Económia

Vinho Pêra Manca era falsificado e vendido para Angola

Lisboa - Autoridade de Segurança Alimentar e Económica de Portugal (ASAE) apreendeu 1700 garrafas deste vinho Premium alentejano vendido no mercado digital a 350 euros a unidade. Foram lesados colecionadores angolanos e alguns portugueses.

Fonte: DN

Ter um Pêra Manca na garrafeira "é como ter uma obra de arte". A metáfora foi usada pelo inspetor diretor Domingos Antunes, da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), para explicar ao DN como era lucrativo, para uma rede de contrabando agora detetada, vender este vinho especial alentejano no mercado digital. Os preços podiam chegar facilmente aos 350 euros. "Tem um circuito de exportação muito apelativo, sobretudo para o mercado angolano, onde há poder financeiro". Depois de investigar, a ASAE apreendeu cerca de 1700 garrafas de vinho Pêra Manca, tinto, da colheita de 2010, e a viatura de mercadorias onde se encontravam, bem como os rótulos, contra rótulos e cápsulas contrafeitas. Foi constituído arguido um distribuidor com pouco mais de 40 anos que estaria no negócio para enriquecer facilmente. Tanto distribuía este falso "Picasso" dos vinhos como outro produto qualquer, esclareceu Domingos Antunes. Já tinha antecedentes criminais. A ASAE está a identificar outros elementos da rede e um possível local de fabrico. "Tinha de haver uma produção em massa para terem 1700 garrafas. Seria uma indústria". Enquanto as garrafas contrafeitas custavam 7 a 10 euros na produção, o preço de cada unidade na "verdadeira" produção é de 150 euros. A operação aconteceu na passada sexta-feira e teve o apoio da PSP de Lisboa.

 

Os erros dos contrabandistas

 

Como pode acontecer a todos os contrabandistas, os suspeitos deram, pelo menos, cinco passos em falso. "A Fundação Eugénio de Almeida já nem tem exemplares da coleção de 2010", conta o inspetor diretor Domingos Antunes. E 1700 garrafas de uma coleção que já não existe chamam muito a atenção.

 

Mas houve mais falhas. "A colheita de 2010 tem um teor alcóolico de 14,5 graus e e não de 14 graus como consta no produto contrafeito". Em terceiro lugar, "o código de barras não corresponde ao produtor". O quarto sinal de falsificação foi que "a garrafa não tinha o código de segurança da Fundação Eugénio de Almeida". Por último, "o lettering do contrarótulo tem uma série de anomalias face ao original".

 

A rede de contrafação valia-se do facto de o Pêra Manca ser um vinho com uma procura muito específica. "Quem fica com este vinho pode vir apenas a abri-lo passados três ou quatro anos de o ter adquirido, o que significa que só poderá vir a apresentar queixa por essa altura. É um vinho encarado como uma obra de arte para oferecer ou ficar em exibição na garrafeira", adianta o inspetor diretor. Por outro lado, haverá muitas cifras negras uma vez que alguns colecionadores enganados não vão querer ser identificados. "Por exemplo, um enólogo não vai querer admitir que foi ludibriado".

 

As análises físico-químicas e sensoriais ao conteúdo das garrafas apreendidas estão a ser realizadas no Laboratório de Segurança Alimentar da ASAE para verificar a partir de que castas foi obtido o falso produto.

 

O distribuidor que está constituído arguido poderá vir a ser ser indiciado pelos crimes de contrafação de uma marca e rótulo e comércio ilícito de vinhos de denominação de origem controlada (DOC). Incorre numa pena de prisão até quatro anos.

Em garrafeiras e leilões

Nos últimos três anos, a ASAE já identificou várias garrafas de Pêra Manca contrafeito mas nunca tinha realizado uma apreensão tão grande, em quantidade. "Sabemos que há muito vinho desta marca a circular falsificado. Já o confiscámos a algumas garrafeiras e também em leilões online".

 

Domingos Antunes alerta os colecionadores de vinhos Premium de que as garrafas têm de ter um documento de aquisição, até para possibilitar que uma reclamação do cliente, se este assim o entender. Em três anos de investigações à falsificação no mercado de luxo dos vinhos, a primeira vez que a ASAE detetou Pêra Manca contrafeito foi em 2013. Nessa ocasião também havia Barca Velha falsificado, esse que é outro Picasso da vinicultura com valores que chegam aos 400 euros por garrafa. A ASAE alerta os consumidores para as fraudes.

