Lisboa –  Raúl Taty, emblemática figura sacerdotal  subseqüentemente   afastada   do  exercício clerical católico, contraiu  matrimonio, em Janeiro passado, em Cabinda,   com uma médica do hospital provincial do  enclave, Maria Carlota  Víctor, vulgarmente conhecida por “Dra Carlota”.


Fonte: Club-k.net


Até a data do seu afastamento da Igreja  era  vigário-geral da Diocese de Cabinda, tendo cessado o  exercício clerical por intermédio de um decreto papal assinado a 16 de Abril de 2011 que fora  extensivo a outros dois sacerdotes, Jorge  Casimiro Congo,  e Alexandre Pambo cujas  razões nunca foram  declaradas publicamente  mas   presume-se que tem haver com as  ligações dos mesmos na luta pela auto-determinação do  enclave angolano.


O assunto a cerca do casamento do ex-sacerdote   não  é ainda comentado no enclave devido a forma discreta como aconteceu, porem em meios de altas figuras conotadas ao Bispado Católico tem sido objecto de analise no sentido de perceber o surgimento desta relação com  a médica   visto que o mesmo está  apenas oito meses distanciado da vida de Padre.


De  lembrar que não obstante ter sido um ex- comungado padre, a figura ao qual se aborda é também professor universitário e tido como um dos mais prestigiado intelectual em Cabinda.  Em Janeiro de 2010, ainda Padre, o governo angolano prendeu-lhe sob acusação   de ter sido o autor moral dos atentados contra a selecção do Togo. Durante a  prisão foi humilhado pelas autoridades, posto a dormir  no chão com urina e não permitiam que a família fosse visitá-lo inicialmente.  Ficou um ano na cadeia tendo sido posto em liberdade após um recurso em que verificou-se que ele e o grupo que estava encarcerado nada tinham haver com o ataque provocado pela FLEC, ao jogadores.



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