Luanda - Eram quase 17 horas quando Pedro Malembe, o último dos detidos deixou de ver a luz do sol aos quadradinhos. Na parte lateral esquerda da 9ª Esquadra, a unidade que se situa defronte ao antigo mercado "Roque Santeiro", aguardava um grupo de cerca de 10 pessoas, entre elas estavam companheiros da organização do movimento que tinham sido postos em liberdade, dele fazendo parte Hugo Kalumbo e Rosa Mendes.


Fonte: Club-k.net

A saída de Pedro Malembe, era aguardada com justificada expectativa, vindo a ser por esta razão, vivamente saudada pelos colegas. Por falta de argumentos para justificar a manutenção dos jovens detidos nas cadeias, a policia terá decidido mandá-los em liberdade. Quando perguntados de que eram acusados, nem os jovem conseguiam responder.

Os manifestantes queixavam-se dos maus tratos vividos e sobretudo a tentativa de forçá-los a prestar declarações aos repórteres da TPA e da TVZimbo que tiveram acesso privilegiado naquela unidade. Contou Rosa Mendes que sob pressão do comandante da unidade, identificado apenas com o nome de "Notícia" , os repórteres tentaram durante algum tempo, arrancar declarações que inculpassem os partidos da oposição (UNITA, CASA-CE e PP) como autores das manifestações.


Foi uma batalha, disse Pedro Malembe explicando o que sucedeu no interior da unidade. Treze pessoas incluindo Nfuka Muzemba, secretário geral da JURA, foram levadas para a cadeia depois que homens a civil empunhando paus e outros meios contundentes forçaram a paragem da marcha que seguia em direcção a um  ponto de concentração de onde desejavam partir e percorrer as artérias da cidade capital.


Os organizadores desejavam manifestar-se pelos desaparecidos Alves Kamulingue e Isaías Cassule e ainda contra a candidatura de Eduardo dos Santos, há mais de 32 anos no poder. Tinham cumprido as formalidades junto do governo de Luanda ainda no princípio do mês. Mas no dia do acto depararam-se com um outro evento, ou seja, uma outra manifestação de apoio ao candidato do MPLA, no mesmo local.

A policia de acordo com os jovens voltou a jogar o papel de solidariedade para com os agressores, na sua maioria trajando á civil.



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