Auditora diz que resultados da Sonangol estão sobrevalorizados

Lisboa - A consultora EY, que auditou as contas da Sonangol, afirma que os resultados apresentados no relatório anual da petrolífera angolana estão “sobrevalorizados” em dezenas de milhões de euros.

Fonte: Publico

Numa de várias reservas expressas no relatório de auditoria anexo ao relatório e contas de 2015, a EY refere que “o activo não corrente, o resultado do exercício e os resultados transitados encontram-se sobrevalorizados em 30.243.059 milhares de AOA [kwanzas, 166 milhões de euros ao câmbio actual], 17.433.406 milhares de AOA [96 milhões de euros] e 12.809.653 milhares de AOA [70 milhões de euros], respectivamente”. As discrepâncias estão relacionadas com a desvalorização de fundos em que a empresa investiu e com despesas relacionadas com bolseiros do Grupo Sonangol.

 

Num contexto de descida acentuada do preço do petróleo, a empresa, que é integralmente detida pelo Estado, tinha comunicado no relatório e contas, apresentado no início deste ano, receitas de 2,3 biliões de kwanzas em 2015 (perto de 13 mil milhões de euros), o que significou uma descida de 38% em relação a 2014. Os resultados líquidos afundaram 66%, para 47 mil milhões de kanzas (259 milhões de euros).

 

No documento, a EY afirmou ter também reservas quanto a movimentos financeiros entre a empresa e o Estado angolano, explicando não ter elementos para confirmar se os montantes em causa “reflectem todas as transacções, direitos e obrigações” da Sonangol enquanto concessionária estatal (a posição da auditora encontrou eco na opinião escrita pelo conselho fiscal da empresa). A EY incluiu ainda uma nota para o adiamento, “ao contrário do esperado no final de 2014”, do negócio de exploração de gás natural liquefeito em Angola e o consequente impacto negativo nas contas do grupo.

 

A Sonangol, para onde foi nomeada recentemente uma nova gestão, está a passar por um processo de reestruturação, que implicará dividir a empresa. Há pouco menos de dois meses, e com a economia angolana a sofrer com a quebra do petróleo (chegou a estar em cima da mesa um pedido de resgate ao FMI), o presidente José Eduardo dos Santos escolheu a filha, Isabel dos Santos, para os cargos de presidente e administradora não executiva da empresa. A decisão gerou controvérsia dados os muitos interesses empresariais de Isabel dos Santos dentro e fora do país e está a ser contestada por um grupo de juristas angolanos.

 

A teia de ligações entre Isabel dos Santos e a Sonangol é densa e a actividade tanto da empresária, como da petrolífera, tem várias ramificações em Portugal, como é o caso de um investimento conjunto na Galp Energia. Para além disso, Isabel dos Santos tem participações nos bancos BPI (é o segundo maior accionista, com cerca de 19%) e BIC (que também tem operações em Angola), bem como na operadora NOS e na empresa de soluções energéticas Efacec. Em Angola, a Sonangol é dona de 25% da Unitel, controlada por Isabel dos Santos e que é accionista de 49,9% do Banco de Fomento Angola, que é maioritariamente detido pelo BPI.

 

Câmara de Comércio dos EUA nomeia angolana como administradora

Luanda - O Centro de Negócios dos Estados Unidos da América/África da Câmara de Comércio dos EUA nomeou recentemente a angolana Maria Luísa Perdigão Abrantes administradora não executiva, soube hoje a Angop de fonte próxima do processo.

Fonte: Angop

A presidente da Mesa da Assembleia Geral do angolano Banco Prestígio integra o Conselho de Administração do centro, ao lado de prestigiadas individualidades internacionais, entre eles o nigeriano Aliko Dangote, do Dangote Group e homem mais rico de África.

 

De acordo com a mesma fonte, entre outros administradores não executivos surgem nomes ligados a empresas multinacionais, além da antiga presidente do Conselho de Administração da extinta Agência Nacional para o Investimento Privado (ANIP).

 

Destaca-se na mesma lista, entre várias outras individualidades, os administradores Jay Ireland (presidente da General Electric) e Tejas Mchta (vice-presidente da IBM).

 

O Centro de Negócios EUA/África da Câmara de Comércio dos EUA foi criado com o objectivo de reunir um "think tank" (grupo de interesse) que, com as suas ideias, possa estimular os negócios entre as empresas americanas e africanas.

 

As áreas preferenciais têm a ver com as novas tecnologias de informação e comunicação, ciência e tecnologia, logística, infra-estruturas e energia, agricultura e segurança alimentar, indústria mineira, bancos e finanças, e turismo.

