Bastidores

Descoberta de gestão de “falsos perfis” causa mal estar

Lisboa - A recente descoberta segundo a qual o regime do MPLA  teria agenciado um grupo de  jovens para gestão de falsos perfis para desviar os debates nas redes sociais, precipitou, no passado dia 12 de Julho, uma reunião na sede do Gabinete de Revitalização e Execução da Comunicação Institucional e Marketing da Administração «GRECIMA», propositada a analisar o tema.

Fonte: Club-k.net

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Pedro Estevão, jurista e técnico da Casa Civil da PR, a quem os gestores dos falsos perfis respondem, foi a entidade que conduziu a reunião tendo apelado ao sigilo dos seus colaboradores antecedido com posições de desconfianças destinadas a identificar de onde terão partido as supostas fugas de informação.

 

A tese mais consistente identificada no pensamento dos quadros do GRECIMA, é de que a fuga de informação poderá ter partido de funcionários  abrangidos por um recente despedimento, movidos por um sentimento de desforra.

 

O Grupo de gestão dos falsos perfil nas redes sociais foram treinados em 2012, em Luanda,  por um especialista brasileiro Fabio Camilo. Os mesmos são jovens docentes e recrutados a partir da Universidade Lusíada de Angola (ULA), por um analista e consultor do GRECIMA, Belarmino Van-dunem. Os mesmos (Deodato Francisco, Paulo Tecas, e outros três) através dos falsos perfis participarem nos debates nas redes sociais com posições em defesa do regime. No geral procuram desviar ou  contrariar as reações dos internautas que criticam a  conduta menos correcta  das autoridades angolanas.

 

O GRECIMA órgão pelo qual trabalham, é uma estrutura que funciona na orbita da Presidência da Republica e tem como diretor, Antônio Manuel  Rabelais exercendo um papel decorativo. As reais tarefas deste órgão estão concentradas nas mãos de um responsável , Sergio Valentim Neto, igualmente diretor executivo da agencia “Semba Comunicação” de Zedu dos Santos “Coreon Dú”.

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“Kopelipa” de retiro em Benguela

Lisboa – O Chefe da Casa de Segurança da PR, general Manuel Helder Vieira Dias Júnior “Kopelipa” passou o final de semana passado na província de Benguela, onde vive um compadre seu, Fernando Andrade.

 Fonte: Club-k.net

Dirigentes começam a  dar  valor as províncias

O seu discreto e raro retiro ao interior do país, está a ser visto em meios competentes, como indicador de que dirigentes do regime estejam a prestar importância as províncias de Angola para refugio privado. No passado era frequente viajarem   ou tirarem as suas ferias no estrangeiro.

 

Na primeira semana de Maio, no seguimento de um final de semana prolongado, um outro detentor de cargo publico, Eduardo Filomeno Bárber Leiro Octávio, Chefe do SINSE, teria também se retirado para a sua fazenda na província de Malanje.

 

Paulo Kassoma, dirigente de proa do MPLA, é também uma das figuras que quando não esta na sua fazenda em Luanda a passar o final de semana, retira-se para províncias como Huambo, Lubango ou Cunene.

 Outros casos a saber:

O Ministro da juventude e Desporto, Gonçalves Muandumba passa os seus finais de semana na Lunda- Sul, sua terra de origem.

 

O Deputado do MPLA, Armando da Cruz Neto faz o mesmo. Desde ao tempo do conflito armado, alimentou uma paixão por Benguela fazendo la a sua residência oficial, num morro, nos arredores do Município da Catumbela.

 

Fernando Garcia Miala, antigo patrão na reserva e agora ao serviço dos interesses presidências também desloca-se com frequência a província do Kwanza-Sul, onde tem uma fazenda. O outro é o general na reserva, Bento dos Santos “Kangamba”, que retira-se com frequência para finais de semana na cidade do Lobito ou para a província do Moxico, sua terra natal, onde tem uma fazenda.

 

Os governadores de Benguela, Namibe e Huambo são também identificados como tendo como preferencia o interior, nas suas fazendas para passagem de final de semanas ou ferias.

