Económia

Isabel dos Santos abre primeiro hipermercado em Angola a 10 de maio

Lisboa - O primeiro hipermercado "Candando", projeto de retalho da empresária angolana Isabel dos Santos que envolve um investimento de 400 milhões de dólares em cinco anos, abre a 10 de maio, em Luanda.

Fonte: Lusa

O primeiro hipermercado “Candando”, projeto de retalho da empresária angolana Isabel dos Santos que envolve um investimento de 400 milhões de dólares em cinco anos, abre portas a 10 de maio, em Luanda, informou esta quarta-feira à Lusa o grupo.

 

O grupo Contidis, que vai operar sob a marca “Candando” (abraço), foi apresentado em setembro passado em Luanda, por Miguel Osório, ex-quadro da Sonae e agora administrador do projeto angolano, depois do fim da parceria de Isabel dos Santos com aquele grupo português do retalho.

 

Anteriormente tinha sido anunciada uma parceria entre a empresária angolana e o grupo Sonae para a introdução de uma rede de hipermercados em Angola.

 

Esta primeira loja terá uma área de 10.000 metros quadrados, inserindo-se no Shopping Avenida, em Talatona, nos arredores de Luanda, e cumprindo assim a previsão de abertura no primeiro semestre de 2016.

 

O grupo Contidis, detido a 100 por cento por Isabel dos Santos, prevê abrir um total de dez lojas ao longo de cinco anos, num investimento de 400 milhões de dólares (348 milhões de euros), conforme anunciou anteriormente Miguel Osório.

 

A meta, disse, passa por transformar esta rede no maior grupo de retalho de Angola.

 

Questionado na altura, pela Lusa, Miguel Osório não esclareceu se este novo grupo representa o fim da parceria da acionista Isabel dos Santos com o grupo Sonae na área do retalho em Angola.

 

“Sobre esse tema não tenho comentários a fazer. É um tema da relação do acionista, e portanto estamos aqui enquanto gestão para apresentarmos o projeto e tudo aquilo que diferencia face aos projetos existentes”, referiu o diretor executivo do grupo.

 

Miguel Osório foi um dos dois altos quadros do grupo Sonae que a empresária angolana Isabel dos Santos recrutou este ano para o seu projeto de retalho no país, mas nada adiantou sobre o propósito da mudança.

 

“Não é uma pergunta relevante neste contexto. Eu estou focado no projeto em que trabalho, muito feliz a liderar esta quipá e a única coisa em que penso é em abrir o melhor hipermercado de Angola”, disse, questionado pela Lusa.

 

Sobre os hipermercados “Candando”, o diretor executivo apontou a estimativa de criarem 750 empregos diretos em Luanda.

 

A logística, com a instalação de uma base própria em Luanda, e o apoio e dinamização de uma rede de produtores nacionais são outros objetivos definidos.

 

As lojas do grupo serão “ancoradas” na venda dos produtos frescos e assim voltadas para a produção nacional, “aliando a distribuição moderna aos mercados tradicionais de Angola”, enfatizou o responsável.

A crise financeira, económica e cambial que afeta o país, fruto da forte quebra da cotação internacional do petróleo, “não abrandou” o projeto, sublinhou em setembro Miguel Osório, garantindo que “há mercado” em Angola para a entrada desta nova marca.

Economista defende salário mínimo em Angola revisto nos 18.450 Kz

Luanda - O director do Centro de Estudos e Investigação Científica (CEIC) de Angola, Alves da Rocha, defende uma revisão do salário mínimo no país, processo iniciado pelo Governo, para pelo menos 18.450 kwanzas (111 euros) mensais.

Fonte: Lusa

"Um valor eventualmente aceitável para o ajustamento do salário mínimo seria o respetivo incremento absorver, por inteiro, a inflação ocorrida em 2015", apontou o economista e diretor daquele centro, da Universidade Católica de Angola, em entrevista à agência Lusa.

