "Projecto de Adequação do Sistema Financeiro Angolano às Normas Prudenciais e Boas Práticas Internacionais", um novo pacote de medidas que pretende alinhar o controlo e supervisão do sistema financeiro nacional com as normas e procedimentos internacionais.

 

O jornal refere ainda que a tentativa de adopção dos parâmetros internacionais ocorre depois de a Reserva Federal norte-americana ter apertado as regras aos bancos correspondentes de Angola e à circunstância de o Banco Central Europeu não considerar equivalentes às suas as regras de supervisão e regulação vigentes naquele país.

 

A expectativa é que a implementação das novas regras volte a aproximar as três entidades para "reintegrar" o sistema financeiro angolano na órbita financeira internacional, ao mesmo tempo que está a ser reestruturada a Unidade de Informação Financeira para controlar e combater o branqueamento de capitais.

 

O governador defende também medidas de consolidação do sistema bancário nacional – por via de fusões ou mesmo extinções das instituições inviáveis -, para que a actividade de crédito e financiamento à economia passe a ser a principal, em vez da actividade cambial, como actualmente.


"Há bancos que não passam de simples casas de câmbio", disse o governador, que considerou ainda uma "armadilha" o dinheiro em kwanzas que o banco central recebe dos bancos comerciais, depois de vender em leilões às instituições financeiras as reservas em dólares provenientes da actividade petrolífera. "Esta é uma armadilha, já que distorce o sistema, pois o BNA não consegue controlar a saída de divisas", reconheceu.

Polícia anuncia quatro detenções por venda ilícita de dólares nas ruas

Luanda - A Polícia Nacional angolana anunciou hoje a detenção de quatro homens por venda ilícita de divisas nas ruas de Luanda, depois de o Banco Nacional de Angola (BNA) ter apelado à intervenção policial para travar esta prática. Segundo a polícia angolana, além da detenção dos quatro suspeitos, com idades entre os 34 e os 45 anos, a "operação Kinguilas" levou à apreensão de várias quantias em dólares (divisas) e kwanzas, bem como recargas telefónicas e terminais de pagamento electrónico.


Fonte: Lusa

O BNA apelou no início do mês à polícia para combater a venda ilegal de dólares nas ruas, a única forma de acesso a divisas no país, mas que são transacionadas quase quatro vezes acima da taxa de câmbio oficial.



A posição vem expressa na nota mensal do Comité de Política Monetária do BNA e confirma os receios com que muitas destas 'kinguilas' [mulheres que se dedicam a esta actividade] já estão a tratar o negócio, ilegal, já que não pagam impostos ou declaram as compras e vendas.


Aquele órgão do BNA recomendou às "autoridades competentes maior controlo e responsabilização dos agentes promotores do mercado informal de moeda estrangeira", ao mesmo tempo que pretende que a supervisão do banco central seja "mais atuante e enérgica na preservação da ética e cumprimento das normas do sistema financeiro".


Conforme a Lusa constatou em rondas nos últimos dias, estes vendedores tentam agora não fazer as transações nas ruas e antes em casas, mais resguardadas, onde negoceiam com os clientes. Antes ainda tentam confirmar o real interesse dos compradores, receando tratar-se de agentes policiais, descreveram à Lusa, sempre sob anonimato.


Dependendo das zonas de Luanda, já transaccionam na rua cada nota de dólar norte-americano a 600 kwanzas, quando a taxa de câmbio oficial ronda os 166 kwanzas, tendo em conta a elevada procura por dólares e a cada vez mais reduzida oferta.



A crise cambial que o país atravessa, decorrente da quebra na cotação do petróleo, tornou praticamente impossível a compra de dólares aos balcões comerciais.


Neste contexto, a opção pelo mercado de rua tem sido o último recurso para estrangeiros e nacionais, que necessitam de sair do país com divisas, apesar de as taxas de câmbio nunca terem sido tão altas.

Puma Energy investe mais de 260 milhões de euros em Angola

Lisboa - A Pumangol, subsidiária angolana da petrolífera internacional Puma Energy, está a investir mais de 260 milhões de euros na construção em quatro províncias de Angola de unidades para abastecimento de combustíveis para aeronaves, entre outros empreendimentos.

