Luanda  - Um grupo de 139   decidiu  pôr  fim a sua ligação à UNITA juntando-se à recém formada Convergência Ampla para a Salvação Nacional de Angola, CASA, de Abel Chivukuvuku.


Fonte: VOA


Carlos Morgado, antigo médico de Jonas Savimbi e Odeth Ludovina antiga responsável da ala feminina da UNITA encontram-se entre as figuras que tomaram essa posição anunciada em conferência de imprensa.


Uma declaração lida por Ludovina que os signatarios do documento anunciado a sua decisão tinham militado na UNITA "pela construção de um Estado plural" em que o movimento seria  "oposição forte e actuante…”


O documento disse que tinha havido "um adiar permanente" desse desejo.


Ao juntarem-se ao CASA a intensão é a de "prosseguir os nobres ideiais da democracia, da justiça social, da dignificação e valorização de Angola"


Este documento teve a subscrição no momento de cento e trinta e nove pessoas, entre jovens,  ex-deputados, ex-ministros e conhecidos intelectuais.


Uma das figuras que mais atenção chamou foi a de  Carlos Morgado antigo médico de Jonas Savimbi. Mais comprometido com a docência universitária, tem andado discreto há alguns anos.


Morgado rejeitou a indeia de que o partido no MPLA será o grande beneficiáriio desta cisão da UNITA.


"O que se trata qui é a de realizar Angola e os angolanos tal como eles querem que este país possa avançar no futuro," disse.


"Esse é o nosso objectivo," acrescentou frisando a necessidade de "uma Angola diferente daquela que agora existe".


Uma outra figura subscritora é  de Jose Kissanga, o antigo Secretário da UNITA em Malanje.

 

 DECLARAÇÃO DOS MILITANTES DESERTORES


Foi o sentimento do dever para com a nossa querida Pátria, Angola, que impeliu muitos de nós a abraçar a luta anticolonial. O mesmo sentimento impeliu-nos posteriormente a participar da luta pela Democracia empreendida pela UNITA e pelo Dr. Jonas Malheiro Savimbi depois de instituído o Estado Totalitário em 1975. Foi em nome da luta pela instauração do Estado plural na nossa Terra, que dedicamos toda a nossa energia e juventude, com vista à instauração do Estado Democrático de Direito em Angola, luta na qual vimos partir milhares de companheiros, irmãos e amigos (insignes filhos desta Pátria querida), para que pudéssemos ser os sobreviventes da nobre causa de realizar Angola e os angolanos. Nessa luta caminhamos com a certeza de um porvir melhor, imbuídos da doutrina segundo a qual, 1º o Angolano, 2º o Angolano, 3º o Angolano… o Angolano sempre!


Foi em nome da edificação de um verdadeiro Estado Democrático de Direito que outros tantos de entre nós abraçaram a causa da UNITA a partir de 1991. Acreditávamos então que, mau grado a morte do líder fundador, o calar das armas pudesse criar um quadro, onde as sinergias dos dirigentes dessa que já foi uma grande organização política, fossem utilizadas para a satisfação das mais ingentes necessidades da população, tais como a liberdade arrancada com suor sangue e lágrimas ao jugo colonial Português, mas ainda adiada desde a proclamação da independência.


Foi pela construção de um Estado plural que todos nós continuamos a militar na UNITA, em busca, da sua transformação numa oposição forte e actuante, enquanto entidade indispensável para o exercício da Democracia num Estado de Direito.


Tendo constatado um adiar permanente desse nobre desiderato, nós, os abaixo assinados vimos  anunciar  aos Angolanos e ao  Mundo, a cessação da nossa militância à UNITA a partir de hoje, dia 15 de Março de 2012.


Ao mesmo tempo, respondendo à nossa vocação política, propomo-nos a prosseguir os nobres ideais da Democracia, da Justiça Social, da Valorização e Dignificação de Angola e dos angolanos, através do nosso engajamento total na CASA – Convergência Ampla para a Salvação de Angola que auguramos venha a ser a nossa CASA comum, onde todos e cada um se sintam verdadeiramente realizados, porque partícipes e construtores desta nova Angola que todos desejamos.


Nosso apelo vai a todas as mulheres e homens de boa vontade, à juventude força motriz do nosso país, aos desmobilizados e antigos combatentes e veteranos da Pátria pelo seu inegável e insubstituível papel na luta pela liberdade e independência de Angola, aos empresários, aos funcionários públicos, às zungueiras, às kinguilas, aos desempregados, aos excluídos, enfim,  convidamos todas as foças vivas da nação a entrar na “CASA” – a nossa casa Comum, num amplo movimento de cidadania  activo e inclusivo para melhor servimos Angola, na busca da  plena realização das angolanas e angolanos.


Esta é a hora!

A hora é nossa!

 Mãos à obra, para dizer basta!

Que Deus nos abençoe e abençoe a nossa Pátria!


OS SIGNATÁRIOS



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