Económia

Banco Millennium vai negociar valores mobiliários através da bolsa de valores de Angola

Luanda  - O Banco Millennium Angola é o mais recente membro da Bolsa de Dívida e Valores de Angola, depois de assinado um contrato que o habilita a transaccionar títulos emitidos pelo Estado neste novo mercado organizado.

Fonte: BMA

O acordo permite ao Banco Millennium Angola participar em nome dos seus clientes nos Mercados de Registo de Títulos do Tesouro, no Mercado de Transacções por Grosso e também no Mercado de Transações em Contínuo, instrumentos essenciais para que todos os participantes disponham do mesmo nível de oportunidade, transparência e eficiência de custos proporcionado pelo funcionamento da nova Bolsa de Dívida e Valores de Angola (Bodiva).

O Presidente da Comissão Executiva do Banco Millennium Angola, António Gaioso Henriques, afirma ser este “mais um passo, desta vez formal, no sentido de o Banco contribuir para a dinamização da Bodiva, que consideramos ser uma instituição de importância crucial para um mercado de capitais desenvolvido”. O Millennium Angola acentuou junto da Bodiva a sua disponibilidade para toda a colaboração técnica, convidando a Bolsa a aproveitar a boa experiência que o Grupo adquiriu em outros mercados, outrora emergentes.

A Bolsa de Dívida e Valores de Angola é a sociedade gestora dos mercados de valores mobiliários regulamentados, garantindo a segurança jurídica e legítima confiança a todos os intervenientes e assegurando a transparência na formação dos preços de equilíbrio entre oferta e procura de títulos no mercado secundário. Gradualmente, a Bodiva irá introduzir à cotação Títulos do Tesouro, alargando depois a outros tipos de valores como Obrigações Corporativas, Acções de empresas e Unidades de Participação de Fundos de Investimento.

Custo de vida aumenta e reduz poder de compra dos angolanos

Luanda - O Instituto Nacional de Estatísticas registou uma subida de preços entre Abril e Maio de 0,71 por cento, mas nos mercados de Luanda as vendedeiras falam num aumento subida de mais de 100 por cento do preço da cesta básica das famílias. O economista José Matuta Cuato, ouvido defende um ajuste dos salários, enquanto o sociólogo Aniceto Cunha alerta para possíveis protestos de ruas devido ao aumento do custo de vida.

*Coque Mukuta
Fonte: VOA

O balde de tomate que custava em Abril mil kwanzas agora é comprado no mercado informal por 2.500 kwanzas. O mesmo acontece com o balde de cebola, da batata rena e da batata doce.

Entretanto, o Instituto Nacional de Estatísticas revela que os preços subiram, em média, apenas, 0,78 por cento, ou seja 78 kzs por cada balde comprado.

No terreno, e com uma posição contrária, as vendedeiras em alguns mercados informais em Luanda confirmam a subida astronómica dos preços dos produtos básicos e apontam como causa o aumento do preço dos combustíveis.

Frente a este quadro, o economista José Matuta Cuato defende o ajuste salarial como solução para repor o poder de compra das famílias angolanas.

Por sua vez, o sociólogo Aniceto Cunha alerta para possíveis protestos de rua devido à subida do preços da cesta básica e a consequente redução do poder de compra dos angolanos porque “isso pode acarretar alguma frustração”.

De recordar que de Setembro a esta parte o Governo angolano aumentou em três ocasiões os preços dos combustíveis, enquanto reduzia os subsídios anteriormente atribuídos por imposição do Fundo Monetário Internacional.

BP ludibria MAPESS atirando angolanos ao desemprego

Lisboa - A extensão da Petrolífera Britânica BP, em Angola está a ser suspeita em meios governamentais em Luanda como tendo ludibriado o ministério dos petróleos e do Trabalho deste país com as praticas de lançar cidadãos nacionais para a pobreza (desemprego) através de despedimentos forçados.

Fonte: Club-k.net

Através de uma carta enviada ao MAPESS, a BP-Angola comunicou as autoridades angolanas que estaria a reduzir actividade e que levaria ao despedimento de 70 quadros entre expatriados e nacionais, este ano. Comunicou também que os referidos despedimentos eram baseados num acordo mútuo com os visados.

