Oposição deve evitar Fraude em 2009

Conhecendo o valor simbólico de todos os órgãos estatais quando se trata de transparência e boa gestão nos gastos do regime, os milhões de angolanos injustiçados por tais denominados tribunais, muito agradeceriam se, logo agora em que o pesadelo das eleições, que muito além estiveram daquilo que realmente reflecte a vontade do povo, como dizia, deveriam ser poupados de tais promessas descabidas de qualquer possibilidade de implementação.
 
Senão vejamos: Onde esteve o TC quando o MPLA contra tudo e todos, sob o olhar silencioso e impune do TC, importou milhares de Toyotas Hylux cabine dupla importadas principalmente de Dubai, com entrada ludibriosa através da vizinha e cúmplice Namíbia; viaturas ligeiras do tipo VW, BMW, camiões, tractores, etc para não falar da distribuição de vivendas em condomínios de luxo em Talatona, em Luanda-Sul? Onde esteve o meritíssimo Sr. Presidente do TC quando na sua Província de origem, Malange e não só, os milhares  de camponeses foram “gratificados” pelos Comités de Acção do MPLA com garrafões de vinho, sabão, sal, pilhas e rádios de fabrico chinês, para lhes embebedarem a mente de forma verem só e somente para enxergarem o amarelo, vermelho e preto nos boletins de voto.
Onde esteve o seu tribunal quando de forma ostentosa e descarada, o MPLA angariou de tudo quanto é empresa pública e semi-públicas tais como Sonangol, Bancos não esquecendo de inúmeras empresas fantasmas que nada fazem, mas que “gerem” duvidosamente milhões e milhões de dólares americanos?
 
Mas então, existirá alguma instituição em Angola que possa controlar ou sequer, fiscalizar aquilo que constituem as “prioridades” máximas na óptica regime, agora e outra vez monolítico, onde o Sr. o “TODOABSOLUTO”, seu clã e seus servidores mais próximos não deixam sequer ossos, para que nós, os “cães” do sistema, possamos pelo menos nos abdicar dos restos?
Existirá tribunal ou órgão de soberania algum, que não sendo gerido directamente pelo MPLA, tenha legitimidade alguma?
Como se explica que logo após as eleições, todos os Ministérios, de cujos tutelares eram supostamente da UNITA, nomeadamente: Hotelaria e Turismo, Comércio, Indústria e Saúde, tenham sido alvo de alegadas “inspecções” para se apurar o quê? Apurar se tivessem disponibilizado verbas para a Oposição? Que tal se tais abuso de poder, tivessem tido lugar na Comissão Nacional de Eleições, Casa Militar, laboratório onde foram fabricados os resultados eleitorais, Bancos estatais, Empresas públicas etc, de cujos tutelares são chamados de membros do MPLA?
 
Outrossim e não nos devemos esquecer da linguagem tão musculada de certo chamado Sr. auto- intitulado de grande constitucionalista de Angola ligado ao Tribunal Constitucional,  aquando dos pronunciamentos relativos ao pedido de impugnação dos resultados em Luanda, apresentado legalmente pela UNITA, acompanhada de todos os motivos, pois milhões de angolanos foram testemunhas oculares bem como acompanharam através das transmissões em directo da TPA/RNAS UNITA, mostra que não há justiça e muito menos isenção, no pouco que de chamada justiça se faz em Angola. Senão não se explica como é que Onofre dos Santos, ficou nervoso e até mesmo excitado, se apenas e somente estava a fazendo um pronunciamento/comentário sobre uma prerrogativa legal e que afinal de contas, a mesma foi mesmo aprovada com o seu contributo: Lei Eleitoral, Lei dos Partidos Políticos, etc. etc. Então a justiça é boa apenas quando nos favorece?
 
Apelo á Oposição
 
Com todas as vicissitudes que marcaram as eleições de 5/6 de Setembro de 2008, reduzindo os pontos acima rebatidos e não omitindo o alto sentido de estado demonstrado pela Oposição no Geral, pois havia elementos jurídico e mesmo politico para se  implantar um clima de instabilidade politico -governativa á luz daquilo que foram as irregularidades e omissões da CNE, não nos devemos esquecer da pouca acção e vida da Oposição ao longo de todo processo de preparação das eleições, cuja ponta do “iceberg” ficou visível nos caos organizado de 5 e 6 se Setembro.
 
Para as Presidenciais, é imperioso que a Oposição leve mais á sério as suas responsabilidades, pois em pleitos com resultados fabricados como este último, quero crer que os angolanos jamais participarão e jamais perdoarão aqueles que afinal têm a responsabilidade de garantir que tais “ensaios” não mais tenham lugar, e estes sois vós: Oposição. Mais controlo, mais trabalho, maior grau de intervenção, e nunca, mas nunca contar com a comunidade internacional, no caso a União Europeia, pois esta sempre dançou em órbita e ao ritmo dos poderes, enquanto poderes.
 
O Angolano primeiro, o angolano sempre.
 
Fonte: Club-k.net