Benguela - O Tribunal provincial de Benguela realizou nos dias 30 e 31 de Outubro do corrente ano, as sessões do julgamento do “caso Banco Bai”, que julgou dois antigos tesoureiros, Walter Janet Joaquim e Eduardo Chitaly, acusados de efectuarem movimentos financeiros irregulares.

Fonte: Club-k.net

Tesoureiro desvia um milhões de dólares americanos

O primeiro acusado confessara (Walter Joaquim) ter retirado do banco cerca  de um milhão de dólares norte-americanos para realizar um negócio, que “infelizmente não resultou”. Alega que guardou os valores em casa, mas que estes desapareceram por efeito de um assalto quando se encontrava de viagem ao exterior do país. No sentido de juntar dinheiro para  restituir o banco, recorreu as famosas "kinguilas" que mais tarde o pressionaram o desembolso.

Entretanto, face as pressões, por parte das pessoas a quem contraiu as dividas, o réu  resolveu realizar movimentos contabilísticos sem contudo apresentar os numerários para as diversas agências do respectivo banco. Por outro lado, o réu Eduardo Chitaly aparece na peça por ter supostamente entregue 25 milhões de kwanzas, sem as regras obrigatórias bancárias.

O Ministério Público e a assistência da acusação, acusaram o antigo tesoureiro Walter Joaquim  no crime de abuso de confiança, previsto no artigo 453 do código penal angolano que compreende pena de 8 a 12 anos, e Eduardo Chitaly como encobridor.

Os seus advogados Sérgio Raimundo e “Vieira” pediram ao tribunal que recorresse as novas teorias do direito penal e  jurisprudência angolana para que fizesse uma “condenação leve” pois, segundo fizeram entender,  o mais importante é  restituição dos valores ao banco e não a privação da liberdade dos arguidos.

Os quesitos serão lidos e reclamados no dia 13 de Novembro e a sentença  no dia 20 de Novembro do ano em curso.



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