Os resultados pouco conseguidos e as pálidas exibições da Selecção Nacional, no Grupo 3, frente às congéneres do Benin, do Uganda e do Níger, ditaram o destino de Oliveira Gonçalves, treinador que estabeleceu o recorde de longevidade à frente dos Palancas Negras.

Chamado por Justino Fernandes para substituir o brasileiro Ismael Kurtz, Oliveira Gonçalves ficou aproximadamente quatro anos no comando do combinado nacional, depois da estreia em Novembro de 2004.

Ao evitar o afastamento dos Palancas Negras na preliminar frente ao Tchad, com o triunfo por 2-0 no Estádio da Cidadela, em resposta à derrota por 1-3 sofrida em Djamena, sob o comando do técnico brasileiro, Oliveira Gonçalves surpreendeu a mundo do futebol, ao apurar o país para o Mundial da Alemanha-2006.

Com um grupo batalhador, encabeçado por Akwá, João Ricardo, Yamba Asha, Jacinto, Figueiredo e Jamba, o técnico angolano contrariou o favoritismo atribuído à Nigéria e ao Zimbabwe, num grupo que contou igualmente com o concurso da Argélia, do Gabão e do Rwanda.

Em Janeiro, Oliveira Gonçalves conduziu a Selecção Nacional aos quartos-de-final do CAN disputado no Ghana, prestação marcada pelas exibições do avançado Manucho Gonçalves, do Manchester United.Antes de chegar aos Palancas Negras, Oliveira Gonçalves trabalhou nos escalões de formação, com destaque para as selecções de Sub-17 e 20. Na última conquistou o CAN de 2001, na Etiópia, e disputou o Mundial da Argentina, no mesmo ano.

Mabi de Almeida, seleccionador adjunto, assume o comando da equipa no jogo do próximo domingo, frente ao Níger.
A Direcção da FAF aborda ao princípio da tarde, no seu anfiteatro, em conferência de imprensa, o afastamento de Oliveira Gonçalves, bem como o programa traçado para o futuro competitivo dos Palancas Negras, que em 2010 serão os anfitriões do CAN.

Fonte: JA



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