Cabinda - Cabinda vai acolher este fim-de-semana uma conferência sobre a gestão e utilização dos recursos petrolíferos. O encontro vai debater temas ligados a indústria petrolífera em Angola e a transparência e direitos socioeconómicos, onde a transparência das receitas petrolíferas será o tema de maior destaque.


Fonte: VOA

Em relação a essa matéria a conferência pretende envolver a sociedade no debate sobre as rendas provenientes da exploração do petróleo em Angola cuja gestão é apenas de domínio de uma elite política  do país.


As inquietações em relação à transparência na gestão dos fundos petrolíferos têm aumentado de tom em consequência do aumento dos níveis de miséria no país e do governo não apresentar relatórios convincentes sobre o destino dos dinheiros do petróleo.


Cabinda, é o maior produtor do crude angolano mas na prática enfrenta carências em todos os domínios.


O enclave é uma das províncias do país que menos programas de desenvolvimento mereceram do governo central.


Falta de água potável, saneamento básico, energia eléctrica, infra-estruturas e a sua população vive abaixo da pobreza para além de não beneficiar da riqueza petrolífera, a população de Cabinda vê-se a braços com questões ambientais decorrentes da produção do petróleo em offshore.


Segundo os pescadores, o volume do pescado diminuiu por causa da poluição do mar e acusam a multinacional americana Chevron e o Governo de serem os responsáveis pela situação.


Esta situação segundo os pescadores tem relegado muitos cidadãos para o desemprego e empobrecido as famílias que sobreviviam da pesca.


Os constantes derrames petrolíferos tem provocado o desaparecimento de algumas espécies marinhas no mar do enclave e a morte de tartarugas.


A conferência é uma iniciativa da Fundação Open Society Angola e tem como objectivo principal promover o aumento do conhecimento sobre o sector petrolífero, bem como debater e fazer uma análise critica e construtiva sobre a gestão e utilização dos recursos petrolíferos em Angola.


O director da Fundação Open Society em Angola, Elias Isaac, pediu às autoridades angolanas a maior transparência dos fundos petrolíferos e desafiou a operadora petrolífera angolana Sonangol a revelar aos angolanos os dinheiros  dos contratos de concessão de blocos petrolíferos a multinacionais estrangeiras.


É necessário segundo ainda Elias Isaac que a Sonangol desvende os segredos do seu sistema financeiro, a sua produção, os seus contratos e deixar de transformar esses dados como um segredo do Estado.



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