Política

Tolerância de ponto no Moxico por ocasião do aniversario do Presidente

Lisboa - Através do despacho N13/GAMAZ/2015,   a administração do município do Alto Zambeze, na província do Moxico decretou tolerância de Ponto “no âmbito das comemorações do dia 28 de Agosto, dia natalício de Sua Excelência, o Presidente da Republica, de Angola”

 Fonte: Club-k.net

Aniversario de JES transformado em acto de Estado

“É concebido tolerância de ponto durante todo o dia 28 de Agosto de 2015, para todos os trabalhadores da função pública deste município do Alto Zambeze”, le-se no documento que o Club-K teve acesso.

 

De realçar que actos do gênero em se comemorar o aniversario do Presidente como um acto de Estado prossegue em demais localidades do país, como Cunene e Huíla.

 

A data de aniversario de um Presidente, conforme considerações de críticos do regime, deveria ser um acto privado com a sua família ou com o seu partido ou da   associação/fundação a que pertence.

 

Exceptuando aos países de sistema ditatorial, Angola deverá ser um dos poucos onde a data de aniversario do Presidente é festejada com fundos do erário público. No ano passado, terão gastos dos cofres do Estado angolano mais de 35 milhões de dólares, para este proposito.

 

Diz-se que em países, em cujo a transparência da gestão publica, se faz valer, a Procuradoria Geral da República seria encorajada a actuar e o Presidente da República obrigado a devolver aos cofres de Estado, os fundos que os ministérios e governos provinciais gastam para festejar o seu aniversario.

 

 

 

 

“Temos que passar o testemunho aos mais jovens” – Ismael Martins

Luanda - Ismael Abraão Gaspar Martins, veterano diplomata angolano, teceu essas considerações ontem na conclusão do seu depoimento ao “Memórias da Independência” do canal televisivo Zimbo. Visivelmente com ar jovial, apesar do peso da idade (75 anos) dos quais 14 como Chefe da Missão Permanente de Angola junto da ONU, em New York, onde se encontra até hoje, Martins, que foi também o primeiro Governador do Banco Nacional de Angola logo apois a Independência, disse que suas geração estará cansada e que necessita de passar o testemunho á geração mais jovem.

Fonte: Club-k.net


Contemporâneo e admirador de José Mendes de Carvalho, ou simplesmente do comandante Hoji ya Henda, antigo combatente do MPLA, Ismael Martins, fez igualmente uma resenha, daquela que foi sua longa trajectória política, formação académica bem como suas responsabilidades no executivo angoalano, onde entre outras funções, se destacam as de Ministro das Finanaças e mais tarde Ministro do Comércio Externo.

  

Com certa nostalgia, o veterano diplomata que teve também uma breve passagem pelas Nações Unidas em Genebra no início da década dos `70, lembrou‐se de contemporÂneos como os já finados Carlos Beli Beló, Matías Miguéis, Afonso Van‐Dúnen Mbinda bem como de Alberto Passos, actualmente a residir em Colónia(Alemanha) bem como de Inga, a chefe Nacional da Organização feminina do MPLA.

Comentario do analista Carlos André

Pena que quando falou de “passagem de testemunho”, Guilherme Galiano, o apresentador do programa não o tenha solicitado dizer para quando seu próprio exemplo. Acredito que nas vestes de um outro personagem da oposição, Galiano não se tivesse refreado de tamanha “ousadia”.

"Acusação contra Mavungo é uma fabricação da inteligência militar", diz Raúl Tati

Luanda - A primeira audiência do julgamento do activista José Marcos Mavungo desta quarta-feira, 26, demonstrou claramente que a acusação é “uma peça fabricada que não tem qualquer sustentabilidade”, disse Raul Tati antigo vigário-geral de Cabinda.

Fonte: VOA

Os jornalistas foram impedidos de presenciar a audiência mas Tati assistiu a essa sessão do julgamento e disse que “por aquilo que se viu no tribunal ficou mais do que provado que Mavungo é inocente”.

“Todas as acusações foram desmontadas no tribunal pelo próprio réu e também pelos argumentos dos advogados, mas também pela próprias declarações dos declarantes que o acusam”, revelou Tati, acrescentando que alguns dos declarantes disseram não conhecer Mavungo.


O Ministério Pública afirma que foram encontrados explosivos numa mochila que, segundo a acusação, diz estar ligados a Mavungo.

