Washington - Angola informou o FMI acerca do paradeiro de 27,2 mil milhões de dólares, indevidamente registados nas contas oficiais, faltando agora explicar onde estão outros 4,2 mil milhões de dólares, diz um comunicado da instituição financeira divulgado na última sexta-feira.


Fonte: Lusa

No comunicado, com data de quinta-feira, o FMI destacou que em Outubro de 2011, no âmbito do acordo de assistência a Angola, foi referenciada uma discrepância nas contas do Estado angolano, de 2007 a 2010, no valor global de 31,4 mil milhões de dólares e proveniente das receitas petrolíferas.


A explicação adiantada por Angola foi que a discrepância se deveu a um registo insuficiente de despesas efetuadas pela petrolífera Sonangol, em nome do Estado, nos sectores da habitação, vias de transporte ferroviário e outras infra-estruturas. "Até agora as autoridades identificaram 27,2 mil milhões de dólares do total residual de 31,4 mil milhões de dólares. Assim, falta apenas explicar a quantia de 4,2 mil milhões de dólares", lê-se no comunicado do FMI.


O valor em causa representa cerca de 25 por cento do Produto Interno Bruto de Angola em 2011, e algumas organizações de defesa dos direitos humanos, designadamente a Human Rights Watch, exigiram explicações cabais ao governo. O FMI e as autoridades angolanas continuam "empenhadas" em continuar a trabalhar no "acerto das contas fiscais" até se perceber na totalidade que tipo de transacções foram efetuadas, acrescenta o FMI no comunicado.


Numa análise ao desempenho da economia angolana, o FMI deu nota positiva às políticas macroeconómicas e aos esforços de reforma, mas chamou a atenção para a necessidade de recompor as reservas em moeda estrangeira para proteger a economia de riscos resultantes de efeitos do agravamento da crise económica nos países da Zona Euro e eventual queda dos preços do petróleo, que representa 95 por cento das receitas geradas pela exportação.



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