Fonte: Lusa

A informação consta do contrato de investimento entre o grupo e a Unidade Técnica para o Investimento Privado (UTIP), autorizado por despacho presidencial de 18 maio e com direito a incentivos fiscais que vão reduzir em 45% o pagamento de impostos Industrial, Aplicação de Capitais e da aquisição de terrenos, ao longo de seis anos.


O montante do investimento a realizar em 36 meses ascende a 295.074.409 dólares (263 milhões de euros), de acordo com o contrato de investimento, a que a Lusa teve hoje acesso e que envolve a construção e exploração de quatro unidades de armazenamento, distribuição e abastecimento de combustíveis para aeronaves comerciais nos aeroportos das províncias de Luanda, Huíla, Benguela e Cunene.


Prevê ainda a edificação de um terminal logístico de produtos petrolíferos em Luanda e a colocação de um cais de atracação marítima (em curso) na capital angolana e a construção de um terminal logístico.


Empreendimentos que vão contribuir "de forma significativa para o aumento da capacidade de armazenagem interna do país", permitindo a "diminuição da dependência do exterior e o aumento da autonomia e segurança de stock de produtos refinados" em Angola, lê-se no contrato de investimento, que levará à criação de 68 postos de trabalho, totalmente nacionais.


A Lusa noticiou em abril de 2015 que a Puma Energy concluiu a instalação, ao largo de Luanda, de uma das maiores plataformas mundiais de amarração de navios petroleiros, permitindo a carga e descarga de até 4.000 metros cúbicos de produto por hora.


Este sistema convencional de amarração de navios concluiu então os primeiros testes e funcionará como um ponto estratégico em África para a atracagem de petroleiros de pequeno e grande porte, para descarga e carregamento de produtos petrolíferos, anunciou na altura a empresa.


Instalado na baía de Luanda, a nova plataforma está localizada próximo das instalações da Pumangol (subsidiária angolana), no porto da capital, já na altura em fase de ampliação para aumentar a capacidade de armazenamento de produtos petrolíferos para 276.000 metros cúbicos.

A Puma Energy é uma empresa petrolífera com atividade nos mercados de refinação e distribuição de combustível em mais de 45 países e garante e que a infraestrutura instalada em Luanda é uma das maiores do género em todo o mundo.


O grupo com sede em Singapura tem eixos regionais em Joanesburgo (África do Sul), San Juan (Porto Rico), Brisbane (Austrália) e Talin (Estónia), tendo entrado em Angola em 2004 (Pumangol), através de uma parceria com a concessionária estatal Sonangol.


A Pumangol construiu estruturas nas 18 províncias angolanas, incluindo instalações de armazenamento a granel e uma rede de retalho com mais de 70 postos de combustível.

 

Responsável do FMI em Angola desvaloriza juros altos nos títulos de tesouro

Luanda - O representante do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Angola reconheceu hoje uma trajetória crescente no endividamento público angolano nos últimos meses, mas desvalorizou as taxas de juro acima dos 19 por cento, a um ano, que já são cobradas.

Fonte: Lusa

Max Alier falava os jornalistas em Luanda, à margem do arranque do primeiro fórum dos técnicos de gestão da dívida da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), tendo explicado as crescentes taxas de juro que o país paga para emitir títulos do tesouro com a inflação galopante, que já vai nos 26,4% a um ano.

 

"Estamos numa situação em que a inflação aumentou. Hoje em dia esses 19% [juros pagos por Obrigações do Tesouro angolano a um ano] são menos do que a inflação. O que é importante é focar nas taxas de juro reais, ou seja os juros descontando a inflação", salientou o representante residente em Angola do FMI.

 

Neste cenário, concluiu Max Alier, as taxas de juro reais "são negativas neste momento" para o Estado angolano, justificando-se pela crescente inflação no país.

 

O Orçamento Geral do Estado (OGE) de 2016 prevê necessidades de financiamento, interno e externo, na ordem dos 2,913 biliões de kwanzas (15,6 mil milhões de euros). A dívida pública governamental deverá assim ascender a 49,2% do Produto Interno Bruto (PIB).

