Bastidores

Carta do ministro do interior interferindo no trabalho do Tribunal

Luanda – Na sequência da denuncia do Jornal O Crime, dando conta que o poder politico em Angola interfere no trabalho do poder judicial, anexamos na integra a carta atribuída ao ministro do Interior, Ângelo de Barros Veiga Tavares, dirigida ao juiz presidente do Tribunal Constitucional, na qual solicitava que se negasse a liberdade provisória a uma reclusa.

Fonte: Club-k.net

Poder político em Angola dando orientações ao poder judicial

Trata-se de uma carta com o ofício n.º 05472 e com 23 pontos, na qual o governante escreve ao venerando juiz presidente do Tribunal Constitucional, Rui Ferreira, relativamente a matérias dos factos sobre o processo, na qual o ministro sugere a condenação de uma ré.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Bento Bento contrai matrimonio

Lisboa – O primeiro secretario cessante do MPLA, em Luanda, Bento Francisco Bento, 57, contraiu matrimonio no passado fim de semana (5/6 Fev), na capital de Angola, com Stela Ernesto Futila, 28, funcionária pública e jovem  empreendedora que dedica-se à decoração de festas infantis desde 2009.

Fonte: Club-k.net

Antecedida com o pedido de noivado, conforme os rituais da tradição angolana, a cerimonia foi abrilhantada por varias personalidades da vida política do partido no poder, amigos e famílias dos noivos. Estiveram também músicos como C4 Pedro que empresaram a sua voz, para radiar a noite de festa.

 

Higino Francisco Lopes Carneiro, o novo governador provincial de Luanda foi o padrinho do noivo.

Juiz do caso revús rejeita notificar membros do MPLA

Lisboa - O deputado do MPLA Jose Aníbal Rocha e o ex- governador de Luanda, Jose Maria Ferraz dos Santos, são os únicos nomes integrados no fictício governo de Salvação Nacional (GSN) que o juiz Januário José Domingos não notificou para responderem como declarantes no processo dos presos políticos. Outro ausente da convocatória de Januário Domingos é o pastor José Jolino Kalupeteka, o Presidente da República do GSN.

 Fonte: Club-k.net

Januário Domingos  notificou apenas elementos  críticos ao regime 

Os restantes como ex-Primeiro Ministro Marcolino Moco, Rafael Marques de Morais, Justino Pinto de Andrade, Reginaldo Silva e etc, foram convocados através de edital no Jornal de Angola e pela TPA, para comparecerem este semana na 14 seção da sala dos crimes comuns do Tribunal Provincial de Luanda (TPL).

 

 

A lista do GSN é no entender da acusação a prova de que os 15 + 2 pretendiam dar um Golpe de Estado ao Presidente José Eduardo dos Santos e substituir os órgãos do poder instituídos.

 

A não notificação dos dois membros activos do MPLA, para a descoberta da verdade material, está a dar azo a especulação de que o juiz Januário José Domingos agiu de forma parcial de modo a evitar a exposição dos nomes dos dirigentes do regime citados na lista do GNS, elaborado pelo jurista Albano Pedro, nas redes sociais.

Riquinho pede desculpas públicas

Luanda - O conhecido promotor de espectáculos culturais e desportivos, Henrique Miguel, Riquinho, estará pronto a pedir desculpas públicas às pessoas a quem ele, eventualmente, terá ofendido, moral e verbalmente, soube o Club‐K de uma fonte próxima ao empresário.

Fonte: Club-k.net

Às pessoas a quem ele,  terá ofendido, moral e verbalmente

O gesto do empresário, que se encontra a cumprir uma pena de prisão na cadeia de Viana por crime de abuso de confiança, terá causado alguma surpresa, visto ser pouco comum em Riquinho. 

 

Segundo a mesma fonte, o seu pedido de desculpas é também extensivo ao Presidente da República, Engo José Eduardo dos Santos, a quem o empresário nutre grande admiração, sobretudo pelo seu «carácter magnânimo».

 

Ele terá destacado o lado humano do Presidente José Eduardo dos Santos, aquando do desfecho da guerra civil em Angola que, segundo o conhecido empresário, fez com que«muitas vidas dos ex‐militares e responsáveis da UNITA fossem poupadas».

Detectada incongruência na nomeação de administradores da RNA

Lisboa - Individualidades ligadas a comunicação social em Angola, consideram como incongruência o facto de o ministério da comunicação social ter indicado como administrador não executivo da RNA, um quadro que é ao mesmo tempo o diretor provincial da “Radio-Mais”, em Benguela.

Fonte: Club-k.net 

Director de Rádio concorrente no CA da RNA

A referencia sobre a existência de uma suposta incongruência é apoiada em sustentações segundo as quais a “Radio-Mais” é uma emissora privada que faz concorrência a RNA, órgãos que agora o seu Director provincial, Carlos Alberto André Gregório acaba de ser nomeado administrador.