Um grupo técnico nomeado pelo Governo deverá concluir até final de maio (40 dias) uma proposta de revisão do salário mínimo nacional angolano, levando em conta variantes como o aumento do nível de inflação, que a um ano já ultrapassa os 23 por cento, ou a subida exponencial dos preços dos produtos da cesta básica.

Dependendo do setor de atividade, o salário mínimo nacional em Angola está fixado entre os 15.000 e os 22.000 kwanzas, tendo entretanto o país mergulhado numa profunda crise financeira, devido à forte quebra nas receitas com a exportação de petróleo.

Para o diretor do CEIC, defendendo uma atualização do salário mínimo de pelo menos igual à inflação do último ano (até março), de 23,2%, o valor mais baixo do intervalo seria de 18.450 kwanzas mensais.

Alves da Rocha, ex-quadro do Ministério do Planeamento de Angola, reconhece que a metodologia do grupo técnico responsável por este estudo está "essencialmente centrada nos preços de um cabaz de bens de primeira necessidade", o que é também "correto".

"Só que as variáveis explicativas do comportamento dos salários são muitas, algumas complexas no seu inter-relacionamento, que não constam dos estudos dessa comissão", aponta.

Além disso, explica Alves da Rocha, o salário nominal médio nacional angolano "é baixo", rondando os 44.400 kwanzas (265 euros) ainda no final de 2014, mas que "não deixa de estar conforme os níveis de produtividade, igualmente baixos".

Antecipando um dado que consta no Relatório Económico de 2015, a apresentar a 11 de Junho pelo CEIC, o economista aponta que no ano passado a produtividade média bruta aparente do trabalho em Angola "foi de pouco mais de 15.000 dólares [13.100 euros] por trabalhador".

De acordo com Alves da Rocha, o poder de compra dos rendimentos em Angola, "e não apenas dos salários", tem vindo a sofrer "perdas sucessivas desde 2012", as quais "são irrecuperáveis".

"Os detentores de rendimentos, em especial dos rendimentos do trabalho, vão ter de, por si só, ajustar em baixa ou o consumo ou a poupança ou os dois em devidas proporções. A actualização do salário mínimo, que deve ser feita no seio da concertação empresários/sindicatos, pode desencadear efeitos sobre os restantes salários da economia", rematou o director do CEIC.

O salário mínimo em Angola está fixado desde Junho de 2014, à taxa de câmbio actual, nos 22.504,50 kwanzas (118 euros), para trabalhadores do comércio e da indústria extractiva. Mais reduzido, apesar da actualização então aprovada, é o valor mínimo mensal para os sectores dos transportes, dos serviços e das indústrias transformadoras, fixado em 18.754,00 kwanzas (99 euros), e para o sector da agricultura, 15.003,00 Kwanzas (80 euros).

Contudo, como um dos vários efeitos da crise angolana, o kwanza desvalorizou mais de 40% só no último ano, agravando as dificuldades dos trabalhadores nacionais.

Moody's baixa notação de Angola e coloca em perspetiva negativa

Luanda - A agência baixou a notação do risco soberano de Angola de Ba2 para B1, com perspetiva negativa, após um processo de vigilância a que o país esteve submetido nos últimos dois meses.

Fonte: Lusa

A informação consta de um comunicado do Ministério das Finanças de Angola, enviado hoje à Lusa, dando conta que as "vulnerabilidades criadas para a posição fiscal e externa, e para o crescimento potencial do país", tendo em conta a "queda estrutural e prolongada do preço do petróleo", impactam com a matriz da dívida pública.

A informação é corroborada numa nota divulgada pela Moddy's e confirmando a revisão em baixa do 'rating' soberano de Angola, reconhecendo que a "posição financeira do Governo e da posição externa do país se deterioraram acentuadamente" devido ao "choque" da quebra dos preços do petróleo.

Além disso, a agência de notação financeira refere que a baixa cotação do barril do crude será prolongada, "pressionando" a "força económica" de Angola e "reduzindo consideravelmente as perspetivas de crescimento de curto prazo do país".

"A perspetiva negativa reflete os desequilíbrios em curso no mercado de câmbio, que, à luz das opções diminuídas para reabastecê-los, vai continuar a colocar pressões descendentes sobre as reservas oficiais de divisas e sobre a moeda", explica ainda a Moody's.