 

"A dívida pública tem aumentado, especialmente nos últimos 18, 24 meses. Mas ainda está em níveis sustentáveis", comentou ainda Max Alier, aludindo às avaliações anuais realizadas pelo FMI às contas angolanas.

 

Angola necessita de obter financiamento que compense a quebra, para metade, nas receitas da exportação de petróleo, recorrendo para tal à emissão de dívida para garantir o funcionamento do Estado e a concretização de projetos públicos, chegando o Estado a pagar juros em títulos do tesouro, a um ano, de 19,88%.

 

Na abertura deste fórum de técnicos de gestão da dívida da CPLP, que junta em Luanda, até quinta-feira, preletores de Portugal e do Brasil, além de técnicos do FMI e do Banco Mundial, a secretária de Estado das Finanças de Angola destacou a prioridade da gestão "eficaz" da divida pública para garantir a sua sustentabilidade.

 

Além disso, disse Valentina Filipe, é necessário procurar alternativas de financiamento, nomeadamente através de parcerias público-privadas que garantam os investimentos projetados.

Quantum Global estabelece presença nas Maurícias

Maurícias – A Quantum Global tem a honra de anunciar as suas novas contratações, que fazem parte do seu objectivo primordial de aumentar o acesso ao vasto potencial de desenvolvimento de África aos investidores, através de fundos registrados nas Maurícias. 

Fonte: Club-k.net

Ao comentar sobre os planos de expansão do Quantum Global Group, Jean - Claude Bastos de Morais, fundador e Presidente do Conselho Consultivo, declarou: “Apesar da volatilidade económica global, o nosso negócio tem registrado um crescimento considerável no continente ao longo dos últimos anos, o que levou-nos a definir formalmente as nossas operações na região. Lançamos um número de veículos de private equity nas Maurícias e a nossa equipa de profissionais, altamente qualificados, vão actuar como catalisador para reforçar a dinâmica do nosso negócio num momento em que temos estado sujeitos a juros externos significativos nos investimentos africanos”.

 

Começando pelos Directores, os novos funcionários incluem:

 

  • Martin Bachmann como Director Geral, Chefe de Gestão Activa. Com mais de 20 anos de experiência na liderança de empresas de engenharia e consultoria nos sectores da infraestrutura, transporte, indústria, energia, imobiliário e de mineração, o mesmo estabeleceu e desenvolveu negócios globais com sucesso e liderou equipas multidisciplinares em diferentes mercados, incluindo o de África.

 

  • Nicholas Ellis como Director e Chefe de Investimentos. Possui um MBA em Financiamento e Marketing pela Faculdade de Gestão de Cranfield, Nicholas possui mais de 25 anos de experiência em transacções práticas na área de instrumentos de dívida.

 

  • Adrian Leuenberger como Director e Chefe de Operações. O mesmo possui mais de 20 anos de experiência profissional em posições executivas do topo no sector da banca, indústria e capital privado internacional.

 

  • Milko Skoro como Director e Chefe de Estruturação. Com mais de 18 anos de experiência em investimento na África Subsaariana, o mesmo ocupou cargos seniores em fundos de capital privado, investindo em uma gama de sectores que incluem infraestrutura, telecomunicações, serviços financeiros e sectores industriais diversificados.

 

  • Igor Vishnevskiy como Chefe de Desenvolvimento de Negócios. O mesmo possui mais de 30 anos de experiência em commodities e sectores de mineração na Rússia, Ruanda, Benim, Angola e Mauritânia.

 

  • David Bellingham como Director para Investimentos de Mineração. O mesmo possui mais de 10 anos de experiência em metais e investimentos em mineração a nível internacional e na África subsaariana, bem como experiência em financiamento comercial e banca.

 

  • Vijay Curthan como Director para Investimentos no ramo da Saúde. O mesmo já trabalhou com grupos internacionais, como a Schroders, Citigroup, GlaxoSmithKline, Deloitte e investimentos abrangidos de private equity nos Fundos Soberanos de Oman (SGRF) e Emirados Árabes Unidos (Dubai).

 

  • Koenraad Dom como Director para Gestão de Riscos. O mesmo acarreta mais de 20 anos de experiência em cargos sénior da área de risco no mercado de capitais, private equity e commodities. Koenraad é também membro do conselho do Fundo Soberano Belga e da Euronext.

