Música

Nagrelha afirma que novo CD "mostrará força dos Lambas"

Luanda – Os integrantes do grupo Lambas afirmaram hoje, em Luanda, que os amantes do género musical kuduro terão oportunidade de sentir “a força dos Demónios do Sambizanga” e ver o seu talento, quando for publicado o novo álbum, Permanência, dia 25 de Maio.

Fonte: Angop

Em declarações à Angop, o vocalista Nagrelha explicou que o álbum traz músicas com mensagens conscientes, que retratam o dia-a-dia dos angolanos.

“O CD contou com a participação de vários Dj, mas é cem porcento Lambas. Traz o que gostamos e cantamos”, referiu.

Sem avançar números de faixas e nomes de participantes, disse que a denominação do disco deve-se simplesmente ao facto de serem os Lambas, “um grupo que até agora continua permanente no mercado nacional, com vários temas de sucesso”.

“Criamos como nos outros álbuns, fizemos os beats, as letras sempre conscientes. Vamos ao estúdio já com o trabalho completo”, salientou, reafirmando que dia 25 de Maio Angola “sentirá a força dos Demónios do Sambizanga”.

De acordo com Bruno King, outro integrante, o álbum significa tudo, essencialmente o abundante crescimento dos Lambas, aliado ao crescimento de Angola.
 
Em relação a possíveis músicas favoritas, referiram não haver preferência alguma, tendo argumentado que “tudo o que fazem é sucesso e para o mercado discográfico”.

Celma Ribas começa digressão europeia em Portugal

Luanda - A cantora angolana Celma Ribas encontra-se em Londres para preparar uma digressão na Europa, a iniciar-se a 1 de Fevereiro, em Almancil (Portugal), junto das comunidades angolanas na diáspora.

Fonte: Angop
 
De acordo com a artista, que avançou a informação à Angop, a partir da capital britânica, depois de Almancil realizará o segundo show em 2 de Fevereiro, no Porto, reservando para Londres dois espectáculos (8 e 23 de Fevereiro), o último dos quais inserido no concerto do Divas Angola. Antes, deverá actuar em Lisboa, a 9 de Fevereiro.
 

Celma Ribas poderá igualmente deslocar-se a outras cidades europeias, caso chegue a acordo com os organizadores dos eventos. Por enquanto, a autora dos sucessos "Ele Era Meu", "Magoa", "Volta", "Energia", "One Love" e "Comando" está a preparar-se para atender o pedido de seus admiradores nos dois países da Europa.
 
A cantora residiu 14 anos na Alemanha e estreou-se com o álbum "Energia", produzido por Kaysha, M&N Pro, e contou com participações de Johnny Ramos, Nelson Freitas, Shelsy Shantell. Participou do concurso de música ídolos 2009, na Alemanha, tendo ficado no Top 30 entre 32 mil concorrentes. O último disco "Fantástico" foi lançado em 2011.

Irmã Joly Macanda com música gospel

Luanda - A cantora de gospel Irmã Joly Macanda realiza no próximo sábado, às 14 horas, no Cine 1º de Maio, em Luanda, o primeiro espectáculo de carreira, alusivo às festividades da cidade de Luanda, que se comemora a 25 deste mês.

Fonte: Jornal de Angola

Joly Macanda disse ao Jornal de Angola que o espectáculo conta com a participação de Irmã Sofia, Dodó Miranda, Bambila,  Clary, Guy Destino, Leoth Cassama, Irmão Gelson, Silva Music, Guito Panda, os Peregrino e as bandas Filamónica, da Igreja Exército da Salvação, e SDS TDC.


O espectáculo está a ser promovido pelo grupo Lidiana Eventos e tem a duração de quadro horas, desde que cada convidado interprete dois temas musicais.  Irmã Joly anunciou que depois da realização deste espectáculo vai dedicar-se à publicação do primeiro DVD, que incluiu videoclipes de todas as canções do CD de estreia Deus das Maravilhas. O DVD foi produzido em Angola e na África do Sul, onde teve o acabamento final.


A cantora disse ter a intenção de promover o DVD em todo o território nacional, com destaque para as províncias do Uíge, Zaire, Malange, Cabinda e Benguela.


Irmã Joly começou a dar os primeiros passos na música com nove anos no grupo coral da Igreja Exército da Salvação.

Morreu o cantor e guitarrista Dominguinho

Luanda – O panorama musical angolano fecha o ano de 2012 com mais uma inesperada morte. A última vítima foi o cantor e guitarrista Domingos  Sebastião de Almeida, sob o pseudónimo artístico “Dominguinho”, que faleceu – vítima de uma doença prolongada – no passado dia 30 de Dezembro, numa das instituições sanitária de Luanda.

