Luanda - O Executivo angolano vai continuar a criar condições para a melhoria do Serviço Nacional de Saúde e, particularmente, a formação dos médicos e demais profissionais do sector, de modo a poderem dar o seu contributo na organização e funcionamento deste ramo.

Fonte: Angop
 
O facto foi confirmado, sexta-feira, em Luanda, pelo vice-presidente da República, Manuel Vicente, quando discursava na abertura do VIII Congresso Internacional dos Médicos de Angola, que decorre no Centro de Convenções de Talatona.
 
O vice-presidente deu a conhecer que o Governo vai iniciar, este ano, a implementação do amplo Plano Nacional de Formação de Quadros para o período 2013/2020.
 
Lembrou que neste domínio, em relação ao sector da Saúde, foram já desenvolvidas intervenções concretas, incluindo políticas que possam assegurar a melhoria das condições de fixação de quadros a nível local e o acesso à pós-graduação, especialização e desenvolvimento de carreiras.
 
“São estes futuros profissionais de saúde que permitirão o aumento da prestação de serviços a nível local, tendo em conta que Angola, actualmente, dispõe apenas de cerca de dois médicos para cada 10 mil habitantes”, asseverou.
 

Manuel Vicente, na sua intervenção, destacou as realizações do Executivo visando a melhoria do acesso a população dos serviços de saúde, sublinhando os avanços na construção e reabilitação de infra-estruturas deste ramo, dotadas de meios técnicos e tecnológicos modernos.

 
Esta aposta, frisou, permitiu a expansão da rede sanitária municipal e a criação de novos serviços especializados de referência, e as perspectivas que se vislumbram rumo à aplicação do programa do Executivo no domínio da saúde.

 
Graças a este esforços, o vice-presidente da República ilustrou que entre 2005 e 2011 foram construídas e reabilitadas 775 unidades do primeiro nível de atenção, 14 hospitais gerais e 12 hospitais centrais, o que permitiu o aumento do acesso aos serviços de saúde, que passou de 30% em 2001 para 44,6% em 2011.

 
Realçou que os indicadores de saúde publicados em 2010, pelo Instituto Nacional de Estatística e, em 2011, pela Organização Mundial de Saúde, assinalam progressos no que respeita à esperança de vida, que passou de 48 anos em ambos os sexo, em 2008, para 52 anos em 2010, e nível da mortalidade materna e infantil que passou de 150 para 116 mortes por mil nascidos vivos.

 
Garantiu que continuará a aposta na luta pela erradicação da poliomielite, cujos resultados até agora são encorajadores, pois desde o mês de Julho de 2011 que não se regista nenhum caso desta doença no país.
 

O VIII Congresso Internacional dos Médicos de Angola, com duração de dois dias, decorre sob o lema “A saúde em Angola - o presente e o futuro”, em paralelo com a Feira Médica Hospitalar.
 

Temas como “Perspectivas da medicina - o fio condutor para uma visão integrada”, “Situação actual, avanços e perspectivas da dermatologia em Angola”, “A saúde da criança e da mulher - panorama geral e futuro”, “Organização do Serviço de Oncologia”, “Neurocirurgia - situação actual e perspectiva”, entre outros, serão abordados no evento, que decorre sob os auspícios da Ordem dos Médicos de Angola.



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