 

De acordo com realidades da situação, a BP-Angola estará, a agir em sentido oposto ao que comunicou ao governo angolano. O numero de despedimentos é superior ao que comunicaram e o referido acordo mútuos é na realidade, uma proposta descrita como “eivada de má-fé”, deixando as vezes os visados numa situação sem alternativa ou de desvantagem. Para além dos salários adiantados, eles oferecem um extra ao trabalhador com o compromisso de nao denunciar a sua situação ao órgão competente, conforme determina a lei geral de Trabalho em Angola.

 

Em Março passado, foram despedidos 5 quadros do departamento de compras da BP-Angola. No dia 30 de Abril despediram outros 25. Há informação de que tomaram igualmente uma “decisão irreversível” destinada a despedir cerca de 50 quadros em Dezembro do corrente ano. No seu todo a BP deverá atirar ao desemprego cerca de 140 quadros ao contrários dos 70 que comunicaram formalmente ao governo angolano.

 

A principal interlocutora da BP-Angola com as autoridades (MAPESS), é a lusa-angolana, Maria Campos (na foto), a Vice-Presidente da empresa que tem a pasta dos recursos humanos.

 

Apesar da BP-Angola alegar no seu discurso oficial que estão comprometidos com o processo de angolanização, sectores em Luanda, notam contradição, por a mesma estar a enveredar por despedimento colectivos de angolanos inclusive formados e com experiencia com a BP-Internacional. Outra contradição a volta desta petrolífera é que a mesma está a fazer despedimentos colectivos mas ao mesmo tempo coloca anúncios no Jornal de Angola anunciando recrutamento para novos quadros.

 

De acordo com leituras pertinentes, a BP estará a recrutar novos quadros sem experiencia em detrimentos dos já experimentados, porque com os novos ingressados, a empresa oferece um salário inferior, aos recém depedidos.

Moody's: Necessidades de financiamento de Angola encarecem empréstimos

Lisboa - A agência de notação financeira Moody's considerou hoje que o setor privado em Angola pode enfrentar dificuldades no financiamento bancário por causa da necessidade de liquidez do Estado e das empresas públicas, decorrente da descida das receitas estatais.

Fonte: Lusa

Numa análise aprofundada ao setor financeiro na África subsaariana, enviada hoje aos investidores, a agência de 'rating' norte-americana lembra que "Angola vai ter um défice orçamental de 3,5%, o que compara com um excedente entre 2010 e 2013" e prevê que "os empréstimos bancários aos governos exportadores de petróleo arriscam-se a 'secar' os empréstimos ao setor privado e podem também levar ao aumento do risco de crédito nas emissões de obrigações".

No documento, a Moody's explica que face ao aumento das emissões de obrigações como instrumento de financiamento dos Estados para compensar a descida nas receitas fiscais provenientes do petróleo, "as autoridades enfrentam riscos adicionais relativamente aos movimentos desordeiros de capital que podem comprometer ainda mais a sua capacidade para lidar com os desequilíbrios orçamentais".

Na análise que faz ao setor bancário da África subsaariana, a agência de notação financeira norte-americana sublinha ainda que o panorama não é homogéneo, sendo mais problemático nos países exportadores de petróleo, como a Nigéria e Angola, a braços com significativas descidas nas receitas fiscais provenientes deste setor.

A análise aprofundada ao setor, explica a Moody's, insere-se na estratégia de aumento da monitorização da banca africana, motivada essencialmente pelo aumento do interesse dos investidores na banca da África subsaariana, nomeadamente Nigéria e Angola.

"Como os investidores estão cada vez mais interessados nos bancos da África subsaariana, a Moody's também está a aumentar a monitorização dos maiores sistemas bancários da região, incluindo os da Nigéria, Angola, Gana e Quénia", lê-se na análise.

A Moody's considera que os bancos da África subsaariana vão expandir-se a um ritmo significativo, alicerçados no aumento da população com acesso à banca e no crescimento económico robusto da região, mas esta perspetiva positiva está, ainda assim, carregada de "muitas e variadas" ameaças.