 

A Câmara de Comércio dos EUA cobre as Câmaras de Comércio dos 50 Estados desse país e respectivos associados, de mais de três milhões de empresas.

 

Governo admite venda de ativos da Angola Telecom

Luanda - Os três maiores operadores de telecomunicações de Angola vão passar a ter licenças globais multiserviço, no âmbito da liberalização do setor, incluindo a estatal Angola Telecom, que assim entrará no mercado das redes móveis.

Fonte: linkedin

Futura entidade gestora da Angola Telecom deve “assegurar a implementação de ações”

A informação foi prestada pelo Ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação angolano numa conferência de imprensa realizada em Luanda, no âmbito de encontros regulares de membros do Governo com os jornalistas, tendo José Carvalho da Rocha aludido ao processo em curso de liberalização do setor das telecomunicações. “Serão emitidas licenças globais e multiserviço para os operadores que estão ativos no mercado. Unitel, Movicel [operadores de redes móveis, privadas] e Angola Telecom terão licenças globais. Vão permitir que estas operadoras possam prestar serviços em toda a gama”, assumiu o Ministro.


A Angola Telecom é uma empresa pública de telecomunicações e multimédia, fundada em 1992 após a fusão das empresas estatais ENATEL e EPTEL, disponibilizando serviços comerciais de voz e dados, mas com resultados financeiros sucessivamente negativos. “Foi dada essa oportunidade à Angola Telecom, de poder prestar serviço em todas a gamas. E o que nós temos estado a fazer é prepará-la para que de facto possa prestar estes serviços. Então devem acontecer algumas transformações para dentro”, disse José Carvalho da Rocha.


O último recenseamento geral da população angolana, realizado em 2014, concluiu que o país conta com 25,7 milhões de habitantes, dos quais mais de 7,8 milhões possuem telemóveis e 2.119.946 acesso à internet.


O Governo quer entregar a gestão da Angola Telecom e vai vender ativos no âmbito do processo de reestruturação daquela empresa pública de comunicações e multimédia. Este processo ficará “assente na partilha de riscos e benefícios que se revelam como as condições para a sua capitalização e aumento da eficiência da sua gestão, respetivamente”, indicou anteriormente o Executivo.


No âmbito da reestruturação da empresa, o Governo angolano define que a futura entidade gestora da Angola Telecom deve “assegurar a implementação de ações” para “estancar as perdas de quota de mercado”, aumentar as receitas, diversificar a oferta de serviços, entre outros objetivos. Em decreto presidencial, de 25 de Janeiro deste ano, a Administração da Angola Telecom foi já exonerada de funções. “Queremos que a Angola Telecom se torne numa grande empresa e que se torne também num grande contribuinte para o Orçamento Geral do Estado. Para isso tem que sofrer transformações, o que não tem sido fácil”, concluiu o Ministro.

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Empresários da Huíla queixam-se de injustiça na distribuição de divisas

Luanda - Os homens de negócios da província angolana de Huíla defendem mais equilíbrio na cedência de divisas por parte do Governo central aos empresários do país.

*Teodoro Albano
Fonte: VOA

Numa altura em que escasseiam as divisas, os empresários locais entendem que as poucas divisas disponíveis deviam ser distribuídasde forma equitativa.


O assunto suscitou acesas preocupações num encontro recente entre a classe empresarial da Huíla e o ministro da Economia, Abraão Gourgel.


O presidente da Associação Agro-Pecuária, Comercial e Industrial da Huíla, (AAPCIL), Paulo Gaspar, não entende, por exemplo, que sendo a Huíla uma potência agrícola do país não se vislumbre um projecto estruturante do sector.


“Não há nenhum projecto estruturante do Executivo que se esteja a realizar na província da Huíla”, denunciou.


“Emprestar 80 milhões a um empresário para fazer milho e emprestar a 100 empresários para fazer milho, em caso de dois ou 10 desses empresários falirem e não conseguirem produzir, 80 vão conseguir”, defendeu.


Abraão Gourgel admite a escassez de divisas no país, mas alerta que este não é o único problema para as empresas.


A energia eléctrica é outra situação para a qual o Ministério aponta o subsídio aos combustíveis para as empresas do sector agrícola


“Nós, no ministério da Economia, pensamos que no curto prazo podemos fazê-lo através do subsídio ao gasóleo agrícola e para as pescas”, disse.

Abraão Gourgel revelou ainda que o Governo angolano está a apostar neste momento em três áreas prioritárias, como sejam aumento da produção nacional para atender à cesta básica; substituição das importações e estimular as exportações.