Fonte: Club-k.net

Nesta senda, o ministério da Cultura exprimiu nesta segunda-feira, a sua tristeza e consternação pela morte  do cantor e guitarrista “Dominguinho”. “O seu desaparecimento deixa, incontestavelmente, um enorme vazio no conjunto das figuras referenciais da sua época”, lê-se numa mensagem de condolências distribuída à imprensa. 

De acordo ainda com a referida nota, o ministério endereça ainda à família enlutada as suas mais profundas e sentidas condolências "pelo desaparecimento inesperado de uma figura emblemática da história da música popular angolana", acrescentando que Dominguinho foi um dos compositores que marcou a época de ouro da música angolana, no período colonial.

Dominguinho nasceu em 1943, no município de Cazengo, província do Kwanza Norte, e pertenceu à geração de músicos que deu um grande impulso à aparição de uma série de conjuntos, em Luanda, tais como Jovens do Prenda, Kiezos, África Show, Dimba Ngola e Ilundo.

"É triste ver artistas bajuladores e lambe-botas", lamenta Bonga

Luanda – O cantor angolano Bonga lamentou que alguns artistas angolanos sejam bajuladores do poder. "É muito triste ver os lambedores de botas... os bajuladores", disse o popular cantor, respondendo aos ouvintes do programa Angola Fala Só, da Voz da América.

Fonte: Voa

Autor de 450 canções em dezenas de albuns publicados ao longo de 40 anos de carreira, Bonga disse que os bajuladores "existem em todas as profissões e existem na nossa também".

Afirma que "eu não sou bajulador" e manifesta-se disponível para trabalhar com todos em Angola, desde que o convidem e lhe paguem pelo seu trabalho.

Bonga defende que "devemos reivindicar aquilo a que temos direito" e que "Temos que ter democracia à nossa maneira, sem atropelos. Exigimos às autoridades que estejam em sintonia com o seu povo".

Bonga exortou os angolanos a defenderem activamente sua cultura, dizendo: "Não queremos combater outras culturas; queremos afirmar a nossa... Quando as misses estão a desfilar, ponham música de Angola; nos casamentos, toquem música de Angola. Há um esforço a fazer, a nível nacional, para promover a cultura angolana".

"Temos que nos re-encontrar em volta daquilo que faz parte da nossa expressão cultural", adiantou, insurgindo-se contra a pirataria a qual prejudica os músicos que vivem do seu trabalho.  "Há muita gente que cauciona a pirataria", disse, notando, todavia, que foi iniciado um combate à mesma. "Temos que a combater", frisou.

Músico angolano Manax morre em palco

Luanda – É bem verdade que a maior parte dos menestréis almejariam morrer em pleno palco cantando pela última vez para os seus fãs. Pois, um desconhecido músico angolano de nome Manax morreu, em pleno palco, na noite da última quinta-feira (13), do corrente mês, em Luanda, vítima de uma paragem cardíaca.

Fonte: Club-k.net

Na altura da sua morte, segundo fontes da agência Angola Press que confirmaram a informação, o artista recebeu os primeiros socorros, mas acabou por não resistir.

Surgido no mundo da música na década de 1980 ao lado de nomes como Mamborró, também já falecido, Joseca, Flávia, Venâncio Prata, entre outras referências, Manax mexeu com o mundo da música infantil com alguns temas, entre os quais “Natacha”.

Outrossim, na sexta 14, os restos mortais do compositor e cantor Zecax, falecido domingo, 09, vítima de doença, na República da Namíbia, foram enterrados no Cemitério do Alto das Cruzes.  Durante a caminhada para o último adeus ao cantor e antes de a urna ser depositada na cova, os músicos presentes foram cantando os seus sucessos, tais como “Undengue Uami”, “Fim-de-semana”, “Caminhar é difícil”, “Mana Tita”, “Maximbombo”, “Donzela”, “Independência”, “Parte o braço”, entre outros temas.

Morreu o cantor e compositor Zecax

Luanda – Depois do anúncio das mortes, curiosamente num mesmo dia, do fundador da “Xicola ya Semba”, Mário Clington, do Nito Nunes e do jovem intérprete, Chissica Artz, artistas de gerações diferentes e figuras referenciais da música popular, morreu no último sábado (08), no hospital central do Windhoek, vítima de doença prolongada, o cantor e compositor José António Janota, sob o pseudónimo artístico, Zecax, uma das vozes mais prestigiadas e representativas da história dos Jovens do Prenda.

