Política

MPLA acusa oposição de encorajar migração para as cidades

Luanda - O quarto vice-presidente da bancada parlamentar do MPLA João Pinto, acusou alguns partidos da oposição, sem citar nomes, de transportar cidadãos do interior para a capital angolana, com objectivo de criar dificuldades ao Executivo em matéria de assentamentos das populações. A oposição reagiu dizendo que esse fluxo é o reflexo das políticas falhadas do Governo.

*Coque Mukuta
Fonte: VOA

Vamos mencionar nomes, mas todo mundo sabe que há partidos que têm transportado cidadãos das zonas suburbanas para Luanda, principalmente para a zona de Cacuaco, porque a cidade do Cacuaco em 2008 não estava como está hoje”, disse Pinto à VOA.

A acusação de Pinto, apesar de não ter um destinatário identificado, não ficou sem resposta.

Benedito Daniel, presidente da bancada parlamentar do PRS refuta e afirma que o MPLA é o culpado da sua própria desgraça, por não conseguir descentralizar os serviços sociais que obrigam as populações a se deslocarem para a capital angolana.

“O MPLA é o próprio culpado, porque não haveria necessidade uma vez que muitos cidadãos que vêm pra Luanda vivem mal”, respondeu Daniel.

Já Lindo Bernado Tito, deputado da Casa-CE, afirma que o MPLA usa este argumento porque não consegue implementar os serviços básicos no país.

Por seu lado, Adalberto Costa Júnior, vice-presidente da bancada parlamentar da Unita, considerou de absurdas as declarações de João Pinto e afirmou que o Governo angolano não tem políticas que possam manter os cidadãos nas suas zonas de origens. “É confissão clara de que o regime já não tem ideia”, ripostou o deputado da oposição.

De recordar que João Pinto fez estas declarações à VOA em resposta às denuncias da Associação SOS-Habitat de privatização das reservas fundiárias de Luanda.

Samakuva admite não se recandidatar

Benguela - O presidente da Unita admitiu não recandidatar-se a um novo mandado à frente do partido, mas deixou em aberto qualquer decisão para as vésperas do congresso que será convocado dentro de seis meses.

*João Marcos
Fonte: VOA

No encontro com famílias desalojadas pelas chuvas em Benguela, Samakuva reconheceu “não ter vontade de continuar”, mas lembra, prudentemente, que não pretende atropelar os estatutos da Unita.

 

O líder do principal da oposição diz não querer distracções com este debate, uma vez que o trabalho de casa pode estar condicionado.

 

“O meu desejo é não, mas dizer alguma coisa agora, depois diriam que disse e não disse, por um lado, e, do outro, eu iria precipitar as questões”, afirmou Samakuva, para quem o partido não pode distrair-se com este tipo de coisas, “deixando de fazer o seu trabalho.

 

Apesar das indefinições quanto ao seu futuro, o presidente da Unita não exclui a formação de uma coligação para derrotar o MPLA, mas lembra que a experiência do passado, em que depois de um compromisso entre mais de 30 partidos, cada um foi à vida, “importa fazer uma ampla reflexão”.

 

Isaías Samakuva termina amanhã, 3, a visita à província de Benguela com uma deslocação ao Cubal.

UE espera que condenação de Rafael Marques seja ainda reavaliada

Lisboa - A União Europeia espera que a condenação do ativista e jornalista angolano Rafael Marques seja ainda reavaliada, sustentando que as leis sobre difamação não devem ser utilizadas contra a liberdade de expressão e o jornalismo de investigação.

Fonte: RTP

Apontando que "a UE tem seguido de perto o caso contra o jornalista e ativista dos direitos humanos Rafael Marques, assim como outros casos, dada a importância que atribui à liberdade de imprensa e direitos humanos", uma porta-voz da UE para a política externa disse hoje esperar que a sentença não seja definitiva, lembrando que o recurso entretanto anunciado por parte da defesa.

"Registámos que foi pronunciada uma sentença neste caso e também que foi apresentado um recurso que suspende os efeitos da sentença. A UE, respeitando a independência das autoridades judiciais, espera que este caso ainda possa ser melhor avaliado, no quadro do sistema legal angolano", afirmou.