 

TAAG quer fazer de Luanda o Dubai de África

Lisboa - Fazer de Luanda um hub internacional e revitalizar a TAAG e a economia angolana. É este o novo plano da Emirates para a companhia aérea TAAG, que está a gerir desde final de 2014. "Toda a gente viaja para todo o lado passando pelo Dubai. Um dia, quando o novo aeroporto internacional de Luanda estiver a funcionar, África poderá viajar para o resto do mundo através de Luanda, e o resto do mundo poderá viajar para África passando por Luanda. Este é o nosso sonho", afirmou em entrevista ao jornal angolano Mercado, amanhã nas bancas.

Fonte: DN

"Se se conseguir fazer passar os passageiros desses países [vizinhos] por Angola para outros pontos como Portugal, Cuba e América do Sul, China, por exemplo, então temos acesso a um mercado maior", disse, nove meses depois de agarrar a companhia e de ter sido obrigado por força da crise das divisas e do petróleo a reavaliar o plano traçado ainda em 2014. "Estamos a manter a companhia e a reduzir os custos, tanto quanto possível", sublinhou.

 

O modelo de internacionalização de Luanda como ponto de passagem de passageiros de vários países já está a andar, depois de os serviços de emigração terem permitido uma escala na capital angolana para passageiros sem visto. "Temos tido já algum sucesso, quando trazemos passageiros da África do Sul, conectando-os com os nossos voos para Portugal", referiu o gestor reformado da Emirates, realçando: "Quando começámos a fazer isto em março último, tínhamos três passageiros, agora são oitenta por mês." O novo fluxo "está a ajudar a incrementar os lucros da TAAG" e permite antever "um número maior nos próximos meses", dando alento ao plano de crescimento por via das escaladas.

 

No plano inicial também está previsto um investimento no serviço de bordo, uniformes da tripulação, assentos e entretenimento, que estão em stand by até que haja capital para o fazer. "Tudo isto carece de dinheiro" e "claramente, o governo [angolano] não tem este dinheiro".

 

Ainda que a atrasar esta renovação da empresa, "o problema da TAAG não é só a falta de dinheiro, tem que ver igualmente com os custos das operações da companhia, que são maiores do que a viabilidade da sua moeda, para pagar as necessidades de importação de suprimentos", refere o presidente. "Temos kwanzas suficientes, mas a moeda fora de Angola não tem valor", e "muito do que é necessário requer divisas", um problema que afecta várias empresas do país. Atrair estrangeiros é, por isso, fundamental. "Quanto maiores forem as fontes de obtenção de divisas, melhor. Porque, sempre que obtemos divisas, podemos pagar as nossas contas no exterior. A estratégia que falei há pouco de usar o aeroporto de Luanda como um ponto de passagem da África do Sul e de Portugal é uma forma de captar essas divisas. Portanto, quanto maior trânsito pudermos atrair, melhor para a TAAG."

E oportunidades, salienta, não faltam. "Vejamos, voamos para China, América do Sul, iremos ter Cuba na nossa rota, ainda estamos a ver outros destinos. Não estamos totalmente dependentes da economia do país."

Portugal entrega a Angola acervo científico do tempo colonial

Lisboa - O ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural português, Luís Capoulas Santos, transmitiu hoje, em Luanda, a disponibilidade de Portugal para entregar a Angola o acervo bibliográfico e científico agrícola do tempo colonial, conforme pretensão do Governo angolano.

Fonte: Lusa

A posição foi transmitida pelo governante português, que inicia hoje uma visita oficial de quatro dias a Angola para reforço da cooperação bilateral nesta área, após reunir-se no Ministério da Agricultura com o homólogo angolano, Afonso Pedro Canga.

 

"Tive a oportunidade de dizer ao senhor ministro que toda a informação referente a Angola dos arquivos coloniais que possam ser úteis ao Governo de Angola, o ministério da Agricultura português está inteiramente disponível para os facultar, como aliás já fez em relação a outros elementos", disse Luís Capoulas Santos, o primeiro ministro do executivo liderado por António Costa a visitar aquele país africano.

 

Em causa está informação técnica, científica e cartográfica sobre a produção agrícola e potencialidades angolanas, recolhida até 1975, durante o período colonial português.

"São instrumentos que podem ser úteis ao desenvolvimento das políticas de Angola", disse o governante, em declarações aos jornalistas.

 

"Portugal detém o maior acervo científico de Angola no domínio da Agricultura, fora de Angola. Então, há vantagens recíprocas em colaborar com Portugal", explicou o ministro da Agricultura e do Desenvolvimento Rural de Angola, Afonso Pedro Canga.

