Londres - Tanto em Angola como em Portugal, os cidadãos informados têm plena consciência que o regime angolano manda e pode em terras de Camões.  Falta apenas conquistar, em absoluto, uns desagradáveis magistrados.

Fonte: Club-k.net

Cavaco Silva inaugurou emprendimentos do general

Recentemente, o Presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, um velho camarada do regime angolano, baixou instruções a um selecto grupo de correligionários, para a criação de um grupo de lóbi a favor do reforço da presidência do eng. José Eduardo dos Santos junto da União Europeia.

A conselheira de Durão Barroso, Sónia Neto, é a principal animadora do projecto. Por sua vez, esta investiu no eurodeputado português pelo PSD, Mário David, para servir de ponta de lança do referido lóbi. O PSD é parte da família do PPE, de direita, o principal grupo parlamentar no Parlamento Europeu, no qual o lóbi se ancora.

Mário David é o pai de Pedro David, o principal gestor da Prébuild, na Colômbia. Este grupo, constituído por várias empresas que actuam principalmente no sector da construção, tem como testa de ferro, como proprietário a 100 porcento um português João Gama Leão, de 38 anos. O general Manuel Hélder Vieira Dias “Kopelipa”, o homem forte de Angola, a seguir ao presidente Dos Santos, é o verdadeiro patrão e investidor da empresa.

Durante a sua visita à Colômbia, em Abril passado, o Presidente Cavaco Silva inaugurou alguns empreendimentos da Prébuild. Pedro David, o representante da referida empresa, foi um dos coordenadores financeiros da campanha presidencial de Cavaco Silva. O chefe de Estado português assistiu também a assinatura de um acordo de investimentos de mais de US $250 milhões da Prébuild, na Colômbia, com um parceiro local http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO141313.html .

Essas ligações não são meras casualidades, assim como não o é a expansão da empresa, com uma liquidez financeira colossal, na América Latina. O grupo prepara-se para assaltar o Brasil com um investimento de US $138 milhões em projectos imobiliários.

Recentemente, o portal “Dinheiro Vivo” notou que as empresas do grupo de João Gama Leão, na Europa e em África “faturaram 421 milhões de euros em 2012. A empresa-mãe nunca fez uma única obra em Portugal - a construção está concentrada em Angola, na Colômbia e na Argélia, embora neste país magrebino o investimento em habitação social - 20 mil casas - ainda não tenha chegado ao terreno, só foi assinado o contrato sob impulso direto dos governos dos dois países”

Na Colômbia, o grupo opera há cerca de um ano apenas  http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO141408.html.

Ou seja, a árvore das patacas de João Gama Leão é Angola. Tão simples quanto isso. Que obras existem em Angola, realizadas pelo grupo, que justificam tantos lucros? Já que em Portugal não se questiona onde o jovem Leão foi buscar tanto dinheiro, para ser dono da Prébuild, a 100 porcento, o Club-K lança um concurso público para a identificação das suas obras em Angola e o que foi vendido, para render tanto dinheiro!

Tudo dinheiro de Angola, de saque e outras manigâncias obscuras que, com urgência, necessitam de passar por uma lavandaria.

Também não é alheia a abertura de um escritório no Qatar, no edifício do Banco Espírito  Santo, para venda de diamantes. O Qatar tornou-se numa das principais bolsas de diamantes do mundo e Angola tem bastante para traficar. A estatal angolana aventurou-se a constituir parcerias nas principais praças mundiais e fracassou. A Prébuild, especializada em construção, tem a formula certa. Afinal o seu principal sócio, o general Kopelipa, há anos que é sócio em projectos diamantíferos em Angola e tem todo o poder para garantir o sucesso de mais esta empreitada.

O general também tem interesses no Banco Espírito Santo em Angola e assim facilita-se a circulação de fundos cuja origem pode ser questionada em outros bancos que cumpram com as normas de prevenção de branqueamento de capitais e outras actividades ilícitas.

Instruído pelo novo riquismo, com uma fortuna amealhada da noite para o dia e sem explicação plausível, o testa de ferro da Prébuild, João Gama Leão, passou a desfilar pelos círculos do poder em Portugal, gabando-se como o “Sr. Angola”.  Contrariamente ao esperado, a exibição de um luxo desmedido, entre os quais um dos iates mais luxuousos, ancorados no Algarve, avião privado, quatro Ferraris e quejandos, conferiu-lhe uma reputação nada invejável: a do pacóvio dos quatro Ferraris.

Com o general Kopelipa, seu patrão, a frequentar regularmente Miami, para consultas médicas, devido a um cancro, João Gama Leão já tem arquitetada a deslocalização da Prébuild para Miami.

Nessa cidade Americana, do Estado da Flórida, influentes membros da elite predadora angolana e seus parceiros estrangeiros se têm instalado confortavelmente. Julgam comprar um pedaço do paraíso para uma reforma tranquila, em caso de fuga de Angola e de outras paragens onde destilam arrogância e desfilam em dinheiro. Não vá a justiça lembrar-lhes da sua vulnerabilidade enquanto cidadãos sujeitos às leis em vigor.



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