Para a UE, reforçou a porta-voz, "é importante que as leis de difamação não sejam utilizadas contra a liberdade de expressão e o jornalismo de investigação", e a questão dos direitos humanos é uma das matérias que fazem parte "do diálogo que a UE tem mantido com Angola".

O tribunal provincial de Luanda condenou quinta-feira Rafael Marques a seis meses de prisão com pena suspensa no processo de difamação sobre a violação dos direitos humanos na exploração diamantífera, apesar de um acordo do jornalista com os generais queixosos.

A sentença prevê ainda a retirada do mercado o livro "Diamantes de Sangue: Tortura e Corrupção em Angola", incluindo a sua disponibilização na internet, bem como impede a sua reedição e tradução, num período de seis meses, findo o qual é levantada a suspensão de dois anos.

O advogado de Rafael Marques disse na segunda-feira à Lusa que vai formalizar até quarta-feira, junto do Tribunal Supremo de Angola, o recurso da condenação do ativista e jornalista angolano, alegando várias nulidades processuais.

Rafael Marques foi alvo de uma acusação de calúnia e difamação e duas de denúncia caluniosa, depois de ter exposto estes alegados abusos com a publicação, em Portugal, em setembro de 2011, do livro "Diamantes de Sangue: Tortura e Corrupção em Angola", publicação que durante o julgamento se comprometeu, voluntariamente, a retirar do mercado.

 

UNITA entende que os trabalhos da Assembleia Nacional sejam do conhecimento de todos os angolanos

Luanda - O Grupo Parlamentar da UNITA entende fundamental que os trabalhos da Assembleia Nacional sejam do conhecimento de todos os angolanos, não existindo qualquer razão que justifique a aplicação de restrições à cobertura pela Imprensa, das sessões Plenárias. Um Estado que se afirme Democrático e de Direito, deve respeitar as suas leis, nomeadamente a Constituição da República de Angola, que garante o Direito de informar e ser informado.

Fonte: UNITA


Pela importância dos conteúdos tratados nas últimas Sessões Plenárias e pelo facto da não permissão das transmissões que levem todos os cidadãos terem conhecimento dos mesmos, entendemos divulgar o seguinte:

 

Plenária de 21 de Maio de 2015 – Nesta Sessão Plenária, encontravam­ se agendadas duas iniciativas relacionadas com questões eleitorais, sendo uma da iniciativa da UNITA e outra uma proposta do MPLA. Sendo as matérias constitucionais e eleitorais, de fundamental importância para o país, a Direcção do Grupo Parlamentar da UNITA trabalhou com as Direcções dos Grupos Parlamentares da CASA­CE, do PRS e com a FNLA, tendo daí resultado a apresentação de uma posição comum, em forma de Contra Proposta ao Plano das Tarefas Essenciais Para a Preparação da Realização das Eleições Gerais e Autárquicas. Os Partidos de Oposição enriqueceram o Plano de Tarefas originalmente apresentado pelo MPLA, tendo retirado do Plano original os pontos cujos conteúdos não tinham respaldo jurídico­ legal das democracias funcionais, bem como conteúdos não prioritários para os objectivos pretendidos. Foram inseridas novas propostas legislativas e agilizada a preparação das condições efetivas para a realização das eleições autárquicas. 

 

Após encontros de aproximação, o Grupo Parlamentar do MPLA decidiu subscrever a Contra Proposta apresentada pelos Partidos da Oposição, tendo sugerido alguns acréscimos à mesma, que foram aceites. Foi também acordado que o SIGEPE – Sistema de Gestão e Informação dos Processos Eleitorais, de iniciativa da UNITA, fosse retirado da Agenda da Plenária para passar a integrar o Plano de Tarefas para a Realização das Eleições. Pelas razões acima indicadas, foi possível que todas as bancadas parlamentares votassem favoravelmente o Plano de Tarefas para a Realização das Eleições Gerais e Autárquicas, o que foi saudado por todos, pois embora seja muito raro, é possível na salvaguarda do interesse nacional, serem obtidos amplos consensos. Certamente, todos os angolanos esperarão, que o futuro confirme na prática, esta manifesta predisposição. Sessão do dia 22 de Maio de 2015 – Debate Mensal sobre o Salário Mínimo Nacional – Tendo sido agendado o debate desta importante questão, a sessão teve o seu início como tem sido habitual.