Neste cenário, aquela agência estima um crescimento económico para Angola, revisto em baixo, de três por cento em 2016 e 2017, e aponta para um volume da dívida pública superior a 50% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, contra os 25% em 2013.

Angola vive desde meados de 2014 uma forte crise financeira, económica e cambial decorrente da quebra das receitas da exportação de petróleo.

O FMI anunciou a 06 de abril que Angola solicitou um programa de assistência para os próximos três anos, cujos termos foram debatidos nas reuniões de primavera, em Washington, prosseguindo durante uma visita ao país, em maio.

O ministro das Finanças, Armando Manuel, esclareceu entretanto que este pedido será para um Programa de Financiamento Ampliado para apoiar a diversificação económica a médio prazo, negando que se trate de um resgate económico.

Sobre as negociações com o FMI, a Moddy's refere que um "possível empréstimo financeiro" poderia dar um "impulso" às reservas internacionais do país.

A Lusa noticiou a 02 de março deste ano que Angola vai gastar mais de 6,2 mil milhões de dólares (5,4 mil milhões de euros) entre 2016 e 2017 com o serviço da dívida pública contraída externamente, mas o petróleo abaixo dos 38 dólares por barril pode obrigar à reestruturação da carteira.

A informação consta de um documento de suporte à estratégia do Governo angolano para ultrapassar a crise financeira provocada pela quebra nas receitas do petróleo, ao qual a Lusa teve acesso e que indica que o 'stock' de dívida pública atingiu em 2015 os 42,9 mil milhões de dólares (37,7 mil milhões de euros), correspondendo a 48,7% do PIB.

O endividamento do Estado angolano tem sido utilizado para colmatar a forte quebra nas receitas com a exportação de petróleo e só em 2015 o serviço da dívida pública angolana ascendeu a 18 mil milhões de dólares (15,8 mil milhões de euros).

Sonangol vai passar a ter comissão executiva

Luanda - A petrolífera estatal angolana Sonangol vai passar a ter uma comissão executiva, no âmbito do processo de reajustamento da organização e otimização do setor dos petróleos, que está a ser apoiado pela empresária Isabel dos Santos.

Fonte: Lusa

A decisão consta do comunicado final da reunião ordinária do conselho de ministros realizada na quarta-feira em Luanda sob orientação do Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, e refere que o Governo decidiu alterar o estatuto orgânico da Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol), de modo a "dotar aquela empresa estratégica de uma estrutura de gestão alinhada ao modelo de organização ora aprovado".

 

Nos termos desta alteração, prossegue comunicado governamental a que a Lusa teve hoje acesso, o conselho de administração da Sonangol, liderado por Francisco de Lemos José Maria, "passa a integrar uma Comissão Executiva".

 

Não foram adiantados nomes para as novas funções agora criadas.

 

Atualmente, o conselho de administração da Sonangol conta ainda com seis administradores executivos e quatro não executivos, sendo o órgão que toma as decisões em relação à expansão e investimentos a realizar pelo grupo, definindo ainda estabelece as metas estratégicas de produtividade, rentabilidade e internacionalização.

 

Angola é o segundo produtor de petróleo da África subsaariana, com 1,7 milhões de barris de crude por dia, mas a crise na cotação petrolífera atirou as receitas para menos de metade em 2015, com a estatal Sonangol também a ressentir-se no seu desempenho.

 

Na reunião de quarta-feira, o conselho de ministros aprovou ainda um modelo de reajustamento da organização do setor dos petróleos, definindo "um novo quadro institucional que permita aumentar a sua eficiência e rentabilidade", através da "otimização dos investimentos" e da "sustentabilidade das reservas de petróleo e gás natural" do país.

 

O comité criado pelo Governo angolano para aumentar a eficiência do setor petrolífero garantiu, a 22 de março, que o processo não inclui privatizações de investimentos da Sonangol e que Isabel dos Santos integra a equipa pela sua experiência de 15 anos como empresária.

