Luanda – As forças da ordem pública reprimiram nesta quarta-feira, 09, em Luanda, a manifestação dos veteranos de guerra que exigiam da Caixa de Segurança Social as suas pensões de reforma. Cerca de 150 ex-militares das Forças Armadas de Angola foram forçados a abandonar as imediações das instalações da Caixa Social, pela Polícia Militar, Polícia de Intervenção Rápida, Brigada Canina e da Cavalaria.

Fonte: Unita


Mas os manifestantes dizem que vão prosseguir com as suas acções até serem pagos. Luciana Lemos disse que a presença de tanta força policial "é um sinal de que eles estão envergonhados”, acrescentando que “ao invés de mandarem polícias para nos correrem com cães, deviam dar o nosso dinheiro”.

A antiga combatente Luciana Lemos chamou a atenção para a situação de muitos de seus colegas. “Temos colegas aí que estão a passar mal, só dependem mesmo do dinheiro da Caixa Social, já não fazem mais nada, só Deus sabe. Está mal, muito mal”, salientou.

Fernando Kiala que disse que a acção policial se deveu ao facto de “falar a realidade porque dói”. “Eles já esqueceram o que os militares deram por este país, uns tombaram outros estão aí a mendigar no largo 1º de Maio”, desabafo.

O Presidente da República, na qualidade de comandante em chefe das FAA, não escapou das críticas dos veteranos de guerra. “O camarada Presidente da República disse e prometeu que será Presidente de todos angolanos, como é que agora faz isso? Ele passa nos carros com vidros fumados para não ver a realidade”, frisou Kiala.

Os ex-militares alertam que enquanto o dinheiro das pensões não cair nas suas contas as manifestações vão prosseguir. “Se as coisas continuarem assim, as manifestações na Caixa Social vão continuar até às últimas consequências porque nós não vamos parar”, asseverou um dos manifestantes.



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