Luanda - De acordo com o Folha-8, o vice-presidente da República, Fernando da Piedade Dias dos Santos, Os ex-primeiro-ministros e secretários gerais do MPLA, Marcolino Carlos Moco e Lopo Fortunato do Nascimento, o comandante geral da Polícia Nacional, Ambrósio de Lemos, Ambrósio Lukoki, Mendes de Carvalho, Fernando Miala, Paiva Nvunda, os líderes dos partidos da oposição, Isaías Samakuva, Ngola Kabangu, Abel Chivukuvuku, Kuangana, Filomeno Vieira Lopes, Makuta Kondo  e uma série de intelectuais e membros da sociedade civil, como, os ex-padres Casimiro Kongo e Raúl Tati, o Padre Pio, os bispos Dom Bilingue e Dom Viti, os jornalistas Reginaldo Silva, Siona Casimiro, Armando Chicoca, Rafael Marques, William Tonet, Luisa Rogério, Manuel Vieira, Alexandre Solombe, Félix Miranda, José Gama entre muitos outros, têm os seus telefones celulares e fixos sob escuta permanente.


Fonte: Folha8

Segundo revelações do Folha-8

Anteriormente, disse uma fonte do F8, o rastreio era feito, através de grapeamento, nas centrais da empresa de telecomunicações do Estado, Angola Telecom, onde foram colocados, sob disfarce de trabalhadores, uma série de agentes dos SINFO, responsáveis pelas intercepções e gravações.


Estas, depois de registadas e catalogadas seguem, em malotes especiais codificados, para um órgão, alegadamente, coordenado pelo general José Maria, apontado como sendo o mentor desta engenharia, a quem cabe selecção final e a produção de um informe escrito, dirigido para conhecimento, ao Presidente da República, José Eduardo dos Santos, via Manuel Helder Vieira Dias Kopelipa, chefe da Casa Militar.


Com o desdobramento da Angola Telecom, foi orientado que os Serviços de Inteligência Militar e do SINSE, em colaboração com alguns quadros da segurança de Estado, alojados no Ministério das Telecomunicações, não deixassem cair as operadoras de telefonia móvel, em mãos “estranhas”, entenda-se de cidadãos distantes de JES.


E com esta orientação uma parte técnica da Angola Telecom, após investimento do Estado, avaliado em cerca de 25 milhões de dólares, foi entregre (doada), à custo zero, a Isabel dos Santos e António Van Dúnem à época, secretário do Conselho de Ministros, para formarem a UNITEL, tendo a primogénita, depois convidado o               ”primo”  Manuel Vicente, para entrar com a Mercury (empresa de telecomunicações da Sonangol), como garantia do suporte financeiro, bem como ainda a Portugal Telecom, que passou a viabilizar tecnicamente a empresa, passando todos a deter uma quota de 25%. Toda esta configuração representou um autêntico desfalque aos cofres do Estado.


No entanto, o domínio para o controlo das comunicações das várias individualidades não se podia cingir a uma operadora, que aliás, pode um dia, ser julgada por, sem qualquer mandado judicial se colocar, vezes sem conta, ao serviço de órgãos de segurança do Estado, fornecendo dados e violando o sigilo dos clientes, sem consentimento destes.   E, tempos depois, juntou-se, também, a privatização de outro segmento da estatal Telecom; a MOVICEL, entregue, novamente, a elementos da entourage e filhos do Presidente da República.


Aliás, basta ver a grande preocupação desta empresa, que operava exclusivamente no sistema CDMA, estar agora a converter e quase a obrigar os clientes a abandonarem este, para adoptarem o GSM, mais vulnerável a escuta.


Recorde-se ainda que a cerca de 12 anos, o então director da Angola Telecom, eng. Augusto de Matos, quando havia solicitado o sistema GSM foi-lhe negado, devido ao monopólio que se pretendeu conceder a UNITEL.      


Mas depois do domínio da telefonia móvel temos o controlo absoluto das telecomunicações e da quase totalidade do espetro electromagnético.


“Os dirigentes que apontamos e outros estão a ser escutados e muitas vezes seguidos. Existem também outros generais e ministros que se suspeita não estarem de acordo com o presidente e então são escutadas, pelos  Serviços de Inteligência Militar e da Presidência da República”, disse a fonte do F8.


E a nossa fonte disse que vai ser pior no tempo das eleições, com base naaquisição de novos meios sofisticados adquiridos a Israel e Inglaterra. 



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