Lisboa -  O anúncio oficial da designação do Vice Presidente, Manuel Vicente, para presidir ao “acto central” das comemorações da Dia Nacional, 11 de Novembro no Namibe, no qual discursou, quebrou o estado de apagamento público a que o mesmo estava remetido praticamente desde a sua investudura, 26 de Setembro.

Fonte: Africamonitor.net

A “ausência” de Vicente, como também é descrita a sua incipiente acção pública como Vice-Presidente, é interpretada em meios com conhecimento do fenómeno e sensibilidade para o avaliar, como reflexo de factores entre os quais uma conformação do próprio com realidades da política angolana que aconselham a tal conduta.

Vicente aparenta estar ciente de que a sua afirmação como Vice-Presidente e reforço da condição de putativo Presidente, dependem em larga escala de uma salutar coexistência institucional com JES – difícil de alcançar sem convincentes demonstrações de lealdade e de desapego ao poder.

As expectativas mais abalizadas vão no sentido de que, por iniciativa própria, sujeitará o exercício do cargo a uma atitude de “baixo perfil”; eventuais excepções à regra decorrerão sempre de encargos ou missões que lhe sejam expressamente confiadas – como a sua comparência na principal cerimónia do 11 de Novembro.

O estatuto orgânico do quadro de pessoal do gabinete do Vice Presidente está aprovado, mas não há conhecimento, até ao presente, de nomeações determinadas pelo próprio. O seu chefe de gabinete, José Luís, um quadro da sua confiança e a sua secretária, exercem ad-hoc a função, por não terem ainda sido nomeados.



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