 

Antes de entrar para a Radio Mais, Carlos Alberto André Gregório era o diretor emissora provincial de Benguela, órgão de que fora afastado ao tempo da ministra Carolina Cerqueira por pressão dos trabalhadores que o acusavam de mau gestor.

 

As más-línguas, na altura, insinuavam que o afastamento de Carlos Gregório  da emissora provincial era por efeito da reputação de ser um dos homens que protegia os interesses do ex-ministro da Comunicação Social, Manuel Rabelais (na foto) na província de Benguela. Dizia-se também que a sua acomodação na Radio Mais, em 2012, foi movida por influencia de Rabelais, estava como principal assessor dos acionistas da Media Nova, a holding detentora da ZTV, Jornal o Pais e etc.

 

Os sectores que encaram a sua nova nomeação como um acto de incongruência, suspeitam que sua ascensão a administrador não executivo da RNA poderá ter sido também patrocinada por Manuel Rabelais, agora nas vestes Secretário para os Assuntos de Comunicação Institucional e Imprensa do Presidente da República, e que na prática é quem controla os órgãos de comunicação públicos do regime.

Vicente ausente por motivos de saúde

Lisboa – A razão pela qual o Vice-Presidente da República, Manuel Domingos Vicente não chefiou, desta vez, a delegação angolana que participou há dias, na 26.ª Sessão Ordinária da Assembleia dos Chefes de Estado e de Governo, deve-se ao facto de ter estado no período de convalescência por conta de uma operação aos olhos realizada em Espanha.

Fonte: Club-k.net

Em seu lugar, foi designada uma delegação encabeçada pelo ministro das relações exteriores, George Rebelo Chicoty, na qual fez ainda parte a ministra da promoção da mulher e família, Filomena Delgado.

Ministro da Geologia e Minas em maus lençóis

Luanda  - O ministro da Geologia e Minas, Francisco Queiroz, está com os dias contados à frente do pelouro que dirige há alguns anos, segundo disse ao Club-K fonte do Palácio Presidencial. Integrando, embora, uma lista de governantes que serão removidos dos cargos proximamente, o caso deste economista é tratado como sendo “especial” e tudo indica que não deverá esperar mais pelo “pacote de exonerações” que apeará muitos ministros e secretários de Estado. Ou seja, Francisco Queiroz vai “cair” sozinho e já nos próximos dias.

Fonte: Club-k.net

Com o PLANAGEO em curso e sem possibilidades de recuo ou insucesso, Francisco Queiroz tornou-se agora peça descartável, algo que está prestes a acontecer. O motivo são os resultados pífios apresentados pelo sector – excepção ao subsector dos diamantes – desde que o antigo assessor da Presidência da República assumiu o cargo.


No Palácio da Cidade Alta o entendimento é que o sector mineiro deveria assumir um papel relevante na diversificação da economia nacional, assumindo mesmo a liderança neste particular. Porém, na perspectiva da Presidência da República isto não tem acontecido, o que terá exasperado já o chefe de Estado em razão de julgar que o sector não pode ficar à espera dos resultados do PLAGEO.


Na verdade, José Eduardo dos Santos em várias ocasiões terá manifestado junto de colaboradores mais próximos o seu profundo desagrado com a imagem passada pelo Ministério da Geologia e Minas. Para o Presidente da República o titular desse departamento ministerial deixa transparecer que, mesmo não tendo ainda terminado e havendo, entretanto, necessidade de se acelerar o processo de diversificação da economia, o PLANAGEO é o ponto de partida e de chegada de toda a actividade do sector mineiro, como se nada mais houvesse para fazer.

A posição de Francisco Queiroz é ainda mais periclitante porque ao titular do poder executivo chegaram informações segundo as quais o ministro é pouco mais do que mera figura decorativa em toda a engrenagem do PLANAGEO, onde o verdadeiro “motor” é Makenda Amboise, um veterano quadro do sector que já passou por vários postos e que agora é o director do PLANAGEO.


Mas estes não são os únicos “pecados” apontados a Francisco Queiroz. Outro que é reiterado e que tem caído mal na “Cidade Alta” é a sua aparição constante nos órgãos de comunicação social do Estado, com destaque para a Televisão Pública de Angola (TPA). Por da cá aquela palha, o ministro não se coíbe de convocar a media, quase sempre para debitar lugares-comuns, fazendo-os pura e simplesmente para aparecer e dar a impressão ao chefe de que está a trabalhar arduamente.


Esta táctica, porém, não gerou os efeitos que o ministro esperava. Antes pelo contrário, resultou exactamente em efeito contrário porque há muito que é voz corrente no Palácio Presidencial que o momento é de mais acção e menos palavras, sobretudo quando as palavras são desprovidas de conteúdo e indiciam manifestamente intuito de auto-promoção pessoal, como são interpretadas as de Francisco Queiroz no outeiro de São José, onde a sua imagem está mais do que fragilizada.


