Lisboa - Charles Taylor, ex-Presidente da Libéria, foi esta quarta-feira condenado a 50 anos de prisão por «alguns dos mais hediondos e brutais crimes da história da humanidade». Trata-se do primeiro ex-chefe de Estado a ser condenado por um tribunal internacional de crimes de guerra desde a Segunda Guerra Mundial.


Fonte: SOL


A sentença chega um mês depois de Taylor ter sido declarado culpado em 11 acusações por apoio aos rebeldes que raptaram e violaram civis na Serra Leoa durante uma década, que terminou em 2002 com mais de 50 mil mortes.


A acusação concluiu que o ex-Presidente forneceu armas, munições e outro tipo de materiais aos rebeldes responsáveis por inúmeras atrocidades durante a guerra civil. Em troca desta cumplicidade recebia ‘diamantes de sangue’, extraídos com recurso a trabalho escravo.


Richard Lussik, o juiz que presidiu a sessão, anunciou a pena afirmando que os crimes cometidos eram «de extrema gravidade em termos de escala e de brutalidade». «As vidas de muitos inocentes foram perdidas como resultado directo das suas acções», concluiu o juiz.


À semelhança do que aconteceu um mês antes, quando o tribunal se decidiu pela condenação, Charles Taylor não demonstrou qualquer emoção perante aquilo que será uma sentença de morte.


Com 64 anos, Charles Taylor irá cumprir uma pena de 50, numa prisão no Reino Unido.



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