Pouco depois o Presidente em Exercício do Grupo Parlamentar da UNITA, Adalberto Costa Júnior, solicitou um Ponto de Ordem à Mesa da Assembleia, para pedir explicações pelo facto dos jornalistas estarem a ser impedidos de recolher dados sobre a sessão ou de poderem transmitir o debate que estava a decorrer. O Presidente da Assembleia solicitou a resposta ao Secretário ­Geral, não tendo a explicação satisfeito, nem mesmo aos próprios jornalistas. Infelizmente, pouco depois a Segurança da Assembleia, em cumprimento de instruções da Mesa, retirou todos os jornalistas da sala, o que motivou um pedido de suspensão do debate (Regulamentar, de 15 min), por parte dos Partidos da Oposição. Regressados à sala e, após solicitação da retomada do debate com a presença da imprensa, a Mesa da Assembleia recusou terminantemente a reentrada dos profissionais de comunicação social, motivando por consequência a recusa dos Deputados em retomarem a palavra, naquelas condições de violação das Leis e da CRA. O Grupo Parlamentar da UNITA considera inaceitável que a Assembleia Nacional, representante do Poder Legislativo, um dos pilares essenciais do Estado Democrático e de Direito, atente contra o interesse dos angolanos, negando-­lhes o direito de poderem acompanhar os trabalhos dos seus eleitos e, desse modo, o povo angolano poder exercer a sua soberania.

 

É lamentável que o Grupo Parlamentar do MPLA, numa tentativa de desviar responsabilidades da decisão da Mesa da Assembleia ou a interferência “das Ordens Superiores”, venha com subterfúgios, questionar a continuidade dos debates mensais, deturpando o que ocorreu, que não é mais do que a incapacidade do actual regime político, em aceitar as regras democráticas e o respeito das leis. A negação das transmissões dos debates da Assembleia Nacional, procura esconder a todos os angolanos, a total falta de argumentos, o desgaste, a falta de soluções do regime e da sua bancada parlamentar, perante os desafios da má governação, da corrupção, do desrespeito pelos direitos humanos, da grave crise económica e social, da perda de valores, enfim do apego a qualquer preço ao poder. Angola carece urgentemente de uma renovação dos mandatos e de uma alternância democrática, pois este regime está incapaz de garantir um futuro de estabilidade e de desenvolvimento a todos os seus filhos.

Feito aos 28 de Maio de 2015

O GRUPO PARLAMENTAR DA UNITA

Antigo “braço direito” de Savimbi revela que falta de sorte ditou derrota da UNITA

Luanda - Miguel Maria N ́zau Puna, antigo Secretário Geral e Ministro dos Assuntos Internos da UNITA, foi o convidado do Programa “Memórias da Independência” da TV ZIMBO , desta quinta‐feira(28.05). Aquele antigo “braço direito” do veterano Jonas Malheiro Savimbi, apresentou‐se diante de Galiano, o apresentador do referido programa, numa quase rara vertente: despido de quaisquer preconceitos quanto ao seu papel na UNITA e o papel desta no processo que conduziu a independência nacional, o que mostra que afinal o tempo não só sara feridas, mas também refina as mentes.

Fonte: Club-k.net

Puna, que segundo contou, rompeu com o velho guerrilheiro, apos este o querer amputar a assumpção pública perante os EUA e consequentemente da opinião pública internacional, das mortes de Tito Chingunji e Wilson dos Santos, este último, o primeiro membro da delegação da UNITA a chegar á Luanda em 1975, apos a assinatura dos famigerados Acordos de Alvor, que conduziram a proclamação unilateral da independência de Angola, pelo MPLA de Agostinho Neto.


