Lisboa – Após ter saído ileso de um atentado de homicídio registada em 2010, com vários disparos, a queima-roupa, direccionado a sua pessoa, quando se encontrava no interior da sua residência, em companhia da família, em plena luz de dia, o antigo vice-ministro do Interior para os Serviços Prisionais e Bombeiros, o general Júnior Kotingo Wandick Kavanack (na foto), voltou a salvar-se novamente, por milagre, de uma outra “tentativa de assassinato”, recentemente no bairro Kapalanga/Porto Seco, no município de Viana, em Luanda.

Fonte: Club-k.net

O terreno foi pago pelo Ministério do Interior

Desta vez a bárbara acção fora protagonizada por um grupo de malfeitores  que têm vindo a efectuar vários assaltos, e assassinatos, aos proprietários dos terrenos localizados nas áreas do Kapalanga, Zangos, Mulenvos, Camama, Kikuxi, Ramiro, Funda, Cacuaco, Calumbo, 11 de Novembro, entre outras.

O facto ocorreu a 400 metros da sua residência (no bairro Kapalanga/Porto Seco), numa altura em que o general Júnior Kanavack, encontrava-se, em companhia dos seus funcionários, dentro do seu “pequeno terreno”, localizado adjacente dos três edifícios da seguradora angolana AAA (na via expressa que liga os municípios de Viana e Cacuaco), a efectuar uma visita rotineira.

A tentativa de homicídio sofrida deixou o antigo vice-ministro do Interior (durante a vigência do Governo de Unidade e Reconciliação Nacional, pela UNITA), de 54 anos de idade, com graves ferimentos na cabeça; a fractura da clavícula do lado direito; e marcas de golpes em todo corpo. “Era imaginável que uma acção de género pudesse acontecer comigo e com outros, uma vez que encontrávamo-nos a 400 metros da minha residência”, disse o mesmo.

O Club-K  soube através de uma missiva que a vítima endereçou (há quase um mês) aos órgãos competentes do Executivo – até agora sem resposta – que os agressores faziam-se transportar em seis viaturas sendo, dois Toyota Hilux, que posicionaram a uma distância junto a periferia, enquanto os (quatro) turismos estavam fixados na rua onde se localiza a referida parcela de terra.

“Não se podia adivinhar um cenário igual por se tratar de um espaço que foi adquirido em 2008, que está entre empresas em construção e residências habitadas, dentro do bairro, e propriedade de minha titularidade via património do MININT, no ano supra citado, com documentação legal feita pela administração municipal Viana”, argumentou.

Na mesma missiva, o ex-vice-ministro do Interior salienta que, para todos efeitos, é caso para afirmar que os outros três elementos pagaram apenas por terem vindo em sua companhia. “Porque da forma como a acção se desenvolveu incluindo tirar-me fotos com telefones enquanto se efectuava a tortura, não deixa equívocos de ter sido eu o alvo de preferência, e não faltaram bocas tais como «este é o tal General»!”, explicou.

Júnior Kanavack suspeita que a insistência de alguns agressores “que aparentavam actuar como cabecilhas” em questionar-lhes se haviam reconhecido alguém (entre os agressores, ou se havíamos fixado as matrículas dos carros, bem como a perseguição que fizeram a viatura dos cidadãos portugueses que nos socorreram) do local da tragédia, até a casa, espelha claramente o “espírito de retaliação”.

A fonte assegura que “se algo mais houver por acrescentar, diria que é um grupo conhecido que colabora com os funcionários do sector de Inspecção e Fiscalização da administração de Viana, a luz de procedimentos que se acompanham no terreno evidenciando”.

Acrescentando que “este grupo tem chefes e estão sempre disponíveis para qualquer obra do mal. E o pior de tudo é quanto os membros idóneos e lúcidos da nossa sociedade estimulam estes ‘gangs criminosos’, solicitando os seus préstimos, levando-os assim ao encorajamento da prática, pois, se torna para eles uma profissão sem olhar para o lado danoso, o da destruição de vidas de inocentes, como teria sido fatal para o meu caso pessoal”.

Horas após do sucedido, o ex-vice-ministro Júnior Kanavack dirigiu-se ao Comando Municipal de Viana e, posteriormente, a inspecção do Comando Provincial de Luanda, da polícia nacional para registar uma queixa formal. Mas, até ao momento, e ao que tudo parece, o processo número 15601/012-02, (sob responsabilidade do instrutor Bento, porta 18), encontra-se engavetado. Pois, este não tuge e muito menos muge. 

Já no dia seguinte (18/10), o mesmo fora direccionado ao gabinete da criminalística da Direcção Provincial de Investigação Criminal (DPIC) de Luanda. “Escrevi também para o ministro do Interior, Comandante Geral da PN, ao Chefe Estado Maior General das FAA, a Assembleia Nacional, aos directores do SINSE e da DNIC (ofício número 772/GAB. DNIC/012, datada a 06/11/12)”.

Mesmo depois de ter levado a cabo todas estas diligências, o seu “pequeno terreno” continua sob vigilância (24 horas/dia) do grupo dos agressores. “Acho que o mesmo depois do programa de assassinato contra mim ter sido abortado, na minha ausência em tratamentos no exterior do país, os que a ‘ferro e fogo’ querem usurpar o meu espaço, ousaram colocar quatro contentores e um guarda armado, desde do passado dia 27/01/2013, e começaram com os seus trabalhos na mesma parcela, desafiando assim aos inquéritos que a judiciária militar e a DPIC estão a cabo”, assegurou.



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