Lisboa - O processo de internacionalização da banca angolana, de momento confinado a Portugal, corresponde a uma política calculada para demonstrar que as instituições financeiras de Angola já adquiriram maturidade e solidez suficiente para se inserirem no mercado financeiro internacional – um desígnio a que é associado o interesse de “servir” a projecção externa do país e o seu prestígio.

Informações verificadas indicam que a referida política também tem como objectivo acesso a now how – propiciado pela associação e/ou participação directa de “competentes parceiros estrangeiros” nas iniciativas lançadas no âmbito da mesma – um objectivo igualmente presente nos recentes cruzamentos de participações entre bancos portugueses e angolanos.

O Banco Privado do Atlântico-Europa, o terceiro a implantar-se em Portugal, depois do BAI-Europa e BIC Português, contratou quadros portugueses com elevados níveis de competência e experiência no comércio bancário moderno para integrar a sua estrutura directiva.

Casos de André Navarro e Conceição Nunes, provindos da que trabalhavam na Société Générale Banque e no BNP. Para administrador do Banco foi convidado António Monteiro, ex-MNE luso, cujo atributo mais valorizado foi o da sua influência.

O BPA-Europa, a inaugurar em Setembro, em Lisboa, é um banco de direito português, capital USD 18 milhões, cujo accionista único ou dominante é a Sonangol.

No BPA/Angola, considerado banco-mãe, a Sonangol é o accionista principal; o Millenium Bcp, 10%, é um dos parceiros mais importantes. A Geocapital foi convidada para tomar uma participação accionista no banco, mas a operação ainda não se concretizou.

É parceira do BPA-Angola e da Global Pactum (seguradora da Sonangol) na Geopactum, uma holding criada investimentos nos sectores financeiro e energético. O PCA do BPA, Carlos Silva, um economista formado em Portugal, foi, antes, administrador-delegado do BESA. É considerado muito próximo de Manuel Vicente, e seu principal conselheiro em assuntos de natureza financeira, económica e empresarial.

Fonte: África Monitor



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