“Quem ganha a guerra conta a história” Puna, refutou teses muitas vezes sustentadas por altas patentes do regime, de cujo partido ele passou a fazer parte apos ter abandonado as fileiras do também conhecido movimento do galo negro, UNITA. Entre as teses refutadas destacam‐se:

1. As unidades militares da UNITA recebiam guarida dos militares da SWAPO em território angolano;

2. A UNITA não tinha capacidade para ganhar guerra;

3. A UNITA não tinha um exército, mas sim um grupelho de guerrilheiros e muitas outras teses.

Puna sustentou que as unidades militares da UNITA eram de facto fortes, coesas, bem equipadas, disciplinadas e que apenas faltou‐lhes “sorte” para ganhar a guerra. Referindo‐se a tese muito propalada pelo regime, segundo a qual, a UNITA era um instrumento do colonialismo português, o General e diplomata na reforma que conta agora com 72 anos de idade rematou: “Quem ganha a guerra conta a história” ao seu jeito, pelo que, Guilherme Galiano, o excelente apresentador do programa, que diga‐se de passagem saiu‐se muito bem por não tentar cortar raciocínios quando o entrevistado tocasse em questões “sensíveis” para o partido do regime, como acontece com toda a imprensa pública, concluiu: “ . . .E o MPLA. . .” conta ao seu jeito.

38 anos depois do ‘27 de Maio’: A revolta que manchou Angola

Luanda - Os acontecimentos de 27 de Maio de 1977, dois anos depois da independência, continuam a causar muitas divergências e um manto de silêncio. A rebelião ocorreu na direcção do MPLA e fez muitas vítimas. O presidente da Fundação ‘27 de Maio’, Silva Mateus, garante que foi “manifestação contra o Governo”, liderado por Agostinho Neto. O historiador Fernando Gamboa contraria e diz que “houve sim tentativa de golpe de Estado”.

Fonte: NG
Passados 38 anos dos célebres acontecimentos do 27 de Maio continuam os “tabus” e as divergências do que terá acontecido. Os acontecimentos de 1977 ainda estão bem frescos na memória de quem os viveu por dentro, de um lado e do outro. E têm apaixonado jornalistas, historiadores e familiares dos mortos.

Ao NG, o presidente da Fundação ‘27 de Maio’, Silva Mateus, reconhece que a data continua ainda a ser “uma questão bastante controversa” entre as várias entidades ligadas à governação e não só. Tenente-general na reserva, lembra-se bem dos acontecimentos que “provocaram a morte de centenas” de militares e “responsáveis do MPLA” e nega que tenha havido uma tentativa de golpe de Estado, como “algumas pessoas tentam insinuar”.

Segundo Silva Mateus, o ‘27 de Maio’ foi o resultado de “uma manifestação” que tinha como objectivo mostrar os “descontentamentos” de um grupo de militantes com o modo como estava a ser “dirigido o país” pelo primeiro Presidente da República, Agostinho Neto.

“Com a conquista da independência, conseguiu-se alcançar o programa mínimo e faltava realizar o programa máximo que visava alcançar o bem-estar económico, político, jurídico e social para todos os angolanos. E vimos que a questão estava a ser desviada. Daí que começaram a surgir vozes cont
rárias à governação de Agostinho Neto, no interior do próprio partido”, afirma.

Silva Mateus garante que houve várias reuniões com o presidente Neto para se avaliar a situação política e social, mas “sem grandes resultados”. “Alguns dirigentes como Nito Alves, ‘Monstro Imortal’ entre outros, começaram a ficar descontentes e criticavam a forma como estava a caminhar a governação”. Foi assim que, no interior do partido surgiram duas alas. “Começou a dizer-se que Nito Alves queria substituir o Presidente. Todos estes factos ligados ao desvio da linha ideológica do MPLA, a desgovernação e à falta de prudência provocaram as mortes do 27 de Maio. Muitas famílias foram proibidas de chorar e realizar óbitos”.