 

Em comunicado enviado na altura à Lusa, confirmando a presença da empresária angolana nas reuniões entre a administração da Sonangol e consultores internacionais que apoiam a reestruturação, aquele comité estimava a apresentação de uma proposta sobre a eficiência do setor petrolífero angolano em março.

 

Em Portugal, a Sonangol tem participações diretas e indiretas no Millennium BCP e na Galp, enquanto em Angola tem dezenas empresas do grupo em vários setores de atividade, fora do petróleo.

 

O Governo angolano criou o Comité de Avaliação e Análise para o Aumento da Eficiência do Setor Petrolífero com a missão de elaborar um modelo "mais eficiente" para o setor e para melhorar o desempenho da Sonangol. Foi ainda instituída, igualmente por despacho presidencial de outubro, a comissão de Reajustamento da Organização do Setor dos Petróleos.

 

A comissão é liderada pelo próprio Presidente da República, José Eduardo dos Santos, e vai decidir sobre as propostas do comité - onde está presente a filha, Isabel dos Santos - para uma "estratégia integrada" e "modelos organizativos eficazes" para "aumentar a eficiência do setor petrolífero nacional".

 

No comunicado de janeiro, o comité refere que pretende identificar novas formas de organização "que permitam tornar o setor competitivo e atrativo para os operadores internacionais" e "melhorar a performance da Sonangol".

BIC reconhece lentidão na saída de Angola do radar internacional de branqueamento capitais

Luanda - Fernando Teles, afirmou hoje que o sector bancário em Angola está sob forte vigilância internacional, no contexto da saída do país do radar de vigilância sobre branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo, que está a ser lenta.

Fonte: Lusa

O presidente do banco angolano BIC, Fernando Teles, afirmou hoje que o sector bancário em Angola está sob forte vigilância internacional, no contexto da saída do país do radar de vigilância sobre branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo, que está a ser lenta.

Angola saiu no início do ano da lista do GAFI (Grupo de Acção Financeira Internacional), organismo intergovernamental que visa conceber e promover, quer a nível nacional quer internacional, estratégias contra o branqueamento de capitais e o financiamento do terrorismo, mas o sector bancário ainda está a sentir bloqueio nas negociações internacionais, nomeadamente com contrapartes bancárias.

“Ter aparecido o nosso nome na lista cria e criou problemas a nível dos nossos correspondentes [bancários norte-americanos] e aquilo que posso dizer é que, infelizmente para nós, ainda não retomámos alguns correspondentes que tínhamos e que cortaram connosco a nível de Angola”, afirmou, em conferência de imprensa, Fernando Teles.

A entrada de Angola na lista do GAFI, que “é uma espécie de ‘lista cinzenta’”, sinaliza que “não estávamos a cumprir com todas as regras”. Agora, a saída dessa lista deve-se à implementação pelo BNA, Banco Nacional de Angola, das recomendações que constam do Plano Director do GAFI, mas, “para retomar a situação anterior, não vai ser fácil”.

“Normalmente, depois, as entidades ficam em ‘quarentena’. Estamos no período em que estão a amadurecer se nos devem ou não deixar voltar a ter correspondentes [bancários] americanos”, explicou Fernando Teles.

Em fevereiro, o Banco Nacional de Angola (BNA) anunciou em comunicado que o país saiu da lista, assegurando o "cumprimento escrupuloso das regras de compliance" internacional.

Este regresso à normalidade poderia aliviar as graves dificuldades dos bancos angolanos no acesso a divisas (dólares) no mercado internacional.

"A implementação pelo BNA das recomendações que constam do Plano Director do Grupo de Acção Financeira Internacional [GAFI], ditou progressos significativos do país", referiu o banco central.

 

Resultados do BIC Angola

 

O banco BIC Angola registou um crescimento do seu volume de negócios, em 2015, de 13% por cento, equivalente a 1,582,067 milhões de kwanzas (8.435 mil milhões de euros).

Os resultados da atividade do maior banco privado angolano foram hoje apresentados pelo presidente do Conselho de Administração, Fernando Teles, que considera aquela instituição bancária "sólida, bem capitalizada e com bom rácio de solvabilidade".