 

  • Jean- Charles - Donnat como Diretor de Desenvolvimento Hoteleiro. O mesmo possui mais de 30 anos experiência em operações e desenvolvimento de negócios no sector de hotelaria, tendo trabalhado para grupos de renome como o ACCOR, Rezidor Hospitality Group ou CBRE.

 

  • Pierre Heidebroek como Director para Investimentos em Agricultura. O mesmo acarreta mais de 27 anos de experiência em agro-finanças e agronegócio particularmente nos mercados da África subsaariana.

 

  • Oliver Walter como Director para Estruturação de Negociações e Financiamento de Infraestruturas. O mesmo possui mais de 20 anos de experiência em financiamento de projectos internacionais, particularmente em África. Nos últimos quatro anos, O mesmo tem estado associado ao Banco Africano de Desenvolvimento, dentro de seu sector privado e da unidade de PPP em Abidjan.

 

 

Sobre a Quantum Global Group

Quantum Global é um grupo internacional de empresas que operam nas áreas de investimentos em private equity, gestão de investimentos, gestão de riqueza privada bem como na pesquisa macroeconómica e modelagem econométrica. O sector de private equity da Quantum Global gere uma família de fundos destinados ao investimento directo em África nos sectores da Agricultura, Saúde, Hotelaria, Infraestrutura, Mineração e Silvicultura bem como um fundo de acções estruturadas. A nossa equipa combina um sólido histórico e experiência comprovada para identificar e executar oportunidades de investimentos exclusivos com o foco em África. A Quantum Global trabalha em estreita parceria com os principais stakeholders para maximizar o valor do investimento e dos retornos através de uma gestão activa e criação de valor.

Peso da Sonangol condiciona "legalidade" em Angola

Luanda  - A dívida pública angolana ascenderá este ano a 70 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), devendo o Governo esclarecer a legalidade da situação, por alegadamente furar os limites legais, defende o economista angolano Carlos Rosado de Carvalho.

Fonte: Lusa

Em declarações à Lusa, o economista recordou que as estimativas e projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) referem que a dívida pública angolana já terá ultrapassado o limite de 60% do PIB previsto na lei do regime jurídico de emissão e gestão da dívida pública direta e indireta, "e assim deverá permanecer até 2021, último ano das projeções, atingindo um máximo de 70% em 2016".


Segunda-feira, representantes de entidades estatais da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) reúnem-se em Luanda num fórum que vai debater a gestão da dívida pública.

A alegada situação de ilegalidade não é admitida pelo executivo angolano, que diverge do FMI no entendimento sobre a dívida do Governo Central e dívida de empresas públicas, recorda Rosado de Carvalho, "em particular, a da [petrolífera estatal] Sonangol, não garantida pelo Governo Central".

"O que sugere que para o Governo a referência é a dívida governamental e não a dívida pública, que inclui as empresas públicas. Seria bom que o Governo clarificasse a situação para que não subsistam dúvidas sobre a legalidade da atual situação", aponta o economista e diretor do semanário económico angolano "Expansão".

O problema angolano prende-se com a necessidade de o Governo obter financiamento que compense a quebra, para metade, nas receitas da exportação de petróleo, recorrendo para tal à emissão de dívida para garantir o funcionamento do Estado e a concretização de projetos públicos, chegando a pagar juros em título de tesouro, a um ano, de 19%.

Para já, Carlos Rosado de Carvalho afasta um cenário de preocupação com a sustentabilidade da dívida pública angolana, mas alerta que essa análise "está condicionada pela evolução do preço do petróleo".

"Em termos internacionais, estes valores [pelo menos 60% do PIB até 2021] não são muito elevados, sugerindo que a dívida pública angolana ainda não é uma bomba relógio. Mas o próprio governo admite que com um preço do petróleo abaixo dos 38 dólares por barril será necessário reestruturar", comentou, em declarações à Lusa.

Só em 2015, já para compensar as quebras na receita fiscal petrolífera, o serviço da dívida pública angolana ascendeu a 18 mil milhões de dólares (15,9 mil milhões de euros).

Os juros pagos pela dívida pública também não param de subir, algo que se a inflação mantiver a tendência atual, a caminho "provavelmente dos 30%", levará a taxas cada vez mais altas: "De outra maneira o governo não conseguirá colocar títulos. A menos que obrigue os investidores a comprar", atira o economista.

