Lisboa –  João Maria de Freitas Neto, o até pouco tempo  Director Nacional  do  SME- Serviços de Migração e Estrangeiros de Angola, esta a ser apresentado em meios competentes como tendo a sua “queda” associada a irregularidades e praticas ilícitas  incorridas por altos funcionários da instituição que o deixam   comprometido. 


Fonte: Club-k.net

De acordo com meios que acompanham o dossiê,  o problema que causou a queda  da direcção de Freitas Neto teria iniciado no seguimento de um incidente que resultou na apreensão no aeroporto de Luanda, de uma mochila contendo cerca de 100 passaportes estrangeiros com vistos de trabalhos que seriam despachados para fora do país para que os seus respectivos donos pudessem entrar em Angola.   A emissão  dos vistos nos aprendidos passaportes  decorreram de forma “anormal”  e reveladoras de  que  altos  funcionários do SME estariam comprometidos  com  grupos de estrangeiros a quem facilitavam a emissão de documentos.  Estima-se que por cada  emissão de um visto de trabalho, os funcionários estariam a cobrar o  valor de 10 mil dólares americanos, o que correspondem a 1 milhão de dólares  para os 100 passaportes aprendidos na mochila apanhada no aeroporto de Luanda.

 

Para supostamente   integrar o esquema  de vistos por métodos incorretos, a direção cessante  do SME, acolheu  na sua sede, em Luanda,  um elemento identificado por “Mendonça” que estava colocado como Chefe da sala de emissão dos vistos.  “Mendonça” inicialmente foi apresentado aos trabalhadores como funcionário transferido da delegação da província do Bengo. Porém, no seguimento de apurações, o director provincial do SME no Bengo,  negou em fórum próprio, desconhecer o mesmo e logo a seguir constatou-se que “Mendonça” era irmão do até pouco tempo, Chefe de departamento de estrangeiro do SME,  José Maria dos Santos Miguel  que  foi  suspenso, a 9 de Outrubro  pelo novo  Ministro do Interior, Ângelo  Viegas Tavares.


As autoridades que investigam o assunto procuram apurar até que ponto os esquemas envolvendo altos funcionários do SME estavam a ser feitos sob conhecimento  do ex- Director Nacional,  Freitas Neto.  No seguimento da sua exoneração foi orientado a não se ausentar  mas  o mesmo terá viajado  a poucos dias para o Brasil na companhia da esposa e de cinco filhos. As autoridades tomaram a “fuga” do mesmo como uma ação a revelia.


A direcção chefiada por João Maria de Freitas Neto, era  integrada por quadros provenientes do Serviço de Inteligência e Segurança de Estado (SINSE) que tinha a missão de implementar rigor e ordem no SME. Entre os funcionários do SME há sentimentos de que os mesmos “saíram piores” que as direções passadas. Por outro lado, a  nível  do SINSE, são identificados numa corrente de altos funcionários  desabafos segundo aos quais, as irregularidades incorridas pelo grupo   de Freitas Neto no SME cria repercussão negativa para a imagem da  Comunidade de Inteligência. Os quadros do SINSE gozam de reputação social exemplar.



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