Luanda - Angola anunciou na quarta-feira, 17, em Luanda, que o fundo soberano que está a preparar há alguns anos vai finalmente ver a luz do dia. São, para já, 5 mil milhões de dólares de ativos sob gestão, que pretendem "promover o desenvolvimento socioeconómico e criar património para as gerações futuras", de acordo com um comunicado do Fundo Soberano de Angola (FSDEA).

Fonte: Expresso

A intenção de avançar com um fundo soberano foi anunciada em 2008 pelo Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, mas só em 2011 o Parlamento angolano aprovou a lei relativa à sua criação. A ideia é utilizar parte das verbas do petróleo para fazer investimentos não só em Angola como também a nível internacional.

Filho do presidente na administração

O FSDEA é presidido por Armando Manuel, assessor económico do presidente angolano, e contará com mais dois administradores, entre os quais José Filomeno dos Santos (filho de José Eduardo dos Santos), para quem o lançamento deste fundo "é um momento histórico para Angola, num período em que o governo continua a transformar e a fazer crescer a economia do país.

O FSDEA reconhece que o país ainda continua a enfrentar problemas consideráveis. No entanto, comprometemo-nos a promover o desenvolvimento socioeconómico ao investir em projetos que criam oportunidades com um impacto positivo na vida actual de todos os angolanos e que criarão património para as gerações futuras."

Tem também um conselho consultivo do qual fazem parte os ministros das Finanças, da Economia, do Planeamento e o governador do Banco Nacional de Angola, e um conselho fiscal, que irá "analisar o desempenho do fundo confrontando-o com as políticas de investimento aprovadas pelo governo e critérios de referência".

A hotelaria e as infra-estruturas são dois dos primeiros sectores para onde o investimento será direcionado. O FSDEA vai concentrar os investimentos em infra-estruturas "em áreas com necessidades imediatas de desenvolvimento, tais como a agricultura e os serviços públicos que incluem a água, a eletricidade e os transportes", refere o comunicado. A ideia é investir "em diversas classes de ativos em Angola e no exterior". A estratégia financeira do fundo será alimentada não só pela venda de petróleo como também pelo desempenho dos investimentos que o fundo for fazendo.



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