 

O outro é o titular do poder executivo no Cunene, António Didalewa, que retira-se, quando pode, para uma localidade, chamada Mongúa, depois de 55 KM de Ondjiva a caminho do Lubango, onde é acolhido numa casa ao estilo da tradição Kwanhama, com os compartimentos e lugares organizados seguindo a tradição daquela aldeia.

 

De referir que no passado, o falecido Presidente Antônio Agostinho Neto, tinha também a reputação de passar as suas ferias no interior do país com a família.

Vagas de rumor apontam José Massano para as finanças

Lisboa -  A regresso previsto para Agosto,  do Presidente José Eduardo dos Santos que se encontra de ferias em  Barcelona, está a ser aguardado com uma vaga de rumores vaticinando alterações no executivo, com realce para uma eventual substituição da equipa econômica do governo (Plano, finanças e economia).

Fonte: Club-k.net

Grupos econômicos pedem a cabeça de Armando Manuel

O antigo governador do BNA, José de Lima Massano é apontado, nos referidos rumores, como o  putativo candidato ao cadeirão das finanças em substituição de Armando Manuel. A ventilação do seu nome  concorre com o de um outro quadro do regime,  Manuel da Cruz Neto, actual secretário-geral da Presidência da República.

 

A saída do actual ministro das finanças, Armando Manuel esta sendo associada a fragilidades do mesmo no plano institucional face a condução da actual crise econômica mais também a pressões de grupos econômicos ligados a dirigentes do MPLA que lhe culpam pela existência de um suposto esquema no ministério que tutela, para homologação das ordens de saque, as empresas privadas. 

 

Armando Manuel, agora na pele de “bode expiatório” da crise actual, é também apresentado num quadro de um suposto mau relacionamento com instituições financeiras, aparentemente herdado desde o tempo que liderou o fundo soberano de Angola. Diz-se que, que num contesto com um outro ministério, ele já teria se sorrido a financiamentos de vários bancos europeus.  Atribuem-lhe uma suposta  inclinação  ou esperança  nos eurobonds que, segundo se alega,  estarão somente  disponíveis em Outubro próximo  e assim sendo o  dinheiro  servira apenas  para o ano de 2016.

 

Ainda de acordo com a vaga de rumores, são também apontados nomes como Syanga Abílio para Ministro dos Petróleos, Rosa Pacavira, para agricultura, Joaquim Sebastiao para construção, e Augusto Tomas para a Casa civil da PR, em substituição de Edeltrudes Costa a quem se alega não ter autoridade sobre os outros ministros do executivo.

Jornal de Angola flagrado a manipular declarações de Raul Danda

Luanda - O Jornal de Angola, de José Ribeiro  foi apanhado a manipular recentes declarações do Presidente da bancada parlamentar da UNITA, Raul Danda, proferidas a margem do debate da transparência eleitoral em Angola.

Fonte: Club-k.net

O fragrante foi notado pelo jornalista sênior Reginaldo Silva, quando apercebeu que analistas dos órgãos de comunicação do regime estariam através da RNA, neste sábado, a fazer “alguns comentários nada abonatórios sobre o que teria dito ontem no debate parlamentar o Deputado Raul Danda.”

 

“Apercebi-me que os residentes do AM estavam a comentar a manchete deste sábado do Jornal de Angola, segundo a qual "Raul Danda diz que as eleições só são justas com vitória da UNITA".

 

Na matéria dada a estampa na pagina 3 do JA pude ler o seguinte: "O primeiro a usar da palavra foi o presidente da bancada parlamentar da UNITA, Raul Danda, que considerou que as eleições só seriam justas caso o seu partido ganhasse e que nos actos eleitorais anteriores “houve fraude, porque muitos dos votos foram contados numa situação duvidosa, durante a noite e com um candeeiro."

“Depois fui ler a intervenção do deputado que ele distribuiu a imprensa por email e não encontrei nenhuma passagem onde RD diz o que lhe foi atribuído pelo JA, quer implícita quer explicitamente.”, relatou

 

Do texto a que tive acesso o mais próximo daquelas supostas declarações de RD que encontrei foram as seguintes palavras: "Para que as eleições cumpram a condição de jogo interactivo, os actores políticos devem aderir à democracia, o que implica aceitar uma eventual derrota nas eleições (...)"

 

"É preciso, no entanto, assumir o facto de que Angola e os angolanos não têm condições para suportar uma nova fraude eleitoral".