 

Angola é o maior produtor de petróleo de África, mas vive desde 2015 uma profunda crise económica e financeira decorrente da quebra das receitas com a exportação de petróleo.

 

O Governo lançou em janeiro um programa que visa diversificar a economia, reduzindo as importações e aumentando as exportações, tendo a agricultura como um dos pilares.

 

"Cooperar nesta área é uma boa base para o reforço da cooperação entre Angola e Portugal, que ambos os governos desejam. Vamos identificar as áreas de cooperação prioritária que possam ser úteis para ambos os países, gostaríamos de passar de uma fase retórica da cooperação para uma fase concreta da cooperação", afirmou Capoulas Santos.

 

Durante a visita oficial de quatro dias, que decorre em simultâneo com a presença de uma missão empresarial portuguesa, o ministro Capoulas Santos vai conhecer vários projetos de produção agrícola, nas províncias do Bengo e do Cuanza Sul.

 

Em paralelo, técnicos das duas delegações vão identificar "projetos prioritários" de cooperação bilateral, aos níveis institucional e empresarial.

 

"Iremos traduzir essas prioridades em acordos concretos, ações concretas de cooperação, para que possamos executá-las a curto prazo", apontou o ministro, dando como exemplo a possibilidade de troca de experiências, formação e apoio nas relações internacionais, no domínio da cooperação institucional com o Governo de Angola.

 

Mais de dois milhões de famílias angolanas vivem da agricultura, setor que emprega no país 2,4 milhões de pessoas, mas sobretudo para subsistência, paradigma que o Governo angolano pretende alterar, industrializando e modernizando a produção.

 

"Portugal tem uma grande experiência, um grande conhecimento científico e técnico sobre a agricultura angolana, sobre as potencialidades, e conseguiu fazer uma revolução verde. Passou de uma agricultura antes de pouco desenvolvimento e baixa tecnologia, para uma moderna, desenvolvida e competitiva, em alguns produtos", sublinhou o ministro angolano.

 

Por esses motivos, diz Afonso Pedro Canga, a colaboração de Portugal "pode ser útil", como na área científica e empresarial.

 

BNA vende mais de USD 500 milhões aos bancos comerciais

Luanda - O Banco Nacional de Angola (BNA) vendeu aos bancos comerciais 597,4 milhões de dólares, na primeira quinzena de Julho, destinados à cobertura de operações de carácter prioritário, tais como bens alimentares, ajuda médica, despesas com formação no exterior e telecomunicações, incluindo cobertura de operações de organismos do Estado, segundo uma nota tornada pública hoje, sábado, em Luanda.

Fonte: Angop

Eis o comunicado na íntegra:

O Banco Nacional de Angola (BNA) vendeu aos Bancos Comerciais um montante total de divisas equivalente a 597,4 milhões de dólares, na primeira quinzena de Julho do corrente ano, destinadas à cobertura de operações de carácter prioritário, tais como bens alimentares, ajuda médica, despesas com formação no exterior e telecomunicações, incluindo, igualmente, a cobertura de operações de Organismos do Estado.

 

O Banco Nacional de Angola assegura, desde já, que as vendas de divisas vão manter-se de forma regular, apelando aos vários agentes económicos, com destaque para as empresas, a evitarem o recurso ao mercado informal e a indexarem os preços dos produtos ao câmbio do mercado paralelo.

 

O BNA reafirma o seu compromisso com uma gestão rigorosa, prudente e sustentável dos recursos cambiais, com o objectivo último de fornecer divisas necessárias à economia nacional.

 

O BNA aproveita a oportunidade para informar que nas últimas semanas realizou uma reunião de auscultação e concertação com a Associação dos Bancos Comerciais de Angola (ABANC), e com os Presidentes ou Representantes dos Conselhos de Administração dos Bancos Keve, BIC, BAI, BFA, Banco Económico, Standard Bank, Millennium Atlântico, Banco Sol, Pungo Andongo, Banco Prestigio e Banco de Crédito do Sul, tendo em vista partilhar informação sobre os desafios do Sistema Financeiro Angolano.

 

Importa ainda esclarecer que no âmbito das suas actividades, o BNA realiza semanalmente leilão de divisas dirigido especialmente para projectos do Executivo, conforme ofícios recebidos dos Ministérios de tutela onde consta a identificação das empresas e indicação dos Bancos onde se encontram domiciliadas as suas respectivas contas.

 

O BNA informa que decorre um trabalho conjunto entre os Bancos Comerciais e suas áreas competentes, no sentido de se fazer uma melhor programação na venda de divisas, para suprir de forma gradual a falta de recursos externos na economia.

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