"Os credores angolanos sempre tiveram motivos para receios. Aliás, as agências de rating classificam a dívida pública angolana como lixo e, com a descida do petróleo, a classificação piorou. A evolução do preço do petróleo ditará se a dívida angolana se tornará ainda mais lixo ou se aproximará do grau de investimento", refere Carlos Rosado de Carvalho.

Defende como "desejável" uma maior diversificação da dívida pública angolana, "idealmente com maior recurso ao mercado e menor à dívida bilateral, isto é, às linhas de crédito, seja Estado a Estado, seja com intervenção dos bancos de apoio à exportação, que vai dar no mesmo", referindo-se aos apoios concedidos pela China e pelo Brasil, financiado obras a realizar em Angola por empresas, respetivamente, chinesas e brasileiras.

"O problema é que um maior recurso ao mercado além de exigir maior transparência tem taxas de juro mais elevadas, que não significam necessariamente que o custo da dívida seja superior, pois a dívida bilateral tem custos escondidos, nomeadamente relacionados com a obrigatoriedade de contratar empresas do país financiador", explica, sublinhando como negativo o forte peso da China nos financiamentos a Angola.

Angola expectante com petróleo acima dos 50 dólares por barril

Luanda - O ministro dos Petróleos de Angola, Botelho de Vasconcelos, assume que o barril de crude a 50 dólares no segundo semestre de 2016 poderá ajudar a ultrapassar alguns dos problemas financeiros que o país atravessa atualmente.

Fonte: Lusa

No Orçamento Geral do Estado (OGE) para este ano o Governo inscreve uma previsão de receitas com base na exportação do petróleo a 45 dólares por barril, cotação que até abril se manteve à volta dos 30 dólares.


Como o próprio ministro admite, por situações “momentâneas”, como problemas no Canadá e na Nigéria, a oferta reduziu-se e ainda esta sexta-feira o barril de Brent, para entrega em julho, abriu em alta no mercado de futuros de Londres, a valer 49,14 dólares, mais 0,67% do que no fecho da sessão anterior.


“Poderá eventualmente mitigar temporariamente a situação em que nós nos encontramos”, admitiu na quinta-feira o ministro dos Petróleos angolano, à margem de uma reunião de trabalho em Luanda com uma delegação governamental do Botsuana, comentando as previsões de especialistas, que apontam para o barril de crude a situar-se nos 50 dólares no segundo semestre deste ano.


“Seria extremamente importante que a situação pudesse ser mantida, no sentido de vermos o petróleo a subir a um nível satisfatório”, disse ainda Botelho de Vasconcelos.


A Lusa noticiou a 29 de abril que Angola exportou mais de cinco mil milhões de dólares de petróleo nos primeiros três meses de 2016, menos 30 por cento face à previsão do OGE, afetando fortemente as receitas fiscais.


De acordo com dados do Ministério das Finanças compilados pela Lusa, Angola exportou nos três primeiros meses do ano 160.115.293 milhões de barris de crude, a um preço médio de 31,66 dólares, o que terá representado uma faturação global de 5.069 milhões de dólares (4,5 mil milhões de euros).


Contudo, no OGE de 2016, o Governo angolano estimava a exportação de petróleo ao preço médio de 45 dólares por barril, o que representaria uma faturação global em três meses – com a produção em linha com o esperado – superior a 7.200 milhões de dólares (6,4 mil milhões de euros).


A exportação de petróleo entre janeiro e março de 2016 representou assim receitas fiscais para o Estado angolano no valor de 260.499 milhões de kwanzas (1,38 mil milhões de euros), uma quebra de quase 25% face período homólogo.


É que nos três primeiros meses de 2015 essas mesmas receitas fiscais ascenderam a 344.172 milhões de kwanzas (1,85 mil milhões de euros), com a exportação de 157.252.976 barris de crude.


Angola vive desde meados de 2014 uma forte crise financeira, económica e cambial decorrente da quebra das receitas da exportação de petróleo, recorrendo à emissão de dívida para garantir o funcionamento do Estado e a concretização de vários projetos públicos.

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