 

“Não acompanhei a plenária, por isso não sei se para além deste texto que li, Deputado Raul Danda disse mais qualquer coisa no decorrer do acalorado debate que possa sustentar a manchete do "nosso Pravda".

Regime ensaia sistema para banir sites críticos

Lisboa – As autoridades angolanas recorreram a técnicos norte-coreanos para instalação de um sistema de rastreio reservado a restringir/limitar  ao acesso, em Angola, de portais electrônicos e alguns jornais portugueses com edição on-line que se dedicam a publicar noticias de pendor critico ao regime - como a corrupção, violação dos direitos humanos, detenções ilegais  e assassinatos levados a cabo pelas forças de segurança.

 Fonte: Club-k.net

Solicitou ajuda  da Coreia do Norte 

Os técnicos norte-coreanos que se encontram, a fazer ensaios, operam a partir do edifício CIF- China Internacional Fund, em Luanda e são coordenados por um especialista nacional em telecomunicações miliares, do  gabinete presidencial.

 

Há dois anos atrás as autoridades importaram da Alemanha, um sistema de vigilância electrônica instalados por técnicos alemães na base do Batalhão Técnico Operacional (BATOPE) do Cabo-Ledo. Porém, antes de Novembro de 2014, chegou-se a conclusão que o sistema, estava provido de limitações a realidade do país iniciando assim exploração de contatos com técnicos norte coreanos.

 

O general António José Maria, chefe do Serviço de Inteligência e Segurança Militar (SISM) que era o principal interlocutor dos alemãs, foi preterido, entrando em campo, um  acionista da UNITEL, a empresa de telecomunicação que anexará o sistema norte-coreano.

 

O envolvimento da Inteligência Militar, nas ações de vigilância eletrônica advêm da sua experiência, que o levou adquirir meios eletrônicos que serviram para intercepção, no passado, das comunicações do falecido líder da rebelião armada Jonas Savimbi, a partir de uma base que funcionava na Catumbela, que na altura era dirigida por um brigadeiro,   “Alex”, oriundo da UNITA (desertou em 1993 a partir do Negage).

 

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Acadêmicos do regime disputam Comitê de Especialidade

Washington – A criação de um futuro Comité de Especialidade dos Professores do Ensino Superior do MPLA, a ser lançado em breve, está a lugar a disputas internas e movimentações lobistas por parte de acadêmicos interessados na liderança do novo órgão partidário.

 Fonte: Club-k.net

Mário Pinto de Andrade (na foto), o reitor da Universidade Lusíada de Luanda e membro do Comitê Central do MPLA é descrido como o acadêmico interessado em “ficar” com o posto de Primeiro Secretario do referido de Especialidade. Porém, o mesmo estaria a ser objectado por sectores do partido, sob alegação de que já lidera um comité de Especialidade (de Relações Internacionais e Ciência Política) que é tido como um dos comités de Especialidade mais insipientes e estagnados do MPLA e que nunca foi visto a realizar uma única atividade partidária.

 

Em desfavor de Mário Pinto de Andrade, alude-se também o facto de exercer uma liderança ausente no comité de Especialidade (de Relações Internacionais e Ciência Política) delegando todas as competências a um delfim, Moisés dos Santos, que esteve presente no como Delegado do Comité ao último Congresso Extraordinário do MPLA ocorrido em Dezembro do ano passado.

 

Outro quadro que se revela disponível para concorrer a liderança do futuro comitê dos acadêmicos do MPLA, é João Carlos Cardoso, actual diretor da faculdade de direito da Universidade Lusíada de Luanda. O sinal mais evidente da sua predisposição foi a mensagem de um correio eletrônico que recentemente enviou aos seus colegas e alunos encorajando-os a adesão ao partido no poder.

 

Segundo apurações, este grupo de acadêmico da Lusíada, tem como oposição principal, colegas na Universidade Agostinho Neto que entendem que o futuro líder do Comitê de Especialidade dos Professores do Ensino Superior do MPLA, deve sair do seu seio.