O historiador Fernando Gamboa, que também viveu aqueles acontecimentos, tem outra visão. Culpa os “jovens inteligentes, bastante teóricos” nas suas posições e aponta, como líder da revolta, José van-Dúnem e não ‘Nito’ Alves, como tem sido dito. Ambos, esclarece Fernando Gamboa, receberam apoio de alguns militantes do Partido Comunista Português (PCP). “Estes jovens tentaram acelerar a revolução. No dia 27 de Maio, o presidente Neto apareceu na televisão e avisou que não haveria perdão para aqueles indivíduos.”

De acordo com ele, “houve sim uma tentativa de golpe de Estado” porque se fez a movimentação de tropas, ocupação da rádio e da televisão e havia um “grupo de militares que pretendiam ocupar” o palácio. Fernando Gamboa entende que há lições a retirar: “não permitir a hipocrisia e as intrigas” no seio de quem governa e dar “maior abertura” ao diálogo entre dirigentes e militantes. “É necessário alargar a democracia e discutir todos os problemas do partido. É preciso criar-se uma comissão da verdade para se debater os actos do 27 de Maio”, sugere.

Atrocidades do ‘27 de Maio’

De acordo com Silva Mateus, “é difícil” abordar os acontecimentos do ‘27 de Maio’ no interior do partido governante porque “as vítimas foram todas militantes do próprio MPLA”. “O presidente Agostinho Neto, quando recebeu os resultados do inquérito que mandou fazer, declarou a existência de um fraccionismo no seio do partido.

Esta posição provocou o surgimento de dois grupos, o que apoiava Neto e outro estava do lado do Nito Alves. Com a ocupação da Rádio Nacional e da televisão, foi decretado o fuzilamento, em público, de todos aqueles que estavam contra a governação”.

O general lembra também que, depois de 1977, houve ainda uma “caça às bruxas”, como um “verdadeiro genocídio”, que decorreu durante dois anos. “Só sobrevivi porque fui protegido por Diógenes Boavida, que me escondeu e através de uma guia fui à Huila e quando se aperceberam que estive lá, mandaram-me para Cuba e depois de regressar ao país, fui preso.”

“Mancha negra”

O analista político Mário Pinto de Andrade reconhece que o 27 de Maio foi uma data que “marcou o processo revolucionário” dentro do MPLA e foi uma “revolta de dirigentes” contra a direcção. “Foi uma tentativa falhada de um golpe de Estado, conduzida por membros influentes do ‘bureau’ político, como Nito Alves, Monstro Imortal, José Van-Dúnem.

As causas desta rebelião são desconhecidas até hoje. O académico lamenta haver “pouca informação” sobre o número de vítimas ocorridas pelo país. “Não houve genocídio, apesar de haver muita gente que morreu sem ser julgada, devido ao contexto daquela época revolucionária, em que não se falava de direitos humanos. É uma lição e uma mancha negra para história do nosso país”.

A ‘revolta’ em livros

Apenas nos últimos anos, houve uma ‘invasão’ de livros sobre o ’27 de Maio’, na maioria publicados em Portugal. Entre memórias de angolanos e portugueses, a maioria dos autores sente-se uma vítima de um genocídio. Mas também há livros de historiadores. 

EUA apela regime angolano a por fim a processo contra Rafael Marques

Lisboa - O Departamento de Estado Norte americano apelou o governo de Angola a respeitar o direito constitucional dos seus cidadãos e de por fim os processos contra aqueles que exercem os seus direitos.

Fonte: Club-k.net

Esta posição, foi tornada publica esta sexta-feira, 29 de Maio,  em nota assinada pelo seu director de comunicação do Departamento de Estado, Jeff Rathke ao tomarem posição, em relação a perseguição judicial contra ao activista e jornalista Rafael Marques.

 

Segundo a nota de imprensa “Os Estados Unidos estão profundamente decepcionados com a condenação  de Rafael Marques por  difamação, e estão  preocupados  com o impacto negativo que esta decisão terá sobre as liberdades de expressão e de imprensa em Angola.”

 

“Instamos o Governo de Angola a respeitar o direito constitucional dos seus cidadãos à liberdade de expressão e a colocar  um  fim em  processos  contra aqueles que exercem esse direito.”

