Lisboa – O desfecho da divergência entre Job Capapinha e Justino Fernandes que disputavam através de "métodos anormais" a liderança do Movimento Nacional Espontâneo (MNE) foi determinada por uma intervenção de José Eduardo dos Santos que entendeu manter o primeiro fora da organização, e do executivo, onde desempenhava as funções  de vice-ministro para a Juventude e Desporto.

Fonte: Club-k.net

As divergências entre ambos tornaram-se notórias quando em Junho passado o então vice-ministro, Job Capapinha, liderou internamente um movimento para afastar Justino Fernandes da presidência do MNE, chegando mesmo a “exonerar” aquele que o  colocou nesta associação de massas do MPLA e de quem é compadre.

Capapinha tentou remover Justino Fernandes da chefia do MNE, naquilo que observadores atentos ao episódio consideraram ter sido “da pior forma”, encetando a guerra por via do Jornal de Angola. A tentativa de derrube do seu chefe directo não ficou pelos comunicados colocados naquele jornal, Job Capapinha, ainda no entender dos observadores, cometeu o “pecado mortal” de escrever para o presidente José Eduardo dos Santos a queixar-se do seu “mentor”, esgrimindo as razões que julgava assistir-lhe para ver Justino Fernandes fora do barco.

No seu peculiar estilo, José Eduardo dos Santos nada mais fez do que enviar a Justino Fernandes a cópia da carta escrita pelo seu “súbdito” a fim de responder as acusações que lhe eram feitas. E assim Justino Fernandes procedeu. Quando a resposta chegou às mão do Presidente da República, este foi lapidar no despacho aposto à carta. Mandou expulsar Job Capapinha do MNE e fazer uma informação à propósito dirigida ao Bureau Político do MPLA.



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