Para o conhecido padre Tati, “a figura mais triste” da audiência foi o capitão da inteligência militar que negou que tivesse sido ele o autor do relatório com a acusação para depois ter que confirmar que foi ele quem assinou o documento.

“Estamos diante de um caso que se explica dentro de estratégias de decomposição usadas na guerra fria na Alemanha oriental contra os seus opositores para destruir paulatinamente figuras importantes”, acusou o antigo vigário-geral de cabinda Raúl Tati para quem a acusação contra Mavungo é uma “peça montada pelos serviços da inteligência militar”.

Procuradoria-Geral da República pede 12 anos de prisão para Marcos Mavungo

Luanda - O Ministério Público pediu nesta sexta-feira, 28, uma pena de 12 anos de prisão para o activista José Marcos Mavungo acusado por crime de rebelião em Cabinda.

Fonte: VOA

O pedido foi feito durante as alegações finais do julgamento iniciado na quarta-feira, 26.

 

Por seu lado, a defesa pediu a absolvição do activista por considerar que a Procuradoria-Geral da República não apresentou qualquer prova contra Mavungo.

 

A defesa alegou ainda que a reconstituição da cena feita ontem no local onde, supostamente, o activista teria deixado uma mochila com explosivos foi realizada longe da área citada no processo.

 

A sentença será lida a 16 de Setembro.

 

José Marcos Mavungo foi detido a 14 de Março quando saía de uma missa, alegadamente por estar por trás da organização de uma marcha que, naquele dia, pretendia manifestar a insatisfação dos cidadãos contra as violações dos direitos humanos e a governação da província.

 

Mais tarde, o Ministério Público alegou ter encontrado uma mochila com explosivos supostamente pertencente a Mavungo.

 

O antigo vigário-geral da Diocese de Cabinda, o padre Raúl Tati, disse ontem à VOA que “a acusação contra Mavungo é uma fabricação da inteligência militar”.

FORDU pede pressão internacional sobre o regime angolano

Huambo - O Forum de Desenvolvimento Universitário (FORDU) quer que a comunidade internacional e particularmente a União Europeia exerçam mais pressão sobre o governo angolano para respeitar os direitos humanos.

*Manuel José
Fonte: VOA

Ângelo Capuacha, coordenador da FORDU, que opera preferencialmente no centro e sul, apelou a União Europeia para ajudar os cidadãos angolanos a saírem do que considerou "amarras" de constantes violações dos direitos humanos protagonizadas pelo governo angolano.

 

Ele disse que “a Europa pode pressionar o governo angolano na redefinição das suas estratégias de cooperação internacional" e a respeitar os direitos dos cidadãos".

 

O activista disse que é próprio governo que alimenta os argumentos dos críticos em defesa de direitos humanos.

 

"O governo quando mata, assassina, prende e persegue é que confirma que não temos democracia; quando as pessoas são presas sem culpas formadas é o governo que está a dizer por outras palavras que não há justiça em Angola”, disse.

 

Estas acusações foram refutadas pelo executivo, através do seu secretario de estado para a Justiça e Direitos Humanos, António Bento Bembe.

Bembe disse que o governo respeita “as suas obrigações e compromissos” com os direitos humanos.

Mensagem da JPA aos participantes jornada da juventude católica de angola e S. Tomé e Príncipe

MENSAGEM DA JPA AOS JOVENS CATÓLICOS POR OCASIÃO DA Iº JORNADA NACIONAL DA JUVENTUDE CATÓLICA DE ANGOLA E S. TOMÉ E PRINCIPE

Luanda - Em nome dos jovens filiados na CASA-CE cujo líder é Dr. Abel Chivukuvuku, queiram, caros jovens cristãos, responsáveis da Pastoral Juvenil e todos jovens angolanos e angolanas, aceitar a nossa saudação fraternal e patriótica.

Fonte: Club-k.net

A juventude Patriótica de Angola, braço juvenil da CASA-CE, felicita ao Presidente da Pastoral Juvenil, D. Zeca Martins, em particular, e a Juventude católica angolana e de S. Tomé e Príncipe, no geral, pela realização da Iª Jornada Nacional da Juventude Católica que decorre de 26 á 30 de Agosto de 2015, na província do Huambo. A JPA agradece o convite endereçado ao seu Secretário-geral, Dr. Rafael Aguiar, para assistir a abertura e o encerramento da referida jornada.

Para Juventude Patriótica de Angola, braço juvenil da CASA-CE, as jornadas em causa significam uma profunda preocupação da Igreja com a situação socioecónomica, religiosa, moral, ética e política da juventude angolana. Assim, a Igreja quer demonstrar-nos que a juventude angolana é a maior riqueza de Angola.