 

“O respeito pelos direitos humanos e a  boa governação é um valor fundamental dos Estados Unidos. Temos tomado regularmente claro as nossas preocupações sobre direitos humanos, a liberdade de imprensa, governança e corrupção ao governo angolano, e continuará a fazê-lo como parte do nosso diálogo bilateral em curso.”, fim de citação.

“Os condicionalismos impostos pela Assembleia Nacional não permitem a transmissão em directo" - MPLA

Luanda - O presidenta do Grupo Parlamentar do MPLA, Virgílio de Fontes Pereira, propôs nesta quarta-feira, 27, em Luanda, uma reanálise do actual modelo dos debates mensais na Assembleia Nacional (AN), e definir novas regras para que os mesmos possam prosseguir com estabilidade e maior credibilidade.

 

Fonte: Angop   
O político sugeriu esta postura quando falava à imprensa, depois do encontro que manteve com a embaixadora dos Estados Unidos da América (EUA) em Angola, Helen Meagher La Lime, com quem passou em revista aspectos ligados à cooperação entre os dois países.

 

Segundo Virgílio de Fontes Pereira, a suspensão do debate mensal que no dia 22 deste mês deveria versar sobre o Salário Mínimo, proposto pelo Grupo Parlamentar da Convergência Ampla de Salvação de Angola-Coligação Eleitoral (CASA-CE), também foi narrada à diplomata.

 

“Esta questão foi colocada à embaixadora porque a nossa dedicação e empenho para que se mantenha um clima cordial, democrático e aberto ao nível do Parlamento é grande”, sustentou o presidente do Grupo Parlamentar do MPLA.

 

Quanto aos factos que originaram o abandono da sala pelos deputados da oposição, Virgílio de Fontes Pereira começou por falar da decisão tomada há algum tempo pelos líderes parlamentares, no sentido de identificar os actos da AN sujeitos à transmissão em directo pelos órgãos de comunicação social.

 

Lembrou que da discussão havida sobre os actos que nas condições actuais podem ser transmitidos em directo, foram eleitos o Estado da Nação, as Declarações Políticas, a discussão do Orçamento, os Planos de Execução de Balanço Trimestral e a Conta Geral do Estado, excepto os Debates Mensais.

 

“Como houve um pequeno incidente (…) com a imprensa, que poderia ser gerido de outra maneira, houve aproveitamento no sentido de se colocar a questão de não havendo transmissão em directo, não há debate, e isto resultou na confusão que houve, porque a CASA-CE, proponente do debate, e os outros deputados da oposição, indisponibilizam-se para realizar o debate”, argumentou.

 

Segundo Virgílio de Fontes Pereira, com o quadro criado, é preciso que o presidente da AN, Fernando da Piedade Dias dos Santos, e os lideres parlamentares, reanalisem a situação para ver quando e como é que os debates deverão prosseguir.

 

O político questionou o facto de o actual formato não obrigar os proponentes dos temas a serem os próprios a preparar o debate, podendo até se dar o luxo de nem sequer participarem na discussão, como aconteceu na última sessão.

 

Contou que os debates realizados até agora sempre foram preparados pelos deputados do MPLA, pelo que ficaram surpreendidos com a não realização de debate, depois de terem se empenhado na sua preparação, porque o proponente manifestou-se indisponível para tal.

 

Por outro lado, observou que os debates não têm tido, até agora, momentos de grande exaltação política pelo seu formato, dai a necessidade de definição de novas regras, sobretudo em termos de participação da entidade que propõe o tema a discutir.

 

“Os condicionalismos impostos pela AN não permitem que se estenda a transmissão em directo para todos os actos parlamentares, se agora temos que estende-la a outros, então é preciso sentarmos para discutir e não sabotar um acto em curso”, sugeriu.

 

Na opinião de Virgílio Fontes Pereira, o mais sensato seria a oposição deixar correr o debate e depois exigir que os líderes parlamentares, com o presidente da AN, sentassem para encontrar uma solução para os debates. “A disponibilidade por parte do Grupo Parlamentar do MPLA para reanalisar a questão é total”, concluiu.

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