Luanda - o empresário Henrique Miguel «Riquinho», na «troca de mimos» que teve com o Governador Provincial de Luanda, por causa da posse de um terreno à Vila Alice que ele detinha a título precário, chegou a dizer que Bento Bento lhe foi «ingrato», por não ter levado em consideração os alegados favores por si feitos a ele, na sua condição de chefe do comité local do MPLA, quando se predispusera a «despejá-lo» do rincão da controvérsia.

Fonte: SA

«Ascensão de Bento Bento não deve nada a Riquinho»

Já se sabe, aliás, que o terreno da discórdia fora, afinal, cedido à Fundação Lwini, que aí  deverá erguer uma «torre» que, entre outras serventias, acolherá a sua sede. E, em relação a isto, parece que está já tudo dito.


Pois, como íamos dizendo, em resposta a um comunicado a emitido a propósito da «maka», há duas semanas, pelo Governo Provincial de Luanda, Riquinho, em carta enviada ao seu titular, faria questão de recordar a Bento Bento que não esperava ser «esbulhado» da forma como o foi (compulsivamente) por decisão de alguém a quem já ajudara em momentos de «tempestade».


E, mais do que isso, faria de questão de se interrogar se Bento Bento já se tinha esquecido que a sua própria ascensão política se deveria a uma alegada contribuição decisiva de Henrique Miguel, que o teria apoiado na conferência provincial para a escolha de delegados ao último congresso do partido dos camaradas, «com 30 autocarros, 6 miniautocarros e 72 motoristas», quando não haveria mais ninguém que pudesse fazer igual.


«Esqueceu-se, V. Excelência, que a sua promoção também se deveu, em grande parte, à organização e capacidade de mobilização que demonstrou nos grandes eventos do MPLA (conferência, campanhas eleitorais, congresso, etc.), onde eu, de forma directa ou indirecta, contribuí para o seu sucesso? Será que por ter alcançado o seu sucesso e eu já não lhe  poder garantir, esqueceu-se de mim e agora já não sirvo os seus interesses?», interroga-se o «empresário do povo» na carta ao Governador Bento Bento.


Ora, parece ser aqui que a porca torceu o rabo, uma vez que figuras ligadas ao comité provincial de Luanda do MPLA garantem que Riquinho, na verdade, nada fez de concreto em relação à mobilização popular para o voto a favor do partido no poder.


«Se mobilizar os eleitores é ‘oferecer’ carros que depois são recebidos ou chamar artistas para espectáculos que depois não os paga, então estamos conversados», disse uma delas em conversa com este jornal.


«Portanto, é infundado dizer, como ele o faz, que a ascensão política do ‘camarada’ Bento Bento se deva também a uma contribuição sua. Isto não corresponde, nem um pouco, à verdade», sublinha o nosso interlocutor, para quem a promoção do actual governador de Luanda e 1.º secretário local do MPLA é um reconhecimento do «Chefe», em primeiro lugar, à sua elevada, antiga e verdadeira dedicação ao partido. «É claro que ele não trabalha sozinho, havendo naturalmente ‘camaradas’ a que se tem de relevar neste processo, porque é um processo, mas a sua promoção nada tem a ver com Riquinhos ou gente parecida», rematou a fonte que temos estado a citar.



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