Por isso, estas jornadas significam uma luz, uma esperança para o diálogo juvenil profundo e honesto, para identificar os principais problemas dos jovens e encontrar as melhores vias, no âmbito dos ensinamentos de Cristo, para solucionar os problemas que a juventude enfrenta.

Este encontro juvenil pressupõe um desafio, não só das igrejas, mas também da juventude e da sociedade de hoje, que se manifesta cada vez mais intolerante com a multiculturalidade e diversidade; uma sociedade onde o individualismo, o egoísmo, o imediatismo, o alcoolismo, o ateísmo, o profano querem se constituir em paradigmas dominantes.

Perante este quadro social, estas jornadas podem ensinar-nos que a valorização da vida humana e o amor ao próximo são os melhores antidotes para contrapor as desigualdades sociais, a descriminação, a pobreza, delinquência juvenil, a violência física e verbal, a intolerância social e política, a falta de habitação, a deficiente qualidade de ensino, o individualismo, o desemprego, etc.

Estas jornadas podem reafirmar, nas mentes de todos jovens e dos mais velhos de que a diferença de credo religioso, de status social e de filiação político-partidária é sempre benéfica para uma construção mais rica da pessoa humana e da comunidade, pois propicia diálogo, perdão mútuo, cosmovisão profunda, verdadeira solidariedade e desenvolvimento espiritual, social e económico da sociedade.

A JPA exorta todos jovens, durante e depois das jornadas, a olharem com olhos de ver e a sentirem com o coração, de forma darem sempre sem considerar o que vão receber e que pensem que têm uma palavra a dizer, uma escolha a fazer e a escolha é agir. A pastoral Juvenil é chamada a agir para construir um diálogo verdadeiro e honesto para anunciar o amor ao próximo que simboliza Cristo. Neste sentido, só poderá promover um diálogo autêntico quem vive uma relação intima com Cristo e age em conformidade.

Estas jornadas vão vivificar, nas mentes dos jovens, de que a Igreja é o depositário da fé, do evangelho e promotor dos valores cívicos e morais. A Igreja é a luz que brilha nas trevas, a voz dos oprimidos e dos pobres. Por conseguinte, a Igreja não pode ficar calada quando se assiste ao desmoronar do valor do indivíduo em si mesmo, a pobreza causada pela má distribuição da riqueza Nacional, as assimetrias regionais, a limitação de acesso aos bens públicos segundo o critério “cartão de militante do partido que governa”, a violação sistemática da constituição e da lei e o desvio dos valores cívico, morais e culturais da nossa sociedade.

Os jovens são chamados a intervir de formas a promover a caridade e o evangelho mas também a influenciar a cidadania de modo a despertar a quem de direito a melhorar o bem-estar de todos. Porque o excesso de uns poderia acabar com a fome de outros. E os poderes político-económicos poderiam fazer melhor redistribuição da riqueza Nacional.

Angola é um país que a maioria da população é cristã e por sinal esta maioria é constituída por jovens; por isso, os jovens cristãos não devem ser como lobos que devoram as suas próprias ovelhas, nem leões que não são capazes de se escaparem das armadilhas da maldade do mundo, mas sim verdadeiros testemunhas de Cristo que soube renunciar a si mesmo para suportar o sofrimento da Cruz, salvar a humanidade e mudar o seu rumo.

A JPA tem certeza de que estes dias servirão para fortificar a formação dos jovens como cidadãos honestos de modo a promoverem a paz, a reconciliação, a fraternidade, a igualdade, o bem-estar espiritual, social e económico e a justiça social, fazendo de Angola um país melhor para nascer e viver.

Nestes dias de reflexão sobre as bem-aventuranças e de confraternização e partilha, a Juventude Patriótica de Angola (JPA) congratula-se com a visão dos Bispos de Angola em prol da juventude angolana.

A JPA sauda, particularmente, a oração do Arcebispo de Luanda, D. Filomeno de Nascimento em prol dos 15 jovens revolucionários presos em Luanda e dos activistas cívicos presos em Cabinda; Sauda, também, as palavras do Arcebispo da Huila e Presidente da CEAST, D. Gabriel MBilingui por apelar a justiça na distribuição da renda nacional e encorajar à juventude a continuar no caminho da santidade; congratula-se com as palavras dos bispos do Namibe e do Bié em relação ao fim da violência verbal entre os políticos, atentatória da paz social; alegra-se, com as palavras do Bispo da Lunda Sul, D. José Manuel Imbamba, que encorajam todos, incluindo os governantes, a cumprirem com a Lei, inclusive a lei das manifestações.

