Lisboa - A Fundação Mo Ibrahim anunciou esta segunda-feira, 15, que o Prémio para a Excelência na Liderança Africana 2012 não será atribuído. Após uma reunião em Londres, o Comité do Prémio informou o Conselho da Fundação da inexistência de um vencedor para este ano.

Fonte: Publico

O prémio consiste na atribuição, ao longo de dez anos, de cinco milhões de dólares ao premiado, recebendo este também de forma vitalicia 200 mil dólares anuais. Foi criado para reconhecer e celebrar a excelência na liderança africana e proporcionar aos laureados a oportunidade de prosseguirem o seu compromisso para com o continente depois de saírem dos seus cargos.

É atribuído a um antigo chefe de Estado africano ou a um governo eleito democraticamente que tenha cessado funções nos três anos prévios e cujo mandato tenha sido considerado de comprovada excelência.

"O Comité do Prémio analisou vários candidatos elegíveis mas nenhum satisfazia os critérios necessários para a atribuição deste prémio. O prémio é sobre a excelência em liderança. Nos primeiros seis anos, o Comité do Prémio selecionou três laureados muito meritórios que continuam a ser uma inspiração e cujos exemplos esperamos virem a ser emulados", explica um comunicado da Fundação Mo Ibrahim.

Em 2011, o prémio foi atribuído ao Presidente Pedro Verona Pires, de Cabo Verde, pela sua "visão de transformar o país num modelo de democracia, estabilidade e crescente prosperidade". Os laureados anteriores foram Joaquim Chissano (2007) e Festus Mogae (2008); Nelson Mandela recebeu em 2006 um prémio honorário.



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