Lisboa - José Eduardo dos Santos tem em privado manifestações descritas como “exultantes” face aos resultados das recentes eleições de 31 de Agosto, que acredita terem-no finalmente legitimado e deixado delineado um quadro político clarificador da questão da sua “sucessão”. O resultado das eleições, considerado equilibrado, correspondeu em larga escala às suas expectativas e desejos, mantendo um clima de paz interna, sem que se tenham confirmado expectativas e/ou ameaças de agitação.

Fonte: Africa Monitor

A participação dominante que reservou a si na campanha eleitoral (acompanhado apenas de figuras de “segunda linha”), identificou-o especialmente com a vitória, conferindo-lhe ascendente moral e político para efectuar mudanças; julga que a sua participação evitou desaires em áreas de “apoio instável”, como Huambo, Cabinda, Benguela, Huíla e Zaire.

JES faz tenção de usar o poder reforçado com que saiu das eleições para começar a renovar a direcção do aparelho do MPLA. O Bureau Político e o Comité Central, nomeadamente respectivos secretariados (cúpula partidária) são considerados por JES como principais focos internos de oposição a si próprio e suas políticas.

Manuel Vicente ascende à Vice Presidência por vontade/empenho de JES – pessoal e político. Goza da sua confiança (idem, em relação a toda a chamada família presidencial – vantagem considerada decisiva), em termos só aplicáveis a 2 outras figuras, M H Vieira Dias “Kopelipa” e Leopoldino do Nascimento, “Dino”.

Não se preveem mudanças consideradas substanciais na composição do novo governo – a constituir após a instalação do parlamento e posse do Presidente e Vice Presidente. As atenções políticas estão, de momento, concentradas no que virá a ser o futuro de Fernando da Piedade Dias dos Santos e Paulo Cassoma.



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