Por último, a JPA encoraja toda juventude angolana, em particular a Juventude Católica, a seguir o conselho do Presidente da CASA-CE, Dr. Abel Chivukuvuku, segundo o qual: «É preciso continuar a sonhar, acreditar e ter fé com um futuro melhor, pois com Deus nada… é impossível».

 

TODOS POR ANGOLA; UMA ANGOLA PARA TODOS!

QUE DEUS ABENÇOE ANGOLA, OS ANGOLANOS E TODA HUMANIDADE

 

O SECRETARIADO EXECUTIVO NACIONAL DA JUVENTUDE PATRIOTICAA DE ANGOLA, EM LUANDA, AOS 26 DE AGOSTO DE 2015

Ex-deputado acusado de receber dinheiro para falar mal de opositores

Luanda - O director da Open Society Angola, Elias Isaac, negou hoje que a sua organização esteja a apoiar financeiramente os protestos no país. Elias Isaac responde assim às declarações feitas ontem pelo analista político Adelino de Almeida, num debate promovido pela TPA, em que acusa a Open Society de gastar cerca de USD 14,5 milhões em campanhas políticas contra o presidente José Eduardo dos Santos e o MPLA.

Fonte: RA

Open Society reage as calunias de Adelino Almeida

Em declarações ao Rede Angola, Elias Isaac desafiou o analista a apresentar provas das suas acusações. Disse ainda que o antigo deputado do MPLA só teve a ousadia de acusar a ONG que dirige porque a TPA não convidou para o programa nenhum representante da Open Society Angola para esta responder às acusações.

“Ele que prove que a Open Society financiou as manifestações. Ele teve o privilégio de ter um espaço onde esteve sozinho para fazer estas acusações, porque se a TPA convidasse a Open Society, nós iríamos apresentar os factos”, apontou o representante da fundação norte-americana, que funciona em Angola desde 1998.

O responsável da ONG disse ainda que o posicionamento do antigo jornalista já é conhecido, pois segundo Elias Isaac, o analista político é pago para acusar pessoas ou organizações que têm ideologias diferentes das do MPLA. “Isso não é novo. Sabemos que ele é pago para mentir e acusar. Todo trabalho dele dentro da instituição é sempre fazer propaganda do partido e acusações”, disse.

O director da Open Society Angola confirma também que a ONG já gastou milhões de dólares, sem dizer o montante, para financiar vários projectos sociais no país, mas não em manifestações.

“Nós trabalhos com organizações da sociedade civil, organizações de direitos humanos, organizações que trabalham contra a corrupção. Nós trabalhamos na capacitação dos cidadãos para poderem assumir a sua cidadania, apoiamos formações e nós não temos financiamento para apoiar nenhuma manifestação”, afirmou, explicando que a fundação abre concursos para apresentação de projectos a financiar através do Jornal de Angola.

“Ele seria mais sensato se apresentasse provas. Não temos nenhuma informação secreta. Os nossos projectos são financiados na base de uma publicação que a gente faz ao Jornal de Angola, em que solicitamos projectos para financiar, e ele que consulte o Jornal de Angola e vai ver que organizações solicitamos, para que nos apresente projectos para serem financiados”, disse.

Nas suas declarações ontem no programa “Especial Informação”, Adelino de Almeida acusou as organizações não governamentais Open Society Angola e a USAID de estarem a financiar as manifestações contra o executivo. Especificando que o montante gasto foi de cerca de USD 14,5 milhões.

“Fruto de muitos trabalhos de investigações que aparecem aí, e que também faço como antigo jornalista, chego sempre à conclusão de que uma fonte financiadora dessas ONG que promovem essas manifestações é a Open Society Angola, que é uma fundação a nível global que tem sede nos Estados Unidos”, explicou afirmando que desde a fundação da organização no país, “já despendeu cerca de USD 14,5 milhões para financiar justamente estas organizações não governamentais”, garantiu.

Segundo Adelino de Almeida, os jovens que protestam constantemente contra as políticas do governo são usados pelas organizações, tendo revelado que a Open Society poderá estar por trás da suposta manifestação prevista para decorrer na província de Benguela, ainda este fim de semana (ver aqui o texto).

