Alemanha - Embora sendo apenas á nível autárquico mais baixo, não deixa de ser um caso inédito: Alemanha tem o primeiro negro em toda sua história, a exercer o cargo de Presidente numa pequena Câmara Municipal.


Fonte: Club-k.net


Órfão de pai e mãe,  Ehret de 40 anos idade vive na pequena Comuna de Mauer , arredores da conhecida cidade universitária de Heidelberg, com pouco menos de 4 mil habitantes.  Embra sendo o último numa lista de 5 candidatos não tendo sequer feito qualquer campanha eleitoral ao contrário de todos outros co-candidatos, John Ehret saiu vencedor da contenda conquistando 51,0% dos votos possíveis. Por ser o único negro da Comunidade Ehretiana, John foi sempre o centro das atenções, embora desabafe: “nunca me senti discriminado”. Sua mãe que viria a morrer víctima de um tumor cerebral quando John apenas completara 2 anos de vida, decidira doar seu filho á um Orfanato para que o cuidassem. Seu apelido Ehret, ganhou-o da familia que mais tarde o viria adotar.


Na trajectória que o levaria ao cadeirão principal da Administração Comunal de Ehret, John passou pela Polícia de Investigação Criminal (BKA) onde permaneceu 20 anos antigindo á patente de Comissário. Na BKA,  cumpriu várias missões de trabalho não pouco perigosas ao estrangeiro destacando-se no Afeganistão.


O efeito  Obama?


Embora reconheça não ter sido impulsionado apresentar a candidatura inspirado daquilo que Obama alcançou nos EUA, John escreveu numa das redes sociais „Yes we can“, justificando que com isso „queria apenas mostrar meus concidadãos que juntos podemos. Aliás antes antes de ser eleito Burgomestre, não sabia sequer que seria eu o primeiro negro na Alemanha á atingir tal proeza“, rematou ele á Edição Online do semanário “Der Spiegel”


Reagindo as insinuações, segundo as quais ele seria a partir de agora o impulsionador  de um movimento pró-africano na Alemanha, o novo autárca de Mauer replicou: “ . . .  para isso sou e sinto muito alemão”.


De certeza que só o tempo poderá testemunhar até que ponto John Ehret continue se sentido mais alemão do que um afro-alemão, que realidade o é.



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