Lisboa - Angola não está imune à crise económica internacional, mas o setor bancário continua a crescer em todas as áreas, e a apresentar “inúmeras oportunidades de crescimento e Desenvolvimento”, afirmam a “Análise ao Sector Bancário Angolano” apresentado pela consultora KMPG.

Fonte: NJ

“O comportamento das Instituições Financeiras manteve a sua tendência de crescimento em praticamente todas as rubricas de análise (nomeadamente ao nível dos Activos, Crédito, Depósitos e Resultados), não obstante o abrandamento do ritmo”, refere o estudo recentemente publicado.

“Nesta base, o sector continua a apresentar inúmeras oportunidades de crescimento e desenvolvimento, como é exemplo a baixa taxa de penetração de serviços Bancários (taxa de“bancarização” de 22%), apresentada pelo BNA já em Agosto de 2012”, adiantam os analistas da KPMG.

A dinâmica do setor, consideram, dependerá também da incorporação nas suas actividades, das melhores práticas internacionais de modo a aproximar-se de comportamentos exemplo e criar mais valor. O Banco Nacional de Angola (BNA) continua a assumir e reforçar o seu papel-chave nesta mudança.

Tem-se regido pelo esforço de aproximação às práticas internacionais sabendo que os níveis de exigência a que obriga as instituições bancárias, “se traduzem num processo de implementação e ajustamento graduais nas diversas Instituições supervisionadas”.

A consultora KMPG elencou uma sério de desafios sobre os quais pretende partilhar o seu conhecimento. É prioritário adoptar uma actuação orientada ao cliente, apostando para isso num esforço de fidelização, retenção e angariação de clientes. Outros conceitos considerados nos desafios para o sector são o “corporate governance”, a eficiência no negócio bancário, a gestão de risco de crédito, lei cambial, reforma tributária, mercado de capitais e a continuidade do negócio, entre outros.

O ano de 2011, refere a KPMG, foi de crescimento económico, com perspectivas de crescimento de cerca de 6,83 por cento (FMI) para o ano de 2012 e de 5,46 para 2013. Apesar de algum optimismo sobre a evolução da economia nacional, Angola permanece exposta à crise externa.

A importância da evolução económica no cenário internacional influi sobre a realidade angolana na medida em que o seu PIB continua muito dependente das receitas provenientes da exploração de petróleo, ainda que seja facto o esforço de diversificação sectorial.

Prova do elevado nível de investimento em infra-estruturas, sistemas e recursos humanos é o aumento do número de ATM (multicaixa) para 1.629 (crescimento de cerca de 26%) e de TPA (crescimento de 50% para 18.199 terminais); a abertura de 153 novos balcões durante 2011, passando a existir 991, representando um aumento de 18,3%; a criação de 1.157 novos postos de trabalho no sector, que emprega já um total de 13.700 pessoas e os planos de formação para os recursos humanos.

“Apesar de se tratar de um Sector com inegáveis oportunidades de crescimento, onde a evolução e transformação têm ocorrido de forma bastante rápida, permitindo a sua convergência para uma realidade com maior nível de maturidade e sofisticação, estamos conscientes de que continua a existir um caminho a percorrer”, refere a KPMG.

“Desta forma, antevemos que o Sector Bancário em Angola continue a apresentar uma elevada dinâmica, tendo necessariamente que se adaptar aos desafios e às tendências emergentes”, adianta.



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