“Tenho conhecimento de que há um projecto de manifestações justamente neste período que antecede o aniversário do presidente da República e são intervenientes maioritariamente pessoas com a profissão de moto-taxistas”, afirmou.

“Nunca tivemos apoios”

Contactado pelo RA, o membro do Movimento Revolucionário, Adolfo Campos, diz que as manifestações realizadas no país não contam com apoios de nenhuma organização. O jovem contestatário revela que para chegar aos locais das manifestações cada elemento do grupo usa o seu próprio dinheiro.

“Sabemos que isso é mentira porque sempre que organizamos as manifestações fazemos com o nosso dinheiro. Até outras pessoas que vão nas manifestações pagam o táxi com os seus valores”, afirmou reiterando que “nunca tivemos apoio. Se tivéssemos apoio o regime não estaria aí por mais de seis meses”, reiterou Adolfo Campos

Bonga: Prisão dos 15 activistas “é uma vergonha”

Lisboa - O músico Bonga considerou que a prisão dos 15 activistas, detidos a 20 de Junho por tentativa de golpe de Estado, “é uma vergonha”, argumentando que “a situação é triste para a democracia”.

 

Fonte: RE/Publico

"Parar com aquela campanha sistemática de dizer que quem critica Angola é contra Angola"

Em entrevista ao jornal português Público, publicada no último domingo e com o título “Coração angolano, voz de musseque”, o cantor recorda o período da ocupação colonial em Angola, os anos de exílio e termina com um apelo: no ano em que se assinalam os 40 anos de independência nacional, “precisamos de conviver. Precisamos do reencontro”.

 

Questionado sobre a prisão dos 15 activistas, Bonga responde: “Não estou a gostar nada dessa brincadeira. Já viu qual é o aparelho necessário para dar um golpe de Estado em Angola? Estamos a ser ridículos. Engrenaram estas prisões para servir de exemplo, que é o que têm feito. A imagem que Angola nos está a dar é que reprime para que outros saibam que é assim que age, para outros terem medo de reagir. Isso é uma vergonha. E eu tenho de perguntar: onde está a comunidade internacional quando acontece isto? A situação é triste para a democracia”.

 

Estão em prisão preventiva, há dois meses, os activistas Henrique Luaty Beirão, Manuel Nito Alves, Afonso Matias “Mbanza-Hamza”, José Gomes Hata, Hitler Jessy Chivonde, Inocêncio António de Brito, Sedrick Domingos de Carvalho, Albano Evaristo Bingo-Bingo, Fernando António Tomás “Nicola”, Nélson Dibango Mendes dos Santos, Arante Kivuvu Lopes, Nuno Álvaro Dala, Benedito Jeremias, Domingos José da Cruz e Osvaldo Caholo (tenente das Forças Armadas Angolanas).

 

Na entrevista, Bonga afirma ainda que “não é maltratando, aprisionando que chegamos a lado algum. Onde está o diálogo? Então as pessoas não falam entre si? E a nossa casa fica assim, desarrumada? Tem de se dar de comer a quem tem de comer, dar instrução e dar saúde. Esse é o caminho. E parar com aquela campanha sistemática de dizer que quem critica Angola é contra Angola. Já foi assim noutro tempo, no da outra senhora. Então e agora? Como é que estamos a conviver entre nós? Até fizemos uma guerra que nunca devia ter existido. Veja o que diminuímos do ponto de vista humano. Uma tristeza. Não é por aí, tenham paciência”.

 

Falando sobre os versos “Proibido cantar, para não alertar / proibido voar, para não informar” e o significado que terão actualmente, Bonga pergunta-se “como é que vamos falar para sermos escutados e sermos entendidos? Já fomos mais unidos. Noutro tempo, a gente encontrava-se nas ruas. Agora estamos cada qual para o seu lado. As pessoas não estão a falar, não se estão a visitar. Eu não quero que a mundialização nos transforme dessa forma. Até porque é o povo que se está a lixar”.

 

O músico faz um balanço dos últimos 40 anos explicando que é preciso “mudar, mas não temos de perguntar a ninguém como se muda, vamos ter de ser nós próprios. Qualquer que seja o teu clube, somos todos mwangolés. Vamos falar e vamos consertar, porque os problemas são da nossa responsabilidade. Quarenta anos depois, ainda vamos condenar o colono? Foram 40 anos nossos e 500 com outros, mas não conseguimos mais do que isto com os nossos 40? Prendemos, matámos, trucidámos, roubámos. Quando fazemos o stop? Precisamos de conviver. Precisamos do reencontro”.

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