A África subsaariana deve registar um crescimento de 4,5% do PIB este ano e 5,1% em 2016, de acordo com as projeções do Banco Mundial, ao passo que a penetração da banca na população cresceu de 24%, em 2011, para 34% atualmente, o que mostra "o potencial para a atividade bancária crescer exponencialmente".

'Desapareceram' 187 milhões das contas do BCI

Luanda - KPMG detectou ‘buraco’ de 2,3 mil milhões Kz (187,6 milhões de euros) nas contas do BCI em Angola.

Fonte: Economico

A auditora diz não haver "suporte documental" nas demonstrações financeiras de 2013 e 2014 para esta verba e alerta que continuidade da operação do BCI "depende do suporte financeiro dos accionistas e da capacidade de obtenção de recursos financeiros externos". Contas sem suporte documental, volume avultado de crédito de difícil cobrança, discrepâncias no inventário do património físico, montantes de pensões de reforma indeterminados. É esta a lista das constatações da auditoria da KPMG às contas do Banco de Comércio e Indústria (BCI).

A KPMG recomenda "a regularização contabilística de modo apropriado para que as contas do Activo reflictam a real situação do banco". O BCI apresenta activos no valor de 106,8 mil milhões Kz (871 milhões de euros), em 2014, contra 99 mil milhões Kz (800 milhões de euros), em 2013. "Do total de passivos (100 mil milhões Kz), 77 mil milhões Kz são depósitos verificados em 2014 e 67 mil milhões Kz no ano anterior (totalizando passivos de 99 mil milhões Kz para 2013), segundo o relatório", diz a notícia.

A auditora afirma ainda que o banco se encontra aquém de alcançar o nível mínimo de fundos próprios exigido pelo Banco Nacional de Angola (BNA) e que é de 10%, para cobertura de risco da actividade bancária. Esse nível não foi alcançado "devido ao facto de os accionistas não terem feito o aporte necessário, como previsto no ano transacto", diz a KPMG. Outro alerta vem do facto de haver "um elevado volume de Créditos de Cobranças Duvidosas, sendo alguns de difícil recuperação, uma vez que os seus beneficiários se encontram em parte incerta, a julgar pelas tentativas de contacto realizadas pela área responsável por referidos créditos"

Criado a 11 de Julho de 1991 por decreto do Conselho de Ministros, o BCI é detido pelo Estado em 91% enquanto a Sonangol, a Endiama, a ENSA, a TCUL e o Porto de Luanda detêm 1,1% cada.

"Angola tem crescimento económico sem desenvolvimento social", diz investigador

Lisboa - O crescimento económico em Angola não se tem feito acompanhar do respectivo desenvolvimento social, sublinhou hoje o investigador angolano Nelson Pestana, que falou à Lusa à margem de uma conferência na Fundação Calouste Gulbenkian (FCG), em Lisboa.

Fonte: Lusa

O crescimento económico em Angola não se tem feito acompanhar do respetivo desenvolvimento social, sublinhou hoje o investigador angolano Nelson Pestana, que falou à Lusa à margem de uma conferência na Fundação Calouste Gulbenkian (FCG), em Lisboa.

“Após 27 anos de guerra civil, os angolanos puseram-se de acordo sobre os modelos político e económico e entrámos num período de paz, que deveria ser de desenvolvimento, mas os números estão aí para mostrar que, apesar do crescimento económico que se verificou em Angola, não houve o correspondente desenvolvimento social”, declarou o conferencista à agência Lusa.

Nelson Pestana, investigador-coordenador no Centro de Estudos e Investigação Científica da Universidade Católica de Angola, apresentou a palestra “Angola nos 40 Anos de Independência: ruturas e continuidades” no âmbito da iniciativa “40 Anos de Independências”, promovida pela FCG.

“Quando comparamos os indicadores do desenvolvimento económico com os do índice de desenvolvimento humano, vê-se perfeitamente que perdemos mais do que uma década. Se a década de 70 foi perdida em função da própria independência e da guerra civil, a década de 80 perdeu-se pela opção de centralismo económico que foi feito e a década de 90 perdemo-la pelo facto de um grupo se ter apoderado da riqueza e a ter tornado exclusiva desse grupo”, afirmou.

