Luanda  - O secretário para a informação e porta-voz da UNITA, Alcides Sakala, defende que se alguém quer que as eleições gerais, previstas para este ano no nosso país, não se  realizem, esse alguém é o MPLA. Para o político, só o partido no poder pode querer uma coisa dessas, como de resto vem demonstrando.


Fonte: SA


«A não realização das eleições interessaria fundamentalmente ao MPLA. Todas essas jogadas que nós temos vindo a acompanhar, não só essa imposição da Dra. Susana Inglês, como a recusa por parte do Dr. Bornito de Sousa em permitir a auditoria no ficheiro central de apoio ao processo eleitoral e esta campanha de intimidação misturada com actos de violência mostram isso mesmo », disse Alcides Sakala.


«Começamos a verificar agora, em Janeiro, incidentes graves no Huambo, com conflitos entre ambos os lados (MPLA e UNITA), a senhora da OMA que matou o seu próprio filho, além de outros incidentes que ocorreram no Moxico fazem transparecer a ideia de que o partido no poder estaria interessado em criar um clima de instabilidade generalizado para inviabilizar essas eleições», prosseguiu.


O porta-voz do Galo Negro disse que o seu partido quer que Angola entre na normalidade dos actos eleitorais e que se realizem consoante a própria Constituição para que o país viva em estabilidade política e que as eleições não fiquem a depender da vontade de uma ou de outra entidade.


Avança como proposta a definição de uma data para que, quando chegada, não haja outro tipo de argumentos para inviabilizar a realização das eleições. «É preciso que esse processo seja institucionalizado como em vários países que constituem a comunidade internacional.

 

Temos, por exemplo, os Estados Unidos da América, onde de quatro em quatro anos, no mês tal, no dia tal, realizam-se eleições. Angola terá que caminhar para isto inevitavelmente», defendeu.


Para Alcides Sakala, as eleições deste ano podem marcar uma nova etapa na vida política nacional, na medida em que, na sua óptica, poderá ser o único pleito livre e justo. «As eleições de 2012 podem marcar uma nova etapa no processo democrático angolano, já que tudo correu mal em 1992 e 2008.

 

Nós como actores políticos temos a obrigação de fazer melhor, mas para que tudo corra bem e que seja uma referência, é preciso que se respeite o quadro jurídico definido para regular este processo», concluiu. ■



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