Segundo Fernando Teles, o total de ativos do banco teve um crescimento de cerca de 17%, tendo passado de 835,9 mil milhões de kwanzas (4,456 mil milhões de euros) para 977.609 milhões de kwanzas (5,2 mil milhões de euros).

Em 2015, o crédito aos clientes (empresas e particulares) teve um crescimento de 23%, isto é, um aumento de mais 78,5 mil milhões de kwanzas (418 milhões de euros), em 2015, comparativamente aos 343,2 mil milhões de kwanzas (1,8 mil milhões de euros) obtidos no ano anterior.

Relativamente ao crédito ao Estado, passou de 366.428 milhões de kwanzas (1,95 mil milhões de euros), em 2014, para 419,733 milhões de kwanzas (2,2 mil milhões de dólares) no ano passado.

De acordo com o gestor, o ano de 2015 foi fechado um total de 102,721 milhões de kwanzas (547 milhões de euros) de capitais próprios.

Relativamente ao depósito de clientes, o banco cresceu cerca de 8%.

Em termos de indicadores da qualidade de crédito, o Presidente do Conselho de Administração do banco disse que em kwanzas cresceu de 274,912 milhões de kwanzas para 329,178 milhões de kwanzas, em 2015.

"Temos cerca de 200 milhões, mas está totalmente coberto por provisões, o crédito vencido está coberto em 170 % por provisões e mesmo assim nós passamos em 170% em 2014 para 188% de provisões em 2015, quer dizer que fomos prudentes, procuramos criar provisões, muito embora tenhamos consciência que o crédito malparado não é irrecuperável", disse Fernando Teles.

Com representação em mais de 90 municípios do país, o banco teve no final do ano 223 pontos de atendimento (centros de investimentos, de empresa e agências) e perspectiva abrir mais quatro nos próximos dias.

O presidente do Conselho de Administração do BIC Angola anunciou hoje que quer expandir a marca para outros países africanos, começando pela Namíbia.

“Relativamente à expansão em África, temos autorização para abrir na Namíbia – já temos a equipa a funcionar lá, ações de formação e a cumprir os requisitos do Banco Central da Namíbia”, afirmou Fernando Teles, em conferência de imprensa hoje em Luanda.

“Há uma visita que é efetuada pela supervisão do banco central antes da formalização da abertura. Posso dizer-lhe que está indicada para maio, a partir de dia 9” de maio, disse o banqueiro, esperando que, o mais tarde, no início de junho, a marca tenha uma sucursal na capital namibiana.

Sobre os planos de expansão, Fernando Teles admitiu que a instituição não conseguiu adquirir o BPN Brasil, imputando a responsabilidade ao Banco de Portugal.

“Acabamos por receber a informação de que não estávamos a consolidar as contas”, mas “nós não tínhamos que as consolidar, porque os nossos acionistas são acionistas em vários sítios. Em Portugal são acionistas que têm o seu próprio capital. Nós não somos em Portugal uma filial do BIC Angola”, exemplificou o banqueiro angolano.

“Mas o Banco de Portugal, até por causa da situação com Angola, disse ao Banco Central do Brasil que nós não estávamos a consolidar contas e o Banco Central do Brasil, com base nesse argumento, não nos autorizou a compra do BPN Brasil”, explicou Fernando Teles.

China comprou menos 22% de petróleo a Angola no final de 2015

Lisboa - A exportação de petróleo de Angola para a China caiu 22 por cento no último trimestre de 2015, em termos homólogos, segundo o mais recente relatório sobre o comércio externo elaborado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) angolano.

Fonte: Lusa

De acordo com o documento, a que a Lusa teve acesso, a China continua a liderar entre os países de destino das exportações angolanas, essencialmente petróleo, tendo comprado 410.694 milhões de kwanzas (2,2 mil milhões de euros) a Angola entre outubro e dezembro de 2015.