Para o também professor do Instituto Superior de Ciências da Educação, “neste momento, Angola não tem condições de crescimento económico para fazer mais do que manter ou melhorar minimamente os níveis sociais do país”.

“O acordo de independência de Angola tinha três componentes: uma componente política, uma componente social e uma componente psicológica. Havia a libertação política, a libertação social e a libertação psicológica. Nós apenas fizemos a libertação política e, mesmo assim, fizemo-la pela metade. As outras foram abandonadas”, criticou Nelson Pestana.

“A libertação psicológica terá sido mesmo recuperada a favor do novo poder, criando novas sujeições e recuperando instrumentos que a própria potência colonial utilizava”, com claro impacto na participação cívica, adiantou.

Criou-se, ou repôs-se, “um desenvolvimento separado, entre o espaço de cidadania — agora não a ‘civitas’ colonial mas uma ‘civitas’ nacional restrita — e o daquele que não tem direitos, que está excluído da ‘civitas’ nacional”, explicou o investigador.

“De qualquer forma, estamos aqui para continuar a lutar para que a libertação social e a libertação psicológica se façam”, concluiu.

Nelson Pestana licenciou-se em Direito pela Faculdade de Direito de Angola e doutorou-se em Ciência Política pela Universidade de Montepellier I, participando da vida académica e cultural angolana, na medida em que é autor de artigos científicos mas também de trabalhos literários (que assina como E. Bonavena) publicados em Angola, Moçambique, Portugal, Brasil, Senegal, França, Itália e Estados Unidos.

Banco Millennium Angola distinguido com o prémio “Best Commercial Bank Angola 2015”

Luanda - O Banco Millennium Angola acaba de ser distinguido com o prémio “Best Commercial Bank Angola 2015” pela Capital Finance Internacional (cfi.co), prestigiada revista britânica especializada em assuntos económicos e financeiros, difundida para líderes empresariais em todo o Mundo.

Fonte: Millennium Angola

Depois de ter sido colocado em short list com outros candidatos a este prémio, o painel de jurados acaba de anunciar a distinção máxima ao Millennium Angola. O relatório final conclui: “ O painel de jurados de CFI.co tem o prazer de constatar que o Banco Millennium Angola está perfeitamente sintonizado com o seu mercado – um dos mais vibrantes da actualidade – e numa expansão mesmo acima da economia angolana. Os membros do júri também reparam que o Millennium Angola gere com habilidade o crescimento acelerado da sua actividade, com métodos de Governação do nível mais elevado e oferecendo aos clientes os melhores serviços para o seu segmento. Por todos os motivos referidos, a Capital Finance International, termina a sua informação ao BMA afirmando: “ O Painel de Jurados atribui o Prémio Best Commercial Bank Angola 2015 ao Banco Millennium Angola”.

O Presidente da Comissão Executiva do Banco Millennium Angola, António Gaioso Henriques, afirma a este propósito ser “um prémio importante e prestigiado, revelador da importância, no conjunto de África, do sistema financeiro de Angola quando olhado a partir de Praças Internacionais decisivas. O Prémio realça ainda o papel activo que o BMA tem tido nesse crescente protagonismo internacional do país”, conclui. O Prémio “Best Commercial Bank Angola 2015” da CFI.co, organização parceira das Nações Unidas e Banco Mundial em inúmeras iniciativas, confirma deste modo o constante reconhecimento internacional do Banco Millennium Angola junto das principais publicações do sector financeiro conhecedoras da realidade e dos mercados africanos.

SOBRE O BANCO MILLENNIUM ANGOLA

O Banco Millennium Angola conta com mais de 500 mil Clientes e 100 Balcões, 88 dos quais pertencem à rede de retalho, 12 Centros Prestige e 8 Centros de Empresas e Corporate, dois dos quais vocacionados para a Indústria Petrolífera, totalizando assim, desde hoje, 108 espaços de serviço ao público. Destes espaços, 53 estão abertos aos Sábados de manhã de forma a facilitar o quotidiano dos Clientes, estimulando o relacionamento pessoal em complemento aos avançados e inovadores serviços que permitem efectuar transacções e consultas através de Internet Banking, Mobile Banking, SMS Banking e Contact Center, que são característicos do Banco Millennium Angola.