Mães de activistas detidos convocam marcha

Lisboa - As mães dos activistas detidos e acusados de tentativa de golpe de Estado, remeteram esta semana uma carta ao Governo Provincial de Luanda para anunciar a realização, em Luanda, no próximo dia 8 de Agosto, de uma marcha de protesto contra violação dos direitos humanos em Angola.

Fonte: Club-k.net

Contra violação dos direitos humanos

As promotoras da marcha estão ao mesmo tempo a entrar em contatos com varias entidades politicas e governamentais no sentido de alertar que o seu acto é pacifico augurando que o executivo sob liderança do Presidente Jose Eduardo dos Santos respeite os seus direitos e que não ordene a policia para praticar violência como tem feito com as manifestações convocadas por activistas.

 

Nesta segunda-feira, as senhoras e seus familiares foram recebidas em audiência pelo Presidente da UNITA, Isaias Samakuva num encontro que ficou marcado por relatos horríveis da situação a que os seus estão submetidos pelo governo do MPLA.

Graciano Domingos repete erros de Bento Bento

Lisboa - O Governo Provincial de Luanda (GPL), dirigido pelo jurista Graciano Domingos, fez saber ao Serviço de Inteligência e Segurança de Estado (SINSE) sobre a convocação de uma manifestação destinada a exigir a soltura dos activistas detidos sob acusação (pela PGR) de realizar um “Golpe de Estado” contra o Presidente José Eduardo dos Santos.

 Fonte: Club-k.net

Acionou o SINSE:  Tal como aconteceu com Cassule e Kamulingue

A comunicação do GPL, datada de 14 de Julho, sob referência 2732/GAB/2015, foi assinado por Miguel Silva, director do gabinete do governador Graciano Domingos, pondo em causa a legitimidade dos promotores da manifestação.

O GPL entende que os mesmos devem fazer “prova da sua existência legal, nos termos da lei da reunião e manifestação para que a referida manifestação seja autorizada por sua excelência Governador Provincial de Luanda.”

Segundo consultas, o GPL do jurista Graciano Domingos estará a violar a constituição angolana, uma vez que as manifestações não carecem de autorização, mas sim de uma previa comunicação como fizeram os jovens promotores da mesma.

De acordo com precedentes, das praticas do regime, o SINSE e a Policia Nacional sempre que são acionados, nestas situações, tem a missão de levar a cabo iniciativas de raptos e violência contra os promotores das manifestações, a semelhança do destino que as autoridades angolanas deram aos activistas Isaías Cassule e Alves Kamulingue, em 2012, ao tempo do governador Bento Francisco Bento.

Governador de Luanda  em violação da constituição

Em Junho de 2010, o jurista Rui Ferreira, juiz presidente do Tribunal Constitucional, esclareceu alguns dos actuais entraves na interpretação e aplicação da lei sobre o direito de reunião e de manifestação, por parte de alguns governadores provinciais.

Aquele jurista acredita mesmo que a lei deva ser ajustada à nova Constituição no que refere à real interpretação da “des”necessidade de existir prévia autorização administrativa para o exercício da liberdade de manifestação.

Integra do parecer do  Presidente do Tribunal Constitucional

"A lei sobre o direito de reunião e de manifestação não estabelece a obrigatoriedade de existir prévia autorização administrativa para a realização de reuniões. Eu não sei onde se foi inventar essa prática. Essa prática não resulta da lei. Os direitos de liberdade são exercidos por aplicação directa da Constituição e não carecem da intervenção mediadora de nenhuma autoridade administrativa. Mediadora, não, licenciadora! Mas o que é facto é que essa prática existe.

Aquilo que a lei declara como sendo um dever de notificação à autoridade administrativa, nos casos em que a manifestação se vai fazer em locais públicos, está a ser assumido, na prática, como sendo um pedido de autorização. Quando não é! Nunca foi!

Eu com outras pessoas que estão aqui nesta sala, participei do processo de preparação dessa lei, e nunca nos passou pela ideia que essa notificação fosse um pedido de autorização. Não pode ser. Não poderia ser. Não é isso que está lá escrito.

Isto significa na minha opinião de que, muito provavelmente, essa lei precisa de ser clarificada. Clarificada para tornar mais evidente que o procedimento não é esse que por vezes tem estado a ser utilizado na prática.

É o desafio do ajustamento da nossa lei ao que diz a Constituição."

 

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