Fonte: JA

A forma como Zecax se movimentava em palco fazia lembrar os artifícios dos grandes nomes do carnaval luandense, sobretudo as figuras que se notabilizaram na “Kazucuta”, estilo de dança do “Kabocomeu”, o histórico grupo de carnaval do Bairro Sambizanga.

Porta-voz da sociologia cultural dos musseques, Zecax cantava as contradições e alegrias do seu meio, enformando uma personalidade artística, tipicamente luandense, facilmente identificável no conteúdo textual das suas canções. O cantor distinguiu-se em palco pela forma muito peculiar de interpretar as suas canções, aliada ao impressionante impacto da dança, caracterizada por passos coreográficos artisticamente calculados.

Numa altura em que a colonização portuguesa dava os derradeiros suspiros, Zecax compôs, com apenas 15 anos, uma canção que lembrava o luto deixado pela violência da presença colonial e denunciava a deportação dos seus amigos mais próximos no campo de concentração de São Nicolau. Esta atitude, considerada ousada na época, determinou a primeira fase da carreira do compositor e a sua entrada, precoce, no universo simbólico e interventivo da canção política.

Filho de José António Janota Júnior e de Luzia Bento Anita, José António Janota nasceu em Luanda, no Bairro Marçal, no dia 2 de Junho de 1959 e assistiu aos melhores momentos dos grupos de carnaval do seu Bairro. Zecax, escolhido por uma criteriosa selecção, entre os amigos do seu bairro, integrou em 1970, como cantor, o agrupamento infantil “Mini-Bossa 70”.

O conjunto “Mini- Bossa 70”, formação apadrinhada pelo empresário Pedro Franco, embora fosse constituída por músicos muito jovens, teve a oportunidade de se apresentar no Clube Maxinde, Bom Jesus, Desportivo União de São Paulo, Ginásio e Centro Social de São Paulo, importantes espaços de recreação e entretenimento cultural da cidade de Luanda.

A aprendizagem e solidez criativa, adquirida no interior do “Mini-Bossa 70”, levaram-no a integrar, três anos depois, o agrupamento “Surpresa 73”. Estávamos numa época de intensa rebeldia e contestação estudantil e o produtor e técnico de gravação, Jofre Neto, solicita ao Zecax uma canção de teor revolucionário.

É assim que surge o tema “Colono”, uma canção que ficou famosa e que marcou a introdução de Zecax no universo da canção revolucionária: Tundé nga giba pangue jetu/ Angola tua xala ni luto ué/ kamba diami Meirim/ ua um tumissa kuá São Nicolau/ kamba diami Inocêncio éé/ Colono ué, uá mujiba/ kamba diami, São Pedro/ colono ué uá mujiba/ Colono palanhi ku tu jiba/ mukonda dia ngola ietu ué…, cantava Zecax.

Militância política

A militância política de Zecax na JMPLA, numa altura em que os jovens assumiam, de forma progressiva, a contestação política, como principal arma de mudança social, esteve relacionada, de forma directa, com a sua aproximação ao associativismo cultural estudantil. Zecax fez parte do histórico agrupamento “Kissanguela”, em 1976, formação musical ligada à JMPLA, como cantor, gravando o seu nome nesta importante banda musical, que representa o ponto mais alto da canção revolucionária. O cantor passou ainda pelos “Angolenses”, grupo musical engajado politicamente, que defendia, nos textos das suas canções, a libertação total de África.

Conjunto Merengues

Zecax passou ainda pelos “Merengues”, como viola ritmo e vocal, em substituição de Zeca Tirylene, tendo feito uma importante digressão pela França e União Soviética. Como funcionário do Ministério da Cultura, Zecax integrou os “Diamantes Negros”. Da época dos “Diamantes Negros”, ficou na memória a canção “Caminhar é difícil”, interpretada por Zecax.

A passagem de Zecax pelos “Jovens do Prenda” não foi menos importante, de 1981 a 1984, como intérprete e guitarra ritmo. Nesta formação ficaram na história os sucessos: “Undengue uami”, uma belíssima canção em que o cantor exalta a memória da sua infância nos becos do Capolo Boxi, no Bairro Marçal, “Makota mami” e “Fim-de semana”.

Zecax interpretou ainda os sucessos “Maximbombo”, “Boleia” e “Donzela”, nos Kiezos, onde passou de 1984 a 1988. Ainda na condição de funcionário do Ministério da Cultura, Zecax fez parte do agrupamento “Semba África”. No agrupamento “Semba África” ficaram conhecidos os sucessos “Mana Tita” e “Caçador”.