O apoio às Pequenas e Médias Empresas é vocação do BMA, daí ter criado o estatuto de PME Excelência do qual beneficiam algumas centenas de empresas em todo o território nacional. No Programa Angola Investe, destinado essencialmente ao fomento das iniciativas empresariais que visam a substituição de importações, o BMA é líder quer em número de projectos quer em valores totais de financiamento, revelando-se o principal parceiro do Governo na consolidação deste desígnio nacional.

 

“A subida de preço de combustível vai prejudicar os consumidores mais pobres” – AADIC

Luanda – A Associação Angolana dos Direitos do Consumidor (AADIC) manifestou-se nesta segunda-feira, 04 de Maio, em Luanda, preocupada com a recente subida de preços de combustível – em plena época de crise que o país vive – efectuada pelo Ministério das Finanças, e pelo facto da comercialização destes produtos ser remetido para o “regime de preços livres”, como fez a menção do Decreto Executivo 235/15, de 30 de Abril.

“Não há razão do combustível passar a fazer parte dos bens de preço livre"

Fonte: Club-k.net
A AADIC defende, no comunicado em nossa posse, que as autoridades vocacionadas para o efeito “devem efectuar uma revisão desta medida”, de modo a minimizar os constrangimentos a que os consumidores – sobretudo àqueles que sobrevivem do salário mínimo de 15 mil kwanzas – serão submetidos.

O documento desta instituição que zela pela defesa dos direitos do consumidor esclarece ainda que, de acordo com o Decreto Presidencial nº206/11 de 29 de Julho (Bases gerais para a organização do sistema nacional de preços), no seu artigo 8º (Âmbito dos preços fixados), bens desta índole “fazem parte da categoria dos preços fixados e não livre”.

“Quiçá vigiados uma vez ser um bem com especial incidência na vida dos consumidores, e pelo facto de ser um bem cuja produção e distribuição no mercado não há uma concorrência como tal”, salienta o comunicado, acrescentando que “não se percebe a razão que fez com que a gasolina e o gasóleo passassem a fazer parte dos bens de preço livre, quando se tem a percepção que são bens de grandes impactos na estratégia para o crescimento, e consequente desenvolvimento, económico-social do país”.

De frisar que a manifestação da AADIC juntou-se igualmente à dos prestadores de serviços de táxis, generalizando um descontentamento maior. Alguns “taxistas” afirmaram que este novo ajuste de preço de combustível, sobretudo da gasolina, foi prematuro e surpreendente, pelo que poderá causar muitos transtornos e eventual subida da corrida de táxi.

“Se antes estávamos a cobrar 100 kwanzas no táxi agora poderemos aumentar para 150 o que não é justo porque nem todos os nossos clientes têm a possibilidade de pagar este valor”, afirmou António Cavanga, taxista.

Outros afirmaram que o trabalho de taxista não rende o suficiente, por isso não se compadece aos actuais preços e que, segundo eles, temem que ainda possa vir a subir mais como o caso da gasolina.

Para os taxistas que fazem o percurso inter-provincial Namibe/Lubango e Namibe/Luanda e vice-versa, com a subida de combustível o Executivo deveria velar pelas possíveis consequências na subida da corrida dos táxis e ainda pela melhoria das estradas em alguns troços que se encontram degradados.

Eis o comunicado na integra:

Chamando à baila o estatuto de parceiro social do Estado em matéria que diz respeito a política de Consumidores consubstanciado na Lei nº 15/03 de 22 de Julho, em conjugação com os pressupostos da Constituição da Republica artigo 78 nº 1 e 4, a Associação Angolana dos Direitos do Consumidor (AADIC) vem nestes termos realçar o seguinte:

Foi com espanto irreverente que no pretérito dia 30 de Abril do corrente ano, por meio dos órgãos de difusão massiva nos apercebemos da subida, sem precedente, do preço dos derivados do hidrocarboneto.

