Lisboa - Tornou-se no centro das atenções desde que começou, em Luanda, o julgamento dos jovens angolanos acusados pela Procuradoria Geral da República, do general João Maria de Sousa, de rebelião nos termos de um “golpe de Estado”.

Fonte: Club-k.net

A magistrada que se sente envergonhada com o caso dos presos políticos 

A forma como se apresentou em Tribunal na qualidade de representante do Ministério Público, cobrindo o rosto, usando óculos escuros, e exageros de maquilhagem fizeram com que individualidades a suspeitassem que estaria a se sentir incomodada em seguir um processo que a população toma como fabricação do próprio regime para abafar o massacre do Monte Sume, contra a Igreja de Júlino Kalupeteka.

 

Nas lides judiciais ela é mais conhecida por Isabel Fançony, porém, desde o recente casamento passou a usar a extensão “Nicolau”, que é o sobrenome do seu conjugue. Isabel Fançony, na casa dos 40 anos de idade, terminou o seu curso de direito no ano de 2003/4, tendo optado pela magistratura.

 

Ao longo da sua carreira representou o Ministério Público em casos mediáticos como o caso SME, caso BNA, caso Mingão e igualmente o caso Gindungo, envolvendo um dirigente do MPLA, Miguel Catraio.  

 

Em todos estes casos, esta sempre a contrapor com o juiz Januário José Domingos, causando reparos de que os juízes não deveriam ter representantes do Ministério Públicos exclusivos, uma vez que depois acabam por desenvolver amizades, e na hora do trabalho, ou condenações, procuram não entrarem em contradições.

 

Assim aconteceu no caso SME, em que a dupla Isabel Fançony e o Januário José Domingos condenaram obedecendo alegadas ordens superiores, e caso acabaria por ser desmontado quando seguiu para o Tribunal Constitucional, que detectou erros graves na condenação.

O disfarce que Isabel Fancony tem usado começou na verdade desde o inicio do “caso gindungo”. Porém sofisticou quando lhe deram a “ingrata” tarefa de representar a PGR, no processo de acusação contra os revús.

 

Em condições normais, teria ocorrido um sorteio, e dai sairia o nome do procurador e do juiz da causa. A ausência do sorteio por parte do Tribunal Provincial de Luanda, é vista como um sinal claro de que “mãos invisíveis”, puseram propositadamente o processo destes jovens nas mãos da dupla Juiz Januário José Domingos e da procuradora Isabel Fancony Nicolau.

 

Em meios com apurado conhecimento do tema, diz-se que o julgamento dos jovens revolucionários está a ser um acto formal, em que o juiz já tem uma ideia concebida da condenação, razão pela qual entende-se a conduta de Isabel Fancony Nicolau em não quer mais o seu nome nem o seu rosto, em processos pré-concebidos.

 

Já o fez no processo SME, e ao voltar a fazer no caso dos revús, corre o risco de ser vista pelos seus filhos e familiares como uma mulher que recebe instruções para usar a lei para melindrar adversários políticos e críticos das politicas erradas do regime do MPLA.

 



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