EUA - Obama depois de se encontrar com líderes africanos

29 de março de 2013
CASA BRANCA
Escritório do Secretário de Imprensa
28 de março de 2013
DISCURSO DO PRESIDENTE
DEPOIS DE SE TER REUNIDO COM LÍDERES AFRICANOS
Sala do Gabinete

PRESIDENTE: Bem, é um grande prazer dar as boas-vindas a quatro líderes de África, que estão todos a realizar um trabalho excelente: presidente Sall do Senegal, presidente Banda do Malawi, presidente Koroma da Sierra Leone e o primeiro-ministro Neves de Cabo Verde.

A razão pela qual me estou a encontrar com estes quatro é porque eles exemplificam os progressos que estamos a ver em África. Todos tiveram que enfrentar desafios extraordinários. Sierra Leone há apenas 10 anos encontrava-se no meio de uma guerra civil atroz, jamais vista. E contudo, agora assistimos a eleições livres e justas. E sob a liderança do presidente Koroma, vimos não só boa governação mas também um crescimento económico significativo.


Quando falamos do Malawi, houve uma crise constitucional apenas no ano passado. E contudo, a presidente Banda não só conseguiu manter-se no poder e garantir que a ordem constitucional fosse restaurada, mas também fez progressos consideráveis em nome do seu povo. E a sua história pessoal de vencer abusos e liderar as mulheres em todo o país julgo que indica o tipo de progresso que pode ser alcançado quando a liderança é forte. O mesmo se aplica a Sua Excelência presidente Sall. Houve alguns acidentes de percurso no que se refere à transição do presidente anterior. Contudo, os senegaleses ergueram-se a nível das bases e mantiveram a sua democracia.


E Cabo Verde é uma verdadeira história de sucesso. Ouvimos o Primeiro Ministro Neves dizer que em algumas décadas passaram de um rendimento per capita de talvez US$ 200 por ano para US$ 4 mil agora e estão a avançar e galgar posições em termos de níveis de desenvolvimento graças à boa governação e gestão.

 

Então a nossa discussão incide em, número um, como continuar a construir democracias fortes; como continuar a construir com base em transparência e responsabilidade. Porque o que nós aprendemos nas últimas décadas é que quando há boa governação – quando temos democracias que funcionam, gestão criteriosa de fundos públicos, transparência e responsabilidade para com os cidadãos que elegem os líderes – isso é bom não só para o estado e o governo em exercício, mas também é bom para o desenvolvimento económico porque dá confiança ao povo, atrai negócios, facilita o comércio.


Todos esses líderes têm boas histórias para contar acerca disso. Reconhecem que ainda há mais trabalho a fazer e por isso estou muito satisfeito por todos eles quererem avançar na Parceria Governo Aberto que ajudámos a organizar há vários anos através das Nações Unidas e à qual agora estamos a ver a adesão de países de todo o mundo – estabelecendo normas internacionais para responsabilidade e transparência que podem conduzir à boa governação.

 

Também conversámos acerca da situação económica. E todos nós reconhecemos que, apesar da África estar realmente a crescer mais depressa que quase qualquer outra região do mundo, começou com um ponto de partida baixo e ainda tem muito trabalho a realizar. E isso significa o desenvolvimento da capacitação humana e a melhoria da educação e das competências para o emprego de populações jovens a aumentarem rapidamente. Significa melhorar o acesso aos setores da energia e dos transportes. E assim discutimos como é que os Estados Unidos podem continuar a ser um parceiro eficaz destes países.


E depois falámos dos jovens em geral e de como podemos mobilizar a próxima geração de líderes africanos. E pessoas como o Presidente Koroma têm tido grande interesse em encontrar mais formas de recrutar e integrar os jovens não só para se envolverem no serviço público, mas também para se envolverem em empreendedorismo a fim de ajudarem a construir estes países.


E por isso a minha mensagem principal a cada um destes líderes é que os Estados Unidos vão ser um parceiro mais forte, não com base no modelo antigo em que nós somos um doador e eles apenas um beneficiário, mas um novo modelo que se baseie em parceria e no reconhecimento de que nenhum continente tem maior potencial ou vantagem do que o continente africano, se tiverem de facto o tipo de liderança forte que estes quatro indivíduos representam. E tencionamos continuar a colaborar com eles através de uma serie de programas – através do Desafio do Milénio, através da USAID, através de programas Pepfar – mas nós estamos também à procura de novos modelos que possam melhorar potencialmente as nossas relações bilaterais ainda mais.


O último ponto que mencionaria: todos discutimos os desafios regionais inerentes. Obviamente, desenvolvimento económico, prosperidade não acontecem se houver conflito constante. E ninguém sabe isso melhor do que estes indivíduos. Alguns como o Presidente Koroma viram isso em direto.


Ora, muitas destas ameaças são transnacionais. Vimos o terrorismo infiltrar-se na região. Vimos cartéis de droga que estão a usar a África Ocidental, em particular como ponto de passagem. Tudo isto prejudica alguns dos progressos realizados e por isso os Estados Unidos continuarão a cooperar com cada um destes países para tentar encontrar soluções inteligentes para que possam reforçar mais capacidade e garantir que estes cancros não se desenvolvam na sua região. E os Estados Unidos também tencionam ser um parceiro forte nisso.


Então, apenas quero dizer a cada um deles obrigado pelo vosso trabalho extraordinário. Devem saber que têm um grande amigo nos Estados Unidos, no povo dos Estados Unidos e no Presidente dos Estados Unidos porque acreditamos que se vocês tiverem sucesso isso, em última análise, irá ajudar-nos a desenvolver as nossas economias e contribuirá igualmente para um mundo mais pacífico. Muito obrigado.
Muito obrigado a todos.
P Mandela?


PRESIDENTE: Bem, obviamente que todos nós estamos profundamente preocupados com a saúde de Nelson Mandela. Julgo que ele é um herói para todos nós. Tenho a certeza de que falo pelos outros líderes aqui. E todos nós vamos mantê-lo nos nossos pensamentos e nas nossas orações e a toda a sua família. Ele é tão forte fisicamente como tem sido no caráter e na liderança durante tantas décadas e esperamos que vença este desafio mais recente. Mas todos reconhecemos que deu tudo ao seu povo, o povo da África do Sul, ao povo do continente e acabou por ser uma inspiração para todos nós. Quando pensamos num único indivíduo que incorpore o tipo de qualidades de liderança a que julgo que todos aspiramos, o primeiro nome que surge é Nelson Mandela e por isso desejamos-lhe tudo de bom.
Obrigado a todos.

FIM 15h54 Horário de verão da Costa Leste dos EUA



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