Por isso, nos próximos dias Francisco Queiroz deverá ser substituído por João Baptista Borges, actual secretário de Estado das Águas, um quadro cuja competência técnica e discrição são muito apreciadas pelo Presidente da República. Em boa verdade, aliás, não é apenas ao Chefe de Estado que as qualidades do possível substituto agradam. No próprio ministério é grande o nível de aceitação de João Baptista Borges. Inclusive quadros levados por Francisco Queiroz, em princípio tidos como seus dilectos, torcem para ver o chefe pelas costas e receber o novo ministro.


O desejo de mudança no cargo mais alto do ministério é tão grande que há muitos trabalhadores, incluindo quadros intermédios de reputada valência técnica, que preparam uma “festa de boas-idas” ao actual ministro, como aconteceu com Carolina Cerqueira no Ministério da Comunicação Social, onde teve de ouvir assobio, palmas e vivas dos trabalhadores no dia da sua exoneração, enquanto trabalhava no gabinete, sem saber o que estava a acontecer.

Adilson Monteiro “ilibado” do caso Jorge Valério

Lisboa – Funcionários do Tribunal Provincial de Luanda (TPL), concluíram como sendo nulas uma a possibilidade do réu Adilson Indeleny Kaynda Monteiro “Ady Py”, 21 anos de idade, ter estado presente no acto de assassinato que tirou a vida de Jorge Valério Coelho da Cruz, em 2012.

Fonte: Club-k.net 

Localização geográfica dos réus ajuda esclarecer o crime

Adilson Monteiro tinha rivalidade com o malogrado consubstanciada em ameaças mutuas, nas semanas anterior ao crime. Ele foi inicialmente detido por terem havido registro de mensagens suas com outros interlocutores em que assumia ter tido um confronto com o falecido. Adilson actualmente, a viver em Portugal   esta a ser julgado a revelia por posse de estupefaciente encontrados nas suas vestes, no dia em que a DNIC foi fazer buscas em sua casa.

 

A tese de ilibação de Adilson Monteiro é apoiada no registro de rastreio dos telefones das partes suspeitas de terem participado ou de serem cumplices pela morte de Jorge Valério. Os registros do referido rasteio indica que na noite em que Jorge Valério foi morto, o telefone de Adilson Monteiro indicava estar em comunicação com uma antena da UNITEL, que cobre a Ilha de Luanda. Ou seja, a localização geográfica de   Monteiro indicava que ele estaria na discoteca Chill-Out, na Ilha de Luanda.

 

Caso João Mateus "Teodoro"

 

Ainda de acordo com registro, não foram também encontradas nenhuma localização geográfica indicando que João Mateus "Teodoro", - o elemento apresentado pela DNIC como sendo o assassino de Jorge Valério - estivesse igualmente no local do crime.   Este facto esta a reforçar as suspeitas de que os elementos que estão a ser julgados em Tribunal não sejam os verdadeiros assassino de Jorge Valério.

 

Para além das impressões, foram feitos exames a todas roupas e sapatos dos réus Victor Nsumbo “Baia”, João Manuel Mateus “Teodoro” para ver se havia vestígios de sangue (correspondente ao encontrado no local do crime), e tudo deu negativo segundo o relatório do Laboratório Central de Criminalística (LCC).

 

O caso do réu que já estava na cadeia na noite do crime

 

No passado dia 17 do corrente mês, o Jornal O Pais, publicou uma matéria indicando que o réu António Niete conhecido por “Cototocha” estava detido, à data dos factos (morte de Jorge Valério), por roubo de viatura. Porem, nos autos, “Cototocha” aparece citado como o homem que estrangulou Jorge Valério com tambor.

 

Os réus Victor Nsumbo “Baia”, João Manuel Mateus “Teodoro” e António Niete, segundo a advogada oficiosa, representados por Carolina Mateus, não fizeram parte da morte de que se vêm acusados. Voltou, a advogada, quando lia as alegações finais, a invocar a questão da tortura que dizem serem perpetradas pelos instrutores do processo e o facto de terem sido ouvidos antes pela DNIC, sem a presença dos mandatários judiciais.

 

Personalidades  que acompanham o caso Jorge Valério, em Luanda são de opinião que as autoridades anulem o julgamento de forma a dar lugar uma nova investigação a fim de se investigar os verdadeiros assassinos que tiraram a vida do estudante universitário.

 

As mesmas personalidades suspeitam que a conduta da DNIC em ter apresentando falsos bandidos foi para mostrar trabalho em tempo recorde visto que o Presidência angolana estava a seguir o caso com algum interesse através da media. 

 

 

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