É de salientar que, doravante a gasolina passa a ser vendida em “regime de preço livre até 115 kwanzas por litro, segundo o Ministério das Finanças.”

Por meio do Decreto Executivo nº 235/15 de 30 de Abril, assinado pelo Ministro das Finanças, a Sociedade Nacional de Combustível de Angola (SONANGOL) Distribuidora foi autorizada a aumentar o preço do gasóleo até 25%, do petróleo iluminante em 29% e gás doméstico em 22% ao passo que a gasolina passa ao regime de preço livre podendo sofrer um aumento até 27%.

Face ao quadro actual, e não considerando a situação como que debalde, a (AADIC) no seu insigne papel levanta algumas questões pertinentes:

Uma vez que a Lei nº 15/03 de 22 de Julho bem como o Decreto Presidencial nº 206/11 de 29 de Julho conferem as Associações de Direitos dos Consumidores a participação no processo de regulação dos preços e fornecimentos de bens como serviços essenciais e pronunciar-se sobre elas, e “subjectivamente” fazer parte da Comissão Técnica do Conselho Nacional de Preço, será que as Associações afins foram chamadas? E o Conselho Nacional do Consumo? A Comissão Técnica do Conselho Nacional de Preços?

Todavia, a AADIC não foi chamada a participar neste processo embora a Lei lhe confira este direito. Quiçá, subjaz aqui uma exclusão por parte de quem de direito, pois na qualidade de parceiro social do Estado para o efeito, seria mister a sua participação no processo em apreço, uma vez ser legitimada pelo Decreto Presidencial já referenciado como parte da Comissão Técnica do Conselho Nacional de Preço na qualidade de parceiro social.

Entrementes, pensamos que a subida dos derivados do petróleo vai sem sombra de dúvida provocar sérios óbices no poder de compra dos lídimos Consumidores, com realce aos detentores de viaturas e não só, uma vez que assistirão o seu “empobrecimento” aquisitivo, principalmente os moradores do casco da cidade, centralidades e os habitantes dos bairros mais longínquos por muitos trabalharem na zona baixa e não só.

Por exemplo, se um Consumidor gasta em média semanal 40 litros de gasolina no valor actual durante 4 semanas poderá gastar por mês 18.400 kzs reitera-se só em combustível, há claramente um aumento aproximado de 4000 Kzs sobre o valor anterior. Durante o ano este Consumidor haverá de gastar 220.800 Kz.

Face ao quadro conjuntural, conjectura-se o empobrecimento do Consumidor que vai perder o poder de compra em todos os aspectos, por se tratar o pressuposto como uma bola de neve ou seja outros serviços e bens ficarão mais onerosos para os Consumidores em Geral; como exemplo: Saúde, Educação.

Assim, visto que a situação conjuntural constitui uma preocupação premente nos mais sublimes interesses dos consumidores, e tendo em linha de conta que a AADIC tem como objecto principal a protecção, dos direitos e interesses dos Consumidores a Luz da Lei nº15/03 de 22 de Julho, vimos reiterar a quem de direito que se tenha em linha de conta sempre os legítimos interesses dos Consumidores “sempre”.

Salvo melhor percepção interpretativa, não se percebe a razão que fez com que a gasolina doravante, passasse a fazer parte dos bens de preço livre, quando se tem a percepção que sendo um bem de grande impacto na estratégia para o crescimento e consequente desenvolvimento económico-social do País.

Contudo, conforme o Decreto Presidencial nº206/11 de 29 de Julho Artigo 8º, bens desta índole “fazem parte da categoria dos preços fixados e não livre,” quiçá vigiados uma vez ser um bem com especial incidência na vida dos Consumidores, e pelo facto de ser um bem cuja produção e distribuição no mercado não há uma concorrência como tal.

No ínterim, a AADIC solicita as autoridades vocacionadas para o efeito, a revisão desta medida de modo a minimizar os constrangimentos a que os Consumidores serão submetidos.

Luanda, aos 4 de Maio de 2015.

À SECRETÁRIA GERAL

Associação Angolana dos Direitos do Consumidor (AADIC)

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