Lisboa –   Altas individualidades  ligadas ao   governo provincial do Huambo,  tem notado,    na figura do chefe do executivo local,   Fernando Faustino Muteka, um exagerado procedimento que os leva a concluir que o governante se encontra numa situação de  perca de confiança em relação  as pessoas   com  quem  trabalha.


Fonte: Club-k.net

Já não confia a ninguém

Nas reuniões do governo provincial,  por exemplo,  o governador passou a levar de casa a sua própria cadeira  para  se sentar. Há já alguns meses,   foi visto a entrar com um saco de dinheiro na dependência do Banco de Comércio e Indústria, S.A  que fica na baixa da cidade do Huambo. Em circunstancias  normais  teria delegado a missão ao elenco do seu protocolo ou ao guarda pessoal, embora se desconheça a proveniência do dinheiro.


Levou a cabo uma remodelação no seu executivo local começando por exonerar administradores municipais  e  substituí-los  por quadros  oriundos do Serviço de Inteligência e Segurança de Estado (SINSE). Fez, isso no Municipio  do  Longojo (António Kaviendi),  Chicala-Cholohanga (Luísa Ngueve) e Katchiungo (Frederico Ukuetali, ex - chefe do SINSE no Bailundo).   Há informações de que tenciona fazer o mesmo com o administrador  do  município da Caala, Miguel Somakessenje.

 

Nas exonerações que procede, Faustimo Muteka faz sem aviso prévio  aos  visados. Trata-se de uma pratica que  vêem fazendo nos últimos dois anos.   O caso mais marcante    é o do  antigo administrador municipal  do Huambo,  Armando Kapunda  que foi exonerado sem ter sido comunicado e substituído por José Luís de Melo Marcelino.   Armando Kapunda   apenas deu conta que já não  era administrador quando foi ao serviço, tendo encontrado a fechadura do seu gabinete trocada e a policia a impedir  a sua entrada.  Por ordens de Muteka, não  lhe foi  também  permitido a retirada dos seus documentos pessoais.


O governador Faustino Muteka  incompatibilizou-se com os quadros do seu partido, MPLA,  que o acusam de estar a “maltratar os seus companheiros”.  Entrou em rota de  colisão com os até então vice-governadores da província, Henrique David Barbosa e Lotty Nolika propondo ao PR o  afastado do mesmos  ao qual foram substituídos por Francisco Fato e Guilherme Tuluca.  Lotty Nolika  que era   vice-governador da província do Huambo para o Sector Político e Social foi acusada de ter afinidades a UNITA, encontrando-se agora com problemas de saúde.


Faustino Muteka   denota ter consciência do descontentamento por parte dos sectores da província quanto a sua pessoa. Há 3 de Março, por   ocasião  do empossamento dos novos administradores municipais   lamentou,  o facto de tais mudanças “não serem bem aceites pelos quadros, apesar de acreditar que a movimentação de quadros ter como principal propósito a introdução de novas ideias num determinado sector.”


“Estamos num ano de grandes desafios para o povo angolano, face à tarefa ingente da preparação das eleições gerais, que não passa só na actualização dos dados eleitorais, mas também no registo de novos eleitores”, disse.



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