 

O relatório do INE refere ainda que a China tem uma quota de 45% de todas as exportações angolanas, que no último trimestre de 2015 ascenderam, no total, a 912.699 milhões de kwanzas (4,8 mil milhões de euros), contra os 1,037 biliões de kwanzas (5,5 mil milhões de euros) do terceiro trimestre ou os 1,162 biliões de kwanzas (6,2 mil milhões de euros) dos últimos três meses de 2014.

 

No espaço de um ano, globalmente, as exportações angolanas caíram 21,5%, o equivalente a 1.400 milhões de euros.

 

O segundo país que mais comprou a Angola foi a Itália, representando 49.650 milhões de kwanzas (265 milhões de euros), com uma quota global de 5,4% do total das exportações angolanas, muito distante da China.

 

Portugal surge no 11.º lugar da lista, que comprou 26.326 milhões de kwanzas (140 milhões de euros) de produtos a Angola, uma quebra homóloga de 51,3%.

 

Mais de 95% das exportações angolanas no terceiro trimestre de 2015 foram petróleo, que totalizaram 870.545 milhões de kwanzas (4,6 mil milhões de euros), uma quebra homóloga de 22,9%. Os produtos agrícolas representaram apenas 0,2% do total e 1.885 milhões de kwanzas (10 milhões de euros) no mesmo período.

 

Embaixada de Angola desmente promessa de usar FMI para pagar salários na construção

Lisboa - A embaixada de Angola anunciou hoje que foi com "perplexidade" que acolheu as declarações que dão conta que a ajuda externa a Angola ia ser canalizada para pagar os salários em atraso no setor da construção civil.

Fonte: Lusa

"Foi com perplexidade que acompanhámos as declarações à comunicação social do senhor Albano Ribeiro, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Portugal, à saída da audiência que lhe foi concedida pelo Embaixador da República de Angola em Portugal, José Marcos Barrica, segundo as quais o embaixador garantiu que a ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI) vai servir para pagar salários na construção civil, e que a questão dos salários dos expatriados ficará tudo resolvido até ao próximo mês de junho do corrente", diz a embaixada.

 

Numa nota de imprensa divulgada hoje ao princípio da tarde, a embaixada confirma o encontro de 30 minutos na quinta-feira de manhã, mas sublinha que o embaixador "não pode deixar de distanciar-se das afirmações perentórias do senhor Albano Ribeiro, sobre uma hipotética garantia" de que a ajuda financeira do Fundo Monetário Internacional vá servir para pagar os salários atrasados na construção civil.

 

"O Embaixador informou ainda que os eventuais recursos financeiros provenientes dessas fontes visam fundamentalmente apoiar o processo de reformas que o país tem vindo a realizar, no domínio da estabilidade macroeconómica e da diversificação da sua economia", acrescenta a nota enviada à Lusa.

 

Na quinta-feira, Albano Ribeiro tinha afirmado aos jornalistas, no final da reunião com o embaixador angolano em Lisboa, que Marcos Barrica tinha prometido "prioridade" ao setor quando Angola receber verbas do FMI.

 

"O embaixador disse-nos que vai fazer todos os esforços para que no próximo semestre possa haver, através das verbas do FMI, uma atenção especial a este problema; quanto mais depressa chegar o dinheiro, mais depressa o problema pode ser resolvido", disse Albano Ribeiro, no final de uma reunião com o embaixador de Angola em Portugal.

 

Nas declarações aos jornalistas em Lisboa, o representante dos trabalhadores da construção civil vincou que o embaixador Marcos Barrica disse que "estão a procurar resolver esta parte do problema, que é a falta de divisas, e vão dar uma grande atenção ao setor da construção, porque há obras paradas e o setor é muito importante para Angola".

Panama Papers: Fundo Soberano diz-se vítima de alegações infundadas

C O M U N I C A D O 

Luanda - O Fundo Soberano de Angola (FSDEA) foi vítima de alegações infundadas, publicadas a propósito da investigação internacional “Panama Papers”, e reserva-se no direito de esclarecer o seguinte:

Fonte: Club-k.net

O FSDEA foi estabelecido com o objectivo de criar fontes alternativas de receitas para o Estado, que possam beneficiar as gerações presentes e futuras de Angola. Todas as decisões relativas aos seus investimentos visam a preservação do seu capital e maximização das suas receitas para benefício dos cidadãos angolanos.