Registos e participações

Até à data da sua morte, Zecax preparava o seu primeiro CD de originais e canções com nova roupagem, que incluía os principais sucessos da sua longa e notável carreira.
O cantor participou em várias colectâneas, uma das quais, “Memórias do Marçal”, com vários cantores oriundos deste histórico bairro da cidade de Luanda. O palco foi, nos últimos momentos de vida, uma das suas mais frequentes residências, onde revelou o seu dinâmico talento.

Para além das digressões e participações em festivais internacionais, Zecax foi uma presença ordinária nas sessões do “Caldo do Poeira”, da Rádio Nacional da Angola, e no “Muzonguê da Tradição”, onde foi um dos convidados da sua primeira edição, em Fevereiro de 2006, realizado pelo Centro Cultural e Recreativo Kilamba. O cantor participou também, em Outubro de 2010, no concerto de homenagem ao cantor e compositor Alberto Teta Lando.

Ministra da Cultura lamenta a morte do músico Zecax

Rosa Cruz e Silva, ministra da Cultura, lamentou, em Luanda, a morte do compositor e cantor Zecax. Numa nota de imprensa, a ministra sublinha que a morte do músico Zecax deixa um vazio irreparável no conjunto das figuras referenciais da música popular angolana. “Em meu nome pessoal e do colectivo de trabalhadores do Ministério da Cultura endereço à família enlutada, à classe artística em geral, os meus mais profundos sentimentos de pesar”, refere o documento.

Desde Setembro deste ano, Zecax preparava o seu primeiro trabalho disco a solo, intitulado “Avó Sara”, uma síntese da sua trajectória artística de 30 anos, e que seria dedicado à sua avó, que muito o incentivou na carreira musical.

Morreram músicos angolanos Chissica Artz e Nito Nunes

Luanda – Mais uma vez o panorama cultural angolano voltou a perder dois dos seus membros. Tratam-se dos músicos Edson Ecóteo Chissica, vulgarmente conhecido por “Chissica Artz” e Nito Nunes. O primeiro foi traído por uma paragem cardíaca e faleceu por volta das 20 horas e pouco minutos, na clínica Sagrada Esperança (pertencente a diamantífera nacional Endiama).

Fonte: Club-k.net

Já o segundo foi vítima de tensão arterial (uma doença que o mesmo já vem carregar há largos meses). Curiosamente os dois músicos perderam a vida no mesmo dia, isto é, na terça-feira, 04, em Luanda, mas em locais diferentes.

A informação sobre à morte de Chissica Artz – que deixa uma viúva e três filhos (cujo último tem apenas seis meses de vida) – foi confirmada pelos familiares a uma emissora sedeada na capital angolana.  Enquanto de Nito Nunes foi avançada pelos vizinhos. 

Este portal soube de uma fonte que a paragem cardíaca, de Chissica, terá sido originada de um Acidente Vascular Celebral (AVC). Segundo um dos técnicos de saúde que se encontrava de plantão naquela unidade hospitalar, garantiu que tudo foi feito para salvar o músico. "Mas infelizmente não foi possível”, rematou. 

Natural da província do Huambo, Edson Ecóteo Chissica iniciou a sua carreira musical, aos 16 anos de idade, a cantar no coral infantil de uma igreja protestante em Luanda. Venceu nas categorias “Música do ano” e “Artista Revelação”, no Top Rádio Luanda, edição 2001, e ficou em terceiro lugar no prémio africano Kora, na categoria “Melhor Artista da África Austral”, ao lado dos músicos africanos de referência Ivony Chakachaka e Koffi Olomidé.

Do seu repertório já contam três discos nomeadamente “Inconformado”, em 1998, “De traz para frente”, em 2002, “Influências”, em 2005, e por último “Realidade”, em 2010. Antes da sua partida para o além, o músico preparava o seu quinto trabalho discográfico, cujo título mantêm-se em segredo dos deuses. A obra em questão, possivelmente, será lançado nos próximos tempos pelos seus familiares a título póstumo. 

Já o Nito Nunes foi um artista de sucesso na década de 70, e deixou no seu repertório apenas  um disco intitulado “N’Gueza”, que comporta dez temas de semba e rumba, com a participação dos músicos Yeyé, Sacerdote, Livongh, Presilha, Alex Samba, Texas, Mayó, Inácio do Fumo, Lutuima e Meu.

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