A vida do mítico Presidente de Cuba "Gorbachov tinha ascendido à direcção máxima do Partido e do Estado. Enviei-lhe uma mensagem pessoal solicitando com urgência 12 aviões de combate MiG-23 adicionais. Ele respondeu positivamente", explicou Castro num artigo publicado no site Cubadebate.

Esta acção foi vital para a guerra em Angola que acabou por derrotar a investida da UNITA nos anos anteriores, apoiada pelo regime do apartheid sul-africano.

O ex-Presidente cubano disse que durante a guerra civil em Angola, em que as tropas cubanas apoiaram as forças do Governo do MPLA entre 1976 e 1991, "a União Soviética "foi o país que mais se solidarizou com Cuba".

Mas Castro criticou a actuação militar soviética em Angola, responsabilizando "Konstantín" (nome de guerra), estratega e assessor militar da União Soviética, pelas "mais absurdas ofensivas na Jamba e no remoto sudoeste de Angola".

A propósito da vitória sobre a UNITA, Castro afirmou que foram feitas por Konstantín "declarações oportunistas caluniando Cuba".

"Decidimos outorgar 1 a Ordem "Che Guevara". A princípio "konstantín" recebeu com aparente satisfação," depois "fez declarações oportunistas caluniando Cuba, que tão generosamente se comportou com ele", explicou Fidel Castro.

"O militar profissional de Cangamba, partidário de iniciativas absurdas e inventor de ofensivas estéreis sobre a remota Jamba, deixou-se conquistar pela ideologia anticubana do inimigo. Não há muitos que o defendam no seu povo patriótico", disse Fidel castro.

Na década de 80, os confrontos em Angola tomaram uma nova proporção com as investidas da África do Sul no sudoeste de Angola, apoiando a UNITA e a defesa do MPLA pelo norte apoiado pelos cubanos.

O quinto congresso da UNITA em Kapembe, sul de Mavinga no Cuando Cubango, em 1982 deu início às grandes contra-ofensivas do partido do Galo Negro apoiado pela África do Sul.

Com a chegada de Ronald Reagen ao poder nos EUA, a UNITA passou a ter mais poder bélico e foram travadas ofensivas em Mavinga (Batalha do Cuito Canavale), região da província do Cuando Cubango, que diminuiram consideravelmente o poder bélico e moral das forças militares do Governo.

Os principais protagonistas deste confronto foram o então ministro da Defesa, Pedro Maria Tonha "Pedale", e o Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas Populares de Libertação de Angola, António França NDalu, do lado do Governo, e das Forças Armadas da UNITA, Forças Armadas de Libertação de Angola, o general o Comandante Arlindo chenda Pene "Ben Ben".

A partir de 1985 iniciaram-se negociações para a retirada das tropas cubanas em Angola, no âmbito do plano de Independência do Sudoeste Africano/Namíbia e fim do Apartheid na África do Sul.

E em 1989 foram assinados os acordos de Gbadolite, cujas Delegações da parte Angolana foram dirigidas por António França Ndalu e Jorge Alicerces Valentim.

As tropas cubanas chegaram a Angola em 1976, apoiadas pela antiga União Soviética para apoiar as tropas do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), a pedido do primeiro Presidente de Angola, Agostinho Neto.

Até 1993, estimativas militares angolanas apontam para a presença no país de cerca de 200 mil tropas expedicionárias cubanas e 500 assessores soviéticos, enquanto a UNITA dispunha de 50 mil homens em todas as frentes de combate.

Cuba e Angola mantém até hoje vínculos de cooperação, nomeadamente com a transferência de quadros cubanos para a área da saúde e educação em Angola e para a formação de angolanos em Cuba.
 
Fonte: SIC



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