 

As demonstrações financeiras do FSDEA são auditadas anualmente pela Deloitte & Touche, auditores reconhecidos internacionalmente. Todos os actos do seu Conselho de Administração e dos seus funcionários são avaliados por um Conselho Fiscal, nomeado pelo Ministério das Finanças, que tem como função averiguar a conformidade da actividade do FSDEA com a legislação vigente no País. Paralelamente, a Direcção Nacional do Tesouro recebe relatórios trimestrais que detalham o desempenho do FSDEA.

Em conformidade com a constituição da República de Angola, o Tribunal de Contas e a Assembleia Nacional avaliam as demonstrações financeiras do FSDEA incluídas na Conta Geral do Estado, que são submetidas anualmente à sua apreciação pelo Executivo Angolano. Os dados relativos aos investimentos do FSDEA também são divulgados na secção intitulada carteira de investimento na sua página institucional de internet.

 

No âmbito da concretização dos objectivos supracitados, o FSDEA lida com inúmeras entidades, instituições financeiras e de concelhia especializadas em diferentes áreas, com mérito comprovado, sempre aprovadas por autoridades de supervisão e regulação das suas respectivas jurisdições.

 

Este é o caso de todas as entidades citadas em artigos publicados sem o contraditório e pejados de inuendos opinativos e tendenciosos impossíveis de comprovar por ausência de culpa do FSDEA. Operações financeiras com instituições sediadas em qualquer parte do mundo, inclusive em offshores cuja carga fiscal é mais baixa, desde que devidamente supervisionadas e comprovadamente legais, são longe de ser sinónimo de falta de transparência ou qualquer actividade criminosa, justificam-se com a necessidade primordial de racionalização e rentabilização dos fundos ora confiados ao FSDEA pelo Estado.

 

Reiteramos que o FSDEA não participou em qualquer transacção ilegal, sendo que a legalidade e conformidade absoluta das suas actividades vai poder ser re-comprovada aquando da próxima publicação do relatório de contas anual, o que de resto, é prática regulamentar observada desde a criação do Fundo.


Desde a sua inauguração, o FSDEA focou-se na adopção das práticas internacionais mais recomendáveis, a nível da sua estrutura de governação, estratégia de investimento e gestão, baseado na observância dos procedimentos adoptados por fundos soberanos mais experientes e das tendências mais recentes da indústria financeira. O Conselho de Administração sondou instituições supranacionais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial, a Moody’s e fundos soberanos de maior dimensão, a fim de desenvolver os estatutos, a política de investimento e os regulamentos de gestão do FSDEA, que mereceram a ratificação do Executivo angolano, bem como a devida publicação no Diário da República, para divulgação pública.

 

Dotado de mecanismos de supervisão e análise rígidos e claros, o FSDEA tornou-se membro de pleno direito do Fórum Internacional de Fundos Soberanos (IFSWF), a associação transacional de Fundos Soberanos desenvolvida com o FMI, para melhorar a colaboração e fomentar o uso de boas práticas de governação nas várias instituições congéneres.


O FSDEA investe a nível doméstico e internacional em conformidade com os Princípios de Santiago, um conjunto de 24 normas e condutas aceites genericamente e de forma voluntária pelos membros do IFSWF, como mecanismo de endosso da transparência, da boa governação, da responsabilidade e da gestão prudente dos investimentos. As demonstrações financeiras do FSDEA são auditadas e difundidas anualmente nos meios de comunicação nacionais e internacionais para conhecimento público.

O Fundo Soberano de Angola também alcançou classificações positivas segundo as avaliações do Instituto de Fundos Soberanos (SWFI) de 2014 e 2015. A elevada cotação do FSDEA no Índice de Transparência Linaburg-Maduell reflecte o seu compromisso com a aplicação dos Princípios de Santiago em todos os aspectos da sua governança e actividade de investimento.

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