Luanda – À margem da sessão de venda e de autógrafos da sua segunda obra discográfica intitulada “Crescida, mas ao meu jeito”, lançada neste sábado, 27, no Parque da Independência, em Luanda, a “extravagante” cantora angolana Ariovalda Eulália Gabriel, ou simplesmente "Ary", revelou que já foi vítima de assédio sexual, sobretudo no momento em que decidiu “correr” atrás dos patrocínios.

Fonte: Club-k.net

Música angolana atravessa uma fase de vitalidade

A cantora (dona de uma voz singular) confessou – segundo a notícia veiculada pela Angola Press – ter passado por momentos de extrema dificuldade. “Um dos piores foi quando decidi andar atrás dos patrocínios para o meu primeiro disco. Cheguei até a ser assediada sexualmente”, confessa sem papas na língua.

Apesar dos pesar, Ary (vencedora de vários prémios culturais) mostra-se satisfeita por ter literalmente surgido numa época em que a música angolana abarca uma fase de vitalidade e crescimento. “O mercado está mais exigente. Os artistas nacionais têm que se esforçar mais, até porque são cada vez mais valorizados internacionalmente”, enfatizou.

A jovem cantora – que foi considera “Diva do Momento”, em 2008 – referiu não ser fácil lidar com a fama em certas situações. “Já não me sinto exactamente igual ao que era. Agora sou obrigada a ser mais perfeita e muito cuidadosa em tudo o que faço. No princípio as pessoas faziam muitos comentários sobre mim. Os negativos faziam-me sentir pessimamente, mas a minha mãe aconselhou-me que se este era o caminho que eu escolhi, então tinha que ultrapassar tudo”, disse.

Informou que a obra contou com a colaboração de vários compositores, entre os quais Heavy C, e conta com faixas já conhecidas pelos ouvintes como “Amor da minha Vida”, “Betinho” e “Sou louca só por Ti”. Recentemente Ary esteve em Portugal onde gravou mais um vídeo deste seu novo álbum que contém 12 faixas musicais e foi gravado pela LS Produções.

Importa realçar que muito recentemente a psicóloga Maria de Encarnação Pimenta condenou veemente, a partir na cidade do Kuito, província do Bié, a pratica do assédio sexual que se verifica em alguns locais de trabalho a nível do território nacional. A mesma mostrou-se desapontada pelo facto de se verificar, com alguma frequência, esta prática nas instituições laborais.
“Tal atitude errada em nada contribui para o bom funcionamento de um órgão público, nem tão pouco privada”, garantiu a também escritora, enfatizando que “hoje nota-se em vários locais de serviços a prática do assédio sexual, um comportamento menos digno e de tamanha vergonha na nossa sociedade".

Para a psicóloga, o assédio sexual é resultado das incompetências dos gestores das instituições de trabalho, tendo também solicitado das mulheres mais responsabilidades e competências nas suas tarefas, para evitarem que se caia neste mal que acaba por prejudicar grandemente o convívio familiar.



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