Lisboa – Afonso de Antas Miguel, até pouco tempo  DG da Elisal, está a ser prejudicado com comentários de personalidades  conotada  a si, mas que procuram justificar as motivações que lavaram o executivo da província de Luanda a  afastá-lo do cargo naquela empresa de saneamento e  recolha de lixo.


Fonte: Club-k.net

Bento Bento põem ordem na empresa

Os seus próximos promovem em círculos que lhe são familiarizados, a idéia de que o seu afastamento foi precipitado por ele  ter recusado  colocar  em funcionamento duas empresas de saneamento e recolha de lixo conotadas a   figuras  ligadas  ao homem forte de Luanda, Bento Francisco Bento.

 

Em meios com conhecimento do assunto aludem falta de sustentação em tais comentários acrescentando  que é o próprio Afonso Antas Miguel que tem duas  empresas  de recolha de lixo, uma das quais a  operar em Cacuaco. Não obstante a isto,   acusam-lhe de se  ter  aproveitado da Elisal para proveito pessoal.  Tinha o controle exclusivo das finanças, por intermédio de um familiar seu, identificado por “Keta”, colocado como director financeiro daquela empresa pública.  A auditoria externa da empresa  eram  igualmente feitas por uma empresa de consultoria do seu primo “Keta”.


Em Dezembro do ano passado, o DG da Elisal terá incorrido em praticas de conflito de interesses entre a questão publica e privada.  A empresa que por exemplo, distribuiu os cabazes de natal, para os trabalhadores da Elisal, é conotada  a sua esposa.


Natural do Huambo, e oriundo da FNLA, Antas Miguel  é, em Luanda,  um dos quadros mais cotados em matéria de resíduos formado na ex- União Soviética.  Esteve no passado como director tecnico da Urbana 2000, e mais tarde na  Elisal. Contudo, por altura do ex – governador Job Kapapinha, foi afastado por motivações que se desconhece. Desde então  passou a prestar serviços junto a Casa Militar da Presidência da República, onde construiu uma influente rede de amizades que o deixaram confortável. 


Com a entrada do então governador, José Maria Ferraz, na liderança da capital do país, Afonso de Antas Miguel foi recuperado para voltar a dirigir a Elisal e a recém criada  Unidade Técnica de Gestão de Saneamento de Luanda.  Consolidou o seu poder e a dada altura, figuras do regime teriam ficado desanimadas ao escutarem que ele ou pessoas próximas a si, teriam desabafado de que “o mesmo só não era até agora nomeado governador de Luanda, por não ser do MPLA, e por não pactuar com as suas  políticas”.


Nunca ficaram claras em que circunstancia tais comentários foram feitos.  Porem, em finais do ano passado foi afastado do cargo de Director da UTGSL -  Unidade Técnica de Gestão de Saneamento de Luanda, e no seu lugar foi nomeado  Manuel José Cardoso do Amaral Van-Dúnem “Manecas”, ligado ao general “Kopelipa”.  Embora distante,  Antas Miguel mantinha-se por dentro da UTGSL   por intermédio de uma jovem  engenheira da sua alta confiança, Zenilda Mandinga,  que o mantinha informado.  


A 5 de Março, o editorial do Jornal de Angola, usualmente usado para criticar  forças opostas ao regime, dedicou uma pagina sobre o estado da letargia desta empresa de saneamento e residuos solidos  dizendo que a suspensão da direção de Antas Miguel “representa a ruptura com a situação por que passava a Elisal e, por arrasto, as outras operadoras”. A forma como o assunto foi exposto, levantou suspeita de que o artigo serviria para sensibilizar a sociedade de que a direcção suspensa da Elisal, poderia ser a próxima a visitar o Tribunal de Contas.



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